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 : 27/Novembro/2020, 07:06:17 pm 
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Guardiões do Covas: funcionários comissionados da prefeitura são usados para atacar adversários do PSDB

Por Jorge Eduardo Rubies*

O PSDB está utilizando funcionários comissionados da prefeitura de São Paulo e militantes profissionais para atacar e intimidar adversários do partido e do prefeito Bruno Covas. Um dos alvos dos ataques é a página “Movimento Fora Covas” do Facebook, criada em fevereiro para denunciar as irregularidades da prefeitura.

Imediatamente após sua criação, a página “Movimento Fora Covas” recebeu mais de 1000 curtidas, incomodando o PSDB, que acionou sua tropa de choque para fazer um ataque em massa contra a página, valendo-se principalmente de funcionários comissionados.

Um exemplo de funcionário da prefeitura convocado para atacar a página “Movimento Fora Covas” é Julio Claudio Gurgueira, Em fevereiro Gurgueira fez o seguinte comentário numa publicação da página: “Esse grupo é coisa da esquerdalha que não se conforma de estar morrendo politicamente. É covas outra vez!!!”.  Gurgueira é Coordenador de Programa II, Ref. CO-II, da Gerência de Concessão e Permissão, da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, da Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, segundo o Diário Oficial do Município de 12 de dezembro de 2017.

Outro caso é de Fabio Batista da Silva, assessor da Subprefeitura de Sapopemba. Fabio escreveu numa publicação de fevereiro do Movimento Fora Covas “Página de parasitas preconceituosos e sem amor ao próximo, usar a doença do prefeito p ataques políticos é bem a prática de esquerdistas socialistas. Que Deus perdoe vcs". Observação: ao contrário do que disse o funcionário comissionado Fabio Batista da Silva, a página Movimento Fora Covas, jamais se valeu da doença do prefeito para atacá-lo.

Leandro Costa Silva é funcionário da Prefeitura de São Bernardo, também controlada pelo PSDB. Ele escreveu “Viva Bruno Covas, vamos pra cima, São Paulo em Boas Maos… Quem criou a página é um infeliz, sem noção, oportunista aproveitar (sic). Vagabundos”.

Já Adão Hipólito Garay é de Mato Grosso, e foi assessor do deputado Carlão do Nascimento quando este foi secretário de educação do Mato Grosso. Ambos respondem por irregularidades segundo notícia do jornal Gazeta Digital. Adão escreveu “Um ótimo prefeito, muitos aqui tem medo de eleições, COVARDES"

Um caso curioso é de Ulysses Santos, que escreveu: "O nome certo (do Movimento Fora Covas) deveria ser A Tentativa de Ressuscitar a Esquerda Falida que o poste, que não fez nada pela cidade de SP, participa…" Segundo o perfil do Facebook de Ulysses Santos, ele foi funcionário da Prefeitura de São Paulo, atualmente trabalha no Consórcio Hisocial - tudo o que conseguimos descobrir sobre o misterioso Consórcio é que presta serviços para a CDHU.

Não conseguimos descobrir a profissão atual de Tiago Cunha Soares, outro militante do PSDB, morador do litoral. Tiago trabalhou na Associação Brasileira de Parceria Público Privada. Ele escreveu “Paginazinha desenvolvida por viuvinhas do pilantra do Marcio Cuba!!! Kkkkkk!!!! Patético, esse é o Dick Vigarista da política brasileira, um cara capaz de tudo para voltar ao poder. Marcio França vai trabalhar seu vagabundo!!”

Nota: após as denúncias, os funcionários comissionados do PSDB apagaram as postagens, porém temos os prints dos comentários.

*Jorge Eduardo Rubies realiza um trabalho voluntário pela cidade há 13 anos


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 : 10/Novembro/2020, 07:32:13 pm 
Iniciado por Jorge - Última Mensagem: por Jorge


Desde 2007 a Associação Preserva São Paulo realiza um trabalho voluntário em defesa da cidade. Esse trabalho nos deu um razoável conhecimento dos problemas urbanos, e também do assombroso grau de corrupção, despreparo e deboche da degradada política municipal.

Por determinação do nosso estatuto e pela nossa consciência, nossa associação nunca apoiou ou apoiará qualquer partido ou candidato. Jamais recebemos um centavo do setor público ou de empresas, e nos orgulhamos de nossa independência. Processamos judicialmente todos os prefeitos desde 2007, e ajuizamos ações civis públicas e ações populares contra atos de corrupção de vereadores.

Porém, pela primeira vez em nossa história, neste momento crítico para a cidade, que antes mesmo da pandemia já havia atingido seu ponto baixo em 566 anos de existência, pedimos à população que NÃO vote em determinado candidato – o atual prefeito, Bruno Covas. Pedimos que leiam com atenção o que temos a dizer, e se ainda tiverem dúvidas, que chequem os fatos apresentados.

 A concorrência é duríssima, mas a atual gestão conseguiu superar todas as outras em matéria de incompetência, arrogância, prepotência e falta de seriedade. Começando pela questão do patrimônio histórico e meio ambiente, principais áreas de atuação da Associação Preserva São Paulo, a atual gestão esvaziou o DPH e o Conpresp, sendo que neste último, uma manobra da prefeitura levou à nomeação de um conselho mais simpático ao setor imobiliário. Sem falar da destruição do Anhangabaú, que merece ser considerada sem exagero como o maior desastre urbanístico de todos os tempos – alardeado inicialmente como a grande vitrine da gestão Covas, agora o prefeito tenta a todo custo esconder.

Com relação ao combate ao coronavírus, impossível atuação mais calamitosa do que a da prefeitura de São Paulo. Embora o número de ônibus em circulação tenha diminuído drasticamente desde o início da pandemia, a prefeitura manteve os repasses às empresas de ônibus, ou seja, enquanto os custos dessas empresas diminuíam significativamente, a renda recebida da prefeitura não foi reduzida em um só centavo. A consequência foi que, com muito menos ônibus, a lotação aumentou, mesmo nos períodos de maior isolamento social, embora as empresas continuassem recebendo os mesmos valores bilionários da prefeitura. É impossível saber o número de pessoas que morreram devido a essa política irresponsável (e suspeita para dizer o mínimo), mas o fato é que São Paulo é a segunda cidade do mundo com maior número de mortes por coronavírus, atrás apenas de Nova York.

Existe, no entanto, outra ação absurda da prefeitura que resultou num aumento no número de mortes pela doença relativamente quantificável: o rodízio ampliado implantado em maio superlotou ônibus, trens e metrôs, e como resultado no final de maio a curva de mortes na cidade aumentou, caindo somente uma semana depois, exatamente a duração do rodízio ampliado. Nenhuma outra cidade do mundo implantou tal medida, porque os trágicos resultados eram previsíveis, exceto para o prefeito e seus assessores. Portanto, as ações e omissões desastradas, para não dizer criminosas, da atual gestão, comprovadamente MATARAM PESSOAS por coronavírus.

Em todos os demais serviços públicos municipais houve uma significativa piora na qualidade. Num dos vários escândalos documentados da atual administração, técnicos qualificados em cargos-chave foram demitidos e substituídos por indicações políticas, parentes e por... amigos de balada do prefeito e de seu braço-direito Gustavo Pires. Essas outras medidas destituídas de bom senso e de ética levaram a uma rápida e significativa deterioração da qualidade da administração municipal. Uma lista de nada menos que 30 denúncias, todas documentadas, foi compilada envolvendo o atual prefeito e pode ser consultada no seguinte link: http://www.preservasp.org.br/forum/index.php/topic,975.msg1678/topicseen.html#msg1678 ; a lista possui alguns meses e já está defasada, pois novos escândalos e irregularidades vieram à tona, como a contratação de uma produtora de vídeo de fundo de quintal para acompanhar o dia-a-dia do prefeito por nada menos que 10 milhões de reais.

