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Autor Tópico: Vida nova à Boa Morte  (Lida 3530 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 09/Julho/2009, 11:55:56 »

Vida nova à Boa Morte
Fechada há sete anos, igreja de 1810 foi restaurada e abre no sábado (11/07/2009)
 
Por Giuliana Bergamo
Fotos Mario Rodrigues
 
A fachada da capela recuperada, na Rua do Carmo, no centro: estilo colonial
Reza o catolicismo que Maria, a mãe de Jesus, foi levada ao céu de corpo e alma quando morreu. Teve o que se poderia chamar de uma morte boa. Desde 1810, os devotos paulistanos veneram sua imagem na Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte, na Rua do Carmo, região central da cidade. Construída com taipa de pilão e adobe (terra batida usada em edificações coloniais), a capela fazia parte do itinerário dos condenados à forca, no século XIX. Na esperança de terem um destino tão bom quanto o da virgem Maria, eles passavam por ali antes de seguir para o Largo dos Enforcados, na Liberdade. Foi no templo também que ocorreram algumas das primeiras missas da cidade nas quais negros e brancos podiam se sentar lado a lado. Apesar da importância histórica, a construção está fechada há sete anos. Desde 2006, quando foi liberado um fundo da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura de 6 milhões de reais, passa por uma reforma. "São Paulo tem apenas oito igrejas do período colonial", diz o restaurador Júlio Moraes. "Dentro desse contexto, a recuperação dessa construção é extremamente importante para a cidade."


 
A pintura barroca que adornava o forro da igreja: achado histórico
Sessenta profissionais, como engenheiros, arquitetos, marceneiros, carpinteiros e pintores, trabalham para ressuscitar a igreja. As obras devem chegar ao fim na próxima semana – a cerimônia de reinauguração está marcada para sábado (11), e a partir do dia 13 ela deve ser aberta ao público. A reforma passou por diversas etapas, da remoção e substituição de madeiras que compunham a estrutura do prédio à recuperação da pintura e das cores originais escondidas por baixo de camadas e camadas de tinta, sujeira e cal. Nesse processo, os restauradores descobriram uma joia: um afresco barroco pintado em madeiras que um dia adornaram o forro do templo. A pintura jazia embaixo de camadas grossas de látex cinza. "Aos poucos, vimos a igreja florescer", conta a engenheira Maria Aparecida Soukef, responsável pela obra. E a Boa Morte ganhou vida nova.



Consulte uma seleção de dez outras igrejas que valem a visita pela importância histórica, cultural e arquitetônica
http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/igrejas/



Publicado na Veja São Paulo (08/07/2009)
http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2120/igreja-nossa-senhora-boa-morte-481362.html
« Última modificação: 09/Julho/2009, 12:01:44 por Tatiane Cornetti » Registrado
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« Responder #1 : 09/Julho/2009, 12:03:43 »

Igreja barroca é restaurada em São Paulo
Nossa Senhora da Boa Morte, com projeto de recuperação do arquiteto Olympio Augusto Ribeiro, sofreu intervenções do piso ao telhado

Ana Paula Rocha

A obra de restauração da Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, na cidade de São Paulo, foi entregue na quarta-feira, 8 de julho, pelo Cardeal Arcebispo paulista, Dom Odilo Scherer. O projeto de reforma, que custou R$ 6,5 milhões, é assinado pelo arquiteto Olympio Augusto Ribeiro e foi executado pela Concrejato.



Com arquitetura do século 19, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte possui mais de 25 ambientes. Entre eles, a torre, o salão principal, a antiga casa paroquial, uma creche e uma lanchonete. As obras de restauração, iniciadas em outubro de 2006, incluíram desde o reforço estrutural do telhado, que tinha fungos e cupins, a troca de todas as telhas, a instalação de um novo sistema elétrico até a recomposição dos pisos.

Além disso, um conjunto da Cohab (Companhia de Habitação do Estado de São Paulo), que nunca foi concluído e ficava ao lado da igreja, foi derrubado e transformado na nova casa paroquial.

Já a fachada e todo o revestimento externo foram inteiramente refeitos com argamassa de cal, sem adição de cimento. Por ser um edifício tombado pelo governo, a restauração teve de seguir as orientações do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).

