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1  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Re: São Paulo passa a rejeitar doação de busto para praça : 12/Julho/2011, 06:48:49 pm
52 bustos e cabeças numa cidade enorme como a nossa é um número vergonhoso. Somos mesmo um povo que cultua muito pouco seus personagens...
2  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Tinta descaracteriza prédios paulistanos em estilo art déco : 22/Novembro/2010, 01:54:48 pm
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/833857-tinta-descaracteriza-predios-paulistanos-em-estilo-art-deco.shtml

Tinta descaracteriza prédios paulistanos em estilo art déco

VANESSA CORREA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA



Os prédios em art déco, um dos estilos arquitetônicos mais representativos do centro de São Paulo, estão sendo descaracterizados pela pintura de suas fachadas. O revestimento desses edifícios, em massa de pó de pedra, fazia parte do projeto original. Em alguns casos, adicionava-se ao preparo pó de mica, para conferir aspecto cintilante ao prédio. Pintá-los descaracteriza sua concepção arquitetônica.


Com o atual "boom" de reformas de edifícios antigos da cidade, no processo de revitalização do centro, a pintura vira opção, por ser mais barata que o restauro.

Segundo Maria Lucia Bressan Pinheiro, professora de história de arquitetura da FAU/USP, é possível notar uma aumento do fenômeno nos últimos três anos. O art déco tem como características o desenho mais geometrizado, tanto no projeto como nos detalhes decorativos -apliques de flores estilizadas, por exemplo.

O estilo substituiu a arquitetura eclética, batizada de "bolo de noiva", que predominava até então. Alguns estudiosos também chamam o estilo de protomoderno.

Em São Paulo, foi adotado entre os anos 1920 e 1940, especialmente na região da avenida São João. Alguns deles têm a assinatura de arquitetos renomados, como Rino Levi e Elisiário Bahiana.

Do último (que também projetou o viaduto do Chá) há o edifício Saldanha Marinho, no largo São Francisco, no centro. Foi tombado em 1986 e pintado em 1989. Outro edifício emblemático é o estádio do Pacaembu, pintado em 1988, após proteção do patrimônio histórico.

Conservam, entre outros, o revestimento original o prédio do antigo Mappin, no centro, e o do Instituto Biológico, na Vila Mariana. "O Saldanha Marinho é chocante. Era revestido com uma massa cinza, com mica. Pintaram", afirma a professora Maria Lucia.

O professor Vitor José Baptista Campos, arquiteto com doutorado pela USP e especialista em art déco, lembra que, em uma das reformas do edifício, a orientação técnica era que o revestimento original fosse refeito.

Para Campos, também técnico do Condephaat (órgão estadual do patrimônio histórico), a pintura "descaracteriza muito o resultado e a preservação da arquitetura".
Segundo ele, a recente pintura de branco e marinho do edifício Santa Elisa, no largo do Arouche, por exemplo, "é um horror e prejuízo para a ambiência do largo".

DURABILIDADE

Além de prejudicar o patrimônio arquitetônico, a pintura desses prédios com tintas sintéticas impermeabiliza o revestimento e causa acúmulo de umidade internamente, resultando no destacamento de placas de argamassa, diz Maria Lúcia.

Na empresa de recuperação de fachadas consultada pela Folha, a Fachadex, o custo varia de R$ 13 a R$ 25 por m2 e pode durar até 30 anos, caso a estrutura do prédio esteja em ordem. Mas é preciso fazer uma manutenção com jato d'água a cada três anos, a R$ 1,60 por m2.

Se a opção é pela pintura com tinta acrílica, gasta-se menos: cerca de R$ 8 por m2.



Edifício Bento Ferraz (centro de São Paulo), de estilo art déco, cuja fachada está sendo pintada
3  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Museu do Ipiranga vai ser restaurado : 21/Setembro/2010, 12:44:05 pm
fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100910/not_imp607670,0.php

Museu do Ipiranga vai ser restaurado


Com argamassa da fachada descolando, prédio de 120 anos começa a mostrar a idade. Coleta de dados sobre a deterioração já começou
10 de setembro de 2010 | 0h 00


Viviane Biondo - O Estado de S.Paulo
Frisos, colunas e ornamentos que fazem do Museu Paulista, no Ipiranga, zona sul da capital, símbolo da Independência do País sofrem com o peso do tempo. Na fachada principal, o descolamento da argamassa causou a mudança na entrada dos visitantes - agora pelas laterais. Para sanar os problemas estruturais, o prédio histórico será restaurado. Arquitetos já trabalham na coleta de informações sobre o imóvel para preparar o projeto.