Embora a gestão Covas seja a mais catastrófica da história de São Paulo, a figura apagada e medíocre do atual prefeito não é o único problema; ele é apenas uma das milhares engrenagens emperradas a serviço de seu inescrupuloso chefe político, de seu corrupto partido político, de seu sinistro grupo político, e do falido sistema político ao qual pertence, contra os quais os manifestantes de 2013 se insurgiram. O eleitor se arrependeu de votar em Pitta em 96, em Marta em 2000 (que perdeu a reeleição), em Serra em 2004 (que abandonou a prefeitura pouco depois), em Kassab em 2008, em Haddad em 2012 (perdeu a reeleição no primeiro turno) e em Dória em 2016. Irá se iludir novamente com a propaganda enganosa (e milionária) do atual mandatário? O preço a se pagar é ainda maior do que nas eleições anteriores.

ASSOCIAÇÃO PRESERVA SÃO PAULO

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 : 05/Outubro/2020, 04:43:54 pm 
Iniciado por Jorge - Última Mensagem: por Jorge

Observação: não foi incluído na lista o massacre do megarrodízio, que comprovadamente elevou o número de mortes por coronavírus na cidade e que por si só bastaria para fazer de Covas o pior prefeito da história

A cidade de São Paulo é notória por eleger prefeitos incompetentes e corruptos – um pior do que o outro. No entanto, com apenas 2 anos de gestão, Bruno Covas – que não recebeu um só voto e somente assumiu a prefeitura porque seu antecessor Dória abandonou o cargo – conseguiu a façanha de se consagrar como o pior prefeito da história de São Paulo. Se você tem alguma dúvida, elencamos nada menos que 30 fatos (entre muitos outros) – todos eles devidamente documentados e noticiados pela imprensa – que comprovam que, sim, Covas é sem dúvida o pior prefeito da história:
 
1 - Assim que assumiu a prefeitura, demitiu os secretários com perfil técnico, como o secretário da Educação Alexandre Schneider, e os substituiu por amigos e aliados políticos. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/01/troca-na-educacao-coloca-em-risco-continuidade-de-acoes.shtml
2 - Depois de ter assumido a prefeitura realizou inúmeras viagens a destinos de luxo pelo mundo afora, sempre acompanhado pelo amigo e braço-direito Gustavo Pires. Gustavo Pires recebia diárias da prefeitura para acompanhá-lo, mesmo sem estar a trabalho. Fonte:
https://painel.blogfolha.uol.com.br/2019/03/05/sem-agenda-oficial-braco-direito-de-covas-recebe-diarias-para-acompanha-lo-em-viagens/?loggedpaywall
3 - Gustavo Pires, amigo e braço-direito de Covas, nomeou companheiros de balada para cargos de confiança na prefeitura: https://br.noticias.yahoo.com/bra%C3%A7o-direito-covas-emprega-amigos-111000811.html
4 - Não satisfeito em empregar seus companheiros de balada na prefeitura, Gustavo Pires conseguiu que a própria mãe também fosse nomeada para um cargo de confiança, com salário de nada menos que 20 mil reais(!!!):
https://www.acidadeon.com/cotidiano/NOT,0,0,1374874,Promotoria+pede+a+Covas+para+demitir+assessor+ou+mae+dele+da+Prefeitura+de+SP.aspx
5 - Em apenas um ano de mandato, Covas já tinha passado nada menos que 38 dias no exterior: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2019/03/prestes-a-completar-um-ano-de-mandato-em-sp-covas-ja-viajou-por-38-dias-cjt50o3xk003o01mp8gurrum6.html
6 - Em marco de 2019, em plena época de enchentes, estava viajando pela Europa enquanto a cidade sofria com as inundações. Só declarou estado de emergência depois que voltou da viagem – e depois que as chuvas cessaram: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2019/03/apos-enchentes-bruno-covas-vai-declarar-situacao-de-emergencia-em-sp-cjt5zw8hf005n01mprztge0fn.html
7 - Covas usou menos da metade da verba prevista para prevenção de enchentes: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/01/10/prefeitura-de-sao-paulo-usou-apenas-48percent-da-verba-para-prevencao-de-enchentes.ghtml
8 - O descaso de Covas com prevenção de enchentes e manutenção de viadutos levou a um fato inédito no mundo inteiro: o alagamento do Minhocão, via elevada situada 6 metros acima do solo: https://noticias.r7.com/sao-paulo/minhocao-fica-alagado-depois-de-temporal-desta-terca-feira-17122019
9 - Apesar de ter prometido que iria isentar de IPTU as vítimas das enchentes, Covas não cumpriu: https://vejasp.abril.com.br/cidades/enchentes-alagamentos-sao-paulo-fevereiro-historia-iptu/
10 - Covas mantém nada menos que 27 secretarias e 7 mil cargos em comissão, preenchidos com aliados políticos e cupinchas. A título de comparação, a Holanda inteira possui apenas 700 cargos em comissão. https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/gestao/servidor/index.php?p=22498
11 - Ao mesmo tempo em que mantém milhares de cargos em comissão para cupinchas e aliados, Covas cortou 4.800 vagas na área de assistência social que atendiam crianças, jovens e idosos: https://www.jornalspnorte.com.br/decreto-da-prefeitura-gera-corte-de-4800-vagas-para-atendimento-de-criancas-jovens-e-idosos/
12 - A precarização da assistência social na cidade promovida por Covas levou o próprio Secretário da Assistência Social a pedir demissão: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/03/secretario-de-covas-entrega-o-cargo-por-ver-risco-de-precarizacao-da-assistencia-social.shtml
13 - Cortou as verbas de vários convênios na área educacional, entre eles a Obra Social Dom Bosco, na Zona Leste, afetando o atendimento de 11 mil alunos: https://mural.blogfolha.uol.com.br/2019/05/30/cortes-da-prefeitura-de-sp-na-area-social-podem-afetar-11-mil-alunos/
14 - Enquanto cortava verbas nas áreas de assistência social, saúde, educação e manutenção, promulgou uma lei que criou supersalários para algumas categorias de funcionários municipais https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/11/covas-promulga-projeto-de-lei-que-pode-criar-supersalarios-em-sp.shtml
15 - Covas aumentou de maneira ilegal os salários de alguns de seus secretários: https://noticias.r7.com/sao-paulo/mp-investiga-bruno-covas-por-aumento-de-salario-de-secretarios-11072019
16 - Covas sabia dos riscos de quedas de viadutos e pontes na cidade, ainda assim gastou apenas uma pequena fração da verba prevista para manutenção de pontes e viadutos: https://noticias.r7.com/sao-paulo/mp-sp-pede-condenacao-de-bruno-covas-por-improbidade-em-viaduto-26022019
17 - Em 2018, por exemplo, ano em que o viaduto da Marginal Pinheiros foi interditado, Covas tinha gasto apenas 5% da verba prevista para manutenção de pontes e viadutos: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/11/16/prefeitura-de-sp-gastou-537-do-orcamento-previsto-para-manutencao-de-viadutos-em-2018.ghtml
18 - Não só as pontes e viadutos da cidade foram abandonados na gestão Covas. Todo o resto também, inclusive os hospitais. A situação do Hospital do Servidor Público Municipal, por exemplo, é calamitosa: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/04/11/hospital-do-servidor-municipal-de-sp-tem-consultorios-alagados-baratas-em-panela-e-centro-cirurgico-interditado.ghtml
19 – Antes mesmo da epidemia de coronavírus, o sistema de saúde da cidade de São Paulo já estava abandonado. Dória e Covas deixaram de aplicar 8,4 milhões de reais na reforma de hospitais: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2018/11/gestao-doria-covas-deixou-de-aplicar-r-8-4-milhoes-em-reformas-de-hospitais/

