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Autor Tópico: Mosteiro recebe mostra de arte contemporânea  (Lida 3734 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 03/Janeiro/2010, 11:18:26 am »

Mosteiro recebe mostra de arte contemporânea
Com abertura em 25 de janeiro, exposição inclui trabalhos de monge beneditino

Sediado no Mosteiro São Bento, evento contou com R$ 100 mil do edital Arte e Patrimônio, iniciativa do Iphan, para organização

No século 17, quando São Paulo ainda era uma pequena vila, o Mosteiro São Bento já abrigava um dos poucos artistas contemporâneos daquele período, o frei Agostinho de Jesus (c. 1600-1661), pioneiro da arte barroca no país.
No próximo dia 25 de janeiro, o mosteiro volta a hospedar a produção contemporânea, desta vez não só criada por artistas religiosos, com a mostra Arte Espiritualidade, com trabalhos de Carlos Eduardo Uchôa, José Spaniol e Marco Giannotti. A organização foi viabilizada pelo edital Arte e Patrimônio, iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que disponibilizou R$ 100 mil para o evento.
Ocupando três andares do mosteiro, em diversos tipos de espaço, como a portaria e os parlatórios, pequenas salas de encontro localizadas no térreo, a exposição terá obras criadas especialmente para o local.
"Eu já pensava em usar o monastério para expor arte, mas a ideia veio do Spaniol e do Giannoti, que juntos me procuraram", conta Uchôa, 47, que já escreveu sobre arte para a Folha, entre 1993 e 1996, e que, após deixar o jornal, entrou para o mosteiro, onde atualmente dirige a Faculdade São Bento.
A cultura, contudo, sempre esteve presente na vida do monge, artista plástico com exposições no Brasil e exterior, em São Paulo representado pela galeria Luciana Brito. Em 2004, Uchôa cuidou da reforma do teatro do mosteiro, que desde então recebe grandes orquestras, como a St. Martin-in-the-Fields, de Londres. Agora é a vez da arte contemporânea. "Pretendemos dar continuidade a esse projeto, afinal há uma tradição de apoio à arte entre os beneditinos", diz o monge Uchôa.
A primeira construção do mosteiro terminou em 1634, e, após essa data, o local reuniu obras barrocas, que em breve devem ser vistas em um museu que está sendo criado na Casa da Marieta.
O atual edifício do mosteiro, em estilo neorromânico, foi construído entre 1910 e 1914, com projeto do arquiteto alemão Richard Berndl e, graças à exposição "Arte Espiritualidade", será possível percorrer vários de seus espaços normalmente fechados para o público, como a capela do terceiro andar, onde Uchôa fará uma grande instalação. "Achamos que não poderia ser uma mordidinha no espaço, mas que deveríamos ocupar muitas salas", conta o monge-artista. Um dos destaques da exposição deve ser uma projeção no palco do teatro, feita por Spaniol e Giannotti.
"Nesta exposição não há curador, mas buscamos em alguns trabalhos pensar na relação da cidade, ou seja, do entorno do mosteiro, com o que se vivencia aqui dentro", diz Uchôa. Em sua instalação na capela, com o nome de "Redenção", ele instalará monitores com transmissão em tempo real de situações da região do centro de São Paulo em confronto com imagens de santos. Se de fato os museus se tornaram as novas catedrais, como afirmam vários pensadores da atualidade, "Arte Espiritualidade" busca reunir os dois espaços num só. (FABIO CYPRIANO)

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ARTE ESPIRITUALIDADE

Onde: Mosteiro São Bento (largo São Bento, s/n, tel. 0/xx/11/3328-8799)
Quando: abertura 25/1; de ter. a sex., das 13h às 17h, sáb. e dom., das 10h às 17h; até 21/2
Quanto: entrada franca




Publicado na Folha de Paulo (23/12/2009)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2212200918.htm



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Tatiane Cornetti
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« Responder #1 : 10/Janeiro/2010, 08:45:57 am »

Mosteiro de São Bento abre alas secretas
Público vai poder circular pela primeira vez em áreas reservadas apenas para frades durante exposição de arte contemporânea

O espaço mais restrito do mosteiro, o claustro, ficará fechado, mas será possível espiar o jardim usado pelos monges para meditação

