PreservaSP
27/Março/2017, 09:30:38 *
Bem-vindo, Visitante. Por favor faça o Login ou Registe-se.

Login com nome de usuário, senha e duração da sessão
Notícias:


Abaixo-assinado pela criação do Parque de Pinheiros, o 1o. do bairro! Assine e divulgue!


 
   Home   Ajuda Pesquisa Calendário Login Registre-se  
Páginas: [1]   Ir para o Fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Lista de bens tombados pelo CONDEPHAAT no município de São Paulo  (Lida 60490 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão vendo este tópico.
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« : 26/Abril/2008, 07:45:52 »

Aclimação
PARQUE DA ACLIMAÇÃO E ÁREAS VERDES ADJACENTES
Rua Muniz de Souza, 1119 - Aclimação
Processo: 24832/86      Tomb.: Res. 41 de 2/10/86      D.O.: 7/10/86
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 19, p. 305, 13/10/1986
O Parque da Aclimação foi implantado por Carlos José Botelho, filho do Conde de Pinhal, no final do século XIX. No local construiu uma granja leiteira, fornecedora de leite às famílias paulistanas, com gado que importou da Holanda, aclimatados em área com plantação de eucaliptos. Tornou-se centro de interesse de pecuaristas do Estado de São Paulo e sediou a 1a Exposição Estadual de Gado Aclimatado.
Nos anos 30, os Botelho iniciaram o retalhamento das terras adjacentes ao parque e, em 1939, a Prefeitura Municipal de São Paulo adquiriu-o.
Além de contar com bosques de eucaliptos, o parque apresenta cerca de 35 espécies de plantas, entre arbustivas e arbóreas como jequitibás, jacarandás, cedros, copaíbas, pau-ferro, pau-brasil, araribás, ipês, quaresmeiras, guapuruvus e paineiras, importantes para o abrigo à fauna existente e para conter os processos erosivos dos solos.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Denis Heuri

Água Branca
INDÚSTRIAS REUNIDAS FRANCISCO MATARAZZO
Avenida Francisco Matarazzo, 1.096 - Água Branca
Processo: 24263/85      Tomb.: Res. 14 de 5/6/86       D.O.: 6/6/86
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 253, p. 67, 23/1/1987
Implantada no início da década de 1920, as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo da Água Branca diversificaram as atividades produtivas do grupo, até então dirigidas basicamente à produção de farinha e tecidos, na área do Brás. A construção de um ramal ferroviário, perfeitamente integrado ao projeto da indústria, e a compra de duas locomotivas, em 1923, aperfeiçoaram o sistema de transporte da sua produção.
Atualmente, pouco restou da antiga fábrica. Muitos edifícios foram demolidos e outros permanecem abandonados, como é o caso do prédio das caldeiras. A Resolução SC-19 de 10/11/93 excluiu da relação de edifícios tombados três galpões situados ao lado da ferrovia.
Fonte C. L. A. Comunicações
Foto José Renato Melhem e Victor Hugo Mori

PARQUE FERNANDO COSTA
Entre as Ruas Ministro Godói, Turiassú, Germaine Buchard e Avenida Francisco Matarazzo - Água Branca
Processo: 23339/85      Tomb.: Res. SC 25 de 11/6/96       D.O.: 13/6/96
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 319, p. 80, 26/9/1996
Em 1905, a Prefeitura do Município de São Paulo comprou um terreno, mais tarde transformado em parque, com uma área de 91.781,27 m2, sendo ampliado, em 1910, para 126.556,14 m2. Em 1928, através de permuta, o governo estadual tornou-se proprietário da área do atual Parque Fernando Costa e à Prefeitura coube o prédio da Fazenda do Estado, no Parque do Ibirapuera.
A inauguração do parque se deu no dia 2/6/1929  e, entre os anos de 1939 e 1949, foi novamente ampliado em mais de 35.000 m2, através de desapropriações. Além das dependências destinadas às exposições de animais e às pesquisas, o parque possuía ainda um pequeno zoológico, tanques para peixes, aviário, caramanchão e vasta área verde, passando a ser procurado também para passeios.
As primeiras construções do parque são em estilo normando, projetadas por Mário Whately e decoradas com vitrais de Antonio Gomide.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira
 
Barra Funda
CASA DE MÁRIO DE ANDRADE
Rua Lopes Chaves, 546 - Barra Funda
Processo: 00427/74      Tomb.: Res. de 6/3/75      D.O.: 14/3/75
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 94, p. 12, 18/3/1975
A importância da preservação do imóvel em que morou Mário de Andrade está intimamente relacionada à sua vida e obra, cuja contribuição para a nossa cultura é inestimável. Versátil e culto, Mário de Andrade foi sem dúvida, como já afirmaram, "o espírito mais vasto do Modernismo". Sua atuação estendia-se por diferentes áreas como a música, a poesia, a ficção, a crítica literária e a pesquisa folclórica. É reconhecido também pelo seu empenho enquanto diretor do Departamento de Cultura do Município de São Paulo e como colaborador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Redigiu em 1936, a pedido do ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, o anteprojeto de criação do Iphan, oficializado no ano seguinte.
O imóvel, sobrado geminado em estilo eclético, em alvenaria de tijolos, foi projetado por Oscar Americano, no início da década de 1920 e, atualmente, pertence à Secretaria de Estado da Cultura.
Fonte Arquivo Condephaat
Foto Tereza C. R. E. Pereira
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Endereço: Av. Mário de Andrade, 664 - Barra Funda
Processo: 31592/94       Tomb.: Res. SC no 75 de 11/12/97      D.O 17/12/97
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 320, pp. 80 e 81, 22/1/1998
O Memorial da América Latina, inaugurado em 18 de março de 1989, foi criado com o objetivo de integrar e divulgar a cultura do continente. Compõe-se por um conjunto de edificações projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer,  distribuídas em uma área de 84.482,51m2, das quais 52.968,00m2 correspondem a edificações e áreas urbanizadas, cujo uso e função foram definidos pelo sociólogo Darcy Ribeiro: Praça Cívica, Salão de Atos Tiradentes, Biblioteca Vitor Civita, Restaurante, Passarela, Centro Brasileiro de Estudos da América Latina e  Administração,  Pavilhão da Criatividade Popular, Auditório Simon Bolívar e Parlamento Latino Americano.
Diversos artistas plásticos contribuíram para enriquecer o local,  com obras de arte tanto no interior como no exterior dos edifícios.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Victor Hugo Mori

TEATRO SÃO PEDRO
Rua Albuquerque Lins, 171 - Barra Funda
Processo: 22068/82      Tomb.: Res. 19 de 15/8/84      D.O.: 17/8/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 231, p. 63, 20/1/1987
O Teatro São Pedro, construído pelo português Manoel Fernando Lopes, em estilo eclético,com forte influência neoclássica e elementos do art nouveau no seu interior, foi inaugurado em 17 janeiro de 1917, com intensacampanha publicitária que o classificava como o mais moderno, artístico e luxuoso de São Paulo.
De grandes proporções, continha sala de espera, 28 frisas e 28 camarotes, balcões com mais de 100 cadeiras e platéia com 800 assentos. O palco possuía um proscênio de 4 m que se transformava em um poço para 50 músicos. Os espetáculos se alternavam entre programações cinematográficas e teatrais, até que, devido ao grande interesse do público pelo cinema, as sessões deste gênero foramexibidas até 1967, quando o edifício foi utilizado como estacionamento. A partir de 1968 foi alugado aFernando Torres, Maurício e Beatriz Segall que promoveram a remodelação acústica, a construção de 9 camarins e sanitários.
As obras de restauração do edifício iniciaram-se em 1992 e, em  24/3/98, o teatro foi reaberto ao público.
Fonte Marly Rodrigues e Sonia de Deus Rodrigues
Foto Del Carmen/Spenco

Bela Vista
CASA DE DONA YAYÁ
Rua Major Diogo, 353 - Bela Vista
Processo: 21955/82      Tomb.: Res. 37 de 2/4/98      D.O.: 4/4/98
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 323, p. 81, 1/9/1998
Sebastiana de Mello Freire, carinhosamente chamada de Yayá, nasceu em 21 de janeiro de 1887. Aos 13 anos de idade perdeu seus pais e, poucos anos depois, seu último irmão. Herdeira de uma grande fortuna e dona de uma personalidade voluntariosa e exigente, não se casou. Aos 31 anos apresentou os primeiros sinais de desequilíbrio emocional, sendo interditada no ano seguinte e internada por um ano no Instituto Paulista. Após deixar a clínica, viveu até o final dos seus dias, em 1961, segregada em sua residência, pequena chácara localizada próxima ao centro.
A casa é exemplar remanescente significativo das transformações do bairro em razão do  crescimento da cidade mas, sobretudo, é testemunho material das formas pelas quais a sociedade entendia e tratava a loucura nos primeiros sessenta anos deste século.
Fonte Marly Rodrigues
Foto José Renato Melhem

CASTELINHO DA BRIGADEIRO
Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 826 - Bela Vista
Processo: 00250/73      Tomb.: Res. 12 de 19/7/84      D.O.: 20/7/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 227, p. 63, 20/1/1987
Este prédio, popularmente conhecido como Castelinho, constitui-se em um raro exemplo, em São Paulo, de arquitetura residencial inspirada no estilo art nouveau.
Projetado pelo italiano Giuseppe Sachetti para o médico e escritor Cláudio de Souza, um dos proprietários da Vila Economizadora, o Castelinho foi construído em alvenaria de tijolos, entre os anos de 1907 e 1911.
Encontra-se implantado no centro do lote, envolto por área originalmente ajardinada. A fachada deste edifício é composta por vários volumes cilíndricos que se interpenetram, constituindo-se um deles em uma pequena torre com cobertura cônica. O gradil de ferro do muro apresenta o desenho no mesmo estilo da construção e um dos seus acessos destaca-se pelo pórtico de alvenaria com pequena cobertura.
Fonte Carlos Lemos
Foto Edna H. M. Kamide

ESCOLA DE PRIMEIRAS LETRAS
Rua Aguiar de Barros, 160 - Bela Vista
Processo: 26299/88      Tomb.: Res. 47 de 18/12/92      D.O.: 19/12/92
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 308, p. 78, 28/6/1993
O edifício construído pelo governo imperial, em 1877, para sediar a Escola de Primeiras Letras, fez parte, juntamente com outros dois, de uma ação governamental para prover de escolas públicas a Província de São Paulo.
O terreno utilizado para a construção da escola, doado pela baronesa de Limeira, à época localizava-se em área ainda não urbanizada. Trata-se de um edifício em alvenaria de tijolos, de pequenas dimensões, com apenas duas salas de aula de 6 x 9 m, com acessos independentes para cada sexo, segundo determinações da época e que perdurariam durante toda a República Velha. A cobertura é em quatro águas e o beiral encontra-se escondido por um pequeno arremate de tijolos, sugerindo uma platibanda.
Fonte Arquivo Condephaat
Foto Marco Antônio Lança

HOSPITAL E MATERNIDADE HUMBERTO PRIMO
Alameda Rio Claro, 190 - Bela Vista
Processo: 23374/85      Tomb.: Res. 29 de 30/7/86      D.O.: 1/8/86
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 255, pp. 67 e 68, 23/1/1987
O antigo Hospital Matarazzo, inaugurado em 14/8/1904, foi construído pela "Societá Italiana de Beneficenza in San Paolo", criada em 1878 com a finalidade de prestar assistência de saúde a imigrantes italianos, através de fundos arrecadados junto aos grupos empresariais bem sucedidos, de origem italiana, como os Crespi, Pignatari, Gamba, Falchi e, principalmente, os Matarazzo.
O núcleo original do Hospital Humberto I, de autoria de Giulio Micheli, foi ultimamente utilizado pelo setor administrativo. À sua volta, entre 1904 e 1974, foram sendo construídas outras instalações que resultaram no complexo hospitalar, composto de dez edifícios, com características arquitetônicas heterogêneas.
Atualmente encontra-se desativado, aguardando obras de restauração e adaptação a um novo uso.
Fonte Marly Rodrigues, Maria Lúcia P. Machado e Sônia de Deus Rodrigues
Foto Edna H. M. Kamide

TEATRO BRASILEIRO DE COMÉDIA
Rua Major Diogo, 311 e 315 - Bela Vista
Processo: 20910/79     Tomb.: Res. 63 de 21/10/82      D.O.: 22/10/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 203, p. 55, 4/11/1982
O Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) nasceu nagaragem de um edifício, construído originalmente para uso comercial. Adaptado para teatro, com 365 lugares, foi inaugurado, em 11/10/1948, pelo industrial italiano Franco Zampari, inicialmente para viabilizar grupos amadores como, por exemplo, o Grupo de Teatro Experimental e o Grupo Universitário de Teatro.
O TBC atingiu na década de 1950 o seu período de maior prestígio quando diretores como Ziembinski e Adolfo Celi apresentavam peças de grandes dramaturgos. Criticado algumas vezes pelo pouco espaço dedicado aos textos de autores nacionais, acabou provocando o surgimento de uma oposição teatral que resultou, nos anos 60, na formação do grupo que inaugurou o Teatro de Arena. Após a apresentação da peça "Vereda da Salvação", de Jorge de Andrade, em 1964, o teatro foi ocupado sucessivamente por diversas companhias.
Nomes famosos surgiram no TBC como é o caso de Cacilda Becker, Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Paulo Autran.
Fonte Processo de Tombamento
Foto José Renato Melhem

TEATRO OFICINA
Rua Jaceguai, 520 - Bela Vista
Processo: 22368/82      Tomb.: Res. 6 de 10/2/83      D.O.: 11/2/83
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 226, p. 62, 19/1/1987
Em 1958, um grupo de estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco começava a se projetar conquistando a crítica teatral e prêmios do teatro amador. Em pouco tempo, este grupo, denominado Oficina, conseguiu levantar fundos e se instalar na Rua Jaceguai, onde funcionava o Teatro Novos Comediantes.
O arquiteto Joaquim Guedes foi o responsável pela adaptação do primeiro Teatro Oficina que abrigou, na década de 1960, grupos teatrais experimentais, inovadoresda linguagem cênica e da relação entre palco e platéia. Em 1966, após um incêndio, um novo e moderno projeto foi elaborado pelos arquitetos Flávio Império e Rodrigo Lefévre, que introduziram paredes de tijolos e concreto sem revestimento e urdimento à mostra. Continuandosua trajetória, em 1986, a arquiteta Lina Bo Bardi projetou a renovação do espaço do teatro.
Fonte Processo de Tombamento
Foto José Renato Melhem
VILA ITORORÓ
Entre Rua Martiniano de Carvalho, Rua  Monsenhor Passalacqua, Rua Maestro Cardim e Rua Pedroso – Bela Vista
Processo: 22.372/82      Tomb.: Res. SC 9  de 10/3/05      D.O.: 20/04/05
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 351, p. 94, 23/09/05
Localizada na encosta do vale formado pelo córrego Itororó hoje canalizado sob a avenida 23 de Maio, a Vila Itororó foi idealizada pelo imigrante português e mestre de obras Francisco de Castro, com a utilização de materiais coletados em demolições de edificações como o antigo Teatro São José, localizado no Vale do Anhangabaú onde foi construído o edifício Alexandre Mackenzie. A construção da vila, realizada em etapas, teve início em 1920.
No conjunto formado por 37 edificações, ocupando de forma criativa através de escadarias e passarelas o espaço de uma antiga grota voltada para o Vale do Itororó.  Destacam-se a Casa das Carrancas e a antiga residência de Francisco de Castro, com 4 pavimentos,  adornada por 18 colunas. A Vila ainda conta com a presença da primeira piscina particular construída na cidade, que incialmnete era alimentada pela antiga mina d’água existente no local.
Fonte Processo de Tombamento