20 - Enquanto cortava verbas em quase todas as áreas da administração municipal, as verbas de propaganda duplicaram em 2018 (e continuam crescendo: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/08/prefeitura-de-sp-dobra-gasto-com-publicidade-e-foca-vitrines-de-doria.shtml
21 - As ruas da cidade viraram uma buraqueira só. A gestão Covas tapou apenas 10% dos buracos prometidos: https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2019/05/gestao-covas-tapa-somente-10-dos-buracos-prometidos.shtml
22 - No primeiro semestre de 2019, o número de vagas em creches oferecidas pela prefeitura diminuiu. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 2013 https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/gestao-covas-tem-pior-semestre-de-criacao-de-vagas-em-creche-desde-2013.shtml
23 - Destruição do Vale do Anhangabaú: um dos lugares mais importantes e tradicionais da cidade foi completamente destruído por Bruno Covas, sem qualquer discussão com os moradores e comerciantes do Centro e com a sociedade. O gasto até agora foi de dezenas de milhões de reais. Nada foi aproveitado – luminárias históricas, esculturas, placas de granito. Vestígios arqueológicos fundamentais para compreender a história da cidade também foram destruídos. Em seu lugar a prefeitura vai construir uma “fonte interativa” gigante, cópia de um projeto de uma cidade francesa, inadequado para as características de São Paulo. A obra chegou a ser suspensa pela Justiça, mas depois foi retomada https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/08/02/justica-suspende-obra-da-prefeitura-de-sp-no-vale-do-anhangabau.ghtml
24 - O início das obras no Anhangabaú levou a uma crise no comércio da região. O movimento caiu dramaticamente, e os lojistas foram abandonados pela prefeitura: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/07/obra-no-vale-do-anhangabau-causa-tremor-em-predios-e-crise-no-comercio.shtml
25 - Em plena epidemia de coronavírus, Bruno Covas resolveu se licenciar da prefeitura por dois dias com a justificativa de fazer uma viagem (para destino ignorado). Suspeita-se que foi uma manobra para evitar o desgaste de vetar a lei que criava o Parque do Bixiga: https://noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/prefeito-de-sao-paulo-bruno-covas-ira-se-licenciar-por-dois-dias-10032020
24 - Bruno Covas pretende destruir uma das únicas áreas verdes da Mooca (e a maior delas): https://www.hypeness.com.br/2020/03/prefeitura-de-sp-quer-destruir-maior-area-verde-da-mooca-para-construir-predios/?utm_source=facebook&utm_medium=hypeness_fb
25 - Em maio de 2019, São Paulo possuía 289 obras inacabadas, sendo 106 delas paralisadas: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/05/20/sp-possui-289-obras-inacabadas-com-contratos-que-totalizam-r-16-bilhoes-aponta-tcm.ghtml
26 - Bruno Covas privatizou o estádio do Pacaembu a preço de banana. O valor inicial estimado era de 900 milhões de reais. O consórcio vencedor da concessão vai pagar apenas 111 milhões https://www.brasildefato.com.br/2019/02/08/pacaembu-e-entregue-a-iniciativa-privada-por-valor-abaixo-do-previsto-pela-prefeitura
27 – Após o resultado do edital de privatização, a administração do Pacaembu jogou no lixo taças e troféus de valor histórico e artístico: https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2020/01/tacas-e-trofeus-que-estavam-no-pacaembu-vao-parar-no-lixo.shtml
28 - Bruno Covas nomeou para cargos importantes na prefeitura vários acusados de corrupção do PSDB, entre eles Aloysio Nunes, implicado no escândalo da Dersa juntamente com Paulo Preto: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/02/ex-senador-aloysio-nunes-assume-cargo-na-gestao-covas-em-sao-paulo.shtml
29 - Corrupção: enquanto a atenção da população estava totalmente voltada para a epidemia de coronavírus, Covas sancionou um “jabuti” (lei incluída de última hora em outra com a qual não tem nenhuma relação) que protegia acusados de corrupção. Em protesto, o Controlador-Geral do Município, nomeado pelo próprio Covas, pediu demissão: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/03/31/controlador-geral-do-municipio-de-sp-pede-demissao-apos-bruno-covas-sancionar-lei-que-tira-poderes-do-orgao.ghtml
30 - Corrupção: uma pasta com 100 mil reais foi apreendida com um assessor de Bruno Covas durante uma campanha eleitoral. Nunca se soube de onde veio o dinheiro: http://g1.globo.com/sao-paulo/eleicoes/2014/noticia/2014/10/pf-apreende-r-100-mil-com-apoiador-de-bruno-covas-valor-segue-retido.html

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 : 14/Agosto/2020, 09:56:05 am 
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A Associação Preserva São Paulo vem a público denunciar a ocorrência de fraude à concorrência no. 0371401000/2014 da Prefeitura Municipal de São Paulo, referente à contratação de empresa para a realização de projeto básico para a realização da reforma do Vale do Anhangabaú. Embora a empresa PJJ Malucelli, do Paraná, tenha vencido – sozinha – a concorrência, é o escritório Biselli e Katchborian Arquitetos Associados, de São Paulo, quem se atribui  - sozinho - a autoria do projeto em diversos artigos, sites e entrevistas. Por exemplo, a “nota de esclarecimento” publicada recentemente pelo escritório Biselli e Katchborian, se inicia da seguinte forma: “Durante a última semana acompanhamos uma batalha de opiniões acerca do nosso projeto de requalificação do Vale do Anhangabaú”, sem qualquer menção à PJJ Malucelli.

No próprio site do escritório Biselli e Katchborian, mais uma vez não há nenhuma menção à PJJ Malucelli: http://www.bkweb.com.br/projects/public/projeto-de-reurbanizac-o-do-vale-do-anhangabau/ . Fica evidente que o escritório Biselli e Katchborian utilizou a PJJ Malucelli como “laranja” na concorrência no. 0371401000/2014.
Cabe esclarecer que embora a PJJ Malucelli tenha vencido a concorrência e o escritório Biselli Katchborian se arrogue a autoria do projeto, na verdade o projeto original e todo o partido e diretrizes adotados são do escritório dinamarquês Gehl Architects, que por sua vez COPIOU um projeto para a cidade de Bordéus, na França, denominado “Miroir de l’Eau” (O plágio pode ser facilmente constatado por meio de uma simples pesquisa em sites de busca).

A Associação Preserva São Paulo desde 2014 vem denunciando as irregularidades da reforma do Anhangabaú – idealizada na gestão Haddad, continuada na de Dória e consumada por Bruno Covas. Esperamos que a Polícia e o Ministério Público investiguem os responsáveis e que estes sejam punidos pela Justiça, na forma da lei.
Por fim, nos prontificamos a participar de qualquer debate, em termos civilizados, para defender nossa opinião de que a reforma do Anhangabaú, imposta de forma autoritária, sem transparência, sem debate e contra a vontade dos moradores e comerciantes da região Central, é uma obra irresponsável, perdulária, absurda e lesiva ao interesse público, ao meio ambiente e à memória da cidade.

Jorge Eduardo Rubies
Advogado e Presidente da Associação Preserva São Paulo
OAB/SP 191.142

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 : 20/Novembro/2017, 03:34:51 pm 
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Por Jorge Eduardo Rubies
Presidente da Associação Preserva São Paulo


As ruas de pedestres de São Paulo, mais conhecidas como calçadões, são um marco da região Central e uma mudança radical em relação às práticas urbanísticas até então vigentes. A mentalidade rodoviarista dominou o planejamento urbano ao longo da maior parte do século XX, sendo que a grande preocupação dos urbanistas  erafacilitar a circulação dos carros, com os pedestres sempre em segundo plano. Só no final dos anos 60, essa tendência começou a ser questionada diante dos enormes custos econômicos, ambientais e humanos do urbanismo rodoviarista.

No Brasil, o pioneiro desse novo urbanismo foi o então jovem prefeito de Curitiba Jaime Lerner, responsável pela criação da primeira rua de pedestres do Brasil, a Rua das Flores, em 1972, e essa experiência extremamente bem-sucedida serviu de exemplo para várias cidades pelo país afora.  O primeiro choque do petróleo, em 1973, representou um incentivo decisivo para essa mudança de paradigma e a adoção de políticas urbanas que priorizassem o transporte público, de preferência movido a eletricidade.

