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Associação de defesa do patrimônio histórico, arquitetônico,
cultural e paisagístico da cidade de São Paulo


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>> CARTA ABERTA / Hospital Matarazzo



A cidade de São Paulo possui inúmeros exemplos de empreendedores responsáveis por grandes monumentos que hoje são indiscutíveis patrimônios culturais, como é o caso do complexo do Hospital Matarazzo, próximo ao centro financeiro metropolitano. Fundado em 1904, o complexo foi durante muito tempo referência de atendimento médico de qualidade, e ocupa uma extensa área com grande aglomeração de verde e obras arquitetônicas relevantes.

O hospital foi tombado pelos órgãos de proteção do patrimônio histórico e artístico municipal e estadual após motivação da própria população, que exigiu que fosse preservado como bem cultural. A medida é justificada pela grande especulação imobiliária que atua em nossa cidade e pelos resultados do controverso processo que envolveu a Mansão Matarazzo na Avenida Paulista, que após muitos debates foi demolida e transformada em estacionamento, não se respeitando inclusive a extensa área verde do local.

Com a divulgação pela mídia de um empreendimento a ser realizado no local pelo grupo francês Allard, a Associação Preserva São Paulo foi gentilmente convidada pela empresa e recebida por representantes da Allard nas dependências do complexo para uma visita e reunião, onde seriam expostos pormenores do projeto.

O que ficou constatado durante a visita do PreservaSP é que o conjunto encontra-se no geral em condições razoáveis, necessitando apenas de reparos e alterações para a acomodação de um projeto que  eventualmente mantivesse a função original, ou seja, para se implantar um novo hospital a estrutura estaria mais preparada para recebê-lo.

Como se trata de uma adaptação para transformar o conjunto no que seria um hotel, um shopping center, um centro cultural e uma torre comercial, os representantes do empreendedor informaram que existe a necessidade de uma intervenção mais aprofundada, com a substancial modificação do interior dos edifícios cuja preservação é somente da fachada, a demolição de uma construção de 1974 que nunca chegou a ser inaugurada e alterações no prédio da maternidade, cujos interiores também são tombados. Algumas dessas intervenções exigem uma alteração na resolução de tombamento do Condephaat.

A Associação Preserva São Paulo saúda a iniciativa de se adaptar para um novo uso um antigo conjunto hospitalar da maior importância histórica, arquitetônica e ambiental para a cidade e abandonado há muitos anos. No entanto, entendemos que tal adaptação deve necessariamente se adequar às regras do tombamento vigente. Flexibilizar uma resolução de tombamento equivale na prática a um destombamento parcial, o que criaria um sério precedente para o órgão de preservação.

Associação Preserva São Paulo


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