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Autor Tópico: História - Barão da Bocaina  (Lida 58470 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 11/Fevereiro/2009, 09:21:24 »

História - Barão da Bocaina

Francisco de Paula Vicente de Azevedo
José Luiz Pasin

Nasceu em Lorena, no dia 8 de outubro de 1856, filho do Coronel José Vicente de Azevedo e de Angelina Moreira de Castro Lima. Aos treze anos de idade, órfão de pai, foi estudar em São Paulo, levado por seu tio, o Dr. Pedro Vicente de Azevedo. Nomeado Coletor de Rendas Gerais de Lorena, em 1876, dedicou-se à política, à indústria e ao comércio. Em 1880, assumiu a chefia do Partido Conservador em Lorena, sendo eleito vereador e depois presidente, cargo que ocupou até a proclamação da República. Fazendeiro nos municípios de Lorena, Piquete, Guaratinguetá, Cunha, Pindamonhangaba e Itajubá, foi um dos pioneiros na introdução do trabalho livre em suas propriedades, promovendo o estabelecimento de várias colônias agrícolas para imigrantes, como a de Canas (Lorena), Quiririm (Taubaté) e Sabaúna (Mogi das Cruzes), a primeira das quais foi organizada por ele e dirigida gratuitamente. Em 1861, adquiriu uma grande extensão de terras na serra da Mantiqueira, no atual município de Delfim Moreira, onde fundou a fazenda de São Francisco dos Campos do Jordão, considerada uma fazenda modelo, elogiada em publicações diversas no Brasil e no exterior. Foi um dos fundadores do Engenho Central de Lorena, sendo agraciado pelo Imperador Dom Pedro II com a Comenda da Imperial Ordem da Rosa e, no dia 7 de maio de 1887, com o título de Barão da Bocaina. Quando na presidência da Câmara Municipal de Lorena, dotou a cidade com uma linha de bondes, plantou as palmeiras imperiais, construiu o cemitério municipal e uma ponte de ferro sobre o ribeirão Tabuão. Passando a residir em São Paulo, foi um dos fundadores e diretores do Banco Comércio e Indústria de São Paulo, e diretor do Banco de Crédito Real, do Banco Comercial de São Paulo e da Companhia Melhoramentos de São Paulo e de outras grandes empresas. Foi membro da Comissão Executiva da nova Catedral de São Paulo e Diretor dos Correios e Telégrafos. Com a proclamação da República, retirou-se da vida política, excursionando pela Europa, de onde regressou trazendo idéias e projetos progressistas, entre os quais a introdução da correspondência expressa no Brasil. Em suas terras de São Francisco dos Campos do Jordão, fundou a primeira estância climática e um sanatório para tuberculosos, introduzindo a cultura de frutas européias, plantando 5.000 pés de marmelo. Na presidência Campos Salles doou as terras necessárias para a instalação de uma Fábrica de Pólvora, em Piquete, e para a construção de um Sanatório Militar, em Lavrinhas. Na presidência Rodrigues Alves, assumiu a Coletoria Federal de São Paulo e reorganizou o serviço de arrecadação das rendas federais. Em 1910, foi um dos membros da Comissão das Novas Avenidas de São Paulo, elaborando o primeiro plano para a remodelação e urbanização da capital do Estado. Em 1912, organizou a Companhia "Águas Minerais Santa Rosa", em Campos Novos de Cunha. Em 1918, solicitou ao Governo Federal a reconstrução da estrada Lorena-Mambucaba. Batalhou pela construção de uma Usina Siderúrgica no Vale do Paraíba e pela eletrificação da Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi o fundador da vila, hoje município de Canas, e o responsável pela elevação de Cachoeira Paulista a cidade, com o nome de Bocaina.
Católico fervoroso, em 1926 foi eleito provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lorena, sendo também provedor da Irmandade de Nossa Senhora da Piedade de Lorena e da Irmandade do Senhor dos Passos, em São Paulo. Por ocasião do centenário do seu nascimento, foi homenageado pelo Governo Federal, com um selo comemorativo e sessões solenes na Câmara dos Deputados, na Assembléia Legislativa de São Paulo e por toda a imprensa de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Vale do Paraíba. A Câmara Municipal de Lorena prestou-lhe significativa homenagem em sessão presidida pelo governador Jânio Quadros, inaugurando seu retrato no salão nobre da Edilidade. Na Agência dos Correios de Lorena foi usado um carimbo especial e inaugurada uma placa de bronze alusiva à efeméride. Na ponte de ferro sobre o ribeirão Tabuão, à rua Coronel José Vicente, por ele oferecida à cidade, em 1857 foi colocada uma placa com seu nome. "Foi o Barão da Bocaina sem dúvida o mais progressista dos conservadores e o mais populista dos nossos aristocratas...". O Comendador Francisco de Paula Vicente de Azevedo casou-se a 14 de setembro de 1876, com Julieta Ernestina Pinto Pacca, nascida em Resende a 18 de junho de 1856, filha do Dr. Manoel Thomaz Pinto Pacca e de Virgínia Ernestina de Azevedo Pacca. Teve com ela o filho José, falecido na infância. Casou-se pela segunda vez a 2 de abril de 1891, com Rosa Bueno Lopes de Oliveira, nascida em Sorocaba a 7 de outubro de 1870, filha de Manoel Lopes de Oliveira e de Francisca de Assis Bueno Lopes de Oliveira, tendo os seguintes filhos:

1. Dr. Francisco de Paula Vicente de Azevedo, casado com Cecília Bressane Galvão Vicente de Azevedo;
2. Lavínia Vicente de Azevedo, religiosa carmelita;
3. Eng.º José Armando Vicente de Azevedo;
4. Dr. Geraldo Vicente de Azevedo, casado com Maria de Lourdes Vicente de Azevedo.
Dona Rosa Bueno Lopes de Oliveira, agraciada com o título de Baronesa da Bocaina, foi a última titular feminina agraciada no império. O Barão da Bocaina faleceu em São Paulo, no dia 17 de outubro de 1938, aos oitenta e dois anos de idade, o último titular vivo do Império Brasileiro

Sobre o casarão, ele é de 1911 e o que aconteceu é que a última herdeira do Barão da Bocaina morreu, e então, o imóvel foi dividido entre vários outros parentes que não estavam nem aí a resolveram vender o casarão pra construtora Stan.

Reportagem que, inclusive, cita o PreservaSP:
http://www.preservasp.org.br/forum/index.php/topic,116.0.html
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080904/not_imp235923,0.php
http://novaurbis.blogspot.com/2008/09/imvel-do-baro-de-bocaina-foi-vendido.html

Reportagem que cita o PreservaSP e e a Samorcc (a Sociedade de Amigos e Moradores de Cerqueira César, nossa parceira na manifestação):
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,demolicao-de-casarao-gera-protesto-nos-jardins-em-sp,319926,0.htm
http://www.preservasp.org.br/forum/index.php/topic,209.0.html
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