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Autor Tópico: Após anos de abandono, quartel histórico em SP deve ser reformado  (Lida 866 vezes)
Tatiane Cornetti
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« : 12/Setembro/2010, 10:10:37 »

Após anos de abandono, quartel histórico em SP deve ser reformado
Plano é que o espaço dê lugar a um centro cultural da Polícia Militar.
Secretário de Cultura diz que obra só deve começar 'no governo que vem'.
Carolina Iskandarian / Do G1 SP
 
Quartel está abandonado e precisa de reformas

(Foto: Carolina Iskandarian/ G1)

O projeto de restaurar o quartel onde já serviu o sargento João Carlos de Oliveira, mais conhecido como o atleta João do Pulo, pode estar próximo de virar realidade. É o que promete a parceria entre as secretarias da Segurança Pública e da Cultura de São Paulo. O complexo, localizado na região central da capital, está abandonado, tomado por infiltrações, rachaduras e problemas estruturais. A intenção é que seja criado o Centro Cultural e Museu da Polícia Militar.

O quartel fica na Avenida do Estado, junto ao Parque Dom Pedro 2º, e pode ser visto por quem passa de metrô na estação de mesmo nome. Da linha férrea, é possível ver que o telhado precisa de reformas urgentes e que a pintura já perdeu a cor há tempos. Mas história é o que não falta ao lugar, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

Antes de enfileirar tropas, a construção abrigou o Seminário das Educandas até 1862, quando deu lugar ao Hospício dos Alienados. Foi neste manicômio, fechado em 1903, que morreu o poeta de Santo Amaro Paulo Eiró, em 1871.


Janelas estão quebradas e a pintura, falha
(Foto: Carolina Iskandarian/ G1)

No próximo governo
Apesar de as intenções estarem caminhando para a revitalização do quartel, o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, admite que o projeto só deve ser tocado com afinco no ano que vem. “Só no próximo governo. Estamos fazendo os convênios para começar os estudos”, diz. A análise do que precisa ser restaurado é o primeiro passo.

“A reforma do quartel faz parte do projeto de revitalização do Parque Dom Pedro”, afirma Matarazzo, lembrando que na região está o Catavento Espaço Cultural da Ciência e o Museu de História do Estado de São Paulo. De acordo com ele, também integra o plano de modernização da área a demolição dos edifícios São Vito e Mercúrio, que já teve início.

“O quartel tem uma importância histórica para a cidade, que precisa de pontos culturais”, conta o coronel da Polícia Militar Marco Antonio Augusto, chefe do Centro de comunicação Social da corporação. “O prédio hoje está deteriorado, mas, em uma primeira análise, cabe restauro”, completa o oficial.

Segundo ele, a obra toda custará R$ 30 milhões e o dinheiro sairá dos cofres do governo paulista. A previsão é que o complexo, que deve ter bibliotecas, centro de convenções e salas para cursos, seja completamente reformado em dois anos. Para lá também será transferido o Museu da Polícia Militar e o Museu do Corpo de Bombeiros.


Pátio interno revela situação de abandono
(Foto: Carolina Iskandarian/ G1)

Passado
O quartel foi fechado em 1997, com a saída do 3º Batalhão de Choque da PM, que tinha chegado dois anos antes. Com o golpe militar em 1964, o complexo havia sido tomado pelo Exército, primeiro como sede da 7ª Companhia de Guarda e depois do 2º Batalhão de Guardas, instalado ali até 1992.

Então soldado e hoje gerente comercial Héveles Martinez, de 50 anos, ainda mostra desconfiança com a promessa de restaurar o prédio onde ele serviu por um ano e meio como integrante da 2ª Companhia do 2º Batalhão de Guardas em 1978. “Se for verdadeira, a gente vai ficar muito animado”, diz ele, que criou a Associação dos Reservistas do 2º Batalhão de Guardas em 2005.

Segundo Martinez, a entidade tem o objetivo, além de reunir os ex-militares, lutar pela reforma do prédio. “Toda a vez que eu passava por lá de metrô dava uma certa saudade. O quartel tem história. O sargento do meu pelotão na época foi o João do Pulo. Ele reunia os soldados, deixava todos bem à vontade. Era muito querido”, conta.

O ex-soldado afirma que procurou a PM, o Conpresp e até o Ministério da Cultura, mas não obteve “nenhuma resposta” das autoridades competentes. “ Um dia eu me invoquei, tirei umas fotos (do quartel) e coloquei na internet para ver se alguém fazia alguma coisa. Aquele não é um prédio qualquer.”


Projeto prevê um centro cultural da PM (Foto: Divulgação/ PM )



Publicado no G1 (12/09/2010)

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/09/apos-anos-de-abandono-quartel-historico-em-sp-deve-ser-reformado.html
« Última modificação: 24/Outubro/2010, 09:34:12 por Tatiane Cornetti » Registrado
sandra
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« Responder #1 : 01/Outubro/2010, 12:53:40 »

Gostaria de obter informações de como participar (trabalhar), do progeto de restauro do quartel.
obrigada!  Sandra.
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