A pintura descascada e as paredes afetadas por fungos deixam à mostra os tijolos e denunciam a idade do prédio, erguido há 120 anos, e que só agora passará por uma grande restauração externa. O edifício do museu foi entregue em 1890, depois de pelo menos dez anos de discussões sobre como deveria ser o monumento em homenagem à fundação do Império. Ou seja, quase um ano depois da Proclamação da República.

"Anteriormente, houve apenas serviços de manutenção", diz o arquiteto José Costa, coordenador de espaço físico da Universidade de São Paulo (USP), que comanda o projeto. A maior obra de restauro ocorreu entre 1993 e 1997, quando a cobertura de cobre e a claraboia foram restauradas.

A primeira fase do restauro, até dezembro, será de levantamento dos detalhes que exigem recuperação. "É preciso analisar os danos provocados por umidade, fungos e bactérias e definir um material durável para recuperar os ornamentos", explica Cecília Helena Salles Oliveira, professora e diretora do museu. No último fim de semana, uma equipe de arquitetos usava uma grua para fazer fotos de detalhes dos andares superiores do prédio.

A previsão é de que no início de 2011 o projeto seja encaminhado para análise do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). Após aprovação, será aberta licitação para definir a empresa responsável pela obra, começando pela fachada. "A previsão é de que fique pronta até o fim do ano que vem. Só a recuperação da fachada deve custar R$ 2 milhões", diz a diretora. A princípio, o conserto será só na parte externa. "Mas, dependendo da análise dos arquitetos, pode haver intervenções internas."

Avaliação minuciosa. A avaliação do prédio está sendo feita pela SVS Consultoria de Projetos, que ganhou a licitação para fazer o projeto de restauro. A empresa fotografa, mede e prepara desenhos e análises em laboratório de cada parte comprometida. "Na planta da construção do prédio não há referências, que devem ter sido perdidas nas oficinas nas quais os adornos foram encomendados. É preciso registrar tudo, para futuro restauro", explica Costa. Os serviços, orçados em R$ 550 mil, servirão também para calcular o custo total da obra.

Monumento. O Monumento à Independência, que é de responsabilidade da Prefeitura, está na fila para o restauro, aguardando projeto do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). Já a Casa do Grito foi restaurada entre 2007 e 2008, com custo de R$ 140 mil.



3 PERGUNTAS PARA...

José Costa
ARQUITETO


1.Quando começaram as discussões sobre a restauração?

Desde 1995 notamos a degradação. Os tijolos à vista, a argamassa soltando e os fungos proliferando nas paredes externas eram os principais sinais. O problema era o alto custo da obra.

2. O que é necessário fazer?

Retirar a pintura, refazer a argamassa, restaurar os elementos decorativos, como frisos e guirlandas, e pintar novamente. Mas antes é preciso detalhar as ações num projeto.

3. Haverá restauro interno?

Inicialmente, apenas os corredores superiores passarão por obras. O caso da fachada é mais urgente.


4  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Governo cria zona de proteção em torno da área tombada de Brasília : 30/Julho/2010, 12:12:56 pm
Governo cria zona de proteção em torno da área tombada de Brasília
JOHANNA NUBLAT
LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA

Frente à crescente pressão imobiliária e a demandas da Unesco (braço da ONU para educação e cultura), o governo decidiu estabelecer uma zona de proteção em volta da área tombada de Brasília.

A proposta do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) é publicar uma portaria, até o final do ano, estabelecendo alturas máximas para a construção de prédios nas bordas do Plano Piloto. O objetivo é evitar que a linha do horizonte deixe de ser livre.

Isso não altera o tamanho da área tombada, mas cria regras para a região que influencia a paisagem.

"Quando Lúcio Costa [urbanista que planejou a cidade] fez seu projeto, ele imaginou um horizonte desimpedido. As edificações têm que ter um limite de altura para manter esse conceito", diz Marta Romero, professora de arquitetura na UnB (Universidade de Brasília).

