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Autor Tópico: Pauliceia, na Paulista, vira patrimônio de SP  (Lida 4433 vezes)
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Gabriel
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« : 21/Maio/2010, 08:54:29 am »

São Paulo, quinta-feira, 20 de maio de 2010
Pauliceia, na Paulista, vira patrimônio de SP
Decisão do Condephaat inclui também o edifício São Carlos do Pinhal, no mesmo conjunto construído no fim dos anos 1950

Marcos da arquitetura moderna em São Paulo, prédios simbolizam transição da avenida dos casarões para a dos espigões


Danilo Verpa/Folha Imagem

Edifício Pauliceia (à esq.), que foi tombado pelo Estado junto com o prédio São Carlos do Pinhal, localizado no mesmo condomínio

LETICIA DE CASTRO
DA REPORTAGEM LOCAL

Exemplares fundamentais da arquitetura moderna de São Paulo, os edifícios Pauliceia e São Carlos do Pinhal, localizados na região central da avenida Paulista, são agora patrimônio histórico do Estado.
Os dois edifícios foram tombados pelo Condephaat (órgão estadual de preservação), em decisão publicada no "Diário Oficial" no último dia 15.
O despacho cita "a importância dos projetos da arquitetura moderna para a constituição da paisagem resultante do cosmopolitismo assumido pela cultura urbana em São Paulo, a partir da década de 1950."
Projetados por Jacques Pillon (1905-1962) e Gian Carlo Gasperini, 84, no fim dos anos 50, os prédios sintetizam características fundamentais da arquitetura moderna: fachada com pastilhas e venezianas; marquises e pilotis (tipo de coluna) no térreo, que, no projeto original, era totalmente aberto tanto para a Paulista quanto para a rua São Carlos do Pinhal.
A proteção do Condephaat compreende às áreas comuns em todos os andares, o projeto paisagístico dos jardins e a fachada original do conjunto.
Isso significa que os proprietários de apartamentos não precisam de autorização do órgão para fazer reformas internas, desde que não interfiram em nenhum desses elementos.
A venda de apartamentos também está liberada, mas o aluguel da cobertura para antenas de celulares está vetado.
Entre os moradores, a notícia foi bem recebida. "O projeto cristaliza muitos dos ideais da época em que foi projetado. O tombamento é uma ótima notícia", diz o arquiteto Ângelo Bucci, 46, proprietário e morador do edifício São Carlos do Pinhal há 14 anos.
O pedido de tombamento foi formalizado em 2003, por moradores preocupados com uma possível mudança do projeto paisagístico do jardim.
"É importante conservarmos as características originais do projeto", diz o arquiteto Carmelo de Benedeto, morador do São Carlos do Pinhal e um dos autores do pedido.
Reduto de arquitetos e urbanistas, os prédios passaram por reformas pontuais nos últimos anos. A mais recente delas, em 2006, teve a substituição dos elevadores. "O prédio está em ótimo estado de conservação", diz Benedeto.

Período de transição
Segundo o professor de história da arquitetura Hugo Segawa, da FAU-USP, coordenador do Docomomo (ONG internacional de preservação da arquitetura moderna) em São Paulo, os dois edifícios simbolizam um período de transição: foram uns dos primeiros prédios residenciais em uma avenida Paulista ainda ocupada predominantemente por casarões.
"Naquele momento, ele contrastava com a paisagem de casarões. Hoje, chama atenção pela discrição, mas se destaca frente aos edifícios corporativos de vidro", observa Segawa.
Os prédios já são protegidos pelo Conpresp (órgão municipal do patrimônio) e aguardam a decisão que resultaria também em tombamento na instância municipal.
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Colaborou JOSÉ ERNESTO CREDENDIO , da Reportagem Local)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2005201017.htm
« Última modificação: 21/Maio/2010, 09:14:06 am por Gabriel » Registrado
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« Responder #1 : 21/Maio/2010, 08:58:29 am »

São Paulo, quinta-feira, 20 de maio de 2010
Medida preserva memória de SP, diz autor
Para Gian Carlo Gasperini, 84, autor do projeto do edifício Pauliceia, "cidade não pode perder contato com o passado"