Foi nesse cenário que assumiu a prefeitura em 1975 Olavo Setúbal. Sua administração representou uma ruptura com a mentalidade rodoviarista até então predominante. O lema de sua administração “Por uma cidade mais humana”, deu o tom da política urbana adotada em sua gestão: priorizar os pedestres e o transporte coletivo, com mais espaço para eles e menos espaço para os automóveis. Durante seu mandato, a primeira linha do metrô, a Norte-Sul, foi completada e a linha Leste-Oeste inaugurada; os primeiros corredores de ônibus da cidade foram criados; seu plano de transportes previa uma malha de nada menos que 280 quilômetros de corredores de trólebus (projeto Sistran) que complementariam a rede de metrô e de trens urbanos, o que, se implantada, criaria um sistema de transporte de massa denso e não poluente que abrangeria toda a cidade. Vale lembrar também que em seu governo foi construída a primeira ciclovia da cidade, na Av. Juscelino Kubitschek (destruída na gestão Jânio Quadros).

O objetivo desse plano era oferecer transporte público rápido, eficiente e de qualidade a toda a população, o que levaria parte dos usuários de automóveis a migrar para o metrô e os trólebus. Ainda dentro dessas políticas de valorização dos pedestres, a prefeitura, através da Emurb, então uma usina de idéias urbanísticas inovadoras para a cidade, decidiu pela implantação de ruas de calçadões em todo o Centro Histórico e Centro Novo.

Embora a Rua São Bento fosse restrita ao tráfego de automóveis desde 1937, no Centro da cidade o escasso espaço público era uma disputa constante entre pedestres e carros. Isso começou a mudar a partir de fevereiro de 1976, e quando completado o programa de implantação de calçadões na região central, em 1978, a maior parte das ruas do Centro Velho e do Centro Novo haviam sido totalmente reurbanizadas, com projeto paisagístico completo, e dedicadas exclusivamente aos pedestres.

O piso escolhido pela equipe da Emurb, liderada pelo arquiteto Haron Cohen, foram placas de granito cinza Mauá intercaladas com pedras portuguesas de mármore branco, materiais escolhidos pela estética, resistência e fácil reposição. O resultado foi da maior beleza e elegância, consagrando-se como um padrão que se tornou marca registrada do Centro Histórico. Toda a rede subterrânea de fios elétricos e telefônicos, gás, esgoto e água foi recuperada, 6000 metros de galerias de águas pluviais foram implantados, dimensionados para dar vazão às chuvas mais intensas.

 Foram instaladas 1210 floreiras, 600 luminárias do tipo globo, 220 bancos, 15 caixas de correio, 300 lixeiras de aço e 65 orelhões, além do plantio de árvores e colocação da escultura “Progresso”, de Vlavianos, na R. 24 de Maio (depois deslocada para o Largo do Arouche). Percebe-se que o objetivo da Emurb não era apenas criar vias de circulação exclusiva para pedestres, mas verdadeiras “praças lineares”, agradáveis espaços de sociabilidade e convivência para se desfrutar da fascinante paisagem e intensa vida urbana do Centro. Infelizmente, esse mobiliário urbano foi sendo vítima do vandalismo e da falta de reposição e manutenção (problema crônico e agudo entre os governantes brasileiros), desaparecendo por completo ao longo dos anos.

Os temores iniciais dos lojistas de que os calçadões atrapalhariam o comércio não se confirmaram, e até hoje o Centro Histórico se mantém como um dos principais pólos varejistas da cidade, apesar da total negligência do Poder Público para com a região. Os calçadões do Centro foram um sucesso absoluto: pesquisas de opinião da época indicavam que 98% da população apoiava a iniciativa.

Tamanho êxito levou o prefeito Setúbal também a implantar os calçadões no centro de um dos principais bairros da cidade, o antigo município independente de Santo Amaro, e a idéia era também dotar os centros da Lapa e da Penha de ruas de pedestres. Mas a idéia não teve continuidade nas administrações de Reynaldo de Barros, Covas e Jânio Quadros nos anos 80. Só na gestão de Luísa Erundina (início dos anos 90) retomou-se a implantação dos calçadões, na Avenida São João e no Anhangabaú.

Depois de 40 anos, os calçadões se tornaram um patrimônio afetivo da população de São Paulo. São um dos grandes marcos da década de 70 ainda existentes na cidade, juntamente com o metrô e o Parque Anhembi. Mesmo incorporados à paisagem urbana, à história e ao quotidiano do Centro, são permanentemente ameaçados por prefeitos sem sensibilidade e compreensão de sua importância. José Serra tirou parte dos calçadões do Centro Novo; Kassab quis descaracterizá-los e durante a gestão Haddad foi encomendado a um urbanista dinamarquês um plano mirabolante para se destruir os calçadões do centro e do Parque Anhangabaú, plano esse que só foi abortado na última hora por conta da penúria orçamentária da Prefeitura. Agora, o atual prefeito retoma a idéia da descaracterização dos calçadões do Centro, trocando-os por um pavimento de concreto(!). Cabe a sociedade defender esse patrimônio afetivo e marco da cidade das veleidades dos políticos de plantão.


(Fotos de autoria desconhecida, da brochura “Ruas de Pedestres” da Emurb, de 1979).

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 : 02/Setembro/2014, 05:49:12 pm 
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Nota oficial da Associação Preserva São Paulo

Prefeitura mostra a que veio



A Associação Preserva São Paulo vem manifestar seu repúdio a mais uma decisão do Prefeito de São Paulo lesiva à preservação da arquitetura e ao meio ambiente da cidade. Após o Plano Diretor, que entre outras medidas contrárias ao interesse público e à qualidade de vida na cidade, liberou a construção de edifícios de mais de 40 andares numa faixa de até 600 metros das estações de metrô – como Vila Madalena, Itaquera, Butantã, etc. (ainda que esses locais não comportem novas construções desse porte), agora a prefeitura resolve acabar com a chamada área de entorno dos imóveis tombados, situada num raio de 300 metros desses imóveis protegidos e que é essencial para a preservação da qualidade da paisagem e do ambiente urbano em que tais imóveis estão inseridos, e para que possam ser devidamente apreciados e valorizados.

A área de entorno constitui uma zona de transição onde a construção de novos prédios não é proibida, mas controlada, evitando que tais bens sejam engolidos por uma verticalização desordenada, e portanto representava um dos últimos obstáculos ao domínio absoluto que a especulação imobiliária exerce sobre a cidade, especulação imobiliária essa que não por acaso é a principal doadora das campanhas eleitorais de todos os principais partidos. Com mais esse ato, a atual administração dissipa quaisquer esperanças de que representasse uma mudança em relação aos governos anteriores, comprovando novamente que no atual regime, os doadores de campanha contam mais do que os próprios eleitores, independente do partido no poder.

A submissão da atual prefeitura aos interesses da especulação imobiliária se reflete em todos os aspectos da administração, inclusive no desmonte dos órgãos municipais de preservação do patrimônio (DPH e Conpresp), que atualmente se encontram desmoralizados e paralisados, tal como seus congêneres estadual (Condephaat) e federal (Iphan de São Paulo). Com suas reiteradas demonstrações de capitulação aos interesses da especulação imobiliária mais predatória, a atual gestão acaba diferindo pouco ou nada das anteriores, frustrando o desejo da população por mudanças reais na administração pública.

A preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico, bem como praticamente todas as questões que afetam o nosso dia a dia, infelizmente, não podem ser dissociadas da questão política no atual regime político em que vivemos. A Associação Preserva São Paulo, como entidade apartidária, não apregoa o voto em qualquer candidato ou partido político. Porém, fazemos um apelo para que na escolha dos candidatos desta e das próximas eleições, os eleitores procurem saber quem são os financiadores das campanhas e dos partidos.

