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Autor Tópico: Casarão do Barão da Bocaina - Alameda Santos X Rua Padre João Manuel  (Lida 10363 vezes)
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Gabriel
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« : 02/Março/2008, 10:57:23 pm »

Fotos que eu tirei do casarão durante a manifestação pela sua preservação, no dia 01/03:

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Jorge
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« Responder #1 : 03/Março/2008, 07:19:46 pm »

Nossa Gabriel, as foto ficaram muito boas!
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lfernandes
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« Responder #2 : 04/Março/2008, 10:20:01 pm »

Bão gente, lembram de mim?o Luiz, mascote da turma!
Boas as fotos Gabriel! a 6 não fui eu que tirei não?
Tomara que nosso protesto não tenha sido em vão, e sei que não foi, temos que ajudar São Paulo!
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Horacio Gomes Pereira Filho
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« Responder #3 : 05/Março/2008, 03:43:38 pm »

Essa foto 7  é fantástica, o contraste entre o ontem e o hoje  Wink
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Horacio Gomes Pereira Filho
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« Responder #4 : 05/Março/2008, 04:00:33 pm »

Acho que o tal do Barão foi um cara meio importante mesmo


Francisco de Paula Vicente de Azevedo
José Luiz Pasin

Nasceu em Lorena, no dia 8 de outubro de 1856, filho do Coronel José Vicente de Azevedo e de Angelina Moreira de Castro Lima. Aos treze anos de idade, órfão de pai, foi estudar em São Paulo, levado por seu tio, o Dr. Pedro Vicente de Azevedo. Nomeado Coletor de Rendas Gerais de Lorena, em 1876, dedicou-se à política, à indústria e ao comércio. Em 1880, assumiu a chefia do Partido Conservador em Lorena, sendo eleito vereador e depois presidente, cargo que ocupou até a proclamação da República. Fazendeiro nos municípios de Lorena, Piquete, Guaratinguetá, Cunha, Pindamonhangaba e Itajubá, foi um dos pioneiros na introdução do trabalho livre em suas propriedades, promovendo o estabelecimento de várias colônias agrícolas para imigrantes, como a de Canas (Lorena), Quiririm (Taubaté) e Sabaúna (Mogi das Cruzes), a primeira das quais foi organizada por ele e dirigida gratuitamente. Em 1861, adquiriu uma grande extensão de terras na serra da Mantiqueira, no atual município de Delfim Moreira, onde fundou a fazenda de São Francisco dos Campos do Jordão, considerada uma fazenda modelo, elogiada em publicações diversas no Brasil e no exterior. Foi um dos fundadores do Engenho Central de Lorena, sendo agraciado pelo Imperador Dom Pedro II com a Comenda da Imperial Ordem da Rosa e, no dia 7 de maio de 1887, com o título de Barão da Bocaina. Quando na presidência da Câmara Municipal de Lorena, dotou a cidade com uma linha de bondes, plantou as palmeiras imperiais, construiu o cemitério municipal e uma ponte de ferro sobre o ribeirão Tabuão. Passando a residir em São Paulo, foi um dos fundadores e diretores do Banco Comércio e Indústria de São Paulo, e diretor do Banco de Crédito Real, do Banco Comercial de São Paulo e da Companhia Melhoramentos de São Paulo e de outras grandes empresas. Foi membro da Comissão Executiva da nova Catedral de São Paulo e Diretor dos Correios e Telégrafos. Com a proclamação da República, retirou-se da vida política, excursionando pela Europa, de onde regressou trazendo idéias e projetos progressistas, entre os quais a introdução da correspondência expressa no Brasil. Em suas terras de São Francisco dos Campos do Jordão, fundou a primeira estância climática e um sanatório para tuberculosos, introduzindo