Arquiteto afirma que tombamento é importante porque a evolução da cidade "se afirma através dos exemplos arquitetônicos"


DA REPORTAGEM LOCAL

Hoje com 84 anos, Gian Carlo Gasperini ficou surpreso ao ser informado, pela Folha, sobre o tombamento de um dos seus primeiros projetos em São Paulo. "Que boa notícia você está me dando." Hoje, ele é sócio do escritório Aflalo Gasperini, responsável por prédios corporativos da Paulista. (LC)
 

FOLHA - É importante o tombamento do edifício Pauliceia?
GIAN CARLO GASPERINI
- Muito. É a consolidação de certos valores que fazem parte da memória da cidade. A cidade não pode perder o contato com o passado. O conceito de evolução se afirma através dos exemplos arquitetônicos das várias épocas.
FOLHA - Como era a Paulista na época em que o prédio foi projetado?
GASPERINI - Era uma das avenidas mais importantes de São Paulo, onde estavam as grandes mansões. Era residencial, os escritórios ficavam no centro.

FOLHA - O senhor acha que ele destoa da paisagem da avenida, hoje?
GASPERINI
- Acho que não. Quando meu escritório foi encarregado de fazer um prédio de escritórios ao lado do Pauliceia [Sudameris], fiquei preocupado. Tinha que fazer um prédio contemporâneo mas respeitando o vizinho. Tentamos fazer uma fachada sóbria, que não contrastasse. A cidade aceitou essas duas estéticas.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2005201018.htm
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« Responder #2 : 21/Maio/2010, 09:16:30 am »

São Paulo, quinta-feira, 20 de maio de 2010 DEPOIMENTO

Edifício já acerta no nome

RAUL JUSTE LORES
EDITOR DE DINHEIRO

Do portão do Pauliceia, São Paulo se mostra caminhável e acessível. No mesmo quarteirão, convivem Reserva Cultural, com seus filmes franceses e um bistrô envidraçado, o Top Center, com sua praça de alimentação, e a Fnac, que me permite folhear livros e revistas.
A uma quadra dali, tem uma padoca 24 horas. A dois quarteirões, um supermercado também apto para notívagos, além do centro cultural da Fiesp.
Mas a maior atração mesmo é ver gente na rua, dia e noite, de segunda a domingo, de engravatados a artistas, de universitários a câmeras de TV, que adoram fazer um "fala-povo" na calçada generosa.
Morar no Pauliceia oferece essa sensação de vida na metrópole que é comum para quem mora em Manhattan, Londres ou Buenos Aires, mas que é cada vez mais rara na São Paulo de calçadas minguantes e ruas antipedestres, que ama as áreas internas, mas ignora o espaço público.
Obra dos anos 1950, período áureo do modernismo brasileiro, também é prova de quanto a arquitetura residencial paulistana degringolou.
Se hoje os bairros nobres são infestados de neoclássicos e espelhados verdes, com nomes que vão de Chateaux Lafite a Imperial Tower, o Pauliceia já acerta a partir do nome.
Cores, traços e materiais são elegantes e discretos, os jardins citam as curvas de Burle Marx, a marquise da entrada se equilibra em colunas finíssimas.
Há bancos nos jardins, tanto na entrada da Paulista quanto na do bloco da rua São Carlos do Pinhal. Nos elevadores, cruzam-se de aposentados que parecem desfrutar do prédio desde a inauguração a chineses recém-chegados, que trabalham nos chinglings da avenida.
Artistas e estudantes se dividem entre seus apês, que vão de quitinetes aos de quase 200 m2.
Essas almas livres mais desfrutam do que se incomodam com a densidade demográfica que impera na Paulista.
O IPTU é caro, remanescente da época em que a avenida era o coração financeiro do país, e pune aqueles que mantêm a eclética Paulista como lugar também para se morar.
Poderia ser mais caro nas novas áreas nobres erguidas pela especulação imobiliária, as que abrigam prédios que não têm nada a ver com o Pauliceia.

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RAUL JUSTE LORES morou no edifício Pauliceia de 2005 a 2008

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2005201019.htm
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