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 : 29/Abril/2014, 04:25:22 pm 
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Nota da Associação Preserva São Paulo sobre a ação civil pública contra a Câmara Municipal



A Associação Preserva São Paulo ajuizou, no último dia 10, ação civil pública contra a Câmara Municipal em virtude de diversas irregularidades na elaboração do Plano Diretor, e em particular nas audiências públicas convocadas para este mês de abril. Entre as irregularidades, estavam o fato de que o texto do projeto de lei estava sendo modificado constantemente sem prévio aviso aos participantes das audiências, ou seja, as audiências públicas estavam sendo realizadas sem que os cidadãos sequer tivessem conhecimento do que estava sendo de fato discutido; e que numa verdadeira maratona, diversas audiências foram marcadas ao longo de uma única semana, inclusive num domingo, e duas por dia em locais opostos da cidade, dificultando ou mesmo inviabilizando a participação dos cidadãos interessados em estar presentes em mais de uma audiência.

Tais irregularidades e uma série de outras evidências demonstravam que as audiências públicas haviam sido convocadas com a única finalidade de cumprir uma formalidade legal e dar uma aparência de democracia e participação popular a um processo que já havia sido decidido nos bastidores pelos políticos da cidade em conluio com a especulação imobiliária. O objetivo da ação civil pública era portanto que as audiências fossem suspensas e realizadas novamente com um mínimo de garantias de respeito aos cidadãos que delas desejassem participar, e somente então se prosseguir com as etapas seguintes de tramitação do Plano Diretor.

A argumentação da Associação Preserva São Paulo foi acolhida pelo Tribunal de Justiça, que concedeu uma liminar determinando que as audiências públicas fossem realizadas com o respeito devido e informação prévia aos participantes. Porém, em mais uma mostra de descaso para com o eleitor e para com o próprio Poder Judiciário, a Câmara Municipal decidiu considerar as audiências anuladas como meras “reuniões técnicas”, sem remarcá-las e prosseguindo com o processo de tramitação do projeto como se nada tivesse acontecido, mostrando mais uma vez que tais audiências não passavam de mera formalidade e que a Câmara Municipal jamais teve a intenção de ouvir a sociedade, e muito menos de incorporar as contribuições da população ao texto do Plano Diretor.

Na semana passada, o projeto do Plano Diretor, ou pelo menos a sua versão mais recente, foi aprovado na Comissão de Política Urbana da Câmara por 7 votos a 0, numa inédita e estranha aliança entre governo e oposição. A quem interessa aprovar o Plano Diretor desta maneira apressada e atabalhoada, e sem quaisquer questionamentos por parte de praticamente todos os vereadores, inclusive os da oposição? Certamente não aos cidadãos nem à cidade, que necessita de uma discussão ampla e sem atropelos sobre o Plano Diretor, suas consequências e, mais que tudo até, sobre os interesses econômicos que estão interferindo de forma decisiva em sua elaboração, inclusive através do financiamento das campanhas eleitorais por parte desses mesmos setores econômicos numa relação promíscua que pode ser definida como corrupção legalizada. Segundo dados do TSE, as construtoras foram responsáveis por nada menos que 55% das doações de campanhas nas eleições de 2012 no Brasil, sendo que a maior parte desse dinheiro foi injetado na eleição paulistana, onde quase todos os vereadores eleitos, tanto dos partidos da situação como da oposição, tiveram suas campanhas financiadas essencialmente pelas construtoras e empreiteiras, que desse modo passaram a ser as protagonistas da política municipal no lugar do próprio eleitor.

A votação do Plano a toque de caixa interessa unicamente à especulação imobiliária, uma vez que a bolha imobiliária que assolou São Paulo nos últimos anos começa a dar diversos sinais de estar se desmanchando, e o novo Plano Diretor está sendo tratado como a tábua de salvação que irá garantir o domínio absoluto do setor imobiliário sobre a cidade nesses momentos finais de farra especulativa. De fato, sob um verniz supostamente progressista, o atual projeto possui um conteúdo ultraneoliberal, favorecendo a especulação imobiliária de maneira ainda mais acintosa do que no Plano de 2002. E tal como ocorreu em 2002, tudo leva a crer que o conteúdo do projeto será piorado ainda mais até a votação final.

A Associação Preserva São Paulo reafirma sua posição de que, lamentavelmente, o projeto do novo Plano Diretor, tal como está sendo formulado, trará graves prejuízos para a qualidade de vida, o meio ambiente e o desenvolvimento social e econômico da cidade, atingindo particularmente inquilinos, pequenos proprietários de imóveis, comerciantes de rua e os operários que trabalham no que restou do outrora formidável parque industrial paulistano, além todos os moradores e trabalhadores de São Paulo sem distinção. Nos prontificamos a defender este ponto de vista em qualquer debate para o qual sejamos convidados, respeitadas as opiniões em contrário. Continuaremos a recorrer ao Poder Judiciário toda vez que a Câmara Municipal insistir em cometer irregularidades e em desrespeitar os cidadãos e a Justiça.

São Paulo, 28 de abril de 2014.

Associação Preserva São Paulo.

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 : 27/Março/2014, 05:19:29 pm 
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O  novo Largo da Batata...
...e os velhos erros de sempre


Por Jorge Eduardo Rubies
Presidente da Associação Preserva São Paulo



Projetar espaços públicos de qualidade é um desafio raramente enfrentado de maneira satisfatória por arquitetos, urbanistas e paisagistas modernos ou pós-modernos. Para cada praça ou parque projetado por um Burle Marx, gênio e mestre de renome internacional, temos dezenas de exemplos de retumbantes fracassos de público e crítica. Tomemos o exemplo da nova Praça da Sé, em São Paulo, um vazio urbano evitado pela população em geral, com exceção de trombadinhas e larápios. Ou o vale do Anhangabaú, outro deserto que costuma ser freqüentado apenas por skatistas - nada contra esse esporte, mas é um bom indicador do sucesso de um espaço urbano, já que por sua própria natureza, costuma ser melhor praticado em lugares com muito cimento e pouca gente.

Apesar dos seus muitos problemas, a idéia de uma intervenção radical da Praça da Sé ou do Anhangabaú merece ser descartada, em primeiro lugar porque tais lugares já estão incorporados, para o bem e para o mal, ao quotidiano e à paisagem dos habitantes da cidade, e principalmente porque uma eventual reforma muito provavelmente tornaria esses espaços ainda piores do que são, tal como aconteceu recentemente com a desastrada reconstrução da Praça Roosevelt, que na melhor das hipóteses pode ser considerada como um incompreensível desperdício de dinheiro público. Este artigo, no entanto, não trata da Praça Roosevelt, que será abordada em outra ocasião, mas sim de outra tragédia urbana recente em São Paulo: a reconversão do Largo da Batata.

Como quem não mora em São Paulo e mesmo muitos moradores da cidade não conhecem o Largo da Batata, cabe aqui uma descrição e um histórico sucinto:

O Largo da Batata está separado por apenas um quarteirão do Largo de Pinheiros, epicentro e local histórico da fundação do bairro do mesmo nome, que surgiu como um aldeamento jesuítico em 1560, pouco após a fundação da própria cidade de São Paulo. Antes disso até, o local, situado logo além da área de várzea do rio também chamado Pinheiros, constituía o entroncamento de diversos caminhos pré-coloniais, terrestres e fluviais, que ligavam o planalto de Piratininga e o litoral ao sul e ao oeste do Brasil e do continente sul-americano, sendo que desses caminhos o mais famoso era o lendário Peabiru das crônicas dos viajantes espanhóis e portugueses.

Mesmo situado nesta posição estratégica, o local permaneceu por séculos um acanhado núcleo semi-rural, povoado por caboclos e cafuzos, até as primeiras décadas do século XX, quando recebe as primeiras levas de imigrantes, sobretudo japoneses. O grande desenvolvimento se deu a partir de meados do século, quando da abertura de avenidas e de novas estradas, que seguiam o curso aliás desses antigos caminhos indígenas, e com a chegada de milhares de migrantes provenientes da região Nordeste. Grandes entrepostos comerciais, como a Cooperativa Agrícola de Cotia, se instalaram no Largo da Batata e diversas rotas de ônibus convergiram para o local, que se tornou o grande pólo comercial, de serviços e de transportes de todo o enorme trecho da região metropolitana a oeste do Rio Pinheiros, o qual engloba diversos bairros da capital e cidades vizinhas, uma área habitada por milhões de pessoas – o Largo da Batata representava assim para essa zona o mesmo que o igualmente devastado Largo 13, em Santo Amaro, representa para o extremo sul da região metropolitana. Esses são, em poucas linhas, quatro séculos e meio de história do centro do bairro de Pinheiros.