Na área tombada, há delimitação do gabarito (altura máxima) dos prédios --três ou seis andares na área residencial e edifícios mais altos na região central, desde que não superem 65 metros. Na área adjacente à tombada, no entanto, não há regras específicas.

"A tendência natural é a crescente aproximação de implantações urbanas certamente mais densas, que terminariam por envolvê-la com edifícios de gabarito alto, isolando Brasília do seu horizonte", diz Maria Elisa Costa, filha do urbanista, em carta pedindo o estabelecimento da zona envoltória.

Um caso emblemático de descontrole atual, segundo o Iphan, é a cidade-satélite de Águas Claras, onde os prédios chegam a 32 andares. Segundo o Secovi-DF (sindicato da construção civil), a região é o maior canteiro de obras hoje no país.

"FATO CONSUMADO"
Águas Claras fica na bacia do Paranoá, área que será protegida pelo Iphan, mas "é fato consumado" e não será reestruturada, afirma Alfredo Gastal, superintendente regional do instituto.

Bruno Rabello, urbanista que estudou Águas Claras, afirma que o plano diretor local previa edifícios mais baixos, mas foi alterado, o que provocou "crescimento desordenado".

A portaria do Iphan será feita com base em estudos topográficos do Exército. Nos pontos mais afastados da região tombada e nos terrenos mais baixos, os prédios poderão ter altura maior, diz Gastal. Ele estima um máximo de 25 andares nessas regiões e edificações menores próximo ao Plano Piloto.



Publicado na Folha.com (30/07/2010)

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/775074-governo-cria-zona-de-protecao-em-torno-da-area-tombada-de-brasilia.shtml
5  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Re: Conselho discutirá prédio maior em volta do Ibirapuera : 28/Julho/2010, 09:44:29 am
Com essa conversa de valorização a impressão que dá é que o Conpresp se tornou instrumento da especulação imobiliária.
Este tipo de discussão deveria ser pensada com o intuito único de preservar e melhorar a qualidade da área urbana da cidade, neste caso o importantíssimo parque do Ibirapuera e seu entorno.

Já não basta os chefões do mercado imobiliário estarem presentes no conselho, parecem criar pauta e dominar as discussões. Era o que faltava: o principal orgão de proteção ao patrimônio da cidade completamente dominado pela indústria imobiliária.
6  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Conselho discutirá prédio maior em volta do Ibirapuera : 28/Julho/2010, 09:34:43 am
fonte: http://www.preservasp.org.br/forum/index.php/topic,590.0.html

Conselho discutirá prédio maior em volta de parque
Órgão da Prefeitura estuda liberar aumento na altura de construções em seis quadras vizinhas ao Ibirapuera

Limite pode subir de 10 m para 54 m em duas quadras e para 27 m nas outras quatro; parte dos moradores é contra
ADRIANO BRITO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um espaço de seis quadras na Vila Nova Conceição, próximo ao parque Ibirapuera (zona sul de SP), pode ver aumentar em breve o limite de altura nas suas construções.
O limite atual, de dez metros, foi fixado em 1997 por resolução do Conpresp, órgão municipal de preservação do patrimônio, como uma forma de evitar que o parque Ibirapuera fosse sufocado pelos prédios.
Mas, agora, o próprio Conpresp decidiu reintroduzir em sua pauta a flexibilização desse limite. As discussões haviam sido iniciadas em 2008, mas foram paralisadas após o Ministério Público receber contestação do Movimento Defenda São Paulo.
A proposta, defendida também pelo DPH (Departamento do Patrimônio Histórico), ligado à Secretaria Municipal da Cultura), é autorizar construções de até 54 metros em seis quadras que circundam a praça Cidade de Milão -criada como uma extensão do Ibirapuera.
A assessoria da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), no entanto, diz ser contra a alteração.
Pelo projeto, quatro das seis quadras poderão receber empreendimentos de até nove andares (27 m). As outras duas, de até 18 (54 m).

