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Autor Tópico: 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo  (Lida 2299 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 19/Junho/2009, 11:47:57 am »

Sinos de uma das “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”
foram restaurados pelo Comendador José Berardo em 2006




No passado dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foram conhecidas as “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”, nas quais está incluída a Igreja de São Francisco de Assis da Penitência, em Ouro Preto, no Brasil.

As eleições, que tiveram início a 7 de Dezembro de 2008, foram promovidas pela New 7 Wonders Portugal, empresa criada no âmbito da Declaração Oficial das “Novas 7 Maravilhas do Mundo”, que a 7 de Julho de 2007 promoveu um dos maiores eventos de sempre em Portugal, tendo tido uma repercussão que ecoou pelos quatro cantos do mundo.

À data e, em paralelo, foi impulsionada a eleição das “7 Maravilhas de Portugal”, uma grandiosa campanha, que de forma singular divulgou o património histórico e cultural português, reconquistando o interesse das populações pelos belíssimos castelos, palácios, igrejas e mosteiros, que marcam a nossa paisagem.

A iniciativa “7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”, cujo Comissário foi António Vitorino, prestigiado advogado, político e comentador, teve por objectivo destacar o legado de Portugal à Humanidade, posicionando o nosso país como uma pátria fundamental na edificação do mundo contemporâneo e que defronta a globalização de forma instintiva, fazendo parte da nossa génese a capacidade de nos relacionarmos com outros povos, e de construirmos pontes entre as várias culturas universais.

A lista elaborada pelos organizadores do concurso teve em consideração o valor histórico e patrimonial dos concorrentes, a origem portuguesa e a influência no Mundo.

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis da Penitência, um dos maiores símbolos da riqueza cultural e histórica do Barroco em Minas Gerais, foi eleita uma das sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. Situada em Ouro Preto, a primeira cidade brasileira classificada como Património Histórico e Cultural pela UNESCO, em 1980, a igreja foi escolhida de um elenco de 27 monumentos de origem lusa espalhados pelo mundo.

Considerada a obra-prima de António Francisco Lisboa, “o Aleijadinho”, também responsável pelo projecto da portada, púlpitos, retábulo-mor, lavabo e tecto da capela-mor, foi construída em estilo Rococó, elegendo uma etapa posterior na evolução do Barroco mineiro. Erguida em 1766, contempla na sumptuosidade e riqueza do seu conjunto arquitectónico, as pinturas de Manuel da Costa Ataíde, considerado, ao lado do próprio Aleijadinho, o expoente máximo da arte colonial brasileira.

Na obra literária O Aleijadinho e a arte colonial, o pensador e escritor Augusto Lima Júnior qualifica a Igreja de São Francisco de Assis como a “(…) a jóia de Minas, seja pela elegância de suas linhas externas, seja pelos temas impregnados de alto conhecimento de mística e simbolismo.”

No entanto, embora esta nova Maravilha de Origem Portuguesa no Mundo seja detentora de uma enorme fortuna crítica e uma magnificente perfeição, durante três anos, privou toda a população ouropretana, bem como os seus visitantes, da real beleza sonora dos três sinos que compõem a torre do lado esquerdo. Em 2006, de visita a Ouro Preto, o Comendador José Berardo, na altura acompanhado do Perfeito Ângelo Oswaldo, ficou deslumbrado com a excelência do monumento mas profundamente desgostoso com o estado de conservação dos seus dispositivos de som.

Sendo o Museu do Aleijadinho a entidade responsável pela conservação e manutenção da Igreja, o coleccionador português, encetou conversações com os responsáveis do equipamento museológico, no sentido de providenciar o restauro dos extraordinários sinos de bronze. Na sequência desta solicitação, o Museu, juntamente com a edilidade local e a paróquia, apresentaram uma proposta de trabalho, que foi prontamente aceite pelo mecenas, num gesto generoso e de grande carinho, o qual dedicou a sua mãe, Ana Berardo, uma mulher profundamente católica e senhora de uma grande fé.