Pois bem, mesmo com essa importância e significado como pólo regional da cidade, muita gente não via o Largo da Batata com bons olhos. Alguns respeitáveis cidadãos de classe média que se dirigiam para os escritórios, clubes e shopping centers da região da Avenida Faria Lima - que até os anos 90 terminava no Largo e agora se estende por alguns quarteirões além – se sentiam incomodados com a vista dos vários inferninhos e com o cheiro de churrasquinho de gato que permeava o lugar. Elton Zacarias, homem forte do ex-prefeito Gilberto Kassab, resumiu perfeitamente tal sentimento com uma frase lapidar: "É nossa Quinta Avenida e desembocava em um terminal de ônibus a céu aberto".

Eis que há cerca de dez anos, o governo de Marta Suplicy, decide lançar um concurso de “reconversão” do Largo da Batata, com um júri composto por alguns medalhões da tecnocracia e da universidade pública paulistanas. A proposta vencedora apresenta trechos de difícil entendimento sem a ajuda de um lingüista, tais como "Aproveitamento das potencialidades existentes de maneira geral e em particular de imóveis e terrenos improdutivos para equipamentos e na busca da continuidade do espaço público." Os desenhos que acompanham o projeto também não esclarecem muito.

Mas, a julgar pelo resultado final, aparentemente o objetivo do projeto era arrasar o maior número de imóveis possível e deixar que o setor imobiliário se encarregasse do resto. Foram parar na caçamba, esse trambolho onipresente na atual paisagem paulistana, dezenas de antigos sobrados com comércio no térreo, galpões, graciosos predinhos dos anos 40 e 50 com três ou quatro andares, parte da malha urbana centenária do centro histórico de Pinheiros. O terminal de ônibus foi jogado para longe, com a conseqüente demolição de mais um pedaço do bairro para dar espaço ao novo terminal.

O resultado final é um gigantesco vazio urbano hostil, árido, opressivo e destituído de humanidade e de vida, que nos remete imediatamente a lugares barbarizados: Stalingrado, Hiroxima, Bagdá, são as referências que nos vêm à mente quando se passa pelo lugar. O desolador descampado pós-apocalipse que se tornou o Largo da Batata é tão inóspito que nem sequer os geralmente corajosos skatistas se atrevem a freqüentá-lo. Até mesmo aqueles cidadãos de classe média que tanto desprezavam o antigo largo, agora fecham seus vidros, aceleram seus carros e torcem para passar o mais rápido possível pelo local; pois a sensação generalizada dos que por lá circulam é de que poderão ser alvo de alguma violência a qualquer momento.

O que era preciso então para transformar o Largo da Batata num espaço urbano de qualidade? Depois que o perdemos para sempre é que nos demos conta de que o antigo Largo, com sua vitalidade e sua diversidade – arquitetônica, social, de usos e de funções, já era, apesar dos pesares, o que havia de melhor em termos de espaços urbanos: era a pólis no mais autêntico sentido do termo, o da sociabilidade, da interação, da efervescência, do intercâmbio de valores culturais e de bens materiais; a versão moderna da ágora. A melhor proposta para o Largo da Batata seria justamente aquela inaceitável para o concurso de "reconversão": deixar como está – com melhorias discretas e pontuais na iluminação, na segurança, na arborização; com a introdução de eventos culturais e espetáculos para a grande multidão que circulava pelo local nos fins de tarde e nos fins de semana, e pronto, o Largo da Batata se tornaria o que mais próximo poderíamos chamar de espaço urbano ideal.

Infelizmente, a humildade é item proibido das escolas de arquitetura. Desde o primeiro ano da faculdade, se ensina que o importante é reconstruir, reformar, a reurbanizar, requalificar, revitalizar ou reconverter ao invés de preservar, e os estudantes são doutrinados a acreditar que sempre é possível melhorar aquilo que não precisa ser melhorado, tal como no emblemático caso das "orelhas de burro" do Panteão, e quanto maiores os orçamentos, mais mirabolantes os programas, mais quarteirões forem arrasados, mais pessoas forem desalojadas, mais os arquitetos poderão brincar de Deus.

Mas se o novo Largo da Batata conseguiu o raro status de unanimidade contra, se conseguiu angariar o repúdio de gregos e troianos, por que o projeto foi levado adiante até o final? Não, não se tratou de um caso de loucura coletiva ou de vandalismo gratuito; o novo Largo da Batata, assim como a nova Praça Roosevelt, foram escolhas conscientes e racionais que buscavam atender a determinados interesses, os interesses da pequena casta que atualmente define os rumos da cidade – os barões do setor imobiliário.

E o setor imobiliário já respondeu positivamente à "reconversão do Largo": já despontam os novos empreendimentos, tais como um apavorante prédio de escritórios no estilo pseudoneoclássico e um mastodôntico prédio de apartamentos com o curioso nome de DNA Pinheiros; certamente não o DNA índio e caboclo dos primeiros habitantes do bairro, mas sim o DNA branco e europeu que a elite paulista é, ou pretende ser. Comparada aos novos prédios que pipocam na região e por toda a cidade, a tão vilipendiada arquitetura dos anos 70 e 80 é um primor de qualidade e de integração com o entorno, tal como a elegante torre da sede regional do CREA, até então o marco dominante da paisagem do Largo da Batata.

São os barões do setor imobiliário que vêm moldando à sua própria imagem e semelhança a cidade de São Paulo nos últimos dez ou quinze anos: a cidade da segregação, da degradação do espaço público, do medo, da supremacia de interesses particulares, em especial os interesses do setor da construção civil, sobre o interesse público. Tal como o vício em crack, é esse o modelo que garante a maximização dos lucros no curto prazo. E tal como o vício em crack faz com o corpo e com a família, esse modelo leva à degradação e à morte do tecido urbano e da cidade no médio prazo. O grande pecado do velho Largo da Batata era ser um enclave da periferia na região mais valorizada da cidade; sua destruição realizou o grande sonho do (anti)urbanismo neoliberal: o da cidade sem povo.

Antes mesmo de sua inauguração oficial, o novo Largo da Batata já se consagrou como um desastre urbanístico de grandes proporções. Sim, foram cometidos erros semelhantes com os projetos de "urban renewal" das décadas de 60 e 70. Mas o grande crime do projeto do novo Largo foi não ter aprendido com esses erros.
Finalizo com trechos do artigo "Ai de ti, Largo da Batata", de um estudante de história de 21 anos, Pedro Augusto Pinto, que de maneira magistral, mostrou ter mais sensibilidade com questões urbanas do que muitos medalhões do mundo acadêmico:

“Quem se lembra hoje em dia de que havia uma esquina – e que esquina! – entre as ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde? Claro que na teoria, geometricamente, a esquina ainda existe, assim como o Largo da Batata também, só que não. Virou um descampado de cimento, como, aliás, quase tudo por lá. Onde não sobrou barraca ou instalações de obras eles plantaram uns pinheirinhos sem-vergonha, projeto a longo prazo!, como que pra rir da cara dos trouxas nós outros, mesmo. Aquela, que eu me lembre, era uma esquina bem formosa, com sobrados comerciais de dois andares, uma vida ativa, alguns bancos, lojas populares, enfim. Tudo isso já faz ano e meio foi posto abaixo, quando me ausentei já não existia, assim como aquele trechinho da Cardeal Arcoverde que dava na velha Cooperativa Agrícola de Cotia, cheio de cabeleireiros.