VALORIZAÇÃO
De acordo com a análise do diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Luiz Paulo Pompeia, o valor dos imóveis pode mais do que triplicar.
Ele estima que o metro quadrado da área, hoje na ordem de R$ 3.000, pode superar os R$ 10 mil.
O Conpresp diz que só se pronunciará quando o seu conselho decidir se revê o tombamento ou não. Segundo o promotor do Meio Ambiente Marcos Lúcio Barreto, a deliberação do conselho só pode ocorrer se o Ministério Público arquivar a representação contra a mudança.
No início do mês, Barreto pediu o arquivamento. Segundo ele, um parecer técnico do Ministério Público descartou prejuízos à região.
"As limitações impostas foram calcadas na falsa premissa de que a área também era estritamente residencial. Uma resolução [do tombamento] modificou uma lei [de zoneamento], o que juridicamente é inaceitável", diz.
Ele afirma que o espaço já tem quase duas dezenas de prédios, construídos antes da proibição. Pelos cálculos do promotor, só haveria espaço para mais 12.
Mesmo assim, a associação de moradores da Vila Nova Conceição é contra a mudança. Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo, também. "Queremos evitar que a barreira de prédios prejudique ainda mais o parque."



Publicado na Folha.com (28/07/2010)
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/773876-conselho-discutira-predio-maior-em-volta-do-parque-ibirapuera-em-sp.shtml
7  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Pressão de moradores para salvar praça faz prefeitura de SP mudar túnel : 20/Julho/2010, 09:21:55 am
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/769512-pressao-de-moradores-para-salvar-praca-faz-prefeitura-de-sp-mudar-tunel.shtml


Pressão de moradores para salvar praça faz prefeitura de SP mudar túnel


 VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO


A notícia de que a praça do bairro seria destruída para a construção de um túnel e de uma avenida mobilizou os moradores da Vila Gomes, região do Butantã, zona oeste de São Paulo.

Moradores criam abaixo-assinado contra obra viária em SP

A vizinhança fez um abaixo-assinado, já com 3.000 assinaturas, produziu um site e se reuniu com algumas secretarias. Não demorou para que a prefeitura aceitasse mudar o traçado da obra.

O projeto liga as avenidas Eliseu de Almeida e Corifeu de Azevedo Marques. Um túnel cumpriria a primeira etapa, passando sob o parque Previdência, e uma avenida completaria o percurso.

Passando por baixo da rodovia Raposo Tavares, o túnel sairia onde fica a praça Elis Regina, que separa um conjunto de prédios de um abrigo de idosos e crianças.

O prejuízo, dizem os moradores, começaria no parque, onde parte da mata seria destruída em razão da obra.

Diante dos protestos, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, teve de ir ao bairro para negociar mudanças no projeto.

"Se a intervenção urbana não for para melhorar a região, não se justifica. O túnel poderia causar um impacto indesejado", diz Bucalem, que em agosto volta ao bairro para novas negociações.

"O que questionamos não é só o trajeto em si, mas a necessidade de fazê-lo", diz a geógrafa Patrícia Yamamoto.

A mobilização reuniu 16 associações de bairros do Butantã e levou os moradores a criarem a associação Butantã Pode! para negociar as mudanças e preservar a praça.

Para o urbanista Fábio Mariz Gonçalves, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, morador da região, não há fluxo entre as duas avenidas que justifique a construção do túnel.

"Uma operação urbana, por definição, tem de propor melhorias para a região. Destruir a praça não traz benefícios aos moradores", diz.

A prefeitura disse não poder informar nem a extensão nem os custos da obra. A operação urbana da Vila Sônia, que inclui o túnel-avenida, custaria R$ 300 milhões.
8  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Sem aval do Iphan, obra perto do Masp causa polêmica : 05/Maio/2010, 12:51:53 pm
Sem aval do Iphan, obra perto do Masp causa polêmica