Belenzinho
VILA MARIA ZÉLIA
Rua Cachoeira, s/n - Belenzinho
Processo: 24268/85      Tomb.: Res. SC 43 de 18/12/92      D.O.: 19/12/92
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 305, p. 77, 28/5/1983
A Vila Maria Zélia, construída em 1916, foi idealizada por Jorge Street, médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro que, ao construí-la, vinculada à fábrica de tecidos de sua propriedade, procurou assegurar aos seus operários, além da moradia, o bem estar da comunidade, oferecendo creche, escola, jardim de infância, ambulatórios médico e dentário, farmácia, armazém, açougue, salão de festa e um teatro que não chegou a ser concluído.
Em decorrência das dívidas acumuladas, Jorge Street vendeu o seu patrimônio que, em 1939, depois de ter pertencido às famílias Scarpa e Guinle, foi adquirido pela Goodyear que demoliu a creche, o jardim de infância, o coreto e dezoito casas, incorporando os respectivos terrenos à fábrica.
Em 1969 as casas foram vendidas pelo sistema financeiro da habitação a seus moradores, em 1970, deixou de ser uma vila particular para se transformar em logradouro público.
Fonte Palmira Petratti Teixeira
Foto Luiz Roberto Kamide
Bom Retiro
DESINFECTÓRIO CENTRAL
Rua Tenente Pena, 100 - Bom Retiro
Processo: 23881/85      Tomb.: Res. 50 de 26/8/85      D.O.: 27/8/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 239, p. 65, 21/1/1987
Em 1882, o Estado adquiriu o terreno de Manfredo Meyer para construir o prédio do Desinfectório Central, inaugurado em 1/11/1893. As obras de construção do edifício ficaram a cargo da Secretaria da Agricultura que, para executá-las, contratou os serviços de Paul Rouch e J. E. Damergue.
Foi uma das instituições pioneiras na área do serviço sanitário, executando desinfecções domiciliares, remoção de doentes para hospitais de isolamento e de cadáveres de pessoas mortas por doenças infecto-contagiosas, além de desempenhar importante papel no combate às epidemias. Em 1925, o Desinfectório Central e o Hospital Emílio Ribas faziam parte da Inspetoria da Profilaxia de Moléstias Contagiosas.
No edifíciofunciona, atualmente,o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas, com acervo relativo à história dos serviços públicos estaduais de saúde.
Fonte Museu de Saúde Pública de São Paulo

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro
Processo: 22033/82      Tomb.: Res. 60 de 15/7/82      D.O.: 16/7/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 197, p. 48, 20/7/1982
Inicialmente, a Escola de Farmácia de São Paulo encontrava-se sediada, em casa alugada, na confluência da Rua Brigadeiro Tobias com a Ladeira de Santa Efigênia. Em 1901, tornando-se o espaço pequeno, em razão da introdução de novos cursos, o governo do Estado adquiriu um terreno pertencente à Chácara Dulley, localizada "além da Luz".
Projetado pelo escritório Rosa Martins e Fomm, o imponente edifício, de forte influência neoclássica, foi inaugurado em 12/12/1905. Sua construção é em alvenaria de tijolos, com piso de assoalho no pavimento superior e cobertura em telha francesa. Ao longo dos anos, o edifício sofreu várias ampliações, a maior delas em 1937, quando a ala que circunda o pátio interno, atualmente coberto, foi acrescida de mais um pavimento.
Restaurado e adaptado pela Secretaria de Estado da Cultura, em 1987, o imóvel abriga desde então a Oficina Cultural Oswald de Andrade.
Fonte Ana Luiza Martins
Foto Edna H. M. Kamide
« Última modificação: 30/Abril/2009, 10:30:21 por Tatiane Cornetti » Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #1 : 26/Abril/2008, 07:52:48 »

Brás
ACERVO ARQUIVÍSTICO DA HOSPEDARIA DOS IMIGRANTES
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Brás
Processo: 20949/79      Tomb.: Res. 26 de 6/5/82      D.O.: 13/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 188, p. 44, 17/6/1982
O acervo e o edifício da Hospedaria dos Imigrantes formam um conjunto de fundamental importância para a história da imigração no Brasil. Entre os documentos existentes no acervo, estão:
• 166 livros de registros de imigrantes do período de 1882 a 1962;
• 300 listas de bordo do período de 1888 a 1978;
• 250 livros de matrículas de imigrantes do período de 1882 a 1930;
• 6 álbuns contendo fotografias de núcleos coloniais;
• fichas de 1941 a 1971
Há ainda uma biblioteca e outros tipos de documentação, como listas de pessoas que entraram pelo porto de Santos, entre os anos de 1882 a 1925.
Acerca do Livro de Registros de Imigrantes, foram relacionados todos os imigrantes que passaram pela Hospedaria, no período acima citado, constando nome, sexo, idade, nacionalidade, religião e destino. Quanto às listas de bordo, são mais completas, pois contém os nomes dos imigrantes que entraram no território nacional e não passaram pela Hospedaria.
Fonte Processo de Tombamento
EE PADRE ANCHIETA
Rua Visconde de Abaeté, 154 - Brás
Processo: 25591/87      Tomb.: Res. 30 de 17/6/88      D.O.: 18/6/88
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 280, p. 72, 18/7/1988
A antiga Escola Normal do Brás, tradicional estabelecimento de ensino, instalado em 1913, iniciou suas atividades como escola exclusivamente feminina, confirmando a tendência que caracterizou os cursos normais de São Paulo desde a sua origem.
O prédio, projetado em 1911 por Manuel Sabater do Departamento de Obras Públicas, tem capacidade para vinte salas de aulas, divididas em dois pavimentos mais um porão utilizável. Os acessos ao interior do estabelecimento localizam-se nas fachadas laterais, solução também adotada por Sabater em outras escolas. Estilisticamente, o edifício insere-se no contexto eclético que caracterizou as escolas paulistas do início do período republicano.
Este mesmo projeto, com algumas alterações na fachada, foi utilizado para a construção do Grupo Escolar Cesário Bastos na cidade de Santos.
Fonte Sílvia Ferreira Santos Wolff
Foto Edna H. M. Kamide
ESTAÇÃO DO BRÁS
Rua Domingos Paiva, s/n e Praça Agente Cícero, s/n - Brás
Processo: 20699/78      Tomb.: Res. 22 de 3/5/82      D.O.: 7/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 176, p. 41, 26/5/1982
O crescimento da lavoura cafeeira e a conseqüente necessidade de um meio de transporte mais ágil, seguro e adequado ao volume de mercadorias que seriam escoadas para as zonas portuárias estimularam a instalação de ferrovias na província de São Paulo. A estrada de ferro São Paulo Railway, construída com capital inglês, por exemplo, interligou o litoral ao interior de São Paulo, tendo como uma de suas paradas a Estação do Brás, projetada por James Fjord, em 1897, em substituição à antiga parada, existente desde 1867.
O extenso edifício diferencia-se da maioria das estações pelo desenho da cobertura da plataforma, em estrutura metálica, dividida em módulos, cada um deles com três águas. Em sua parte externa, voltada para a via pública, percebe-se a estrutura do edifício em arcadas, construídas em tijolos aparentes.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva
Foto Edna H. M. Kamide

HOSPEDARIA DOS IMIGRANTES
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Brás
Processo: 20601/78      Tomb.: Res. 27 de 6/5/82      D.O.: 13/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 188, p. 44, 17/6/1982
Em 1866,fazendeiros paulistas,percebendo as vantagens da mão-de-obra assalariada,fundaram a Sociedade Promotora de Imigração de São Paulo que promoveu a vinda de 17.586 famílias, entre os anos de 1886 e 1888.
A fim de organizar a distribuição dos imigrantes pela Província de São Paulo e de dar continuidade à política de incentivo à imigração, o governo autorizou a construção de um novo edifício, próximo às estações das estradas de ferro do bairro do Brás. O projeto, de autoria de Mateus Haüssler, foi construído em tijolos, com capacidade para 1200 pessoas. Contava com lavanderia, cozinha, pavilhão de desinfecção de roupas, ambulatórios médico e dentário.
Entre 1940 e 1948, o prédio foi ocupado pela Escola de Aeronáutica e utilizado como presídio político. Em 1978, as funções da hospedaria foram transferidas para a Secretaria do Trabalho. Atualmente ali funcionam o Memorial do Imigrante e Albergue do Assindes - Associação Internacional para o Desenvolvimento - conveniada à Secretaria de Estado de Ação e Desenvolvimento.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Arquivo Condephaat
Butantã
CASA DO BANDEIRANTE
Praça Monteiro Lobato, s/n - Butantã
Processo: 22262/82      Tomb.: Res. 2 de 24/1/83     D.O.: 25/1/83
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 207, p. 56, 1/2/1983
A Casa do Bandeirante, com o alpendre reentrante característico das casas bandeiristas, foi construída provavelmente nas primeiras décadas do século XVII, em taipa de pilão e pau-a-pique e cobertura em quatro águas. O terreno em que se encontra implantada pertenceu à antiga sesmaria de Afonso Sardinha, em Umbiaçaba, na confluência do Rio Tietê com o Jeribatuba.
Após sucessivos donos, foi adquirida pela Companhia City e depois pela Prefeitura Municipal de São Paulo, que nela instalou um museu, administrado pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).
Em 1954, a Comissão do IV Centenário de São Paulo propôs a restauração da casa que, para a efetivação dos serviços, contratou o arquiteto Luís Saia.
Fonte Pedro Alex de Souza
Foto Victor Miguita Okada

INSTITUTO BUTANTÃ
Avenida Vital Brasil, 1500 - Butantã
Processo: 21306/80      Tomb.: Res. 35 de 14/9/81      D.O.: 15/9/81
Livro do Tombo Histórico : Inscrição nº 98, p. 13, 6/5/1975
O Instituto Butantã foi criado através do Decreto 878-A, de 23/2/1901, com a finalidade de combater doenças epidêmicas. Para a sua instalação, o Estado adquiriu a Fazenda “Butantan” distante nove quilômetros da cidade, com área de 400 hectares. A inauguração do edifício se deu em 4/4/1914.
Sob a direção do Dr. Vital Brasil, o Instituto, inicialmente, preparava diversos tipos de soros e desenvolvia pesquisas sobre venenos de cobras, escorpiões e aranhas, doença de Chagas, protozoologia e bacteriologia, além de um intenso trabalho para conscientização da população.
Entre as edificações destacam-se a antiga sede da fazenda, em alvenaria de tijolos, o prédio principal, belo exemplar do art nouveau, e o Pavilhão Lemos Monteiro, sobrado de porão alto, típico do ecletismo italiano. A sua área total, atualmente, é de 27 alqueires com 47 prédios.
Fonte Jandira Lopes de Oliveira
Foto Edna H. M. Kamide

Campos Elíseos
ANTIGA ESTAÇÃO JÚLIO PRESTES
Endereço: Rua Mauá, 51 – Campos Elíseos
Processo: 36990/97            Tomb.: Res. SC-27 de 8/7/99      D.O.: 9/7/99
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 326, p. 82, 9/3/2000
O edifício da antiga Estação Júlio Prestes, projetado pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves, foi construído pela Estrada de Ferro Sorocabana entre 1925 e 1938. De grandes proporções, possui alguns ambientes com vitrais de autoria de Conrado Sorgenicht, escadarias revestidas de mármore e peitoris executados em ferro fundido. Nas áreas de circulação o piso é de mosaico e, nos demais ambientes, de madeira.
Atualmente abriga a Sala São Paulo, as sedes da Orquestra Sinfônica do Estado e da Secretaria de Estado da Cultura. Permanece em atividade a  plataforma de embarque e desembarque de passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM.
A reforma, que se iniciou em 1997, introduziu um estacionamento de veículos em três níveis e a sala de concertos, cuja acústica é considerada uma das melhores do mundo.
O complexo Cultural Júlio Prestes foi inaugurado em 9 de Julho de 1999.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira

CASARÕES DA ALAMEDA CLEVELAND E RESIDÊNCIA VIZINHA
Alameda Cleveland, 601 e 617 – Campos Elíseos
Processo: 41802/01      Tomb.: Res. SC 46 de 18/1/02      D.O.: 23/1/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 333, p. 84, 8/2/2002
O primeiro proprietário do casarão de nº 601 foi Antônio de Lacerda Franco que o vendeu a Henrique Santos Dumont em 1894. Em 1926, Blandina Ratto o adquiriu para instalar o Colégio Stafford, acrescentando-lhe novas construções. Após a desativação da escola em 1951, foi ocupado pela Sociedade Pestalozzi de São Paulo.
Entre 1983 e 2001, o imóvel foi sucessivamente invadido e, atualmente, encontra-se sob a responsabilidade da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo.
O edifício principal, de característica eclética, apresenta grandes espaços e altos pés-direitos. Internamente, a maioria dos pisos é de assoalho e praticamente todas as paredes possuem pinturas decorativas.
A casa vizinha, de no 617, apesar de dimensões mais modestas, é representativa no conjunto dos imóveis preservados do bairro dos Campos Elíseos.
Fonte Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo
Foto Tereza C. R. E. Pereira e Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo
PALÁCIO DOS CAMPOS ELÍSEOS
Avenida Rio Branco, 1289 - Campos Elíseos
Processo: 16265/70      Tomb.: Res. de 2/8/77      D.O.: 3/8/77
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 114, p. 17, 26/6/1979
O bairro de Campos Elíseos, primeiro a ser planejado na cidade de São Paulo, foi projetado pelo engenheiro Hermann Von Puttkamer, em terras da Chácara do Bambu dos alemães Frederido Glette e Victor Nothmann.
O Palácio dos Campos Elíseos, residência do rico fazendeiro Elias Antonio Pacheco e Chaves, foi projetado, em 1896, pelo arquiteto alemão Matheus Haüssler. Construído com o luxo e requinte das mansões dos cafeicultores, o palacete foi concluído em 1899, com colunata e capitéis evocando o renascimento italiano e cobertura de mansarda, com nítida influência francesa do século XVII.
Em 1912, o governo estadual adquiriu o imóvel, passando a ser utilizado como residência de governadores, sede de governo e, atualmente, como Secretaria da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo. Sofreu algumas intervenções e um incêndio em 1967.
Fonte Julita Scarano
Foto Tereza C. R. E. Pereira

RESIDÊNCIA DINO BUENO
Rua Guaianazes, 1238 e 1282 - Campos Elíseos
Processo: 23367/85       Tomb.: Res. 15 de 16/3/88      D.O.: 17/3/88
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 277, p. 71, 18/71988
Construído no final do século XIX, o sobrado pertenceu à família do governador e senador Dino Bueno, até 1933. Residência de alto padrão, com projeto de autoria desconhecida, encontra-se implantada acima do nível da rua em decorrência da primitiva e irregular topografia dos Campos Elíseos. Esta residência e a vizinha, que também pertenceu a Dino Bueno, são construções contemporâneas e apresentam características que as enquadram no ecletismo dominante no período.
O interior da casa ainda guarda a compartimentação da primitiva planta, articulada irregularmente, além de elementos originais como esquadrias, forros, batentes e vidros. Quanto às suas elevações externas, apresentam movimento provocado pela disposição de corpos salientes e reentrantes. Parte da grande área externa livre deu lugar a um alto edificio, tendo sido mantido o amplo jardim.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza  C. R. E. Pereira
Caxingui
CASA DO CAXINGUI
Praça Ênio Barbato, s/n - Caxingui
Processo: 22264/82      Tomb.: Res. 22 de 15/12/83      D.O.: 16/12/83
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 213, p. 59, 28/12/1983
Segundo Luís Saia, a Casa do Caxingui ou do Sertanista é um exemplar típico de residência rural, representativo das moradias dos ricos fazendeiros do século XVII. Construída em taipa de pilão e pau-a-pique, a sua planta é retangular e, o telhado, em quatro águas. A varanda reentrante, característica das casas bandeiristas, é limitada em uma das laterais por uma parede e, na outra, por pequeno compartimento. No interior, uma sala comunica-se a três compartimentos e a uma outra varanda, na elevaçãfachada posterior.
No início do século XX, foi adquirida por Alberto Christie que a vendeu, em 1917, juntamente com 22 alqueires da propriedade, a Alberto Penteado. Em 1937, a Companhia City tornou-se proprietária do sítio e, com a condição de sua sede ser restaurada, doou-a à Prefeitura que a transformou em museu.
Fonte Maria Auxiliadora Guzzo de Decca
Foto Edna H. M. Kamide

Centro
CAPELA DE SANTA LUZIA
Rua Tabatinguera, 104 - Centro
Processo: 26007/88      Tomb.: Res. 30 de 12/7/95      D.O.: 13/7/95
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 316, p. 80, 8/8/1995
 