Mas a surpresa maior foi o outro lado do quarteirão, da Martim Carrasco, transformado tupiniquim e cinicamente em um boulevard, tão charmant quanto a avenida São João. Completamente arrasado! Em tese, outra vez em tese, não era surpresa nenhuma, era muito óbvio que aquilo aconteceria, mas nem por isso deixei de sentir certa tristeza por aquele vazio tão sentimental quanto geográfico. Ali outrora houve uma vida comercial das mais ativas e, por que não, até agradáveis. Bons botecos, cabeleireiros, fliperamas, ferragens, marcenarias, costureiras, relojoarias, tabacarias, açougues, sapateiros, lotéricas, enfim: todo o pouquinho que há de bom nessa triste sociedade brasileira dava lá, até o governo baixar, muito obrigado, sim senhor.

(...) não há mais luta possível, nem a revolta íntima, humilde, inútil mas justa, do ser que se indigna em silêncio, que cospe ou xinga por pura convicção, nem essa revolta tem mais qualquer beleza ou serventia, pois mesmo a alma se oblitera diante dos trinta e tantos andares espelhados, do engarrafamento de carros do ano, da estação de metrô, do Progresso, enfim. E não pretendo ficar de fora deste festim: viva o progresso! O Largo foi ganho. Meus parabéns! Quem ganhou, faça um favor, agradeça a quem perdeu. Eles bem que merecem. E de fora é como já disse algum estúpido: aos vencedores, o Largo da Batata!”


Foto: Stalingrado destruída durante a II Guerra Mundial

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 : 11/Dezembro/2013, 03:19:57 pm 
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Como costuma acontecer no país, as discussões em torno do aumento do IPTU foram marcadas por ataques pessoais e pelo uso de surrados chavões ao invés de argumentos consistentes. Vereadores da oposição limitaram-se a esbravejar contra a prefeitura, subitamente esquecidos de que haviam votado a favor de aumento semelhante em 2009, quando faziam parte do governo. Já nos sites pró-prefeito, os artigos e comentários estavam repletos de expressões como “justiça social” e “redistribuição de renda”, como se o aumento tivesse por objetivo tirar dos ricos para dar aos pobres.

Essa interpretação, porém, não resiste sequer a um exame superficial. O IPTU de 2014 vai aumentar em 72 dos 96 distritos, inclusive em algumas das regiões mais carentes da cidade como Jardim Ângela, Grajaú, Socorro e Itaim Paulista. Uma análise mais aprofundada revela quem serão os maiores afetados pelo aumento: para começar, os mais pobres não serão beneficiados nos poucos locais onde haverá redução do imposto, uma vez que já são isentos do pagamento de IPTU há muito tempo. Por outro lado, resmungos à parte, a classe alta e a classe média alta poderão arcar com o aumento tranqüilamente; no frigir dos ovos, os grandes penalizados serão moradores e pequenos comerciantes de classe média baixa, na teoria mas não na prática pertencentes a essa classe média tão detestada por intelectuais ligados ao governo.

A rasa discussão a respeito do IPTU deixou de lado questões como o combate ao monumental desperdício de dinheiro público, por exemplo, o corte de parte dos milhares de cargos de confiança e de algumas das nada menos que 27 secretarias herdadas do governo anterior. Outra questão grave que passou à margem do debate foi que, ao mesmo tempo em que centenas de milhares de pessoas serão prejudicadas pelo aumento do imposto, a prefeitura pretende reduzir o “IPTU” pago pelos barões do setor imobiliário, a chamada outorga onerosa – valor cobrado para se construir além do coeficiente básico permitido. Aposto que, nesse caso, governo e oposição votarão juntinhos, tal como ocorreu recentemente com a Operação Urbana Consorciada Água Branca e em outros projetos de interesse do mercado imobiliário. Não por acaso, as construtoras e as empreiteiras são as principais financiadoras das campanhas de quase todos os políticos da cidade.

Aliás, coincidentemente os principais afetados pelo aumento do imposto são os proprietários e inquilinos de antigas casas e lojas de rua localizadas sobretudo no Centro Expandido, imóveis esses que estão entre os principais objetos do desejo das construtoras. Boa parte desses moradores e comerciantes serão obrigados a engrossar a migração silenciosa de dezenas de milhares de pessoas expulsos das áreas centrais para a periferia de São Paulo nos últimos dez anos, em decorrência de políticas urbanas voltadas essencialmente para privilegiar o mercado imobiliário.

Os protestos de junho mostraram que uma parcela da sociedade - a mais esclarecida dela - já não alimenta ilusões a respeito do atual modelo político, e cada notícia veiculada acerca do governo, seja federal seja estadual, seja municipal, só vem confirmar esse fato. Tais pessoas já perceberam que pretender contrapor “partidos do povo” a “partidos da burguesia” é pura enganação, pois todos, sem distinção, passaram a se dedicar exclusivamente a atender os interesses dos financiadores de campanhas.

Jorge Eduardo Rubies
Presidente da Associação Preserva São Paulo

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 : 20/Setembro/2013, 04:38:39 pm 
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Quantitative easing and the Brazilian real estate bubble