Eduardo Knapp/Folha Imagem
 

Autorretrato do frei Adelbert Gresnicht (1877-1956), à esquerda, que fez as pinturas na igreja

MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL

O Mosteiro de São Bento sempre foi um marco histórico misterioso em São Paulo por uma razão simples: a maior parte das alas é fechada ao público e, quem vê a igreja, fica imaginando as preciosidades escondidas.
Parte desse mistério será revelada a partir do próximo dia 25, quando áreas restritas do mosteiro serão abertas pela primeira vez para uma exposição de arte contemporânea, com obras de Carlos Eduardo Uchôa, José Spaniol e Marco Giannotti.
Serão abertas salas do colégio e da faculdade, o parlatório do mosteiro e a capela do colégio, que está fechada há tanto tempo que os monges nem lembram quando foi usada pela última vez.
O espaço mais restrito do mosteiro, o claustro, permanecerá fechado, mas de uma das salas da exposição será possível espiar o jardim interno, um dos locais que os monges usam para meditar.
A joia da coroa da abertura é a capela do colégio, que fica no terceiro andar do mosteiro e tem uma série de pinturas finalizadas em 1937 pelo austríaco Thomas Scheuchl. "É inacreditável que essa capela fique fechada, mas não temos estrutura para receber visitas", diz Uchôa, artista que tornou-se monge e é reitor do colégio e da faculdade São Bento.
O mosteiro ocupa um prédio em estilo eclético, construído entre 1910 e 1912, mas está no mesmo local desde 1600.
"É a ordem religiosa que está no mesmo local há mais tempo na história de São Paulo", diz Nestor Goulart Reis Filho, arquiteto especializado na história da cidade de São Paulo.
Só uma igreja que permanece no mesmo local é mais antiga que a de São Bento, segundo ele. É a da Santo Antonio, cujos registros mais antigos são de 1592.

Confronto
Era esse confronto com a história que três artistas buscam. "O convento não é o cubo branco das galerias ou dos museus. É um espaço carregado de história, o que cria uma tensão quando se mostra arte contemporânea aqui", diz Giannotti.
Já o mosteiro busca aprofundar um diálogo com a cidade que foi interrompido, segundo o abade Mathias Tolentino Braga -abade é o pai espiritual do mosteiro. "A ideia é reconstruir a produção cultural do mosteiro e restabelecer o diálogo com a cidade, a cidadania e a estética", diz.

Abertura
Nos anos 60, o mosteiro tinha um cineclube que ficou famoso por exibir filmes do sueco Ingmar Bergman. Antes, teve um grupo teatro que revelou o ator Sérgio Cardoso.
Uma instalação de Uchôa que ocupará a capela do colégio dá uma ideia do tipo de diálogo que o mosteiro quer travar com a cidade. Entre pinturas de Abrahão e de são Marcos, Uchôa projetará imagens que gravou com meninos da cracolândia. O trabalho chama-se "Redenção". "Os meninos da cracolândia somos nós e as pessoas parecem não perceber isso", diz Uchôa.



Publicado na Folha de S.Paulo 10/01/2010
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1001201001.htm
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« Responder #2 : 10/Janeiro/2010, 08:52:57 am »

Mosteiro guarda acervo de obras de arte
Prédio tem trabalhos de 1650 que chegaram a ser expostos em Washington, Bruxelas e Lisboa, mas nunca no Brasil

Mosteiro também preserva uma nossa Senhora de Assunção de 1720, que ficava no altar-mór da igreja, e uma tela de 1801

DA REPORTAGEM LOCAL

O Mosteiro de São Bento tem em seu acervo algumas das obras de arte mais antigas já produzidas na cidade de São Paulo, segundo Carlos Eduardo Uchôa. São duas imagens em terracota de são Bernardo e são Mauro (ou santo Amaro), criadas em 1650 por frei Agostinho de Jesus (1600-1661).