A Capela de Santa Luzia teve a sua construção iniciada no final do século passado e concluída em 1901, por iniciativa de Anna Maria de Almeida Lorena Machado, na chácara de sua propriedade. Após a sua morte, em 1903, os herdeiros doaram a capela à Cúria Metropolitana que tem sucessivamente transferido a responsabilidade sobre o imóvel a várias ordens religiosas.
O projeto é de autoria de Domingos Delpiano e a pintura que orna o seu interior, de grande beleza plástica, de Oreste Sercelli.
Na sua arquitetura distinguem-se elementos característicos do estilo gótico, como os arcos ogivais, a centralidade e a verticalidade de sua elevação principal, estas últimas enfatizadas pela torre em seu eixo de simetria.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

EDIFÍCIO ALEXANDRE MACKENZIE
Rua Xavier de Toledo, 23 - Centro
Processo: 22803/83      Tomb.: Res. 27 de 6/10/84      D.O.: 10/10/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 234, p. 64, 20/1/1987
A empresa The São Paulo Tramway Light and Power instalou-se, no ano de 1899, em um prédio da Rua São Bento. O crescimento progressivo e a necessidade de espaços mais amplos levaram a empresa  a adquirir o Teatro São José que, posteriormente, foi demolido  para dar lugar a um novo prédio, capaz de acomodar todos os setores e funcionários.
O projeto, de autoria dos norte-americanos Preston e Curtis, seguindo os preceitos do ecletismo, foi executado pelo escritório de Severo, Villares & Cia. Ltda. Concluído em 1929 e ampliado em 1941, com onze pavimentos, um porão e um andar intermediário, ocupa uma área de 29.729 m². Implantado em uma área privilegiada, sua arquitetura valoriza o Vale do Anhangabaú, juntamente com edifícios do porte do Teatro Municipal e do edifício em que funcionavam os escritórios da família Matarazzo.
Fonte Eletropaulo
Foto Arquivo Condephaat e José Renato Melhem
 
EDIFÍCIO DA ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA DAS CLASSES LABORIOSAS
Rua Roberto Simonsen, 22 - Centro
Processo: 27943/90      Tomb.: Res. SC 45 de 17/10/95      D.O.: 19/10/95
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 317, p. 80, 30/1/1996
A atual Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas nasceu por iniciativa de uma parcela de trabalhadores da construção civil: carpinteiros e pedreiros. Fundada em 31 de maio de 1891, tinha por finalidade criar cooperativas para desenvolver a construção civil e regular as questões de trabalho entre operários e patrões. A Associação montou também estrutura de atendimento médico.
Em 1909, a Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas concluiu a construção da sua sede, que também foi utilizada pelos trabalhadores da cidade de São Paulo, na realização de assembléias, encontros, peças de teatro e outras atividades. Atualmente nela funciona um convênio médico de mesmo nome.
O edifício, concebido originalmente dentro dos padrões do ecletismo, sofreu inúmeras intervenções, destacando-se a realizada em 1933, quando a fachada foi redesenhada em estilo art déco. Do edifício original foram mantidos integralmente a sala Lourenço Gomes e o salão Celso Garcia.
Fonte Rosana Pierre
Foto Tereza C. R. E. Pereira
EDIFÍCIO DO ANTIGO BANCO DE SÃO PAULO
Praça Antônio Prado, 9 - Centro
Processo 41.967/01      Tomb.: Res. SC 44 de 5/6/03      D.O.: 7/6/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 340, p. 88, 19/8/2003
O edifício do antigo Banco de São Paulo, atualmente sediando a Secretaria de Estado da Juventude, Esportes e Lazer, constitui-se em exemplar dos mais representativos da linguagem art déco na arquitetura paulistana da década de 1930.
Projetado em 1935 pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho e concluído em 1938, o edifício possui dois blocos distintos e interligados, sendo o voltado para a praça Antonio Prado, de 18 pavimentos, o mais requintado, se destacando não só pelo emprego de materiais nobres, mas pelo refinamento artístico dos seus elementos decorativos como pisos, vitrais e luminárias.
Em 1973 foi adquirido pelo Banco do Estado de São Paulo – Banespa e, posteriormente, ocupado pela Secretaria de Esportes e Turismo.
Fonte Vitor Campos
Foto Edna H. M. Kamide
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #2 : 26/Abril/2008, 07:54:52 »

EDIFÍCIO DO ANTIGO BANCO DE SÃO PAULO
Praça Antônio Prado, 9 - Centro
Processo 41.967/01      Tomb.: Res. SC 44 de 5/6/03      D.O.: 7/6/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 340, p. 88, 19/8/2003
O edifício do antigo Banco de São Paulo, atualmente sediando a Secretaria de Estado da Juventude, Esportes e Lazer, constitui-se em exemplar dos mais representativos da linguagem art déco na arquitetura paulistana da década de 1930.
Projetado em 1935 pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho e concluído em 1938, o edifício possui dois blocos distintos e interligados, sendo o voltado para a praça Antonio Prado, de 18 pavimentos, o mais requintado, se destacando não só pelo emprego de materiais nobres, mas pelo refinamento artístico dos seus elementos decorativos como pisos, vitrais e luminárias.
Em 1973 foi adquirido pelo Banco do Estado de São Paulo – Banespa e, posteriormente, ocupado pela Secretaria de Esportes e Turismo.
Fonte Vitor Campos
Foto Edna H. M. Kamide

EDIFÍCIO DO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Rua Álvares Penteado, 112 - Centro
Processo: 24084/85      Tomb.: Res. SC 40 de 02/09/04      D.O.: 14/09/04
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 345, p. 92, 19/1/2005
Em 1923, o Banco do Brasil adquiriu o imóvel situado na rua Álvares Penteado, esquina com a rua da Quitanda, e contratou engenheiro-arquiteto Hippolyto Gustavo Pujol Júnior para elaborar o projeto de reforma de seu primeiro prédio próprio  na capital paulista.
O edifício, localizado em área dominada pelas instituições financeiras e inaugurado em 1927, apresenta uma composição de cinco pavimentos mais o subsolo e mezanino, sendo grande parte dos equipamentos e revestimentos originais executados com materiais importados.
Em 1996, o banco transferiu as suas instalações para a agência da Libero Badaró e poucos anos depois iniciou a restauração do imóvel para sediar o Centro Cultural Banco do Brasil, inaugurado em 21 de abril de 2001. As suas instalações foram adaptadas para receber salas de exposições, cinema, teatro, auditório, salas de vídeo, restaurante, bombonière e café.
Fonte Daisy de Camargo/Site do Banco do Brasil
 
EDIFÍCIO ESTHER
Praça da República, 64 a 80  - Centro
Processo: 23262/85      Tomb.: Res. SC 25 de 24/8/90      D.O.: 25/8/90
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 294, p. 74, 19/9/1990
Em 1934, o projeto de Adhemar Marinho e Álvaro Vital Brasil venceu o concurso para a construção do Edifício Esther. Construído por Mário Novedlin em estrutura de concreto armado e alvenaria de tijolos, a obra foi concluída em 1938. De propriedade do usineiro de açúcar Paulo Nogueira, trata-se do primeiro prédio de grande porte em São Paulo, de princípios funcionalistas, com estrutura independente e lajes contínuas dando flexibilidade à planta.
Seu programa previa: estacionamento e restaurante no subsolo, lojas comerciais e acessos no térreo, comercial e serviços do 1o ao 3o pavimentos e uso habitacional do 4o ao 11o pavimentos. A circulação, devido ao uso intenso, foi resolvida através de cinco elevadores e três colunas de escadas.
Fonte Rosana Pierre
Foto Tereza C. R. E. Pereira
EDIFÍCIO SALDANHA MARINHO
Rua Líbero Badaró, 39  - Centro
Processo: 23304/85     Tomb.: Res. 39 de 8/9/86      D.O.: 9/9/86
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 256, p. 68, 23/1/1987
Projetado por Elisiário da Cunha Bahiana e concluído pelo arquiteto Dácio A. de Morais, na década de 1930, o edifício Saldanha Marinho, um dos primeiros exemplares em estilo art déco na cidade, abrigou inicialmente a sede do Automóvel Club de São Paulo, sendo posteriormente adquirido pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro que concluiu as obras, então paralisadas. A mudança de uso implicou na alteração do projeto original.
O edifício foi projetado em forma triangular, seguindo o desenho da quadra, com os cantos arredondados.
O seu coroamento é marcado por aberturas e recuos devido a um grande terraço que envolve a edificação eo interior caracterizado por grandes pés direitos e amplas esquadrias de ferro e vidro. Os pisos da escada e do hall de acesso aos elevadores são em mármore, formando desenhos geométricos.
Fonte Sheila Schwarzman
Foto Tereza C. R. E. Pereira
FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E TRIBUNA LIVRE
Largo de São Francisco - Centro
Processo: 21369/80      Tomb.: Res. SC 185 de 12/12/02      D.O.: 1/1/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 335, p. 86, 12/2/2003
Em 1827, a Academia de Direito de São Paulo se instalou no antigo convento franciscano, situado no atual Largo São Francisco, palco de agitações políticas, efervescências, manifestações culturais e artísticas.
A nova construção da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo foi idealizada no início da década de 1930 e concretizada por Alcântara Machado, jurista e diretor da faculdade, que contratou o engenheiro-arquiteto Ricardo Severo para elaborar o projeto. Em função do descontentamento e protestos contra a demolição do convento, uma nova planta foi idealizada introduzindo-se o tradicional Pátio das Arcadas.
Exemplar de inspiração colonial é ricamente ornamentado com vitrais de autoria de Conrado Sorgenicht e belos lustres. Possui amplas salas destinadas às aulas, biblioteca e leitura, além das mais nobres para eventos e solenidades.
Fonte: Ana Luíza Martins e Heloísa Barbuy
Foto: Tereza C. R. E. Pereira

IGREJA DAS CHAGAS DO SERÁFICO PAI SÃO FRANCISCO
Largo de São Francisco, 173 - Centro
Processo: 00041/71       Tomb.: Res. 16 de 19/4/82      D.O.: 23/4/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 166, p. 38, 6/5/1982
A Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência foi inaugurada em 11/9/1787.
Em 1676, frei João de São Francisco, comissário dos terceiros, iniciou a construção da capela da Ordem Terceira, que durou décadas, até ser ampliada e se tornar uma igreja independente. Na fase final das obras, decidiu-se que a fachada seria um prolongamento da igreja conventual e que a antiga capela, com planta octogonal, seria transformada em transepto.
A técnica construtiva utilizada é a taipa de pilão com embasamento de pedra. O seu interior encontra-se bem conservado, com vários retábulos laterais em talhas de estilo rococó. A cúpula octogonal ostenta pinturas do final do século XVIII e, em outras dependências, trabalhos do mesmo período. Abriga, ainda, na Capela de Nossa Senhora da Conceição, o antigo retábulo executado por Luiz Rodrigues Lisboa, entre os anos de 1736 e 1740.
Fonte Carlos Lemos
Foto Luiz Roberto Kamide

IGREJA DE SANTO ANTÔNIO
Praça do Patriarca, s/n - Centro
Processo: 08576/69      Tomb.: Res. de 9/4/70      D.O.: 10/4/70
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 8, p. 2, s.d.
As referências encontradas sobre a antiga ermida e a Igreja de Santo Antônio foram transcritas, em sua maioria, de testamentos dos séculos 16 e 17. As informações tornaram-se mais precisas, a partir de 1639, quando os franciscanos vieram para o sul do país e instalaram-se na Igreja de Santo Antônio, incumbindo-se das tarefas da ermida, mesmo após a construção do convento da ordem, no Largo de São Francisco, continuaram a zelar por ela.
No século XVIII, sob a responsabilidade da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos, a Igreja de Santo Antonio foi reconstruída e, em 1899, por determinação da prefeitura municipal, a torre foi demolida e a fachada reconstruída, às expensas da baronesa de Tatuí e da condessa Prates.
São de grande beleza os retábulos dos altares, em madeira talhada, reconstituídos em parte depois de atingidos por um incêndio na década de 1980.
Fonte IHGSP
Foto José Renato Melhem

IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS DA VENERÁVEL ORDEM DOS PADRES MENORES
Largo de São Francisco, 133  - Centro
Processo: 00040/71      Tomb.: Res. 15 de 19/4/82      D.O.: 23/4/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 167, p. 38, 6/5/1982
A Ordem de São Francisco iniciou suas atividades no Brasil no século XVI, operando, na Vila de São Paulo, em pequenos grupos. Começaram a construir o convento depois de 1642, em terreno doado pela Câmara de São Paulo, no atual Largo de São Francisco. A inauguração se deu em 17/9/1647.
A partir de meados do século XVIII, a igreja passou por uma grande reforma que lhe conferiu as características externas atuais, em estilo barroco. Internamente, houve alterações no corpo da igreja com a fusão de duas capelas e a pintura do teto. No final do século XIX, um incêndio destruiu parte do convento e da capela-mor, reconstituídos em seguida.
Em 1828, os franciscanos, que já haviam vendido grande parte do seu patrimônio, se desfizeram também do convento contíguo à igreja, demolido em 1932, para dar lugar à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Tereza C. R. E. Pereira

IGREJA DE SÃO GONÇALO
Praça Dr. João Mendes - Centro
Processo: 25428/71      Tomb.: Res. de 20/9/71      D.O.: 24/9/71
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 58, p. 3, 24/9/1971
Sabe-se que a Igreja de São Gonçalo foi construída pela Irmandade de Nossa Senhora de Conceição e de São Gonçalo, no século XVIII, na Praça João Mendes, antigo Largo da Cadeia. Inicialmente, de aspecto modesto, ela foi se alterando no decorrer dos anos com o auxílio do governo e de particulares. As intervenções que modificaram a igreja aconteceram principalmente durante a segunda metade do século XIX.
Implantada nos alinhamentos do lote de esquina, suas elevações são marcadas por linhas horizontais, definindo os dois pavimentos. Os arremates do frontão e da torre única são em suaves linhas curvas. Sobre a capela-mor foi introduzida uma cúpula com lanternim. A decoração do interior, proporcionada por numerosas imagens, talhas, afrescos e retábulos, não forma um conjunto uniforme. Os retábulos laterais, por exemplo, pertenceram ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, como é o caso de outras peças originárias de outras igrejas.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira

IGREJA NOSSA SENHORA DA BOA MORTE
Rua do Carmo, 202 - Centro
Processo: 18926/70      Tomb.: Res. de 26/3/74      D.O.: 27/3/74
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 80, p. 8, 8/3/1974
A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte se formou em 1728, tendo como principal característica admitir pessoas de todas as classes sociais, sem distinção. Em 1802, adquiriu de Joaquim de Sousa Ferreira um terreno na Rua do Carmo, onde construiu a igreja, inaugurada no dia 14/8/1810.
Localizada no outeiro da Tabatinguera, dominava toda a entrada daqueles que vinham do Ipiranga em direção à cidade, tornando-se conhecida como a "igreja das boas notícias", anunciadas ao repique dos sinos. Sediou várias irmandades, entre elas, a dos sacerdotes agostinianos e o curado da Sé que para lá se transferiu durante a edificação da nova catedral.
De construção modesta, em taipa de pilão, a igreja possui, no interior, capela-mor com tribunas e altar com imagem da Nossa Senhora da Boa Morte, além das talhas em estilos rococó e neoclássico. Em 1980, foi restaurada pelo Condephaat.
Fonte Leonardo Arroyo e Paulo S. M. V. Correa
Foto Tereza C. R. E. Pereira
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO CAETANO DE CAMPOS
Praça da República, 54 - Centro
Processo: 00610/75      Tomb.: Res. de 2/6/76      D.O.: 4/6/76
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 112, p. 16, 25/6/1979
Em 1890, o diretor da Escola Normal de São Paulo, Antonio Caetano de Campos, obteve autorização do presidente da província, Prudente de Morais, para construção da sede do curso normal. O projeto e orçamento ficaram a cargo do engenheiro Francisco de Paula Souza e a planta definitiva e construção sob a responsabilidade do arquiteto Ramos de Azevedo.
Parte do terreno foi cedido pela prefeitura e o restante adquirido de Fortunato Martins de Camargo e Joaquim Matheus, em 1885. A escola, obra representativa da arquitetura do final do século XIX, em estilo eclético com predominância do neoclássico, foi inaugurada em 1894 e, em 1935, acrescida de um terceiro pavimento.
O tombamento do edifício ocorreu a partir de reivindicação da população, contrária à sua demolição, na década de 1970, anunciada pelo Metrô para a construção da Estação República. Desde 1978, abriga a Secretaria de Estado da Educação.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R.  E. Pereira
 