Filantropo por natureza, o Comendador Berardo, quando da reinauguração dos sinos, foi presenteado pela autarquia local, com uma placa distintiva, junto aos sinos da torre, da qual constam as seguintes palavras:

“Restaurado em 2006 pela família Berardo da Ilha da Madeira, em homenagem à sua mãe Ana Berardo”.

Todavia, relembre-se, que a relação cultural com o Brasil é já anterior a este acontecimento. A Colecção de Arte Moderna e Contemporânea, agora patente ao público no Museu Berardo em Lisboa, emprestou diversas obras aos museus brasileiros, contando, ainda, com uma grande exposição realizada em 2001, no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio de Janeiro, dedicada ao Surrealismo, emprestando a Colecção Berardo quase todas as obras do movimento artístico.

Comissariada por Jean-François Chougnet e com a colaboração de Romaric Sulger Büel, a mostra foi vista por cerca de 750 mil visitantes, inscrevendo um enorme sucesso no panorama cultural.

É sob esta condição que o Comendador Berardo vai ser cada vez mais visto no Brasil. Ainda, no passado dia 16 de Maio, o Museu de Arte de São Paulo, inaugurou a mostra, intitulada Arte na França 1860-1960: O Realismo, ostentando cerca de setenta obras vindas de importantes museus franceses e da Colecção Berardo, às quais se juntaram mais de cinquenta do acervo do MASP, compondo deste modo uma importante exposição de arte comemorativa ao “Ano da França no Brasil”.

Courbet, Monet, Van Gogh, Degas, Renoir, Cézanne, Balthus, Millet, Dérain, Miró, Dalí e Picasso são alguns dos artistas que integram a exposição.

Tendo adquirindo a colecção de arte popular do Professor Paulo José Pardal, nascido em Niterói em 1928, prepara actualmente, um museu na Barra de São João, perto de Búzios, que deverá inaugurar até ao final deste ano. Após uma longa discussão sobre possíveis locais para partilhar com o grande público estas obras, considerou que esse seria o lugar ideal, não só pela relação com o povo português, proporcionando o
casario do século XVII, uma viagem ao passado colonial brasileiro, onde a história do sítio se confunde com a dos descobrimentos do Brasil, mas também, pela beleza natural, que inspirou extraordinários poetas como Casimiro de Abreu e Carlos Drummond de Andrade. No novo espaço museológico serão expostas cerca de 500 peças, entre as quais as Carrancas do médio São Francisco, manifestação de arte popular genuinamente brasileira; arte sacra, incluindo ex-votos e arte africana.

Do espólio adquirido ao Professor Pardal destacam-se as valorizadas obras do artista Chico Tabibuia, conhecido pelas monumentais e eróticas esculturas.

Homem de negócios, espalhados pelos quatro cantos do Mundo, pioneiro em diversos sectores, coleccionador de arte e filantropo, o Comendador Berardo, faz questão de frisar que a sua relação com o Brasil é, também, uma forma de homenagear o seu povo, pela forma como tem recebido os portugueses.

Embora tenha investimentos em Terras de Vera Cruz, deixa bem explícito, que a sua relação com o país, e a forma que pode contribuir para o seu desenvolvimento, é através da via cultural. Na verdade, já em 2007 foi-lhe concedida a Medalha Tiradentes, pelo deputado Jorge Picciani, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Medalha destinada a agraciar civis e militares, que se destaquem pelo seu valor pessoal, e tenham prestado relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro. No caso de Berardo, esta condecoração fica a dever-se à ligação com a área cultural. Pela mesma ocasião, em Maio de 2007, foi-lhe, ainda, concedido o Título de Cidadão Honorário do Estado do Rio de Janeiro.

Fundação Berardo
Madeira – Portugal



Publicado no site FAROL COMUNITÀRIO (18/06/2009)
http://www.farolcomunitario.com.br/mundo_333_0129.htm
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