Segredos de São Bento: Mostra que será abertas ao público pela 1ª vez

O são Bernardo de frei Agostinho acaba de voltar ao Brasil depois de participar da exposição "Encompassing the Globe -Portugal and the World in the 16h and 17h Centuries". A mostra foi concebida por Jay Levinson, curador do Museu de Arte Moderna de Nova York, para o Smithisonian Institution para mostrar a influência global dos portugueses.
A peça de frei Agostinho já esteve em Washington, Bruxelas e Lisboa, mas nunca foi exposta no Brasil, segundo o abade dom Mathias.
Não são as únicas raridades que ficam no mosteiro, longe dos olhos do público. Há uma nossa Senhora de Assunção de 1720, que ficava no altar-mór da igreja, há uma tela de Patrício da Silva Manso ("Glória de São Bento", de 1801, há anjos tocheiros do século 18, bancos do século 17 e 18, uma estande para as partituras de canto gregoriano do século 18.
Falta segurança e pessoal ao mosteiro para fazer visitas guiadas, segundo Uchôa. Já tentaram roubar até um galo dourado que fica numa das torres da igreja. Um guia de turismo difundiu a lenda de que o galo era de ouro e que fora doado pela rainha da Inglaterra. Tudo mentira. (MCC)



Publicado na Folha de S. Paulo (10/01/2010)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1001201003.htm
« Última modificação: 10/Janeiro/2010, 09:03:40 am por Tatiane Cornetti » Registrado
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« Responder #3 : 24/Janeiro/2010, 11:43:01 am »

Mosteiro de São Bento abre alas secretas em São Paulo

MARIO CESAR CARVALHO
da Folha de S.Paulo

O Mosteiro de São Bento sempre foi um marco histórico misterioso em São Paulo por uma razão simples: a maior parte das alas é fechada ao público e, quem vê a igreja, fica imaginando as preciosidades escondidas.

Parte desse mistério será revelado a partir do próximo dia 25, quando áreas restritas do mosteiro serão abertas pela primeira vez para uma exposição de arte contemporânea, com obras de Carlos Eduardo Uchôa, José Spaniol e Marco Giannotti.



















Serão abertas salas do colégio e da faculdade, o parlatório do mosteiro e a capela do colégio, que está fechada há tanto tempo que os monges nem lembram quando foi usada pela última vez. O espaço mais restrito do mosteiro, o claustro, permanecerá fechado, mas de uma das salas da exposição será possível espiar o jardim interno, um dos locais que os monges usam para meditar.

A joia da coroa da abertura é a capela do colégio, que fica no terceiro andar do mosteiro e tem uma série de pinturas finalizadas em 1937 pelo austríaco Thomas Scheuchl. "É inacreditável que essa capela fique fechada, mas não temos estrutura para receber visitas", diz Uchôa, artista que tornou-se monge e é reitor do colégio e da faculdade São Bento.

O mosteiro ocupa um prédio em estilo eclético, construído entre 1910 e 1914, mas está no mesmo local desde 1600. "É a ordem religiosa que está no mesmo local há mais tempo na história de São Paulo", diz Nestor Goulart Reis Filho, arquiteto especializado na história da cidade. Só uma igreja que permanece no mesmo local é mais antiga que a de São Bento, segundo ele. É a da Santo Antonio, cujos registros mais antigos são de 1592.

Era esse confronto com a história que três artistas buscam. "O convento não é o cubo branco das galerias ou dos museus. É um espaço carregado de história, o que cria uma tensão quando se mostra arte contemporânea aqui", diz Gianotti.

Já o mosteiro busca aprofundar um diálogo com a cidade que foi interrompido, segundo o abade Mathias Tolentino Braga --abade é o pai espiritual do mosteiro. "A ideia é reconstruir a produção cultural do mosteiro e restabelecer o diálogo com a cidade, a cidadania e a estética", diz.

Nos anos 60, o mosteiro tinha um cineclube que ficou famoso por exibir filmes do sueco Ingmar Bergman. Antes, teve um grupo teatro que revelou o ator Sérgio Cardoso.

Uma instalação de Uchôa que ocupará a capela do colégio dá uma ideia do tipo de diálogo que o mosteiro quer travar com a cidade. Entre pinturas de Abrahão e de São Marcos, Uchôa projetará imagens que gravou com meninos da cracolândia. O trabalho chama-se "Redenção". "Os meninos da cracolândia somos nós e as pessoas parecem não perceber isso", diz Uchôa.

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Mosteiro de São Bento
Largo de São Bento, s/n - centro



Publicado na Folha on-line (10/01/2010)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u676774.shtml
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