LARGO DA MEMÓRIA
Rua Xavier de Toledo e Rua Quirino de Andrade - Centro
Processo: 00044/71      Tomb.: Res. 2/4/75      D.O.: 3/4/75
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 96, p. 13, 4/4/1975
O antigo Largo do Piques, ponto de concentração dos tropeiros que chegavam à cidade vindos de vários pontos do estado, era apenas um barranco quando Daniel Pedro Müller, em 1814, encarregado da abertura da Estrada do Piques, projetou um obelisco, construído em colaboração com o pedreiro Vicente Gomes Pereira, o Mestre Vicentinho, para homenagear o triunvirato que governava a cidade. Mais tarde, construíram também o Chafariz do Piques, extinto em 1872, cujas obras coincidem com as de canalização para abastecer o Jardim e o Convento da Luz.
Washington Luís, em 1919, para as comemorações do Centenário da Independência, contratou Victor Dubugras que projetou a reforma do Largo, em estilo neocolonial, valorizando o obelisco, além de introduzir um chafariz, em frente ao muro de arrimo. Os azulejos foram pintados por J. Wasth Rodrigues.
Fonte Paulo S. M. V. Corrêa
MERCADO MUNICIPAL PAULISTANO
Rua da Cantareira, 306 e 396 - Centro
Processo: 26.399/88      Tomb.: Res. SC 43 de 02/09/04      D.O.: 14/09/04
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 344, p. 92, 30/9/2004
O escritório do arquiteto-engenheiro Francisco de Paula Ramos de Azevedo foi contratado pelo prefeito José Pires do Rio para elaborar o projeto do mercado municipal, inaugurado em 25 de janeiro de 1933.
Ocupando uma área de 12.600 m2, o edifício, construído no estilo neoclássico, possui excelente solução de iluminação natural favorecida pelos lanternins introduzidos na estrutura metálica da cobertura; coleção de vitrais, de autoria de Conrado Sorgenicht Filho, com temas evocativos da pecuária e agricultura paulista.
Atualmente, o Mercado Municipal Paulistano, assim denominado pelo Decreto nº 35.275 de 06/07/95, e conhecido como Mercadão, constitui-se em importante centro de abastecimento e de lazer.
Em 2004, foi concluída a primeira fase da restauração, que incluiu a construção de um mezanino para abrigar restaurantes de cozinhas variadas e uma área de 1.600 m2 no subsolo para sanitários, fraldário, vestiários e refeitório para os funcionários do mercado.
Fonte (1) e Site da Prefeitura Municipal                                
Foto Marco Antonio Lança

PALÁCIO DA JUSTIÇA
Praça da Sé, 270 - Centro
Processo: 21903/81      Tomb.: Res. 50 de 29/12/81      D.O.: 5/1/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 159, p. 35, s.d.
Domiziano Rossi, colaborador de Ramos de Azevedo, ao projetar o Palácio da Justiça baseou-se no Palácio da Justiça de Calderini, em Roma. A pedra fundamental do edifício foi lançada em 24/1/1920 e somente treze anos depois  a obra foi concluída.
Com grande suntuosidade, em estrutura de concreto armado e alvenaria de tijolos, o edifício, de cinco pavimentos, apresenta acabamentos luxuosos e aspectos pouco funcionais, observados nas espaços das salas. Possui uma profusão de elementos decorativos, tanto interna quanto externamente. No interior, destacam-se os painéis pintados, murais e vitrais que aparecem em praticamente todo o edifício. Há em grande quantidade revestimentos em mármore de Carrara, mármore amarelo português, granito rosa e película de ouro.
O edifício mantém-se íntegro e apenas o andar térreo sofreu algumas alterações.
Fonte Manoel Ubaldino Azevedo
Foto Marco Antonio Lança

PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS
Parque Dom Pedro II - Centro
Processo: 20867/79      Tomb.: Res. 29 de 7/5/82      D.O.: 13/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 191, p. 45, 24/6/1982
Projetado por Domiziano Rossi com a colaboração dos arquitetos Ramos de Azevedo e Ricardo Severo, o edifício, destinado a abrigar exposições agrícolas, industriais e comerciais, foi construído, em estilo eclético, por iniciativa da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas do Estado. Suas instalações, distribuídas em um pavilhão central com vários pavimentos, torres, alas e jardins interligados por galerias, abrigariam museus, salas para exposições, conferências e festas e, ainda, laboratórios e setor administrativo.
A construção se iniciou em 1911 e foi concluída em 1924, tornando-se, com o tempo, sede de serviços públicos administrativos. Em 1947, foi cedido à Assembléia Constituinte do Estado e, mais tarde, à Assembléia Legislativa, período em que os pavilhões foram descaracterizados, através de reformas. Na década de 70 foi sede da Secretaria de Segurança Pública.
Restaurado com projeto da arquiteta Lina Bo Bardi é, desde 1992, sede da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Marco Antonio Lança e Edna H. M. Kamide

QUARTEL DO SEGUNDO BATALHÃO DE GUARDAS
Parque Dom Pedro II - Centro
Processo: 21740/81      Tomb.: Res. 33 de 28/8/81      D.O.: 1/9/81
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 153, p. 27, 22/12/1981
Inicialmente, o prédio foi sede da Chácara do Fonseca para depois funcionar como Seminário de Educandas. Em 1862, abrigou o Hospício dos Alienados, que aí permaneceu até 1903 e, três anos depois, foi utilizado pelo quartel, ocasião em que sofreu modificações e adaptação ao novo uso.
De autoria desconhecida, o edifício de dois pavimentos, construído em taipa de pilão e alvenaria de tijolos, apresenta uma série de alterações. O corpo principal da edificação, o mais antigo, de 1842, permanece com elementos  originais como forros, assoalhos, molduras de vãos, portas com as respectivas bandeiras de vidros coloridos e vergas retas ou em arcos pleno, influência do neoclassicismo. Posteriormente, foram construídas as alas laterais que datam das últimas décadas do século XIX e, já neste século, a última grande obra que interligou as duas alas laterais do edifício. Internamente, há uma varanda que percorre todo o pátio.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva
Foto Edna H. M. Kamide
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #3 : 26/Abril/2008, 07:56:46 »

RESIDÊNCIA DE ELIAS PACHECO CHAVES
Rua São Bento, 189 a 197 - Centro
Processo: 20023/76      Tomb.: Res. 19 de 13/9/83       D.O.: 14/9/83
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 211, p. 58, 17/10/1983
Este sobrado foi construído em 1881 para abrigar a família de Elias Pacheco Chaves, rico fazendeiro de café que, em 1899, mudou-se para o Palácio dos Campos Elíseos e transformou a sua antiga residência em sede da empresa Prado Chaves & Cia. Ltda. Posteriormente, ao ser adquirida pela família Portella, foi sublocada a vários inquilinos.
O edifício, um dos primeiros a utilizar alvenaria de tijolos, em estilo eclético, possui três pavimentos. O rico acabamento em seu interior ainda conserva os materiais originais, como a belíssima escada em madeira torneada e os pisos em taco, formando desenhos variados.
Em 1885, o arquiteto italiano Cláudio Rossi refez o projeto de sua fachada, adotando o estilo neoclássico.
Fonte Sílvia Ferreira Santos Wolff
Foto Tereza C. R. E. Pereira

RESIDÊNCIA DE  MARIETA TEIXEIRA DE CARVALHO
Rua Florêncio de Abreu, 111 - Centro
Processo: 00535/75      Tomb.: Res. 43 de 3/11/80      D.O.: 11/11/80
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 141, p. 26, 29/5/1981
O edifício, construído para ser moradia do coronel Teixeira de Carvalho, próspero comerciante, constitui um importante exemplar de residência urbana da classe alta paulistana, da segunda metade do século XIX.
Implantado no alinhamento frontal do lote, o acesso principal ao sobrado se faz lateralmente, no recuo ajardinado, através de um corpo aposto à edificação. Construído com os recursos da técnica vigente no período, em alvenaria de tijolos por um mestre-de-obra italiano, por volta de 1885, possui dois pavimentos, além do porão.
Até 1977, a casa e o acervo permaneceram íntegros. Neste ano, os herdeiros de Marieta, filha do coronel Teixeira de Carvalho, leiloaram cerca de trezentas peças, entre as quais, o mobiliário do Primeiro Império e alguns objetos do século XVIII.
Fonte Carlos Lemos
Foto José Renato Melhem

SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS
Rua Roberto Simonsen, 136 - Centro
Processo: 07852/69      Tomb.: Res de 14/6/71      D.O.: 15/6/71
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 57, p. 3, 24/6/1971
Construído na segunda metade do século XVIII, em taipa de pilão, o solar foi adquirido da herdeira do brigadeiro Joaquim José Pinto de Morais Leme pela marquesa de Santos, em 1834, após o rompimento de ruas relações com D. Pedro I. Em 1880, a Mitra adquiriu-o e transformou-o em sede do Palácio Episcopal. Em 17/11/1909, suas dependências passaram a pertencer à "The San Paulo Gas Company" até ser desapropriado pela Prefeitura Municipal.
Sua estrutura interna foi alterada com a demolição de algumas paredes em reformas sucessivas, entre 1890 e 1909 e recebeu acréscimos externos,  nas décadas de 30 e 40. A fachada é em estilo neoclássico, provavelmente posterior a 1860, dividida em três partes desiguais por duas pilastras. As envazaduras do térreo são simplificadas em relação às do superior que são encimadas por frontões triangulares e em arco.
Foi restaurada na década de 1960 e, em 1992, pela Prefeitura Municipal de São Paulo.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Arquivo Condephaat

TEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO
Praça Ramos de Azevedo, s/n - Centro
Processo: 21752/81      Tomb.: Res. 49 de 23/12/81       D.O.: 5/1/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 158, p. 34, 28/1/1982
O Teatro Municipal foi construído em terreno desapropriado pelo estado e cedido à prefeitura, através da Lei 627 de 7/2/1902. Projetado por Domiziano Rossi e Cláudio Rossi e construído pelo escritório de Ramos de Azevedo, as obras do teatro iniciaram-se no dia 26/6/1903 e foi inaugurado em 12/9/1911. Desde então, foi palco para ilustres artistas, além de sediar a realização da Semana de Arte Moderna, de 1922.
O teatro é exemplar típico da arquitetura oficial do início do século, de linguagem eclética com forte influência neoclássica. Foi edificado com técnica avançada para a época, em alvenaria de tijolos, estrutura de concreto armado e vigamento em ferro sustentando a cúpula e cobertura. O seu interior é ricamente adornado com pinturas em ouro, grande lustre de cristal sobre a platéia, majestosas escadarias, além de uma infinidade de detalhes em relevo. A última restauração, realizada pelo Departamento do Patrimônio Histórico Municipal - DPH entre 1987 e 1992, ressaltou-lhe o estilo original.
Fonte Condephaat/Folheto 1981
Foto José Renato Melhem

TÚMULO DE JÚLIO FRANK
Largo de São Francisco, s/n - Centro
Processo: 20320/77      Tomb.: Res. de 17/4/78      D.O.: 18/4/78
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 118, p. 18, 28/6/1979
O túmulo de Júlio Frank, em estilo neoclássico, encontra-se no pátio interno da Faculdade de Direito, do Largo de São Francisco.
Júlio Frank nasceu na Saxônia em 1809 e se transferiu para o Brasil no final do Primeiro Reinado. Foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, professor da Faculdade de Direito e grande incentivador dos movimentos de cunho liberal. Fundou a sociedade secreta Burschenschaft, conhecida como "Bucha", por volta de 1834, marcada por forte influência liberal, abolicionista e republicana.
Naturalizado brasileiro, o protestante Júlio Frank, que morreu vitimado por forte pneumonia em 1841, não pôde ser enterrado nos cemitérios existentes na cidade que pertenciam à igreja católica. Este fato sensibilizou os amigos e alunos que conseguiram sepultá-lo em um dos pátios da faculdade e ainda custearam a execução do seu túmulo.
Fonte Julita Scarano
Foto Tereza C. R. E. Pereira

Cerqueira César
ACERVO DA CAPELA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
Av. Dr. Enéas Carvalho Aguiar, 255 - Cerqueira César
Processo: 09079/69      Tomb.: Res. de 15/5/70      D.O.: 16/5/70
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 123 a 127, p. 5, 13/10/1970
O tombamento do acervo da capela do Hospital das Clínicas incidiu sobre as obras de conceituados artistas como Fúlvio Pennacchi, autor de dois afrescos executados na parede que se encontra atrás do altar; Victor Brecheret, que esculpiu uma estátua em bronze do Cristo Crucificado, estátua de São Paulo e conjunto de catorze grupos escultóricos da via sacra, executados em terracota, além de quinze vitrais com motivos florais e figuras inspirados em desenhos de Di Cavalcanti.
Fonte Raphael Gendler

ACERVO DO MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO “ASSIS CHATEAUBRIAND”
Avenida Paulista, 1578 - Cerqueira César
Processo: 00381/73      Tomb.: ex-offício em 28/11/73
Tomb.: Iphan em 4/12/69
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 128, pp. 5 a 11, 28/11/1973
O jornalista Assis Chateaubriand reuniu no dia 2/10/1947, empresários, industriais e comerciantes da sociedade e altas finanças do estado para patrocinar a aquisição de preciosas telas, painéis, esculturas e objetos de arte que, atualmente, constituem um dos mais expressivos acervos do mundo.
A coleção de arte do MASP, tombada, é composta de 352 unidades formadas por telas, painéis, esculturas, quadros, objetos de arte e tapeçarias de artistas italianos, franceses, alemães, holandeses, ingleses, espanhóis, portugueses, norte-americanos e brasileiros, conforme a relação enviada ao Condephaat pela direção do museu, em 1973.
A ilustração refere-se à obra de Frans Jansz Post, Paisagem com Tamanduá, de 1660, em óleo sobre painel, 56 x 79 cm.
Fonte Vinícius Stein Campos

CASARÃO E MATA REMANESCENTE DA VILA FORTUNATA
Avenida Paulista, 1919 - Cerqueira César
Processo: 22121/82      Tomb.: Res. SC 36 de 16/11/92      D.O.: 17/11/92
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 302, p. 76, 6/4/1993
No final do século XIX, Joaquim Eugênio de Lima iniciou o loteamento que definiu o traçado da atual Avenida Paulista. Em pouco tempo, luxuosas residências foram implantadas em extensos lotes, refletindo o desenvolvimento da aristocracia cafeeira e o desprestígio dos hábitos tradicionais em detrimento da valorização de novos costumes de influência européia.
Este edifício é um dos únicos remanescentes desses antigos casarões da primeira fase de ocupação da avenida. Construído em 1905, inteiramente recuado, em alvenaria de tijolos, possui um pavimento e um porão alto, constituindo um bom exemplo do estilo eclético na cidade. Em 1921, foi reformado e ampliado.
A vegetação existente no lote vizinho ao desta residência fazia parte dos jardins da antiga "Vila Fortunata", atualmente demolida, que pertenceu à família Thiollier.
Fonte Márcia Tancler
Foto Edna H. M. Kamide
 
CONJUNTO DE EDIFICAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA ACADÊMICA OSWALDO CRUZ
Praça de Esporte: Rua Arthur de Azevedo, 1 – Cerqueira César
Processo: 28225/90      Tomb.: Res. SC 187 de 12/12/02      D.O.: 1/1/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 339, p. 87, 28/5/2003
Os acadêmicos da Faculdade de Medicina, ressentidos de espaços próprios para a prática esportiva, conquistaram, nas primeiras décadas do século 20, um campo de futebol em uma área densamente arborizada, embrião da futura Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz – AAAOC, fundada em 8 de agosto de 1956.
As primeiras construções da Praça de Esportes datam de 1931, quando o Departamento Esportivo integrava o Centro Acadêmico Oswaldo Cruz – CAOC. Atualmente, a AAAOC, que é independente do CAOC, tem sido administrada exclusivamente por alunos eleitos anualmente. Conta com três quadras poliesportivas, duas delas cobertas, um campo de futebol oficial, uma quadra de tênis, uma piscina semi-olímpica, um barco-escola, pista de atletismo, salas para aulas de judô, alteres e tênis de mesa, construções estas erguidas em meio à vegetação que ainda é exuberante no local, possuindo trilhas para caminhadas.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira
CONJUNTO NACIONAL
Avenida Paulista, 2073  – Cerqueira César
Processo: 42666/01      Tomb.: Res. SC 22  de 7/4/05      D.O.: 5/2/05
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 348, p. 93, 22/09/2005
Idealizado no início dos anos 1950 pelo empresário de rede hoteleira José Tjurs, o Conjunto Nacional, cujas obras se iniciaram em 1954, ocupa um quarteirão definido e acessível pelas ruas Padre João Manuel e Augusta, pela Alameda Santos e Avenida Paulista. O projeto do arquiteto David Libeskind contemplou, nos 120 mil m2 de área construída, um centro comercial, espaços para eventos culturais, centro de convenções, salão de festas e apartamentos residenciais. A configuração arquitetônica está estruturada em dois grandes volumes. O horizontal, inaugurado em 1958 e que ocupa toda a área do quarteirão, possui em seu interior quatro  galerias que se cruzam formando uma praça, na qual tem-se  acesso ao mezanino através de uma rampa helicoidal. Em 1962, o volume vertical foi concluído, com algumas modificações do projeto inicial.
 
