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Associação de defesa do patrimônio histórico, arquitetônico,
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>>>>> PERFIL: Sérgio Reze


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Entre os líderes sociais que têm surgido em São Paulo nos últimos tempos, Sérgio Reze se destaca. Nascido e criado em Sorocaba, é do tipo que não fica parado quando vê algo de errado acontecendo na cidade que adotou. Músico por profissão, é capaz de discorrer sobre questões urbanas com pleno conhecimento de causa, sendo conhecido por suas posições ao mesmo tempo ponderadas e contundentes.

Sérgio iniciou seu ativismo em defesa da cidade recém-chegado a São Paulo: tendo optado, após uma minuciosa pesquisa, por morar no aconchegante bairro do Jardim Previdência, assim que se mudou viu o lugar ameaçado pela especulação imobiliária. Não teve dúvidas: arregaçou as mangas e foi à luta. Sérgio Reze é atualmente diretor do Movimento Defenda São Paulo.

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Entrevista com Sérgio Reze


- Como você começou a se interessar pelos problemas relativos à cidade?

Há cerca de 6 anos, eu havia acabado de mudar de residência e comecei a atuar na Associação do bairro onde moro. Foi então, que tive um choque de realidade ao ver como as autoridades do executivo, do legislativo e os gestores públicos atuam de forma dissonante e descolada em relação à legislação urbanística e aos preceitos mais básicos contidos no Estatuto da Cidade, causando uma reação em cadeia extremamente danosa para o meio ambiente urbano e a coletividade.  Senti necessidade, como cidadão, de reagir e colaborar  junto a sociedade civil, que se encontra cada vez mais organizada e atuante na luta pelos seus direitos e pela reversão desse processo nocivo que se arrasta historicamente.


 


- Como você vê a situação da cidade atualmente?


Muito grave, o ambiente urbano está deteriorado pela ocupação excessiva e mal ordenada. A  saturação dos espaços, promovida pela intensa verticalização e concentração de enormes "containers " de concreto que aqui, como se vê , não tem promovido uma ocupação inteligente do território, tem gerado problemas como: falta de drenagem devido à intensa impermeabilização do solo; alterações climáticas e elevação da temperatura devido à  subtração de áreas verdes e a  dificuldade de circulação, com a estagnação do ar imposta pelas grandes barreiras formadas por enormes edifícios,  traz os fenômenos das ilhas de calor, microclimas, efeito estufa e tempestades localizadas, resultando em enchentes e situações caóticas agravadas pela  concentração excessiva  de automóveis, congestionamentos, poluição sonora, deterioração da qualidade do ar  e prejuízo à saúde em níveis alarmantes;   efeito de sombreamento e subtração da paisagem que, somados a um exagerado e anormal processo de construção e desconstrução da cidade, movido por interesses e necessidades de grupos específicos, provoca a contínua e crescente perda de identidade em comunidades locais e da cidade em seu todo. Essas são algumas das questões que têm que ser revistas e ter os seus processos revertidos com urgência.



- Qual é seu ideal de cidade? E o que é preciso fazer para São Paulo se tornar uma cidade melhor?

Que nossa cidade realize seu potencial e se transforme em um local onde todos os seres vivos possam conviver de forma harmoniosa, em um meio ambiente saudável onde prevaleça o bem estar. Para isso, é necessário que a  justiça, o respeito ao próximo, as leis e o meio ambiente,  o bom planejamento, com a utilização dos corpos técnicos capacitados municipais e estaduais, e a democracia participativa de verdade se tornem uma prática e um exercício cotidiano e que aqueles que, ocupando provisoriamente um mandato público, atuem em favorecimento próprio ou de grupos particulares em detrimento dos interesses difusos e maiores da coletividade sejam excluídos da vida pública. Para que isso aconteça, é  necessária uma união e atuação eficaz entre sociedade civil organizada e Poder Judiciário . Isso parece que tem ocorrido e se intensificado nos últimos anos, a cidade acordou!


 
 
 


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