a cultura de frutas européias, plantando 5.000 pés de marmelo. Na presidência Campos Salles doou as terras necessárias para a instalação de uma Fábrica de Pólvora, em Piquete, e para a construção de um Sanatório Militar, em Lavrinhas. Na presidência Rodrigues Alves, assumiu a Coletoria Federal de São Paulo e reorganizou o serviço de arrecadação das rendas federais. Em 1910, foi um dos membros da Comissão das Novas Avenidas de São Paulo, elaborando o primeiro plano para a remodelação e urbanização da capital do Estado. Em 1912, organizou a Companhia "Águas Minerais Santa Rosa", em Campos Novos de Cunha. Em 1918, solicitou ao Governo Federal a reconstrução da estrada Lorena-Mambucaba. Batalhou pela construção de uma Usina Siderúrgica no Vale do Paraíba e pela eletrificação da Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi o fundador da vila, hoje município de Canas, e o responsável pela elevação de Cachoeira Paulista a cidade, com o nome de Bocaina.
Católico fervoroso, em 1926 foi eleito provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lorena, sendo também provedor da Irmandade de Nossa Senhora da Piedade de Lorena e da Irmandade do Senhor dos Passos, em São Paulo. Por ocasião do centenário do seu nascimento, foi homenageado pelo Governo Federal, com um selo comemorativo e sessões solenes na Câmara dos Deputados, na Assembléia Legislativa de São Paulo e por toda a imprensa de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Vale do Paraíba. A Câmara Municipal de Lorena prestou-lhe significativa homenagem em sessão presidida pelo governador Jânio Quadros, inaugurando seu retrato no salão nobre da Edilidade. Na Agência dos Correios de Lorena foi usado um carimbo especial e inaugurada uma placa de bronze alusiva à efeméride. Na ponte de ferro sobre o ribeirão Tabuão, à rua Coronel José Vicente, por ele oferecida à cidade, em 1857 foi colocada uma placa com seu nome. "Foi o Barão da Bocaina sem dúvida o mais progressista dos conservadores e o mais populista dos nossos aristocratas...". O Comendador Francisco de Paula Vicente de Azevedo casou-se a 14 de setembro de 1876, com Julieta Ernestina Pinto Pacca, nascida em Resende a 18 de junho de 1856, filha do Dr. Manoel Thomaz Pinto Pacca e de Virgínia Ernestina de Azevedo Pacca. Teve com ela o filho José, falecido na infância. Casou-se pela segunda vez a 2 de abril de 1891, com Rosa Bueno Lopes de Oliveira, nascida em Sorocaba a 7 de outubro de 1870, filha de Manoel Lopes de Oliveira e de Francisca de Assis Bueno Lopes de Oliveira, tendo os seguintes filhos:
1. Dr. Francisco de Paula Vicente de Azevedo, casado com Cecília Bressane Galvão Vicente de Azevedo;
2. Lavínia Vicente de Azevedo, religiosa carmelita;
3. Eng.º José Armando Vicente de Azevedo;
4. Dr. Geraldo Vicente de Azevedo, casado com Maria de Lourdes Vicente de Azevedo.
Dona Rosa Bueno Lopes de Oliveira, agraciada com o título de Baronesa da Bocaina, foi a última titular feminina agraciada no império. O Barão da Bocaina faleceu em São Paulo, no dia 17 de outubro de 1938, aos oitenta e dois anos de idade, o último titular vivo do Império Brasileiro
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Jorge
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« Responder #5 : 06/Março/2008, 09:29:01 pm »

Pessoal, queria lembrar que neste sabado (dia Cool, das 14:30 as 17:00 horas, tem reuniao do Preserva Sao Paulo, na Uninove da Rua Vergueiro, 235/249 (proximo ao metro Sao Joaquim), sala 401, 4o. andar.

Na reuniao vai constar da pauta a questao do casarao. A reuniao e aberta e todos estao convidados!

PS. Luiz e Horacio, bem-vindos ao forum!
« Última modificação: 06/Março/2008, 11:04:48 pm por Jorge » Registrado
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