EDIFÍCIO CENTRAL DO INSTITUTO ADOLFO LUTZ
Avenida Dr. Arnaldo, 355 - Cerqueira César
Processo: 26329/88     Tomb.: Res. SC 32 de 18/10/90      D.O.: 19/10/90
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 296, p. 75, 4/3/1991
Em 1893, o Serviço Sanitário do Estado, criado em 1891, estruturava-se com o Instituto Bacteriológico, Laboratório de Análises Químicas e Bromatológicas, Serviço Geral de Desinfecções e o Hospital de Isolamento.
Na década de 30, foi construído o Instituto Bacteriológico, projetado pelo Escritório Ramos de Azevedo, cuja planta foi aprovada em 1937. Possui quatro pavimentos e porão alto, sendo ornamentado com mármore italiano e trabalhos em madeira produzidos pelo Liceu de Artes e Ofícios. Atualmente, abriga a administração da instituição, a diretoria geral e serviços básicos.
Fundado em 1940, o Instituto Adolfo Lutz é o resultado da fusão entre o Instituto Bacteriológico e o Laboratório de Análises Químicas e Bromatológicas. Sua criação objetivou assumir a prestação de serviços laboratoriais e desenvolver pesquisas na área da saúde pública.
Fonte José L. F. Antunes
Foto Tereza C. R. E. Pereira

FACULDADE DE MEDICINA – USP
Avenida Dr. Arnaldo, 445 - Cerqueira César
Processo: 20625/78      Tomb.: Res. 8 de 16/3/81      D.O.: 17/3/81
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 1, p. 26, 29/5/1981
Em 1920, o Doutor Arnaldo Vieira de Carvalho, diretor da Faculdade de Medicina, lançou a pedra fundamental do edifício-sede da escola, inaugurado em 1931. Os fundos para a construção da faculdade foram levantados pelo governo estadual.
O projeto da Faculdade de Medicina foi resultado de ampla pesquisa desenvolvida por uma comissão de professores que visitou os centros médicos mais modernos do exterior. Em 25/1/1928, iniciou-se a construção do prédio para os cursos de Medicina Legal. A necessidade de ter edifícios agrupados em uma mesma área, mantendo separadas as inúmeras cadeiras, levou a uma reformulação do projeto inicial que previa a construção de apenas alguns pavilhões isolados. As obras ficaram a cargo do escritório Ramos de Azevedo.
A Faculdade de Medicina, desde 1934 integrada à Universidade de São Paulo, encontra-se implantada em uma quadra, juntamente com outros edifícios de funções interligadas.
Fonte Julita Scarano e Flamíneo Fávero
Foto Arquivo Condephaat

INSTITUTO OSCAR FREIRE
Rua Teodoro Sampaio, 115 - Cerqueira César
Processo: 20625/78      Tomb.: Res. 66 de 9/12/82      D.O.: 10/12/82
A cadeira de medicina legal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo foi inaugurada, em 18/4/1918, pelo professor Oscar Freire de Carvalho. Funcionou, inicialmente, no antigo Instituto de Higiene, à Rua Brigadeiro Tobias para depois se transferir para o Laboratório Central da Santa Casa, onde permaneceu até 1921. Passou por outros endereços até se instalar, em 1931, na sua sede definitiva.
O instituto, projetado pelo Escritório de Ramos de Azevedo, foi construído especialmente para abrigar a Cadeira de Medicina Legal, contando também com um anfiteatro, salas para docentes e auxiliares, laboratórios destinados a pesquisas, museu, biblioteca, arquivo e administração.
Atualmente o edifício é utilizado pelo Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social do Trabalho e pelo Centro de Estudos e Atendimento Relativo ao Abuso Sexual, além de sediar cursos de pós-graduação e de especialização.
Fonte Flamíneo Fávero
Foto Tereza C. R. E. Pereira

MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO “ASSIS CHATEAUBRIAND”
Avenida Paulista, 1578 - Cerqueira César
Processo: 21768/81      Tomb.: Res. 48 de 13/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 190, p. 45, 22/6/1982
O Museu de Arte de São Paulo foi criado, em 1947, por Assis Chateaubriand, funcionando inicialmente nas dependências dos Diários Associados, à rua Sete de Abril, no centro. A prefeitura cedeu uma área do Trianon e financiou as obras para a construção da sede definitiva do MASP, inaugurada em 7/11/1968.
O projeto de Lina Bo Bardi seguiu a corrente "brutalista", na qual os materiais empregados não deveriam ser mascarados, e obedeceu às exigências legais de se preservar as visuais do belvedere que deveriam estar totalmente desimpedidas. O edifício do museu é suspenso através de dois enormes pórticos, que sustentam uma carga de 9.200 t, resultando num vão livre de 74 m., com cálculo estrutural realizado pelo Escritório Técnico Figueiredo Ferraz.
Construído em concreto protendido e vidro, possui dois pavimentos utilizados pela administração e exposição permanente e dois subsolos que abrigam o restaurante, depósitos e salas de eventos.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva
Foto Tereza C. R. E. Pereira

PARQUE TENENTE SIQUEIRA CAMPOS
Avenida Paulista - Cerqueira César
Processo: 20749/78      Tomb.: Res. 45 de 13/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 8, p. 33, 13/8/1986
Toda a área que compreende o Parque Siqueira Campos e o MASP pertenceu ao coronel José Ferreira de Figueiredo, que a adquiriu, em 1892, por ocasião do loteamento efetuado por Joaquim Eugênio de Lima, na antiga Chácara Bela Cintra. Vendeu-a, em 1907, a Francisco Matarazzo que, em 1911, transferiu a propriedade à prefeitura para ali instalar o belvedere e o jardim público, este último praticamente pronto, em 1918, segundo relatório do prefeito Washington Luís Pereira de Souza.
No Trianon, um italiano construiu um luxuoso restaurante-confeitaria, tornando-se local de encontro de ricos cafeicultores e políticos que ali realizaram convenções do Partido Republicano, homenagens e banquetes.
A decadência do local liga-se à crise de 1929, ficando abandonado até 1968, quando foi restaurado por Burle Marx, visando a preservação da vegetação natural, remanescente da mata do Caaguaçu.
Fonte Julita Scarano
Foto Luiz Roberto Kamide
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #4 : 26/Abril/2008, 07:58:52 »

Cidade Universitária
ACERVO DO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA – USP
Rua da Reitoria, 160 – Cidade Universitária
Processo: 22052/82       Tomb.: ex-officio em 12/5/82
Tomb.: Iphan em 7/7/80
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 133, p. 13, 27/3/1987
A coleção do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo originou-se de doações ocorridas em 1963, na gestão do Reitor Antonio Barros de Ulhôa Cintra.
O acervo conta com obras da coleção particular de Francisco Matarazzo Sobrinho, que doou cerca de 419 exemplares, e 19 peças de Yolanda Penteado. O Museu de Arte Moderna de São Paulo, por decisão de sua Assembléia Geral, incorporou ao MAC o seu patrimônio artístico, constituído de 1236 unidades. Em 1972, o acervo do MAC já possuía um total de 2401 obras, entre esculturas, pinturas, desenhos, gravuras, tapeçarias e cerâmicas, entre outras, cobrindo várias e importantes áreas de expressão plástica, produzidas por renomados artistas nacionais e internacionais.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira
   
COLEÇÃO ARQUEOLÓGICA E ETNOLÓGICA DO MAE – USP
Avenida D. Pedro I - Cidade Universitária
Processo: 00331/73      Tomb.: ex-officio
Tomb.: Iphan em 15/4/38
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 56, p. 3, 24/6/1971
O acervo arqueológico e etnológico que pertencia ao Museu Paulista, tombado, foi transferido, entre 1994 e 1995, para o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo – MAE, criado em 1989, por iniciativa da Reitoria através da Resolução 3560 de 12/8/89.
Compõe-se de raras e preciosas peças documentais. As que se referem à arqueologia estão reunidas em mais de cinqüenta coleções científicas e as  etnológicas somam cerca de 14.000, representando sessenta tribos indígenas brasileiras.
Este tombamento inclui também o acervo histórico que permanece no Museu Paulista, localizado no Parque da Independência, formado por documentos textuais, iconográficos e objetos.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO – USP
Rua do Lago, no 876 - Cidade Universitária
Processo: 21736/81      Tomb.: Res. 26 de 23/7/81      D.O.: 13/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 198, p. 48, 21/7/1982
Projetada por João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, a obra iniciada em 1966 foi concluída em 1969. Neste ano, obteve o Grande Prêmio Internacional na X Bienal de São Paulo. O cálculo estrutural foi executado pelo escritório Figueiredo Ferraz.
Construída com uma área de 20.000 m², em concreto aparente, o edifício possui um grande vão central, com mais de 15 m de altura. Os ambientes, interligados por suaves rampas, ocupam o perímetro ao redor do grande vão, organizados de modo a permitir transparência e continuidade dos espaços. Externamente, as elevações, em primeiro plano, são formadas por extensa casca de concreto e, em segundo plano, mais recuadas, superfícies  abertas ou envidraçadas. Os pilares que ficam no seu contorno são os únicos claramente visíveis do exterior, dando a impressão de sustentar todo o edifício.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

Consolação
CEMITÉRIOS DA CONSOLAÇÃO, DOS PROTESTANTES E DO CARMO
Entre as ruas da Consolação, Coronel José Eusébio, Mato Grosso e Sergipe - Consolação
Processo: SCET 16264/70      Tomb.: Res. SC 28 de 28/6/05     D.O. 9/7/05
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 350, p. 94 , 23/09/05
O Cemitério da Consolação foi inaugurado no dia 10 de julho de 1858, em conseqüência da promulgação, por D. Pedro I, em 1828, da lei que obrigava as Câmaras Municipais a construírem cemitérios a céu aberto. Até então os sepultamentos eram executados nas regiões centrais das cidades, dentro e em torno das igrejas.
Entre os primeiros enterramentos encontram-se muitos escravos e pobres. Com a fundação de outros cemitérios pela cidade, o da Consolação passou a abrigar jazigos das famílias abastadas de São Paulo que contrataram escultores e artesãos estrangeiros, principalmente italianos, entre os quais Victor Brecheret, Galileo Emendabili, Bruno Giorgi, Materno Giribaldi , Nicola Rollo, Francisco Leopoldo e Silva.
O pórtico de entrada, o necrotério, os muros de fechamento, a capela e possivelmente a administração e os sanitários – foram projetados por Ramos de Azevedo no ano de 1902.
Também fazem parte do mesmo tombamento os cemitérios contíguos ao da Consolação: Cemitério dos Protestantes, de configuração tipicamente protestante, com sepulturas contidas e discretas, instalado em 11 de fevereiro de 1864, resultado da reivindicação de estrangeiros acatólicos e o Cemitério da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte Carmo, inaugurado em 12 de novembro de 1868 em terreno cedido pela Câmara Municipal a esta irmandade para construção de seu cemitério particular.
Fonte: Daisy de Camargo            Foto: Tereza C. R. E. Pereira
 
COLÉGIO VISCONDE DE PORTO SEGURO
Rua João Guimarães Rosa, 111 - Consolação
Processo: 20063/76      Tomb.: Res. 03 de 8/5/79     D.O. 9/5/79
Retificação: Res. 15 de 27/5/80      D.O.: 28/5/80
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 126, p. 23, 10/7/1979
Projetado pelo arquiteto alemão Augusto Fried, em 1910, o edifício, construído em alvenaria de tijolos, sede da antiga Escola Alemã Deutsche Schule, foi inaugurado em 1913, graças aos fundos obtidos de membros da colônia alemã e da venda do antigo prédio. Possui dois pavimentos mais porão e conserva ainda as suas características originais. A edícula, incluída no tombamento, é contemporânea à construção principal e pertence ao lote vizinho. Este conjunto de edifícios é um exemplar do período eclético em São Paulo.
Em 1976, o prédio foi adquirido pelo governo estadual e restaurado, além de ter sido acrescido de novas construções, nos fundos, pela antiga Conesp (Companhia de Construções Escolares do Estado de São Paulo), em 1978. Atualmente, nele funciona uma escola pública.
Fonte Processo de Tombamento
Foto José Renato Melhem

FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS – USP
Rua Maria Antônia, 294 e 310 - Consolação
Processo: 23394/85     Tomb.: Res. SC 53 de 3/10/88      D.O.: 4/10/88
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 284, p. 73, 8/6/1989
A fundação da Faculdade de Filosofia e Letras (FFCL) coincidiu com a criação da Universidade de São Paulo (USP), em 1934. Funcionou precariamente na Escola Politécnica e Faculdade de Medicina, sendo transferida, em 1938, para antiga residência do industrial Jorge Street, na Alameda Glete.
A mudança para o prédio da Rua Maria Antônia corresponde à fase de consolidação do curso de Ciências Sociais e maturação da Faculdade de Filosofia. De 1949 a 1964, passou por este edifício, em que aconteciam acalorados debates políticos e conferências, grande parte da intelectualidade brasileira, tendo sido, na década de 60, palco dos movimentos estudantis que questionavam a estrutura universitária e o regime militar.Em 1968, com a destruição das instalações da FFCL durante o confronto entre membros do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) e estudantes da USP, a faculdade foi transferida, em 1970, para a Cidade Universitária.
Atualmente, o edifício é utilizado como sede do Centro Universitário Maria Antônia.
Fonte Tânia Maria Martinez
Foto Tereza C. R. E. Pereira

INSTITUTO MACKENZIE
Rua Itambé, 45 - Consolação
Processo: 24020/85     Tomb.: Res. SC 27 de 15/12/93      D.O.: 16/12/93
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 312, p. 78, 18/4/1994
As origens do Mackenzie remontam ao último quartel do século XIX, quando a educadora Mary Annesley Chamberlain alfabetizava gratuitamente algumas crianças. Depois de dois anos, foi transferido para um edifício mais amplo, na esquina das avenidas São João com a Ipiranga. Por volta de 1890, a Escola Americana recebeu uma doação de John Mackenzie, destinada à construção de sua sede, cujas obras se iniciaram com o edifício da esquina das Ruas Itambé e Maria Antônia, que recebeu o nome do seu benfeitor.
Os edifícios construídos em períodos diferentes se constituem em exemplares arquitetônicos de grande expressividade e, entre os tombados, incluem-se a Reitoria ou Edifício Mackenzie, Biblioteca Central, "Castelinho" ou Faculdade de Filosofia, Ginásio de Esportes, Residência dos Professores e Muro de Arrimo das Ruas Maria Antônia e Itambé.
Fonte José Carlos Ribeiro de Almeida
Higienópolis
ANTIGA CASA DE DONA VERIDIANA
Av. Higienópolis, nº 18
Processo 44.822/02        Tomb. Res. SC-96, de 28.12.06
A Chácara denominada “Vila Maria”, cujo remanescente se encontra na junção das atuais Ruas Dona Veridiana e Av. Higienópolis, representa documento significativo do padrão de ocupação de vila suburbana  da virada do Século XIX na cidade de São Paulo. O palacete foi construído em 1884 por Valéria da Silva Prado – Dona Veridiana, figura marcante da vida social, política e cultural paulistana no final do Império e inícios da República Velha.
A edificação eclética, característica da elite paulistana de então, mesclando elementos da Renascença francesa e reminiscências renascentistas italianas, constitui-se marco da origem do bairro de Higienópolis.
O tombamento contempla também as obras de arte incorporadas ao imóvel - pintura mural “Aurora” de autoria de Almeida Junior e a escultura em mármore de Victor Brecheret “Diana”; a massa arbórea; e o padrão atual de fechamento do lote, garantindo-se, assim, a visibilidade do bem.
Fonte: Processo de Tombamento
 