 As obras da igreja tiveram gestão cultural da FormArte e o investimento de R$ 6,5 milhões foram obtidos em parceria com os bancos Santander, Safra, Bradesco e Itaú, além do grupo Votorantim e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básica do Estado de São Paulo).



Publicado PINIWEB (08/07/2009)
http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/igreja-barroca-e-restaurada-em-sao-paulo-143795-1.asp
 
 
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Tatiane Cornetti
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« Responder #2 : 09/Julho/2009, 12:09:18 »

Igreja no Centro de SP funcionará 24 horas

Durante todo o dia, o local fará trabalho social e religioso.
Igreja passou por restauração e foi apresentada nesta quarta

Patrícia Araújo
Do G1, em São Paulo

A Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, na região central da capital paulista, será a primeira de São Paulo a funcionar 24 horas. Durante todo o dia, padres e integrantes da comunidade Aliança da Misericórdia ficarão se revezando na coordenação das orações, recebimento dos fieis no local e atividades sociais.

De acordo com o padre Ricardo Cardoso Alencar, assessor do cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, a medida foi tomada para resgatar os trabalhos que eram feitos no local em 1850, quando a igreja era administrada pela Ordem dos Padres Sacramentistas.

Foram gastos R$ 6,5 milhões na restauração estrutural e estética do edifício, que foi todo configurado com base na imagem que os arquitetos acreditam que a igreja tinha no início do século XX. “Escolhemos essa data porque foi quando a igreja já estava com sua construção totalmente concluída e assumiu características definitivas“, contou Cássia Miccioli, arquiteta de apoio do restauro. A obra foi custeada com incentivo da Lei Rouanet, por meio do Ministério da Cultura e do governo do estado de São Paulo.

De acordo com Cássia, o trabalho mais difícil foi a recuperação da estrutura de madeira, que é base de toda a igreja. Segundo ela, as grossas toras de madeira talhadas a machado estavam infestadas de cupins. Foi feito o saneamento da estrutura, a praga foi controlada e foi dado um reforço estrutural.

As paredes laterais da construção, feitas de taipa de pilão, sofreram um trabalho de prospecção (retirada com bisturi das camadas consecutivas de pintura) para se descobrir qual a cor que possuíam no início do século passado. Em alguns pontos da igreja, os arquitetos optaram por deixar visível esse processo de retirada das camadas, para que as pessoas possam ver as alterações históricas que a construção sofreu.


Fachada da Igreja de Nossa Sra da Boa Morte (Foto: Patrícia Araújo/G1)

Também foi realizado um trabalho intenso de recuperação das imagens existentes na igreja. A mais antiga dela, do Cristo prisioneiro, fica na lateral do altar, embaixo de uma das 12 tribunas da igreja, local em que as pessoas mais importantes da sociedade assistiam as celebrações.

História de SP
O restauro dessa igreja tem um significado particular porque ela faz parte da história de São Paulo, quando São Paulo era uma aldeia. Hoje, a cidade é uma metrópole e grande parte do patrimônio arquitetônico e cultural de SP foi perdida. Nós temos, de fato, realmente poucos exemplares daquilo que foi a arquitetura da cidade”, disse o arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer.

O cardeal explicou a origem do nome da igreja. “Nossa Senhora da Boa Morte diz respeito à morte de Maria, não propriamente ao culto da morte ou a invocação da hora da boa morte, embora isso também ocorra. Nossa Senhora da Boa Morte tem originariamente um outro titulo que na igreja tem menos expressão. Chama a Dormição da Virgem Maria.” Mas Dom Odilo relembrou também que, na tradição oral de São Paulo, a igreja tem outra história. “Consta uma tradição, que precisa de uma melhor confirmação histórica, que ainda em tempos de escravatura no Brasil colonial, início do século XIX, no bairro da Liberdade existia um patíbulo para as execuções capitais, enforcamentos. Os condenados à morte normalmente faziam trajeto pela rua lateral [a Rua Tabatinguera] e aqui [na Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte] tinham o privilégio de poder rezar antes de serem levados para a execução.”

A igreja será reinaugurada em cerimônia no sábado (11) e a primeira missa e reabertura para a comunidade devem ocorrer no domingo (12).




Publicado no G1 (08/07/2009)
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1222812-5605,00-IGREJA+NO+CENTRO+DE+SP+FUNCIONARA+HORAS.html
« Última modificação: 09/Julho/2009, 12:13:50 por Tatiane Cornetti » Registrado
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