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Autor Tópico: Incêndio destrói o Teatro Cultura Artística  (Lida 4620 vezes)
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Jorge
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« : 17/Agosto/2008, 04:21:04 pm »

Incêndio destrói Cultura Artística; diretora do teatro fala em luto

CAMILA NEUMAM
da Folha Online

A diretora artística do Cultura Artística, Gioconda Bordon, estima que grande parte do patrimônio físico do teatro foi destruída em decorrência do incêndio que atingiu o teatro, localizado na altura do número 200 da rua Nestor Pestana, na região central de São Paulo, neste domingo (17).

Além da sala principal, a Esther Mesquita, com capacidade para 1.156 lugares, a aparelhagem técnica, de iluminação, palcos, platéia, todos os camarins e cenários das duas peças em cartaz foram completamente destruídas.
 
Incêndio atingiu o teatro Cultura Artística, em São Paulo, neste domingo; veja imagens 
Dois pianos Steinway, de Hamburgo, --um deles doado pela família Baungart e estimado em US$ 100 mil, e o outro comprado pela Secretaria de Estado da Cultura com o auxílio da Cesp (Companhia Energética de São Paulo)--, também devem ter sido devorados pelo fogo, segundo Bordon. Os pianos Steinway são conhecidos como os instrumentos de mais alta qualidade da área --e também os mais caros.

O Cobom (Corpo de Bombeiros) afirma ainda não ser possível determinar a causa do incêndio, que atingiu no começo da manhã as instalações do teatro. Inicialmente, uma explosão em um prédio vizinho ao teatro foi apontada como a causa do fogo, já extinto. As equipes dizem que devem fazer o trabalho de rescaldo durante todo o dia, e ainda assim não conseguir terminá-lo.

Além disso, engenheiros da Prefeitura de São Paulo vão fazer uma vistoria no local para saber se a estrutura do prédio foi comprometida.

Apesar da força das chamas, o painel de 48 metros de largura por 8 metros de altura assinado por Di Cavalcanti, que fica na fachada do teatro, não foi atingido. Histórico, o teatro Cultura Artística foi inaugurado em março de 1950 com a apresentação do maestro Heitor Villa-Lobos.

Luto
Mesmo sabendo que o estrago foi grande, Bordon afirma ainda ser muito cedo para falar qualquer coisa a respeito de prejuízos. "Não temos condições de entrar lá, a área está interditada e a perícia ainda não chegou para saber os danos de fato."

Segundo ela, o fogo pode ter começado no andar de cima, já que um dos guardas sentiu cheiro forte de fumaça vinda daquela direção, já quando atingia os últimos camarins. No entanto, a diretora descarta a possibilidade do fogo ter sido provocado pelas instalações do próprio teatro, que havia recebido perícia do corpo de bombeiros 15 dias antes.

Fachada do Teatro Cultura Artística com tela de Di Cavalcante, antes do incêndio
Ainda de acordo com a diretora, a sala onde é mantido um rico acervo fonográfico pode ter se mantido intacta, pois é localizada próximo às salas administrativas e ao saguão, que, segundo os bombeiros, são áreas que não foram atingidas.

A sala Rubens Sverne, menor e com capacidade para 339 lugares, também não foi atingida, mas entra na estimativa de estragos por ter ficado alagada em virtude do trabalho dos bombeiros em apagar o fogo.

Sobre a possibilidade do incêndio ter sido proposital ou criminoso, Bordon afirma não ter nenhuma informação que leve a qualquer informação precisa.

A diretora foi informada sobre o incêndio pelo também diretor do teatro Pedro Herz, às 7h. "Fiquei sem palavras. Nunca havia perdido algo meu em uma calamidade, é algo terrível, muito triste. Estamos todos muito abalados."

Depois do cálculo dos estragos, o próximo passo da diretoria é ver como será feita a retomada das agendas, que estava programada com espetáculos até novembro. "Você não sabe o que fazer, é um luto estranho, e um momento muito difícil para ver as conseqüências dessa perda", disse a diretora.

Espetáculos
A notícia se espalhou rapidamente pelo meio artístico, facilitando a transferência do espetáculo da Orquestra Filarmônica de Liège, que se apresentaria no Cultura Artística amanhã (18) e na terça (19). "A orquestra chegou nesta madrugada, tínhamos que dar um jeito."

O evento foi transferido para o Teatro Municipal, na segunda-feira (18), às 21h, e para a Sala São Paulo, na terça (19), no mesmo horário. Quem já adquiriu os ingressos, podem apresentá-los na entrada dos teatros.

As apresentações das duas peças teatrais em cartaz no Cultura Artística, "O Bem Amado", com Marco Nanini, e "Toc Toc", de Alexandre Reinecke, estão canceladas neste domingo. Já as datas das próximas apresentações estão indefinidas. De acordo com a diretora, quem já comprou ingressos para apresentações futuras será ressarcido.



Publicado na Folha Online (17/08/2008)
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u434517.shtml

« Última modificação: 30/Abril/2009, 10:51:41 am por Tatiane Cornetti » Registrado
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« Responder #1 : 17/Agosto/2008, 09:56:39 pm »

O link das fotos - UOL

http://noticias.uol.com.br/album/080817teatro_album.jhtm?abrefoto=4
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« Responder #2 : 25/Agosto/2008, 12:35:30 pm »

O painel do artista Di Cavalcanti, que fica na fachada do Teatro Cultura Artística, na região central de São Paulo, não foi afetado pelo incêndio que destruiu parte do local neste domingo (17).