COLÉGIO SION
Avenida Higienópolis, 901 - Higienópolis
Processo: 24618/86       Tomb.: Res. 48 de 10/11/86      D.O.: 11/11/86
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 258, p. 68, 23/1/1987
A Congregação Nossa Senhora de Sion chegou ao Brasil para educar, no convento de Petrópolis, jovens descendentes da alta nobreza imperial. Em 1901, instalou na cidade de São Paulo uma escola que, desde o início, obteve boa receptividade. A necessidade de um local que absorvesse a demanda, levaram as religiosas, em 1902, à aquisição de um terreno, que pertencia ao antigo Hotel Higienópolis, para a construção de um novo prédio.
Para executar a obra do Colégio Sion foi contratado o Escritório Técnico Ramos de Azevedo que projetou, em estilo eclético, o corpo principal do edifício de quatro pavimentos, incluindo o subsolo. O projeto previu a construção de um hall central, capela, cozinha, copa, despensa, refeitório e dormitórios. A outra ala, que completa o prédio, foi construída entre 1910 e 1926 e a capela, em 1941.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. Pereira

EDIFÍCIO LOUVEIRA
Rua Piauí, 1081 - Higienópolis
Processo: 23387/85      Tomb.: Res. SC 44 de 18/12/92      D.O.: 19/12/92
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 306, p. 77, 28/5/1993
O Edifício Louveira, de uso residencial, foi projetado, em 1946, pelos arquitetos João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, adotando uma implantação diversa da corrente na época. Dois blocos paralelos, com as elevações frontais cegas, interligados por rampa, ocupam as laterais do terreno, e ao centro, localiza-se um jardim que estabelece continuidade espacial com a Praça Villaboim.
Abandonando suas influências "wrightianas" e assumindo posturas mais pessoais, o arquiteto Artigas absorveu elementos usuais da arquitetura moderna vigente, tais como a estrutura independente em concreto, o uso de pilotis e rampas, e os emprega neste projeto, assim como em outros.
Fonte Flávio L. M. B. de Moraes
Foto José Renato Melhem

RESIDÊNCIA
Rua Maranhão, 341  - Higienópolis
Processo 39.862/00      Tomb.: Res. SC 45 de 5/6/03     D.O.: 7/6/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 342, p. 88, 21/11/2003
A área ocupada atualmente pelo bairro de Higienópolis pertencia às chácaras de Veridiana Prado e Angélica de Barros. Após 1880, inicia-se o seu desenvolvimento com o loteamento realizado por Martinho Buchard e Victor Nothmann.
Na rua Maranhão ergueram-se as primeiras residências unifamiliares, isoladas nos lotes e em estilo eclético.  A de número 341, que pertenceu a Franz Müller e posteriormente à família Nickelsburg, foi construída em 1895 sobre um platô e conserva grande parte das suas características originais. Em 1969, o edifício que se encontrava deteriorado foi adquirido e recuperado pela instituição Tradição, Família e Propriedade – TFP.
As alterações externas dizem respeito à introdução de uma nova varanda e o deslocamento da antiga de madeira para a fachada posterior. Algumas pequenas adaptações foram feitas em decorrência da diminuição do lote que a principio se estendia até a rua Piauí. Internamente, a planta foi mantida com algumas intervenções como o fechamento de portas e substituição de alguns pisos.
Fonte: Sheila Schvarzman e Paulo Sérgio Del Negro
Foto: Edna H. M. Kamide

VILA PENTEADO
Rua Maranhão, 88 - Higienópolis
Processo: 08638/69      Tomb.: Res. de 27/2/78      D.O.: 28/2/78
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 117, p. 18, 27/6/1979
O projeto da Vila Penteado foi encomendado em 1902 pelo fazendeiro, industrial e comerciante Álvares Penteado ao arquiteto sueco Carlos Ekman, que adotou o estilo art nouveau, de inspiração austríaca, conhecido como Sezession.
É considerado o primeiro edifício art nouveau paulista e seu melhor exemplar. De amplas proporções, a casa possui dois pavimentos além do porão e ocupava extensa área  com seus jardins, quadra de tênis, lago, cocheira e horta, com o acesso principal voltado para a Avenida Higienópolis. Catorze dormitórios e várias salas, distribuem-se em torno do corpo central, ricamente adornado com materiais importados e pinturas decorativas.
Propriedade da família Penteado até 1947, o edifício foi doado à Universidade de São Paulo para sediar a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, que aí funcionou desde sua criaçào até 1969. Atualmente, é utilizado pelo departamento de pós-graduação desta faculdade.
Fonte Julita Scarano
Foto Tereza C. R. E. Pereira
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #5 : 26/Abril/2008, 07:59:54 »

Ibirapuera
BIBLIOTECA E ARQUIVO HISTÓRICO WANDA SVEVO
Parque Ibirapuera - Portão 3 - Ibirapuera
Processo: 30578/93      Tomb.: Res. SC 16 de 13/10/93      D.O.: 16/10/93
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 315, p. 79, 19/8/1994
O arquivo da Fundação Bienal é constituído de aproximadamente 1.200.000 documentos abrangendo o período de 1947 até os dias atuais, relativos à história de algumas instituições paulistas, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Fundação Bienal de São Paulo, à produção artística internacional do século XX, além dos projetos significativos da Comissão do Quarto Centenário da cidade de São Paulo. Há ainda correspondências originais de celebridades como Miró, Le Corbusier e Marcel Duchamp, catálogos de mostras internacionais, fotos, croquis, publicações as mais diversas e uma hemeroteca.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Laércio Lico Jr.
   
MAUSOLÉU DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA
Parque do Ibirapuera - Ibirapuera
Processo: 20294/77      Tomb.: Res. 23 de 9/7/81      D.O.: 11/7/81
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 150, p. 27, 22/12/1981
Este monumento, constituído de obelisco e cripta, ganhou o concurso público promovido, em 1934, pela comissão presidida pelo médico e professor Benedito Montenegro, para homenagear o soldado constitucionalista da Revolução de 1932. O júri escolheu o projeto do escultor Galileu Emendabili e do arquiteto Mario Pucci. Problemas diversos fizeram com que sua construção se iniciasse somente na década de 1950.
Na cripta e obelisco com 81 m de altura utilizou-se o mármore travertino importado da Itália, mosaicos venezianos e mármore de Carrara.
Fonte Julita Scarano
Foto Edna H. M. Kamide

MONUMENTO ÀS BANDEIRAS
Praça Armando de Sales Oliveira - Ibirapuera
Processo: 23074/84       Tomb.: Res. 31 de 7/5/85      D.O.: 8/5/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 238, p. 65, 21/1/1987
O Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, construído para homenagear os bandeirantes paulistas, foi idealizado pelo grupo modernista da Semana de Arte Moderna de 22.
As obras iniciaram-se em 1936, com a preparação do local que acolheria o futuro monumento. Em 1937, sua base foi preparada em laje de concreto róseo e, os serviços de cantaria, em granito gris de Itaquera.
Vários fatores colaboraram para o atraso das obras, tais como a redução das verbas durante a Segunda Guerra Mundial e o desinteresse do governo do Estado. Em 1943, o estado transferiu para a prefeitura a responsabilidade da conclusão do monumento, que foi inaugurado em 25/1/53.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Edna H. M. Kamide

PARQUE DO IBIRAPUERA
Avenida Pedro Álvares Cabral - Ibirapuera
Processo: 25767/87       Tomb.: Res. SC 1 de 25/1/92      D.O.: 25/1/92
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 24, p. 307, 21/2/1992
O Parque do Ibirapuera se destaca como área verde expressiva, contando com aproximadamente 1.600.000 m², implantado em área que, até meados da década de 1930, correspondia a uma várzea irrigada pelo córregos do Sapateiro e Caaguaçu. O local foi terraplenado, iniciando-se o plantio de árvores e, em 1927, foi instalado o Viveiro Manequinho Lopes destinado à produção de mudas para arborização urbana.
Na década de 1950, foram projetados e construídos vários edifícios interligados por uma grande marquise projetados por Oscar Niemeyer para os festejos do IV Centenário da cidade de São Paulo: o Palácio da Indústria, atual prédio da Bienal, o Palácio das Nações, onde funcionou a prefeitura, o Palácio dos Estados, que foi ocupado pela Prodam e o Palácio das Exposições, atuais Museu da Aeronáutica e do Folclore.
Atualmente, conta com prédios mais recentes como o Planetário, o Instituto de Astrofísica e o Pavilhão Japonês. Existem ainda áreas destinadas à prática de esportes, equipamentos de lazer, lanchonetes, entre outros.
Fonte Processo de Tombamento
Foto  Edna H. M. Kamide

Ipiranga
COLEÇÃO ARTÍSTICA DO MUSEU PAULISTA
Avenida D. Pedro I - Ipiranga
Processo: 00342/73      Tomb.: ex-officio
Tomb.: Iphan em 15/4/38
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 130, p. 5, s.d.
O Museu Paulista foi inaugurado oficialmente em 7/9/1895. Originou-se com a coleção que pertenceu ao coronel Joaquim Sertório, adquirida, em 1890, pelo conselheiro Francisco de Paula Mairink que a ofereceu ao governo do Estado.
No período de 1917 a 1946, sob a administração do historiador Afonso d'Escragnolle Taunay, foram desenvolvidos estudos de história e genealogia e, durante a gestão de Sérgio Buarque de Holanda e de Mário Neme, pesquisas nas áreas de história e antropologia.
O acervo artístico compõe-se de mais de quinhentas pinturas a óleo, aquarelas e reproduções enfocando diferentes temas, como retratos, paisagens, reconstituições históricas, vistas de São Paulo, cenas religiosas, além de outras obras encomendadas por Taunay.
A ilustração corresponde ao quadro de Pedro Américo intitulado "Independência ou Morte", de 1888.
Fonte Aquivo Condephaat

PARQUE DA INDEPENDÊNCIA
Avenida D. Pedro I - Ipiranga
Processo: 08486/69      Tomb.: Res. de 2/4/75      D.O.: 3/4/75
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 95, p. 12, 4/4/1975
Durante a segunda metade do século XIX, vários projetos foram efetuados para transformar o sítio em monumento comemorativo da Independência do Brasil.
A Câmara de São Paulo, preocupada em resolver este problema, instituiu, em 1875, uma comissão que qualificou, em 1882, Tommaso Gaudenzio Bezzi para ser o autor do projeto do Museu do Ipiranga. O concurso para a execução das obras do edifício foi vencido por Luigi Pucci, e sua construção iniciou-se em 1885.
O Parque da Independência passou, desde então, por várias remodelações até ganhar o aspecto que apresenta atualmente. Em sua área existem, além do edifício do museu, um belo jardim, o Monumento à Independência, a Casa do Grito, um viveiro de plantas, Museu de Zoologia e ampla área arborizada.
Fonte Arquivo condephaat
Foto Tereza C. R. E. Pereira
Itaim
PARQUE DO POVO
Entre a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Marginal Pinheiros, Avenida Cidade Jardim, Rua Brigadeiro Haroldo Veloso e Rua 3 - Itaim
Processo: 26513/88      Tomb.: Res. SC 24 de 3/6/95      D.O.: 6/6/95
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 3, pp. 205 e 206, s.d.
Em 1937, a área ocupada pelo  clube varzeano Marechal Floriano, localizado na Rua Tenente Negrão, no Itaim, foi desapropriada pela prefeitura, tendo sido escolhido, para as suas novas instalações, um terreno no mesmo bairro, à margem do Rio Pinheiros, dando origem ao Parque do Povo.
O parque,  distribuído em uma área de aproximadamente 150.000 m2 e de propriedade do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas) e da Caixa Econômica Federal, é utilizado, atualmente, por nove clubes de futebol de várzea, para prática de bicicross, circo e teatro. Possui cobertura vegetal composta de algumas espécies exóticas, ornamentais e frutíferas, comuns e freqüentes em arborização de ruas e parques públicos da cidade.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

SEDE DO SÍTIO ITAIM
Rua Iguatemi, 9 - Itaim
Processo: 20640/78      Tomb.: Res. 46 de 13/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 225, p. 62, 19/1/1987
As referências mais precisas do Sítio Itaim remontam a 1846, quando pertenceu a Anna Joaquina Duarte Ferraz. Em 1896, após sucessivos proprietários, foi adquirido pelo general Couto de Magalhães que ampliou o seu patrimônio comprando terras à sua volta. Por volta de 1915, seu sobrinho, Leopoldo Couto de Magalhães, apelidado de "Bibi", iniciou o loteamento da área.
Após sediar o Abrigo de Santa Maria, entre 1918 e 1921, a edificação foi adquirida pelo médico Brasílio Marcondes Machado, em 1922, tornando-se a sede do Sanatório Bela Vista, cujas atividades se encerraram em 1980.
Construção típica de meados do século XVIII, em taipa de pilão, conservava, até à época do seu tombamento, características do seu partido original. Atualmente, encontra-se em ruínas.
Fonte Maria A. G. de Decca e Vilma L. Gagliardi
Jabaquara
SEDE DO SÍTIO DA RESSACA
Rua Nadra Raffoul Mokodsi, 3 - Jabaquara
Processo: 00190/72      Tomb.:Res. de 18/10/72      D.O.: 19/10/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 67, p. 6, 19/10/1972
A sede do Sítio da Ressaca era uma residência rural, próxima ao córrego do mesmo nome, construída provavelmente em 1719, como atesta a data na porta de entrada. As primeiras informações precisas do sítio datam de 1780, quando Tereza Paula requereu a medição da propriedade cuja linha de testada começava no rio Ipiranga.
Foi transformada em chácara, no início deste século, pela família Cantarella que, em 1969, iniciou o loteamento da área. Com a chegada do Metrô, um terço do terreno foi desapropriado para a instalação do pátio de manobras e para dar lugar a um centro cultural.
Casa de um pavimento mais sótão, construída em taipa de pilão, ainda conserva suas características originais. Possui um alpendre reentrante na elevação frontal e telhado de duas águas. Foi restaurada pela Emurb em 1978.
Fonte Luís Saia
Foto Luiz Roberto Kamide

Jardim Anália Franco
SEDE DO SÍTIO DO CAPÃO
Avenida Regente Feijó, 1295 – Jardim Anália Franco
Processo: 20701/78      Tomb.: Res. 18 de 14/8/84      D.O.: 15/8/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 230, p. 63, 20/1/1987
As primeiras informações sobre a área onde se localiza o "Sítio Capão do Tatuapé Acima" são de l698. Supõe-se que estas terras faziam parte da sesmaria de João Ramalho, pois seus primeiros proprietários conhecidos, José Aires de Aguirra e sua mulher Catharina Lemos, eram seus herdeiros.
A partir desta data, o sítio passou por sucessivos donos até ser adquirido, em 1829, pelo padre Diogo Antonio Feijó, que mudou o seu nome para "Sítio Paraízo". Em 1840, Feijó vendeu a propriedade a Francisco Leandart que não conseguiu cumprir o pagamento e se viu obrigado a restituí-lo à herdeira do antigo dono. Em 1911, o Sítio do Capão tornou-se patrimônio da Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, conhecida como "Lar Anália Franco".
Construção do século XVIII, típica da arquitetura rural bandeirista, em taipa de pilão, originalmente térrea, foi acrescida de uma camarinha, em alvenaria de tijolos.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Márcia Tancler