                                                        04 de maio de 2010 | 8h 15
                            

                                                                                                        AE - Agência Estado


                                                                             O prédio Paulista Corporate está sendo construído no  número 1.636 da avenida mais simbólica de São Paulo, a poucos metros do  Museu de Arte de São Paulo (Masp). Mas, apesar de modificar o entorno do  museu, a obra não tem aval do Instituto do Patrimônio Histórico e  Artístico Nacional (Iphan), que sequer foi consultado. Por isso, o órgão  promete notificar hoje a construtora Gafisa, responsável pelo imóvel, e  até embargar a construção caso a situação não seja logo regularizada.
   Há ainda outro problema para o andamento da obra. O órgão municipal  de proteção ao patrimônio, o Conselho Municipal de Preservação do  Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo  (Conpresp), aprovou as obras do Paulista Corporate, mas definiu o limite  de 70,55 metros como altura máxima do edifício. No projeto executivo do  prédio, no entanto, consta uma altura seis metros acima do permitido.
  Como o Masp é tombado nas três esferas de patrimônio - federal,  estadual e municipal -, cada órgão responsável deveria ter autorizado a  obra. A aprovação é necessária pois o prédio modifica a área de entorno  do Masp. Segundo a legislação, obras na vizinhança de bens tombados, que  impeçam ou reduzam sua visibilidade, só podem ser feitas após aprovação  de todas as instâncias de patrimônio. Mas, das três, a única que a  aprovou sem ressalva foi o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,  Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), vinculado à Secretaria  de Estado da Cultura. O imbróglio já está sendo analisado pelo  Ministério Público Federal (MPF).
  Defesa
  Segundo a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), o alvará foi  cedido mesmo sem a autorização do Iphan pois a aprovação do projeto  executivo data de dezembro de 2001, quase dois anos antes do tombamento  do Masp pelo órgão, em 2003. O Iphan, por sua vez, considera que a data  do tombamento não é motivo para que sua aprovação não seja necessária e,  como a obra está em andamento, o instituto teria de ser consultado a  cada mudança no projeto e comunicação de andamento da obra protocolado  na Sehab - o que aconteceu diversas vezes desde 2001.
  Procurada, a Gafisa não explicou por que não consultou o Iphan nem  por que o projeto executivo tem seis metros a mais do que a altura  autorizada pelo Conpresp. Em nota, informou que é "uma das maiores  construtoras e incorporadoras do País" e o Paulista Corporate "possui  todas as aprovações para sua realização junto à Prefeitura, bem como os  órgãos competentes nos casos de entorno de patrimônio histórico na  cidade e no Estado: Conpresp e Condephaat". As informações são do jornal  O Estado de S. Paulo.
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                              Sem autorização, obra milionária ao lado do Masp  gera polêmica


                  04 de maio de 2010 08h41


                                   
                                                               
                                                A construção do Paulista Corporate,  um prédio de salas  comerciais ao lado do Museu de Arte de São Paulo (Masp), pode ser  embargada. Erguido na avenida Paulista, o prédio modifica o entorno do  museu e não tem o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico  Nacional (Iphan). O Masp é tombado nas três esferas de patrimônio -  federal, estadual e municipal - e qualquer obra que modifique seu  entorno precisa das três autorizações para prosseguir. As informações  são do jornal O Estado de S. Paulo.
 Outro obstáculo para a continuidade da obra do Paulista Corporate é que o  Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico aprovou um  prédio com altura limite de 70,55 m, mas o projeto executivo do prédio  prevê uma altura 6 m acima disso. Os 19 andares de salas comerciais em  uma avenida onde quase não há mais espaço livre vêm sendo um sucesso  comercial, com 97% das salas vendidas. Um escritório de 80 m² custa  cerca de R$ 1,2 milhão e uma sala de 560 m², a maior disponível,  ultrapassa os R$ 8 milhões.[/SIZE]
   
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9  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Portal G1: Danificados por vandalismo, postes antigos de SP passam por licitação : 16/Março/2010, 07:13:34 pm
Danificados por vandalismo, postes antigos de SP passam por licitação
Material furtado será reposto e novas lâmpadas instaladas.
Chamados de 'postes da Light', eles são 350 no Centro de São Paulo.

Emilio Sant'Anna
Do G1, em São Paulo


Na Rua Martins Fontes, brasão da República foi danificado. Na região da Rua 25 de Março, placa de ferro sumiu (Foto: Emilio Sant'Anna)

Feitos de ferro fundido, há mais de 80 anos os postes da antiga companhia de energia Light contam um pouco da história de São Paulo. Hoje, às vésperas de a Prefeitura fazer uma licitação para a reforma das 350 unidades que se espalham pela área central da cidade, eles sofrem com a ação do vandalismo.

Quem passa pela região pode até não notar caso não olhe para baixo. É ali que esses postes – chamados de “São Paulo Antiga” - são danificados. As tampas de acesso à fiação elétrica e brasões da República são constantemente furtados.

O resultado é, muitas vezes, um enorme buraco que se transforma em depósito ideal para o lixo das ruas. Em menos de um quarteirão, entre a Avenida São João e o Largo do Arouche, uma sequência de oito postes está danificada. São problemas que vão desde a falta de tampa da fiação à falta de pedaços do próprio poste.