Do G1, em São Paulo
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL726701-7084,00-OBRA+DE+DI+CAVALCANTI+NAO+E+ATINGIDA+EM+INCENDIO+EM+TEATRO.html

O painel tem 48 metros de largura por oito de altura e exigiu atenção especial do Corpo de Bombeiros, que manteve as chamas longe da obra, para evitar que o prejuízo cultural e financeiro fosse maior.
O fogo começou durante a madrugada e foi controlado por volta das 8h40. Segundo o Corpo de Bombeiros, que atuou com 17 equipes no local, o trabalho de rescaldo será feito durante todo o dia, porque há pequenos focos de incêndio em todo o prédio. A ocorrência não deixou vítimas.
Todo o terceiro andar do teatro, onde ficava a sala de espetáculos Esther Mesquita, a maior do local, com 1.156 lugares, foi destruído. A força das chamas causaram o desabamento do teto do local e ainda há fumaça saindo da edificação. Uma área de apresentações menor, a sala Rubens Sverner, com capacidade para 339 lugares, não foi atingida pelas chamas.
 
De acordo com o coronel dos Bombeiros João dos Santos de Souza, as causas do fogo serão investigadas pela perícia. “Podem ser várias [causas]: balão, curto circuito ou incêndio criminoso. Os peritos é que vão dizer”, afirmou ele, segundo o qual as primeiras equipes a chegar ao local viram balões no céu.

Souza contou que o trabalho dos Bombeiros foi prejudicado porque o hidrante da rua mais próximo do local havia sido danificado por vândalos e não pode ser usado pelos Bombeiros. As equipes tiveram de procurar outro hidrante mais distante. De acordo com o coronel, é comum encontrar esse tipo de equipamento destruído na cidade, pois as pessoas roubam algumas peças para vender.
 
Prejuízo cultural
Para o diretor do teatro, Paulo Calux, o prejuízo cultural do incêndio é maior do que o financeiro. “Todo equipamento de luz da sala Esther Mesquita não existe mais. O ar condicionado, a mesa de som, que são o coração do teatro, foram perdidos”, afirmou. Questionado se o local tem seguro, o diretor disse presumir que sim.
Há espetáculos agendados para ocorrer no teatro até o final do ano. Na noite de sábado (16), o ator Marco Nanini voltou a se apresentar no local com a peça “O Bem Amado”. Segundo o diretor, o teatro ficará fechado por tempo indeterminado. A produção de Nanini já foi avisada do problema, segundo Calux. O diretor garantiu que as pessoas que já compraram ingresso serão ressarcidas.

Calux afirmou ainda que o teatro teve suas condições de segurança e combate a incêndio aprovadas pelo Corpo de Bombeiros.

Além de “O Bem Amado”, também está em cartaz no teatro a peça “Toc Toc”, do diretor Alexandre Reinecke. A apresentação está sendo realizada na sala Rubens Sverner, que não foi atingida pelas chamas, mas ficará sem funcionar por enquanto. Estava programada para segunda (18) e terça-feira (19) a apresentação da Orquestra Filarmônica de Liège.

Desde 1950
O prédio do teatro foi inaugurado em março de 1950 com um espetáculo do compositor Heitor Villa-Lobos. Já se apresentaram no local artistas como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Cacilda Becker, Jardel Filho, Sérgio Cardoso, Procópio e Bibi Ferreira, Odete Lara, Dercy Gonçalves, Armando Bogus, Maria Della Costa, Marília Pera, entre outros.
« Última modificação: 25/Agosto/2008, 12:41:11 pm por Tatiane Cornetti » Registrado
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« Responder #3 : 25/Agosto/2008, 12:39:57 pm »

Fachada com obra de Di Cavalcanti foi única parte não destruída no incêndio.
Sociedade de Cultura Artística diz que não foi informada pela Prefeitura.


Do G1, em São Paulo
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL733804-5605,00-REMOCAO+DE+PAINEL+DO+CULTURA+ARTISTICA+DEPENDE+DE+LAUDO.html

A Subprefeitura da Sé informou nesta quinta-feira (21) que a remoção do mosaico de Di Cavalcanti, ou qualquer outra medida para preservá-lo, depende da apresentação de um laudo técnico por parte dos responsáveis pelo Teatro Cultura Artística. A fachada com a obra do artista brasileiro foi a única parte que não foi destruída no incêndio de domingo (17).

O painel tem 48 metros de extensão e 8 metros de altura. Os técnicos do Instituto de Criminalística (IC) consideram que a obra corre risco, pois perdeu toda a sustentação, já que o restante do teatro desabou.

O prédio do teatro continua interditado pelos técnicos da Subprefeitura da Sé, que aguardam um laudo da Sociedade de Cultura Artística. Só então poderá ser liberado e um novo pedido de alvará para sua reconstrução ou realização de um novo projeto deve ser feito.

“Enquanto isso, nada pode ser feito, mesmo que apresente riscos, já que todas as licenças foram cassadas após o incêndio”, disse o coordenador da Defesa Civil da Subprefeitura da Sé, Henry Pickard.

Ele concorda com os técnicos do IC, que afirmam que há riscos para o mosaico de Di Cavalcanti. “A fachada, do jeito que está, é o que chamamos de bandeira, pois está solta, sem um apoio. Dependendo do vento, pode haver problemas para essa estrutura”, disse.

A Sociedade de Cultura Artística diz que não foi informada pela Prefeitura sobre os procedimentos a serem tomados. “Ninguém nos fala o que é preciso fazer. Nós ficamos sabendo tudo pela imprensa. Se temos de contratar uma equipe para fazer o laudo, é claro que vamos fazer. Tudo que não queremos é perder o mosaico”, disse o superintendente da entidade, Gérald Perret. As informações são do Jornal da Tarde.

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