Jardim São Bento
SEDE DO SÍTIO MORRINHOS
Rua Santo Anselmo, 102 - Jardim São Bento
Processo: 00366/73      Tomb.: ex-offício em 26/12/74
Tomb.: Iphan em 7/2/48
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 105, p. 15, 6/5/1975
A construção da sede é atribuída a José de Góis Morais, paulista muito rico e ligado à mineração. Sabe-se que pertenceu aos beneditinos e foi adquirido por Sebastião Ferraz de Camargo Penteado, em 1968.
O edifício, apesar de ter passado por grandes alterações, ainda mantém a planta das casas bandeiristas, de partido mais evoluído, característico do princípio do século XVIII, com sala centrada, alpendre na frente, ladeado por uma capela e quarto de hóspedes. Construída em taipa de pilão com acréscimos em alvenaria de tijolos, traz na verga da porta de entrada, com quadro provido de ornatos entrelaçados, a data de 1702. Possui um oratório, embutido na parede, de boa talha, com portas ornamentadas de motivos geométricos e florais. Ainda conserva um banco, com encosto de talha.
Fonte Iphan
Foto José Renato Melhem
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #6 : 26/Abril/2008, 08:01:26 »

Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano
BAIRROS DOS JARDINS
Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano
Processo: 23372/85      Tomb.: Res. 2 de 23/1/86      D.O.: 25/1/86
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 18, p. 305, 8/9/1986
O nascimento dos bairros dos Jardins liga-se ao projeto imobiliário realizado, a partir de 1915, pela City of São Paulo Improvements and Freehold Company Limited sediada na Inglaterra, que contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin, para seu desenvolvimento.
Apesar do loteamento do Jardim América ter se voltado para um público de alto poder aquisitivo, oferecia condições favoráveis para a compra de lotes, através de financiamentos. O seu caráter estritamente residencial, conferiu-lhe um padrão diferenciado e garantiu contínua valorização. Foi a primeira experiência de urbanização, no Brasil, das chamadas "cidades jardins", cuja preocupação maior era oferecer uma boa qualidade de vida aos moradores. Atualmente, representa inestimável valor paisagístico em decorrência da sua localização em área intensamente adensada.
O tombamento incidiu sobre o traçado urbano, a vegetação e as linhas demarcatórias dos lotes.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

SOCIEDADE HARMONIA DE TÊNIS
Rua Canadá, 658 - Jardim América
Processo: 21901/81      Tomb.: Res. SC 34 de 11/11/92      D.O.: 13/11/92
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 300, p. 76, 6/4/1993
A Sociedade Harmonia de Tênis, tradicional clube de São Paulo, é contemporâneo da formação do bairro Jardim América. Sua sede foi projetada por Fábio Penteado, Alfredo Paesani e Teru Tamaki, ganhadores do concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil-SP, em 1964. Construído em um lote de 20.000 m², o edifício ocupa uma área de 2.500 m², em que se explorou ao máximo as visuais dos jardins que, do segundo pavimento, constituído de um espaço totalmente livre, exceto pela presença da cozinha circular, são apreciados de praticamente todos os ângulos. A cobertura, em laje nervurada, apresenta domos que permitem a iluminação e ventilação naturais.
Houve grande simplicidade na escolha do material utilizado na construção, predominando o uso do concreto aparente, vidros, piso de madeira e painéis de lona.
Fonte Alfredo Paesani
Foto Tereza C. R. E. Pereira
ACERVO DA CAPELA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 – Jardim América
Processo: 09079/69        Tomb.: Res. 15/5/70        D.O.: 16/5/70
INSTITUTO OSCAR FREIRE   
Rua Teodoro Sampaio, 115 – Jardim Paulista
Processo: 20625/78        Tomb.: Res.66 de 9/12/82       D.O.: 10/12/82
Liberdade
CAPELA DOS AFLITOS
Rua dos Aflitos, 70 - Liberdade
Processo: 20125/76      Tomb.: Res. de 23/10/78      D.O.: 25/10/78
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 128, p. 24, 18/7/1979
A capela, cujo culto é dedicado à Nossa Senhora dos Aflitos, tem sua origem ligada ao Cemitério dos Aflitos, primeiro cemitério público de São Paulo. Construída modestamente, em 1774, em taipa de pilão, possui acréscimos de alvenaria de tijolos e concreto armado que descaracterizaram a sua feição original, ficando parte de sua elevação principal encoberta.
Quando foi inaugurado o Cemitério da Consolação, em 1858, o dos Aflitos deixou de desempenhar as suas funções e, anos mais tarde, o terreno foi loteado em hasta pública a particulares pelas autoridades eclesiásticas que conservaram apenas o beco e a capela. Este fato propiciou a construção desordenada de edifícios no entorno imediato da capela, prejudicando sensivelmente as suas visuais.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva e Valéria de Rogatis
Foto Tereza C. R. E. Pereira

RESIDÊNCIAS DA FAMÍLIA RAMOS DE AZEVEDO
Rua Pirapitingui, 111, 141 e 159 - Liberdade
Processo: 22365/82     Tomb.: Res. 20 de 10/4/85      D.O.: 11/4/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 237, pp. 64 e 65, 21/1/1987
O arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) notabilizou-se por suas construções luxuosas que remodelaram sensivelmente a paisagem da cidade de São Paulo.
Em 1891 construiu a sua residência à Rua Pirapitingui, n° 111, no nascente bairro da Liberdade, composta de dois pavimentos, sótão e porão. As casas de nos 141 e 159, localizadas no espaço contíguo à sua moradia, foram construídas para as suas filhas. Este conjunto, remanescente da arquitetura residencial neoclássica, de influência francesa do final do século XIX, apresenta aspectos semelhantes em alguns detalhes como, por exemplo, o uso do mesmo tipo de gradil que separa as casas da rua, fachadas revestidas de alvenaria de tijolos aparentes e jardins frontais. Os dois projetos se diferenciam em relação à volumetria e às coberturas. As geminadas foram cobertas com telhas francesas e a do autor do projeto, com ardósia.
Fonte Sheila Schvarzman e Maria C. Wolff de Carvalho
Foto Tereza C. R. E. Pereira

Luz
ACERVO DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
Avenida Tiradentes, 676 - Luz
Processo: 22013/82      Tomb.: ex-offício
Tomb.: Iphan em 11/12/69
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 129, p. 5, s.d.
Em 1918, D. Duarte Leopoldo e Silva reuniu os objetos sacros da Arquidiocese de São Paulo e os acondicionou no extinto Museu de Arte Sacra da Cúria Metropolitana, onde permaneceram até 1970. Este acervo, com peças  dos séculos 17 e 18, considerado um dos mais completos do país, compõe-se de aproximadamente 1.500 unidades, recolhidas da Arquidiocese de São Paulo, de doações particulares e de aquisições efetuadas pelo Conselho Estadual de Cultura.
O governo do Estado, mediante convênio, restaurou, em 1970, o Recolhimento da Luz adaptando-o para abrigar o acervo do Museu de Arte Sacra.
A ilustração refere-se à imagem de Nossa Senhora das Dores, de madeira policromada, com 83 cm de altura, do século XVIII, de autoria de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, originária de Minas Gerais.
Fonte Arquivo Condephaat
Foto Acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo

CONJUNTO DAS ANTIGAS INSTALAÇÕES DA ESCOLA POLITÉCNICA – USP
Praça Fernando Prestes, 30, esquina com a Av. Tiradentes s/n, e 74, 110, 152 e 258 - Luz
Processo: 39.843/00       Tomb.: Res. SC 186 de 12/12/02        D.O.: 1/1/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 336, pp. 86 e 87, 16/52003
A antiga Escola Politécnica se instalou inicialmente no solar onde residiu o Marquês de Três Rios localizado à Praça Fernando Prestes, ocupando-o entre os anos de 1894 a 1929. Em 1899 foram concluídas as obras da nova sede com três pavimentos, denominada à época Laboratórios Gerais da Escola, depois Edifício Paula Souza. O projeto foi elaborado pelos catedráticos da Escola, Francisco Ferreira Ramos, Urbano de Vasconcelos e Francisco de Paula Ramos de Azevedo, tendo como características principais a adequação ao programa e coerência entre função, tipologia e decoração.
Outros edifícios de igual importância para a história da arquitetura e do ensino da engenharia do Estado foram acrescidos ao conjunto: Rodolfo Santiago (1944-45), Hipólito Pujol e Oscar Machado (1938), Ramos de Azevedo (1920) e o Laboratório de Hidromecânica (1926).
A transferência da Escola Politécnica para a Cidade Universitária se deu no ano de 1960 e, atualmente, os edifícios são ocupados por instituições públicas como, por exemplo, o Arquivo Municipal Washington Luís e a Faculdade de Tecnologia – Fatec.
Fonte Juliana Mendes Prata e Sílvia Wolff
Foto Tereza C. R. E. Pereira
 
ESTAÇÃO DA LUZ
Praça da Luz, s/n - Luz
Processo: 20097/76      Tomb.: Res. 25 de 5/5/82      D.O.: 13/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 185, p. 65, 16/6/1982
Em 1867, foi construída a primeira estação ferroviária da "The São Paulo Railway", no bairro da Luz, em terreno cedido pelo governo da Província de São Paulo. Esta ferrovia, que ligava o porto de Santos a Jundiaí, foi construída para escoar, principalmente, as mercadorias provenientes da economia cafeeira.
Dez anos depois, suas linhas e instalações não mais comportavam o movimento de passageiros e cargas. Em decorrência desse fato, foi desenvolvido um novo projeto para a Estação da Luz, que ocuparia uma área aproximada de 7.500 m², de autoria de engenheiros ingleses e construída em material exclusivamente importado da Inglaterra. Depois de cinco anos de iniciadas as obras, a estação foi inaugurada, em 1901. Construída em alvenaria de tijolos combinada a estruturas metálicas, o edifício se constituía, originalmente, de duas grandes plataformas paralelas que se comunicavam através de três passadiços de ferro.
Após incêndio ocorrido em 1946, introduziu-se mais um pavimento numa das alas do edifício principal.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Victor Hugo Mori

IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO
Avenida Tiradentes, 84 - Luz
Processo: 22078/82      Tomb.: Res. 56 de 13/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 196, p. 47, 20/7/1982
O conjunto formado pelo Seminário Episcopal e Igreja de São Cristóvão foi construído em meados do século XIX, em taipa de pilão, com doações obtidas pelo bispo D. Antônio Joaquim de Mello. Em 1856, apesar da obra não estar totalmente concluída, foi inaugurado o lance da capela e, seis anos depois, o seminário já funcionava no local.
A capela, apesar da simplicidade de sua construção, atendia toda a população do bairro da Luz, que a procurava nos festejos religiosos e para cerimônias de casamento.
Data do início deste século a nova fachada, em estilo neoclássico, que se conserva até hoje. O conjunto se descaracterizou com a demolição de uma ala do seminário que deu lugar a uma rua e com a mudança do uso, que passou a ser comercial. Atualmente encontra-se em obras de restauração.
Fonte Maria L. T. Carneiro e Maria A. G. de Decca
Foto Tereza C. R. e. Pereira

JARDIM DA LUZ
Rua Ribeiro de Lima, 99 - Luz
Processo: 20236/77      Tomb.: Res. 31 de 8/8/81      D.O.: 11/8/81 e 12/9/81
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 7, p. 303, 18/8/1986
O Jardim da Luz, um dos mais antigos logradouros públicos da cidade, foi concebido originalmente para ser um Jardim Botânico. Suas obras, iniciadas em 1799, evoluíram lentamente e foram inauguradas apenas em 1825.
A partir de 1838,  transformado em jardim público, passou por várias remodelações recebendo nova coleção de plantas e grades de ferro. Mudanças significativas ocorreram quando da cessão de terrenos pertencentes ao jardim para a construção da estação ferroviária e do Liceu de Artes e Ofícios, o que ocasionou, além do prejuízo à sua simetria original, redução do arvoredo e mudanças na disposição de suas ruas.
O jardim foi muito freqüentado pelas famílias paulistanas que desfrutavam a bela coleção de plantas, várias estátuas e um lago.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide
MOSTEIRO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA LUZ
Avenida Tiradentes, 676 - Luz
Processo: 22057/82      Tomb.: ex-officio em 27/8/79 e 12/5/82
Tomb.: Iphan em 16/8/43
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 38, p. 3, 5/4/1971
As primeiras referências à ermida da Luz datam do final do século XVI. A pequena capela, muito procurada por fiéis e viajantes que transitavam pelo caminho ou "estrada real", que cortava os campos do Guaré, conservou-se até 1729, permanecendo abandonada até meados deste século, quando por iniciativa da irmã Helena Maria do Sacramento e do frei Antônio Sant’Ana Galvão foram realizadas obras de ampliação, inauguradas em 1774, recebendo a denominação de Convento de Nossa Senhora da Luz da Divina Providência. Nesta ocasião, algumas paredes de taipa foram reforçadas, o madeiramento substituído e alguns cômodos construídos. No terreno contíguo foi construído o atual edifício do mosteiro cujas obras duraram cerca de 48 anos.
Edificada em taipa de pilão, a igreja possui duas fachadas, a mais antiga, voltada para o centro e, a mais recente, para a Avenida Tiradentes.
Em 1970, a ala esquerda, restaurada, foi ocupada pelo Museu de Arte Sacra de São Paulo, criado por Decreto Estadual em 28/10/1969.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Luiz Roberto Kamide e Victor Hugo Mori

PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Avenida Tiradentes, 141 e 173  e Praça da Luz, 2 - Luz
Processo: 00215/79     Tomb.: Res. 24 de 5/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 224, p. 62, 19/1/1987
O terreno, junto ao Jardim da Luz, foi doado pelo governo do Estado, em 1897, ano em que se iniciou a construção do edifício, inicialmente destinado a abrigar o Liceu de Artes e Ofícios. Em 15/11/1905, foi inaugurado como Ginásio do Estado e Pinacoteca, sob a direção do arquiteto Ramos de Azevedo, autor do projeto do edifício.
Construído em alvenaria de tijolos, em estilo neoclássico, observa-se ainda hoje que as fachadas do edifício e a laje de forro sobre a entrada não foram concluídas, faltando o reboco. Os pisos são revestidos de mármore e de lajotas cerâmicas, as portas em madeira trabalhada e a cobertura em telhas francesas.
Atualmente, ocupada pela Pinacoteca do Estado, o edifício foi restaurado e sofreu fortes intervenções exigidas pelo uso.
Fonte Condephaat/Boletim 1973
Foto Tereza C. R. E. Pereira
 
PORTAL DE PEDRA DO ANTIGO PRESÍDIO TIRADENTES
Avenida Tiradentes esquina com a Praça Coronel Fernando Prestes - Luz
Processo: 23345/85     Tomb.: Res. 59 de 25/10/85      D.O.: 26/10/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 242, p. 65, 21/10/1987
A Casa de Correição, mais tarde Presídio Tiradentes foi criada em 1825, quando São Paulo possuía apenas uma cadeia pública, sediada no Paço Municipal, responsável pela prisão de arruaceiros e escravos fugitivos.
Durante o Estado Novo, recebeu presos políticos, entre eles, Monteiro Lobato, que ocupou a cela no 1. Com a mudança ocorrida no país a partir de 1964, o presídio testemunhou outra etapa de nossa história, quando se tornou lugar de detenção e repressão aos primeiros opositores do regime militar. No final de 1972, o edifício foi demolido, em função das obras do Metrô, permanecendo apenas o arco de entrada, construído na década de 1930.
Fonte Sheila Schvarzman
Foto Denis Heuri

QUARTEL DA LUZ
Avenida Tiradentes, 440 - Luz
Processo: 15268/69     Tomb.: Res. de 15/12/72      D.O.: 16/12/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 68, p. 6, 19/10/1972
A iniciativa para a construção do Quartel da Luz foi do barão de Parnaíba, presidente da Província, sendo, porém, o seu sucessor Pedro Vicente de Azevedo quem deu início às obras, em terrenos adquiridos do Mosteiro de  Nossa Senhora da Luz e do capitão-cirurgião-mor Cândido Ribeiro dos Santos.
Projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1892, o quartel foi construído em alvenaria de tijolos seguindo as linhas gerais do ecletismo, do final do século XIX. Apresenta uma implantação simétrica, com quatro alas voltadas para o pátio interno e uma chaminé contemporânea ao edifício. Externamente, linhas reentrantes, contínuas e paralelas no revestimento reforçam a horizontalidade do edifício, destacando-se, no interior, as portas em pinho de Riga.
Fonte Eneida Malerbi e Valéria Rogatis
Foto Tereza C. R. e. Pereira