Na Rua Martins Fontes, perto da Praça Roosevelt e da Rua Augusta, os brasões pintados de dourado se destacam mais que no resto da região. Já na Rua Major Quedinho, na mureta de um viaduto sobre a Avenida Nove de Julho, os postes são menores e mais finos. Nos dois casos, no entanto, os problemas são os mesmos.


Poste 'torto' na Praça João Mendes (Foto: Emilio Sant´Anna)

Segundo Paulo Candura, diretor do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), órgão responsável pela manutenção dos postes na cidade, a licitação - que se encerra em 16 de março - prevê que as novas tampas que serão repostas devem ter maior segurança. “A licitação prevê a instalação de parafusos antifurto”, explica. “Vamos aproveitar também para fazer um cadastro de todos esses postes.”

Os “Postes São Paulo Antiga”, ou postes da Light, não têm apenas um modelo. Em alguns casos são brasões da República que ornamentam as peças. Em outros, são flores estilizadas em ferro. Nos dois casos, a facilidade com que as tampas da fiação são furtadas é a mesma.

Cada tampa de ferro que é furtada pode chegar a custar aos cofres da Prefeitura até R$ 300. Como os furtos são constantes, no depósito da Ilume essa é a peça mais comum à disposição. “O que acontece com essas tampas é o mesmo problema das tampas de bueiros”, diz.

Já os brasões da República são mais difíceis de serem obtidos, mas Candura explica que o número dessas peças furtadas é bem menor. “Não é tão comum como o furto das tampas de ferro”, diz.


Na Rua Major Quedinho o poste é diferente, mas o problema é o mesmo (Foto: Emilio Sant´Anna)

O diretor da Ilume, no entanto, afirma que o órgão não tem um levantamento de quantas peças são roubadas por mês, ou quantas estão faltando hoje. Candura dá mais um motivo para que os postes da Light sejam conservados. “Esses postes são todos artesanais, ninguém mais os fabrica”, afirma.

Apesar de serem conhecidos como postes da Light, diz Candura, as peças foram fabricadas originalmente, em 1929, pela General Eletric (G&E). Agora, não só as peças furtadas e danificadas devem ser substituídas. A licitação também prevê a troca do tipo de lâmpada utilizada.

Saem de cena as antigas lâmpadas de vapor de sódio e entram as lâmpadas de vapor metálico. Outra possibilidade é que sejam instaladas lâmpadas de LEDs, como as utilizadas em semáforos e outras peças de sinalização. Nos dois casos, a luz emitida deixa de ser a amarela – uma marca da região – e passa a ser a branca.

Uma das vantagens da nova iluminação, afirma Candura, é que as novas lâmpadas “ressaltam mais as cores e as formas do local iluminado.”


Cruzamento das avenidas Ipiranga e Rio Branco; trânsito intenso não afastou o vandalismo (Foto: Emilio Sant´Anna)



Publicado no G1 (11/03/2010)
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1522201-5605,00-DANIFICADOS+POR+VANDALISMO+POSTES+ANTIGOS+DE+SP+PASSAM+POR+LICITACAO.html
10  Galeria de Fotos / São Paulo / Re: Mosaicos em Pastilhas : 17/Fevereiro/2010, 05:55:25 pm
Encontrei este ótimo site sobre mosaicos, vale a pena conferir:

http://mosaicosdobrasil.tripod.com/
11  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Obra polêmica volta para represa : 26/Setembro/2009, 11:08:35 am
Obra polêmica volta para represa
Desde 1987 nos Jardins, 'Heróis da Travessia do Atlântico' será restaurado e instalado na Guarapiranga

Vitor Hugo Brandalise

Com inédita autorização do Estado e aval do município, uma pendência histórica do patrimônio paulistano será finalmente solucionada: o monumento Heróis da Travessia do Atlântico, construído em 1929 na beira da Represa Guarapiranga, extremo sul da capital, e transferido em 1987 para área nobre dos Jardins, na zona oeste, agora vai voltar ao seu local de origem. Hoje instalado na Praça Nossa Senhora do Brasil, na Avenida Brasil, o monumento de 9 metros de altura atravessará a cidade de caminhão até o Parque da Barragem, às margens da represa, onde já há espaço reservado para a obra. O projeto de restauro e transporte da escultura foi aprovado em 31 de agosto pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo (Condephaat) e tem aval da Secretaria Municipal de Cultura, proprietária do monumento.

