PreservaSP
15/Setembro/2019, 10:56:00 am *
Bem-vindo, Visitante. Por favor faça o Login ou Registe-se.

Login com nome de usuário, senha e duração da sessão
Notícias:


Abaixo-assinado pela criação do Parque de Pinheiros, o 1o. do bairro! Assine e divulgue!


 
   Home   Ajuda Pesquisa Calendário Login Registre-se  
Páginas: [1]   Ir para o Fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: (quintal paulistano) - Do polpettone ao boteco  (Lida 4207 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão vendo este tópico.
Tatiane Cornetti
Administrator
Membro Master
*****

Karma: 0
Offline Offline

Mensagens: 646


Ver Perfil Email
« : 13/Setembro/2009, 10:28:24 am »

(quintal paulistano)
Do polpettone ao boteco



Boteco do Tonico, onde Antonio Buonerba prepara ingredientes usados na cozinha do Jardim de Napoli

por Sílvio Lancellotti

há Exatos 60 anos, numa história que se iniciou em 1949, quando Francesco Buonerba acolheu as sugestões dos amigos, idólatras das suas pizzas de forno à lenha, nos fundos da sua marcenaria, no Cambuci, e abriu a cantina Jardim de Napoli.

Primeiro, no viaduto Maria Paula. E, desde meados da década de 1960, na rua Martinico Prado. História que se tornou antologia, na década de 1970, quando Antonio Buonerba, o Tonico, um dos filhos de Francesco, inventou um pitéu, o polpettone à parmigiana, 300 gramas de filé mignon moído e recheado de mussarela, empanado, frito em óleo e daí coberto por molho de tomates e queijo ralado.

Até hoje a cantina vive repleta e vende o seu polpettone aos borbotões. Para encontrar o Tonico, porém, o cliente necessita procurar, na calçada em frente, uma entrada estreitinha, que leva a um estacionamento. Bem nos fundos, chega-se a um espaço delicioso, com direito a uma mesa comunitária, a uma choperia, a um estoque de vinhos e de destilados, a uma espécie de altar em honra do Palmeiras e a uma parafernália de equipamentos de cozinha.

Trata-se do Boteco do Tonico. É ali que recebe visitantes para celebrações: das transmissões dos jogos do seu time dileto às exibições das seleções do Brasil e da Itália. Mas é lá que ele, com a ajuda da pimpolha Ana, do seu braço direito Adolfo Scardovelli e de um punhado de funcionárias, cuida da montagem dos antepastos e das sobremesas. Enquanto Ana supervisiona a feitura das tortas de Nutella e Adolfo lapida mil alcachofrinhas, o Tonico tira a pele de pimentões vermelhos e os deixa marinar em azeite, vinagre, especiarias e sal.

Assim que completa a labuta, Tonico se diverte. Na sexta-feira, acolhe colegas para a degustação de novidades e para um ritual de comilança de pizzas. Ou, para visitas, como a de Fausto Silva, o apresentador da Rede Globo, que para lá carregou Felipe Massa, o piloto de F1. Felipe presenteou o Tonico com uma camisa autografada da Ferrari, exposta numa das paredes. "Este é o meu mundinho", observa. "Inaugurei o boteco de brincadeira, em 1999. Não sabia que se transformaria em um ponto de encontro de gente tão carinhosa."



Publicado na Revista da Folha (13/09/2009)
http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf1309200907.htm
Registrado
Páginas: [1]   Ir para o Topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.4 | SMF © 2006, Simple Machines LLC XHTML 1.0 Válido! CSS Válido!