By Jorge Eduardo Rubies*

Quantitative easing, the ultra-loose monetary policy thoroughly used by the Fed to stimulate the US economy, has had deep implications not only in its country of origin, but throughout the world. Its effects can be felt in other nations such as Brazil, where the “tsunami of dollars”, as it was dubbed by president Dilma Rousseff, has contributed to appreciate the Brazilian currency, the Real, and has also helped to inflate a gigantic bubble in the real estate sector.
Virtually all the major cities in Brazil are being affected by the bubble, but its intensity is by far more dramatic in São Paulo, capital of the state of the same name, and the largest city in the country and in the whole Southern Hemisphere.
With 11 million people (20 million in its metropolitan area), São Paulo is a kind of third world Gotham, plagued by poverty, crime, urban decay and widespread corruption. Traffic is chaotic: Time Magazine labelled São Paulo´s traffic jams the worst in the world. On the other hand, the city is the economic powerhouse of Brazil – the Paulistas are proud of their entrepeneurship and their work ethic. In the 20th century, São Paulo first received millions of immigrants from Southern Europe, then millions of migrants from the poorer areas of the country, making it Brazil’s land of promise.
The Paulista elite suffers from a “stray dog complex” vis-a-vis their counterparts in North America and Western Europe, and as a result always nurtured the ambition of being accepted as part of the developed world. In the eighties, this dream seemed near to come true. Sao Paulo had by then probably the best free public hospitals network, the best public, tuition-free, universities, the best highways in all Latin America and a small but reliable subway system. All of that was possible because of the city´s powerful industrial base, which produced virtually everything, from industrial machinery such as turbines for hydroelectric plants to the most trivial consumer goods. Automobiles were exported to the Middle East and shoes to the US, but the focus was on the domestic market.
But then came the economic crisis, the “lost decade” of Latin America, in fact 20 years of stagnation spanning the 80s and the 90s. Only in the beginning of the last decade the Brazilian economy started its recovery, which coincided with Luiz Inacio Lula da Silva´s terms as president. Brazil benefitted from the worldwide bonanza of that period, and the appetite for commodities not only in the developed nations, but also in China and other emerging markets. However, the stars of the economy were not industrial products anymore but, just like in Brazil´s colonial past, raw commodities, particularly soybean and iron ore.
Lula´s and Dilma´s economic policy aimed to curb inflation – a recurrent nightmare in Latin American countries – and at the same time, to prioritize consumer spending instead of much needed investment in the defficient infrastructure of the country, or to prevent the decline of industrial production. For this purpose, a variety of instruments was used, including lowering interest rates and lowering taxes for specific sectors. The flagship programme of the government is “Minha Casa, Minha Vida” (My House, my Life), which provides easy credit for the acquisition of new homes.
These were the first ingredients for the formation of the real estate bubble in Sao Paulo: economic growth after years of stagnation, and generous incentives by the federal government. The other ingredient is what I would call a lesson. A lesson that people are starting to learn in Greece, Ireland, Spain, Italy and throughout the world – even in the US: that “representative democracy” is neither democratic nor representative. We are thought at school that democracy is the government of the people, but we are finally beginning to realize that, in our model of democracy, citizens don´t count that much. It´s campaign donors who call the shots, and in the city of Sao Paulo, real estate speculators happen to be the main campaign donors for all the major parties.
So, apart from naming streets and bestowing honorary citizen titles to allies, the only laws approved by our City Council – a case study of incompetence and corruption – are the ones that benefit the real estate sector. It´s now evident for many that politicians will do anything to please those who pay their campaigns, even if it´s against the interests of their own constituents. That´s how half a dozen real estate barons took absolute control of a city with 11 million inhabitants.
In 2002, a new master plan for Sao Paulo was voted, and real estate speculators grabbed the opportuny to have approved everything they wanted. And they wanted to deregulate the market and more flexible urban laws. This means no height limits for new buildings, less restrictive zoning, less protection of the environment and of our architectural heritage, and if all of that wasn´t enough, they could also bypass the remaining legislation in many areas of the city by just paying na extra tax to the municipal government. Here is another lesson from our times, a time so rich in lessons: that when you deregulate the economy, the only law that stands is the law of the jungle.
That´s how the Sao Paulo real estate bubble was formed and thrived for a couple of years until the 2008 crisis came and everyone thought that the bubble was over for good. But then “Quantitative Easing” finally appears in this story. Suddenly, the Fed flooded the world with a deluge of dollars. Monetarist theory and economic practice say that printing money out of nowhere means hyperinflation, but that was not the case, for since the dollar is the world currency, all the nations will pay the price.
Time will say if Ben Bernanke is the greatest economic genius in history for saving the US economy from bankruptcy and the world economy from a new depression, or if he is just delaying the inevitable (I have my guess). For now, quantitative easing may not have helped to create new jobs in the US, but it did help to inflate quite a few speculative bubbles around the world, of which the Brazilian bubble, while not the biggest one, is probably the maddest.
Soon tens of billions of dollars poured into Brazil, but instead of much needed investment in infrastructure or industrial production, they went directly to the financial and real estate markets. And the Brazilian bubble not only resurrected out of the ashes but grew many times larger than its former incarnation.
Prices of new housing units were up 186% from 2009 to 2012; and 135,705 new housing units were developed in the same period. The native construction companies, until then family businesses, launched a series of multibillionaire IPOs to assure their share in the banquet. Multinational corporations were also attracted by the sudden bonanza; for instance, Brookfield Inc, owner of Zuccotti Park in Manhattan, site of the “Occupy Wall Street movement”, is notorious for being one of the most voracious players in the Sao Paulo real estate market – it is involved in a corruption scandal for allegedly having paid juicy kickbacks to city officials in exchange for the speedy approval of of an upscale shopping mall expansion in the district of Higienopolis.
The social and environmental impacts of the bubble on the city of Sao Paulo have been devastating. Hundreds of entire blocks in the traditional middle class and blue collar neighborhoods that form a belt around the city centre were bulldozed to make way for new towers. Thousands of local shops were closed, and tens of thousands of residents in these neighborhoods were expelled from their homes and forced to move to remote areas of the metropolitan region, which means that now they have to spend four to five hours a day commuting, instead of the usual two to three – generally in overcrowded and dirty buses, naturally owned by private corporations, and having to pay the highest fares of the emerging countries.
Since it´s a Brazilian tradition to grow luxuriant tropical gardens in the backyard of the homes, with the demolition of the old mansions, buildings and rowhouses, these green spaces and their full grown trees were also destroyed. In the old, middle-class neighborhood of Pinheiros for instance, 60% of all the vegetation was lost in just two years (2011-2013), and the case of Pinheiros is far from being an exception. Some of the obvious effects are the generation of heat islands, higher air pollution and the increase in floods, a constant problem in tropical regions.
The real estate bubble is concentrated on the construction of upper and upper middle class apartment buildings, with three to six car spaces per unit and built in a fake classical style, that in a city once renowned for the quality of its modern architecture. These new apartment buildings are equipped with a complete set of security paraphernalia which includes 20 feet high walls, barbed wire, electric fences, cameras, alarms, attack dogs, and security guards hired by Israeli owned companies. All of that in order to hermetically isolate their residents from the ‘hostile’ outside environment i.e. the Brazilian poor. It’s in these modern equivalents of medieval fortresses, which are no more than luxury ghettoes, that the Brazilian nouveaux riches intend to raise their kids – no wonder that criminality, violence and drug abuse among upper class youngsters is commonplace. Another consequence of this type of (anti)architecture is that the streets of the old neighborhoods, once pedestrian-friendly, vibrant and full of diversity and vitality, are now dead.
Another disastrous effect of the real estate bubble was in the industrial sector, already suffering from the appreciation of the Real. Land value has become so high that in the last ten years most of the factories moved to other cities or just closed down outright, since it is more profitable to sell the industrial plants for the construction of new apartment buildings than keeping production and trying to compete with much cheaper Chinese imports - and thus tens of thousands of blue collar jobs were lost. Remember that industry was the source of Sao Paulo’s power and wealth, and here we come upon another hard learned lesson of our times: that no major economy can thrive without a strong industrial base –that’s one of the main reasons behind the decline of Europe and North America and the spectacular rise of China. Deindustrialisation is the worst of the sins, and forget all that rubbish about the tertiary sector being the future of economy.
With industrial jobs in Brazil falling for six consecutive trimesters,  and with a GDP growth of less than 1% in 2012, among many other dismal data, some are beginning to suspect that the years of prosperity may be gone and that the country may face some serious trouble in the near future. The effects of the sluggish economy in the housing market are already being felt: the price of homes fell by 20% in just one year; many companies are already in the red – the Brazilian branch of Brookfield, for instance, had a net loss of 47.7 million Reais (about 24 million dollars) in the first trimester, and its sales fell by 58% since the first trimester of 2012. The real estate sector is giving all the signs of being completely saturated. In fact, Brazilian families are already heavily indebted and many can´t afford paying the installments of their houses. The “My house, my life” program is now being called “My house, my debt for life”.
One of the most bizarre aspects of the Brazilian real estate bubble is that, even after the collapse of demand, demolition and construction in Sao Paulo are keeping the same frenetic pace; newspapers are full of ads of new developments (and full of comments of experts saying that there is no end in sight for the bubble, or that there is no bubble of all – no coincidence that the main campaign donors are also the main announcers in mass media). One explanation is that the world is so flooded with dollars that they keep flowing uncontrollably even into the most foolish investment options; the Brazilian government keeps pumping money into the construction sector not only to court potential campaign donors, but also out of desperation to keep the economy alive until the presidential elections next year; and some  local investors are also lured into the trap, believing that somewhere in the future someone will be crazy enough to buy their assets for an even higher price that they had paid for. Anyway, although everybody is scared to death of a debacle of the dollar, including China with its trillions of dollars in reserves, sooner or later logic will prevail and it will lose much of its value. One can defy logic for sometime, but not forever.
We are living in a unique moment in history, where, after centuries of western domination, the balance of world power is rapidly shifting from the US and Europe to China. In this difficult period of transition, many doubts and uncertainties loom on the horizon, but some things now seem evident to more and more people, such as the fraud of representative democracy and the catastrophic effects of deindustrialisation. And another thing for sure is that among the main losers of this dramatic transformation are the inhabitants of the city of Sao Paulo – particularly the poorest ones.
One common saying about Sao Paulo is that it went into a decline without ever reaching its apogee, and these words have never been so true. The real estate bubble will leave a legacy of destruction of the environment, of entire neighborhoods wiped out, of skeletons of towers never to be completed all along the skyline and of the urban and social fabric of the city turned upside down. Through a weird combination of quantitative easing, neoliberalism and corruption, Sao Paulo is becoming the first metropolis devastated in times of peace by the hand of man.

*Jorge Eduardo Rubies is the president of Preserva Sao Paulo Association, a grassroots movement dedicated to the preservation of the environment and the architectural heritage of Sao Paulo, Brazil.

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