A finalização do transplante e restauro, estimados em R$ 300 mil, está prevista para março de 2010. Para ser transportada, a obra será desmontada em 44 peças, que serão embaladas separadamente e seguirão até o Parque da Barragem. A escultura, de Ottone Zorlini, foi feita em homenagem aos aviadores italianos Francesco De Pinedo, Carlo Del Prete e Vitale Zachetti, que pousaram na Guarapiranga em 1927, vindos da Itália de hidroavião, e ao aviador brasileiro João de Barros, que fez trajeto inverso. As peças de granito, mármore e bronze estão em mau estado de conservação e serão restauradas.

O Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), ligado à Secretaria Municipal da Cultura - órgão que mais criticou o prefeito Jânio Quadros na primeira transferência da obra, em 1987, afirmando não ter sido consultado -, desta vez apoia o retorno à Guarapiranga, por "restabelecer seu vínculo original". A transferência é reivindicação antiga dos moradores da região, que se organizam desde a década de 1990 para pedir a volta do monumento.

OBRA FASCISTA

A obra, construída a pedido da Sociedade Dante Alighieri, recebeu apoio, no mínimo, polêmico: o capitel de granito rosa que faz parte do monumento foi enviado pelo ditador Benito Mussolini, que tinha interesses estratégicos no Brasil. "Os italianos mudaram a rota na última hora, provavelmente pressionados por Mussolini", aponta estudo apresentado ao Condephaat. Dois "fascios" (feixes de lenha, que sustentam machados) de bronze nas laterais também ajudaram a apimentar a polêmica. Na época da primeira transferência, o passado controverso não foi esquecido: "Acaba hoje instalação do monumento fascista nos Jardins" e "Monumento ostenta símbolo fascista" foram títulos de reportagens na época da transferência da obra para os Jardins. A justificativa do prefeito Jânio Quadros era que a escultura estava "escondida" na zona sul.

No parecer favorável do Condephaat, conselheiros apontaram que, nos Jardins, a obra fica "totalmente fora de contexto". "É uma questão de justiça. Se há estética fascista, sem problemas, o que vai ficar é a lembrança do fato histórico", avalia o subprefeito de Capela do Socorro, Valdir Ferreira. "As autorizações ajudarão a conseguir o que falta da verba com empresas." Parte dos recursos será destinada pela Secretaria Municipal de Cultura, segundo adiantou a pasta. A inauguração do Parque da Barragem está prevista para novembro e o monumento será instalado, posteriormente, numa rotatória à direita da entrada, a 500 metros do ponto original da obra.

O bem-sucedido movimento pelo retorno da escultura foi retomado em fevereiro pela associação de moradores local, que encaminhou abaixo-assinado com 2 mil assinaturas para a subprefeitura. "Nos sentimos roubados. Tiraram o monumento dizendo que iriam restaurar, e não voltou mais", conta a presidente da associação, Neuza Meneghello. "É parte da história do bairro, onde até avenidas têm nome dos aviadores. Nada mais justo do que ficar aqui."




Publicado no Estadão
fonte:  http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090926/not_imp441340,0.php
12  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / La tristeza tiene la forma de una demolición : 01/Setembro/2009, 09:25:18 am
Texto do site "Basta de Demoler" em espanhol.
Bonito texto que reflete inquietações e problemas comuns ao nosso cotidiano.

http://www.gbdpropiedadesdemolidas.blogspot.com/

por Nicolas Derderain
La tristeza tiene la forma de una demolición.

La transformación que mis ojos observan día a día es asombrosa. Esquinas que me han acompañado durante años ahora ya no proyectan sus recordadas siluetas. Espacios vacíos y tapiados aguardan una nueva estructura de departamentos en donde solía estar quien sabe que, pero con un diseño único que nos inspiraba verlo cada mañana.

Camino y veo que las fachadas dejaron de hablarse, dejaron de comunicarse y empezaron a mostrar sus medianeras desnudas que pronto serán nuevamente ocultadas por un edificio que interrumpirá la armonía que solía existir. El rico legado arquitectónico de los barrios porteños se va de la mano de la desidia inmobiliaria. Perdemos nuestra identidad, nuestra historia, aquella puerta, aquel friso o cúpula que nos recordaban quieres éramos, de que estamos hechos, cual es el aroma que acompaña de la mano a la humedad de la ciudad, sensaciones únicas y medidas como con un gotero que nos recuerdan donde estamos, quien somos.

