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Autor Tópico: As falhas da política de preservação do patrimônio  (Lida 451 vezes)
Tatiane Cornetti
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« : 29/Outubro/2009, 07:48:56 »

As falhas da política de preservação do patrimônio


 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, lançaram na semana passada em Ouro Preto (MG) o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas, que prevê investimentos na infraestrutura de até 173 cidades brasileiras tombadas pelo patrimônio histórico. Abrigado sob o generoso guarda-chuva do PAC, o projeto deverá injetar R$ 140 milhões ainda este ano e outros R$ 750 milhões até 2012 em obras de requalificação urbanística, financiamento para recuperação de imóveis privados, restauro de monumentos e incentivos ao turismo. Ainda assim, apesar de todo esse tom “salvador” dos investimentos, especialistas consideram que o programa não irá resolver os inúmeros desafios da preservação do patrimônio nacional.

O governo afirmou que PAC começa a ser implementado até dezembro em 32 cidades, sendo que as primeiras ações incluem principalmente embutimento de fiação elétrica, restauração de construções históricas e contenção de encostas – a única paulista contemplada até agora é Santos, que pretende reformar o Casarão do Valongo ao custo de R$ 6,1 milhões. Essa obra, diga-se de passagem, já estava aprovada pelo Ministério da Cultura desde 2007. Os outros municípios beneficiados nessa fase do PAC são Marechal Deodoro, Penedo e Piranhas (AL); Cachoeira, Cairu e Salvador (BA); Icó, Sobral e Viçosa (CE); Pirenópolis (GO); São Luís (MA); Belo Horizonte, Diamantina, Ouro Preto e São João del-Rei (MG); Corumbá (MS); Belém (PA); Areia e João Pessoa (PB); Olinda, Recife e Serinhaém (PE); Parnaíba e Pedro II (PI); Rio de Janeiro (RJ); Natal (RN); Jaguarao e Piratini (RS); Laguna e São Francisco do Sul (SC); e São Cristóvão (SE).

Pelo programa que foi lançado, no entanto, ainda é difícil estimar o impacto que o projeto terá nas cidades históricas e até mesmo qual será a diferença desse PAC para os outros programas previstos pelo governo federal - uma vez que nem todas as localidades foram escolhidas ainda e não há um plano de trabalho específico para cada município.Na primeira fase do PAC das Cidades Históricas, que conta com recursos dos ministérios da Cultura, Turismo, Educação e Cidades, ele parece na verdade apenas uma extensão do Programa Monumenta, criado em 1995 e que contou com investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Em São Luís (MA), por exemplo, o centro histórico poderia revitalizado ao custo de R$ 50 milhões. Mas o PAC só contempla R$ 7 milhões para a reforma de um casarão e de uma fábrica. Já Laguna (SC) queria R$ 8,5 milhões para obras de cabeamento subterrâneo das redes de energia elétrica, mas irá ganhar R$ 1,8 milhão para a reforma de três imóveis históricos.

"O dinheiro é pouco, muito pouco para salvar todos os bens que estão abandonados no Brasil", diz Vasco de Mello, professor da Faculdade de Arquitetura e Belas Artes de São Paulo e membro do Conselho do Patrimônio de São Paulo. "Que se dê então R$ 140 milhões para duas outras três cidades apenas, aí sim teremos resultado. Para efeito de comparação, estamos gastando R$ 1,9 bilhão de uma tacada só para ampliar a Marginal do Rio Tietê em São Paulo, e ao mesmo tempo a verba é escassa para manter a memória brasileira. O que precisamos é uma política integrada, uma política que realmente resolva o problema, um plano que seja respeitado pelas cidades."


Veja o VÍDEO - Traíras, capital federal por um dia, corre o risco de desaparecer do mapa
http://tv.estadao.com.br/videos,TRARAS-UM-PATRIMNIO-ABANDONADO,66517,250,0.htm




Publicado no Blog do Estadão (26/10/2009)
http://blog.estadao.com.br/blog/metropole/?title=as_falhas_da_politica_de_preservacao_do&more=1&c=1&tb=1&pb=1&cat=1097
« Última modificação: 29/Outubro/2009, 07:51:15 por Tatiane Cornetti » Registrado
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« Responder #1 : 29/Outubro/2009, 05:20:09 »

Prezados!
Também acho que deveria ser investido muito mais dinheiro, pois são inúmeros imóveis no Brasil que precisam ser restaurados.
Deveria começar por São Paulo, pois aqui deveriam ser restaurados os poucos imóveis históricos que sobraram. O passado de uma cidade não pode ser esquecido! Na Europa, eles sim, preservam todos seus monumentos, e esse é um dos motivos que a Europa atrai tantos turistas.
O Brasil deveria segir o exemplo deles!  Wink
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