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Autor Tópico: Governo cria zona de proteção em torno da área tombada de Brasília  (Lida 2209 vezes)
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JoseRodolfo
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« : 30/Julho/2010, 12:12:56 pm »

Governo cria zona de proteção em torno da área tombada de Brasília
JOHANNA NUBLAT
LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA

Frente à crescente pressão imobiliária e a demandas da Unesco (braço da ONU para educação e cultura), o governo decidiu estabelecer uma zona de proteção em volta da área tombada de Brasília.

A proposta do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) é publicar uma portaria, até o final do ano, estabelecendo alturas máximas para a construção de prédios nas bordas do Plano Piloto. O objetivo é evitar que a linha do horizonte deixe de ser livre.

Isso não altera o tamanho da área tombada, mas cria regras para a região que influencia a paisagem.

"Quando Lúcio Costa [urbanista que planejou a cidade] fez seu projeto, ele imaginou um horizonte desimpedido. As edificações têm que ter um limite de altura para manter esse conceito", diz Marta Romero, professora de arquitetura na UnB (Universidade de Brasília).

Na área tombada, há delimitação do gabarito (altura máxima) dos prédios --três ou seis andares na área residencial e edifícios mais altos na região central, desde que não superem 65 metros. Na área adjacente à tombada, no entanto, não há regras específicas.

"A tendência natural é a crescente aproximação de implantações urbanas certamente mais densas, que terminariam por envolvê-la com edifícios de gabarito alto, isolando Brasília do seu horizonte", diz Maria Elisa Costa, filha do urbanista, em carta pedindo o estabelecimento da zona envoltória.

Um caso emblemático de descontrole atual, segundo o Iphan, é a cidade-satélite de Águas Claras, onde os prédios chegam a 32 andares. Segundo o Secovi-DF (sindicato da construção civil), a região é o maior canteiro de obras hoje no país.

"FATO CONSUMADO"
Águas Claras fica na bacia do Paranoá, área que será protegida pelo Iphan, mas "é fato consumado" e não será reestruturada, afirma Alfredo Gastal, superintendente regional do instituto.

Bruno Rabello, urbanista que estudou Águas Claras, afirma que o plano diretor local previa edifícios mais baixos, mas foi alterado, o que provocou "crescimento desordenado".

A portaria do Iphan será feita com base em estudos topográficos do Exército. Nos pontos mais afastados da região tombada e nos terrenos mais baixos, os prédios poderão ter altura maior, diz Gastal. Ele estima um máximo de 25 andares nessas regiões e edificações menores próximo ao Plano Piloto.



Publicado na Folha.com (30/07/2010)

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/775074-governo-cria-zona-de-protecao-em-torno-da-area-tombada-de-brasilia.shtml
« Última modificação: 31/Julho/2010, 08:48:24 pm por Tatiane Cornetti » Registrado
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