Espacios sin brillo, décadas que caen en horas, impotencia que se hace angustia un domingo por la tarde cuando navegando en Internet descubrís que el bar O´Rondeman, cuna de las cunas de mis cunas, dejo de existir para darle una silueta mas acorde, según los urbanistas, a la actualidad turística del barrio del Abasto.

Puñales que no se detienen, que me quitan de a poco migajas, migajas que me hablaban y contaban historias de otros, que explicaban con sutileza mis dudas, con la claridad del pasado, con un lenguaje envidiado y poco imitado. Ese lenguaje del tiempo, ese idioma sabio de manejan solo nuestros abuelos.

Dejan su lugar, espacios de música, de milongas rápidas y comidas familiares. Dejan de existir expresiones artísticas del corazón, en donde grandes arquitectos como Colombo dejaron parte de su alma viviendo entre la armonía de una construcción única, irrepetible.

No comprender el silencio de un bar cerrado, los cuentos que transmite con su sombra al atardecer y las sonrisas que este te regala cuando descubrís lo que alguna vez encerró, los secretos que sabe que no puede contarte en ese momento. Valor del ayer.

Pasan los días, pasan los gobiernos, y las heridas sobre Buenos Aires aumentan. Los barrios como Caballito son objetos preciados de los urbanistas mas incapaces, en donde los vecinos intentan explicar el sentimiento único de amor por su lugar, que los crió, les enseño a andar en bicicleta y en donde conocieron su primera novia. Valor lejos del económico, y cerca de lo abstracto e irrepetible.

Conservan nuestro entorno sanamente, sin perturbar nuestra historia y amando cada ladrillo como a nuestros hijos.

La ciudad de Buenos Aires es un museo al aire libre. Sus barrios entrelazados enseñan diferentes caras de una ciudad única. Sus culturas, fiestas tradicionales, arquitectura, parques, murgas, clubes barriales, almacenes, todo a lo que una inmobiliaria le da un valor potencial de inversión, para nosotros es el aire que necesitamos para respirar, es nuestro lugar donde podemos ser como realmente somos.

La tristeza tiene la forma de una demolición. La angustia de sentir que ya no estas, que estas en peligro de desaparecer. El dolor no se diluye en el tiempo y cada día una sorpresa mas te espera tras la ventana de un colectivo. El ritmo de la perdida no me deja reponer, no me deja respirar y me empuja a querer irme de la ciudad para no sentir el dolor .

Belgrano, Caballito, Villa Urquiza, Villa Crespo, Pompeya, ya no son solo nombres de barrios, y estas palabras por si solas representan largas poesías, que con los colores mas hermosos pintan un irrepetible cuadro comunal en donde la identidad se refleja en las oscuros charcos que se forman en los empedrados.

La modernidad tiene mucho de ignorancia y falta de respeto. Estamos frente a una lagrima de un tono gris porteño que acompaña cada fin de semana cuando salgo a respirar Buenos Aires y me encuentro con tantos que no la cuidan, que no nos cuidan y la dejan caer sobre sus cimientos en menos de 48hs, mirando de reojo, esperando una protesta, sabiendo que su apetito le quita el perfume del tiempo a muchas familias.
Si no cuidamos nuestro pasado, que podemos esperar de nuestro mañana.
13  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Re: Vitruvius - Crônica de um ícone paulista (a calçada com a forma do mapa de SP) : 25/Julho/2009, 03:54:37 pm
Na Folha de hoje.


14  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Re: (quintal paulistano) Quem foi Edu Chaves? : 25/Julho/2009, 03:47:01 pm
Muito interesante essa história! Minha mãe trabalhou e eu estudei numa escola do bairro, à epoca chamada "EMEI Edu Chaves".
15  Nossos temas / Patrimônio Histórico e Urbanismo / Re: Galpão de 1920, na Barra Funda, transformado em loft (casa.com.br) : 23/Julho/2009, 12:12:58 pm
Só agora vi o vídeo, muito interessante o projeto. E é verdade Gabriel, uma pena não ter sobrado nem um traço de antiguidade na fachada externa da casa.
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