VILA ECONOMIZADORA
Ruas: São Caetano, Dr. Luiz Piza, Prof. Leôncio Gurgel, Dr. Cláudio de Souza, Economizadora, Euricles Félix de Matos e Av. do Estado - Luz
Processo: 20213/77     Tomb.: Res. 36 de 27/9/80      D.O.: 30/9/80
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 135, p. 25, 29/5/1981
No início do século XX, novas construções e loteamentos marcaram decisivamente as mudanças no aspecto das cidades. Proliferaram-se os bairros operários, principalmente ao redor das estações ferroviárias, das novas linhas de bondes ou próximas das concentrações fabris.
Empreendimento da Sociedade Mútua Economizadora Paulista, a Vila Economizadora é um exemplar de conjunto residencial operário originalmente constituído de 134 unidades, distribuídas entre residências e armazéns. Foi construída pelo empreiteiro italiano Antonio Bocchini, entre os anos de 1908 e 1915, no alinhamento frontal dos lotes, com entradas laterais, em área dividida por cinco ruas, com nomes dos sócios da companhia financeira de empréstimos.
As casas foram alugadas, a preços baixos, principalmente a imigrantes italianos. Em 1935, João Ugliengo, presidente do Moinho Santista, comprou a vila que continuou alugada a inquilinos.
Fonte Carlos Lemos
Foto Luiz Roberto Kamide e Andréa Gomes
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #7 : 26/Abril/2008, 08:02:56 »

Morumbi
CASA DE VIDRO
Rua General Américo de Moura, 200 - Morumbi
Processo: 24938/86     Tomb.: Res. 06 de 19/1/87      D.O.: 20/1/87
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 264, p. 69, 23/1/1987
A Casa de Vidro foi projetada, originalmente, para abrigar o centro de recepções do Instituto de Arte Contemporânea, pela arquiteta Achillina Bo Bardi. Não se viabilizando este uso, tornou-se a residência do casal Lina e Pietro Maria Bardi, que chegou ao Brasil, em 1947.
O projeto da sua residência foi orientado pelos conceitos racionalistas da arquitetura moderna internacional. O edifício implantado à meia-encosta é sustentado por meio de pilotis de aço que brotam da área de embasamento, servindo de acesso ao pavimento superior, nível da residência propriamente dita. O projeto permitiu a perfeita integração da residência com a paisagem arborizada que a envolve.
Fonte Arquivo Condephaat

CHÁCARA TANGARÁ
Av. Marginal do Rio Pinheiros - Morumbi
Processo: 27096/89      Tomb.: Res. 10 de 6/4/94      D. O.: 7/4/94
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 28, p. 309, 23/5/1994
Trata-se de área remanescente de antiga fazenda da família Pignatari, com 482 m2, situada na Marginal do Rio Pinheiros.
O Parque Burle Marx, antiga Chácara Tangará, possui mancha expressiva de mata, onde predomina cobertura vegetal de porte arbóreo, sendo uma parte composta de mata secundária em estágio avançado de recuperação, caracterizando-se como um dos últimos testemunhos da Mata Atlântica de planalto na área urbana de São Paulo. Nela encontram-se, além dos jardins do paisagista Burle Marx, construções de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer.
Para fins de tombamento foram consideradas apenas as duas manchas de mata nativa em melhor estado de conservação e os jardins projetados por Burle Marx.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

Pacaembu
ANTIGA UNIDADE  SAMPAIO VIANA DA FEBEM E ÁREA VERDE
Rua Angatuba, 756 - Pacaembu
Processo: 25074/86      Tomb: Res. 62 de 22/6/98     D.O.: 23/6/98
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 325, p. 82, 5/4/1999
O Asilo dos Expostos, como era chamado o conjunto remanescente das edificações que até o ano de 1998 abrigou a Unidade Sampaio Viana da Febem, foi criado em 1895 pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Sua implantação se deu em uma área de 216 mil metros quadrados, parte da antiga chácara Wanderley, localizada na região denominada Pacaembu de Cima, que, na ocasião, constituía-se em lugar ermo, distante da área urbanizada.
A antiga edificação logo apresentou problemas estruturais e foi substituída por outra mais sólida, projetada pelo Escritório Ramos de Azevedo, por volta de 1910. O novo prédio compunha-se de três pavimentos destinados a salas de aula, de mordomo, diretoria, médico, dentista e farmácia, sala de curativos e rouparia. Nos dois pavilhões laterais distribuíam-se os leitos.
O tombamento incidiu sobre os edifícios da administração, serviços (cozinha e refeitório), pavilhão de dormitórios interligados por galeria aérea envidraçada, capela, berçário e área verde.
Fonte Sônia de Deus Rodrigues Bercito
Foto Tereza C. R. E. Pereira
   
BAIRRO DO PACAEMBU
Pacaembu
Processo: 23972/85      Tomb.: Res. 8 de 14/3/91      D.O.: 16/3/91
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 23, p. 307, 25/04/1991
O bairro do Pacaembu assenta-se sobre o Vale do Ribeirão Pacaembu entre as altas encostas onde se localizam, atualmente, os bairros de Higienópolis e Perdizes. A sua implantação se deu a partir de 1925 quando a Companhia City começou a urbanizar 998.130 m², fazendo o arruamento, traçando os lotes e colocando-os à venda. Em 1941, a City adquiriu mais 400.000 m² da Santa Casa de Misericórdia. A primeira medida foi drenar os terrenos inundáveis e canalizar o ribeirão onde está assentada a larga e arborizada Avenida Pacaembu. Foram executados também trabalhos de terraplenagem com cortes e aterros para amenizar a declividade das encostas do vale. O adensamento no bairro aconteceu por volta de 1930, depois da construção do Estádio do Pacaembu pela prefeitura.
O tombamento abrange o atual traçado urbano, a vegetação arbórea, o padrão de ocupação do lote e o belvedere público localizado na Rua Inocêncio Unhate.
Fonte Sheila Schvarzman

CASAS MODERNISTAS
Rua Bahia, 1126 e Rua Itápolis, 961 - Pacaembu
Processo: 29826/92      Tomb.: ex-offício em 31/1/94
Tomb.: Iphan em 27/6/86
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 313, p. 79, 23/5/1994
Em 1927, Gregori I. Warchavchik projetou a primeira casa modernista, à Rua Santa Cruz, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.
As casas das Ruas Itápolis e Bahia, também projetadas de acordo com a pureza do estilo moderno, marca de sua obra, foram concluídas em 1930.
A residência da Rua Itápolis, de pequenas proporções, em dois pavimentos, foi palco, no ano de sua conclusão, de uma exposição de arte moderna, com obras de artistas de grande projeção na época.
A da Rua Bahia, de grandes dimensões, encontra-se implantada em um lote com grande desnível de terreno, resultando em uma edificação com quatro pisos, sendo um deles subsolo.
Fonte Processo de Tombamento
Fotos  Tereza C. R. E. Pereira (Itápolis) e José Renato Melhem (Bahia)

ESTÁDIO PAULO MACHADO  DE CARVALHO
Entre as Ruas Desembargador Paulo Passalacqua, Capivari e Itápolis e Praça Charles Miller - Pacaembu
Processo: 26288/88      Tomb.: Res. SC-5 de 21/1/98      D.O.: 2/4/98
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 322, p. 81, 26/8/1998
O Estádio do Pacaembu, como também é conhecido, foi inaugurado em 27 de abril de 1940 e construído em terras cedidas pela Companhia City, de acordo com projeto do Escritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares. Influenciado pelo estilo Art-Deco, o estádio sofreu várias intervenções, sendo a mais significativa a introdução de uma grande arquibancada - “Tobogã” - em substituição à concha acústica que fazia parte do projeto original. Outras edificações como o ginásio de esportes, quadra de tênis, piscina olímpica e demais instalações formam juntamente com o estádio um complexo de importância significativa para a história do esporte paulista.
Foram incluídos no tombamento, em razão da importância paisagística, três elementos urbanísticos localizados nas imediações do estádio: a ponte da Av. General Olympio da Silveira sobre a Av. Pacaembu, o muro do Cemitério do Araçá, na lateral da Av. Major Natanael e a Praça Charles Miller.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. PereiraParaíso
CASA DAS ROSAS
Avenida Paulista, 37 - Paraíso
Processo: 22104/82      Tomb.: Res. 57 de 22/10/85      D.O.: 24/10/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 241, p. 65, 21/1/1987
Antiga residência de Ernesto Dias de Castro, genro de Ramos de Azevedo, o edifício de dois pavimentos, porão e sótão, foi construído na década de 1930. Possui, entre as suas dependências, oito quartos, escritório, salas, cozinha, copa, mansarda e lavanderia.
Quanto ao seu estilo, o projeto de Felisberto Ranzini insere-se no padrão eclético das construções do início deste século. O sobrado, avarandado no pavimento térreo e com terraços descobertos, guarnecidos de guarda-corpos com elementos vazados, no superior, possui telhado em ardósia, com águas acentuadamente inclinadas, de inspiração européia.
Restaurada recentemente, a Casa das Rosas, abriga um museu da Secretaria Estadual de Cultura. Nos fundos do lote foi construído um edifício de grandes proporções cujo projeto teve a preocupação de respeitar as visuais do bem tombado.
Fonte Maria Luiza Tucci Carneiro
EE RODRIGUES ALVES
Avenida Paulista, 227 - Paraíso
Processo: 22106/82      Tomb.:  Res. 21 de 10/4/85      D.O.: 11/4/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 236, p. 64, 20/1/1987
O Grupo Escolar da Avenida funcionava precariamente em um casarão, alugado e adaptado para este uso, na esquina da Rua Pamplona com a Avenida Paulista. Esta prática, comum no início da implantação da rede oficial de ensino paulista, implicava em um número de vagas sempre limitado.
Com a nova política de disseminação da instrução elementar, adotada pelo Estado de São Paulo durante a Primeira República, foi aberta a concorrência pública durante o governo de Altino Arantes, visando a compra de terreno para a construção do "Grupo Escolar Rodrigues Alves".
Projetada por Ramos de Azevedo, as obras da escola foram concluídas em 1919. O edifício possui dois pavimentos, em estilo eclético, com elementos neoclássicos. A configuração inicial da implantação do edifício sofreu algumas alterações com a perda de grande parte do jardim fronteiro e a construção de um galpão em sua parte posterior.
Fonte Sônia de Deus Rodrigues e Maria Lúcia P. Machado
Foto Edna H. M. Kamide

Parelheiros
CRATERA DE COLÔNIA
Região sul do município de São Paulo, distrito de Parelheiros
Processo: 32938/95      Tomb.: Res. SC 60 de 20/8/03      D.O.: 29/8/03
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 11, p. 8, 5/7/2004
A Cratera de Colônia, localizada nas proximidades da borda sudeste do Planalto Paulistano, extremo sul do município de São Paulo, foi descoberta acidentalmente em 1961, a partir de fotos aéreas. Com idade estimada de 36 milhões de anos pelos cientistas, possui formato circular, envolto por um anel externo de relevo colinoso que se eleva até 125 m da planície central pantanosa em uma superfície com 3,64 km de diâmetro.
Embora ainda não tenham sido encontradas evidências conclusivas sobre a sua origem, desde os primeiros estudos foi caracterizada como um astroblema (cicatriz produzida na crosta terrestre pela queda de um meteorito gigante ou cometa). É a única com preenchimento sedimentar de turfa no Hemisfério Sul, com aproximadamente 400 m de espessura.
Entre outros valores significativos atribuídos à cratera, além do científico, pode-se citar a presença de cobertura vegetal de floresta úmida (arbórea nativa densa) e o fato de inserir-se em área de proteção de recursos hídricos da região metropolitana de São Paulo.
Fonte Simone Scifone
Penha
IGREJA DE NOSSA SENHHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
Largo do Rosário, s/n - Penha
Processo: 20776/79     Tomb.: Res. 23 de 4/5/82      D.O.: 7/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 181, p. 42, 15/6/1982
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França foi construída provavelmente no início do século XIX.
De construção simples em taipa de pilão, possui apenas uma nave, capela-mor, galeria lateral e sacristia. Sua pobreza foi atestada em 1838 quando os pertences da capela foram inventariados. Nela existia apenas uma cruz de prata pesando duas libras.
No final do século XIX, foram construídos a torre e o frontão e, data deste período, o seu estilo eclético com tendências ao classicismo. Internamente observam-se modestos retábulos e uma dependência onde são guardados ex-votos. Em 1920, à igreja foi acrescentado um anexo e, nos anos de 1962 e 1969, sofreu pequenas reformas.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva
Foto Luiz Roberto Kamide
Perdizes
CONJUNTO DE EDIFÍCIOS DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
Endereço: Rua Monte Alegre, 984 a 1024 - Perdizes
Processo: 31720/94      Tomb.: Res. SC 29 de 11/1/02      D.O.: 23/1/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 332, p. 84, 8/2/2002
O bairro de Perdizes iniciou a sua formação em meados do século XIX e se expandiu após a segunda metade da década de 1920. Devido a sua localização, tranqüilidade e bons ares, atraiu o Convento das Carmelitas e outras instituições e se caracterizou como um bairro residencial de classe média. A quadra, onde atualmente se encontra a PUC-SP, formada pelas atuais ruas Monte Alegre, João Ramalho, Ministro Godoy e Bartira, constituía-se na antiga Chácara Lúcia de propriedade de Germaine Lucie Buchard, Condessa de Gontand Birou. Em 1948, as Carmelitas deixaram o Mosteiro que foi doado para a Universidade Católica.
O conjunto é formado pelo antigo Convento das Carmelitas Descalças e Capela, projetado por Alexandre Albuquerque, no início da  década de 1920, em estilo neocolonial e pelo Teatro da Universidade Católica – Tuca, de 1965. De amplo significado para a história do bairro, do ensino superior em São Paulo e da resistência de setores organizados da sociedade paulista ao regime autoritário, entre as décadas de 1960 e 1980, os edifícios da PUC-SP simbolizam “um momento específico da expansão do ensino religioso no país” e uma “concepção de cultura como arma de resistência política”.
Fonte Marly Rodrigues e Walter Fragoni
Foto Tereza C. R. E. Pereira

EDIFICAÇÕES DE PROPRIEDADE DOS DOMINICANOS
Rua Caiubi, 126 e 164 e Rua Atibaia, s/n - Perdizes
Processo: 24183/85      Tomb.: Res. 20 de 4/5/88      D.O.: 5/5/88
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 278, p. 72, 18/7/1988
O conjunto de bens tombados é composto de uma residência que pertenceu à antiga Chácara Cardoso de Almeida, do Convento de Santo Alberto, da Igreja Matriz de São Domingos e da área verde localizada nos fundos da propriedade.
A casa da antiga chácara foi construída provavelmente no início deste século, em estilo eclético e implantada na parte mais elevada do terreno, com um terraço. O Convento de Santo Alberto, também eclético, com características neoromânicas, do final da década de 1930, possui dois pavimentos, um porão e um sótão e, atualmente, é ocupado pelo Colégio Pentágono.
A Igreja de São Domingos data do final da década de 1950. O projeto original, de Adolf Franz Heep, que se destinava a uma praça, sofreu adaptações para a implantação no novo terreno.
Fonte Maria Luiza Tucci Carneiro
Foto Edna H. M. Kamide

SINO QUE ANUNCIOU A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Largo Padre Péricles - Perdizes
Processo: 00151/72      Tomb.: Res. de 31/5/72      D.O.: 1/6/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 60, p. 4, 21/9/1972
O sino pertence à Igreja de São Geraldo e encontra-se instalado em  sua torre, com acesso difícil. É denominado Bronze Velho desde os tempos em que pertenceu à antiga Catedral da Sé. Em 1913, com a demolição da catedral, foi transferido para o Mosteiro da Luz e, em junho de 1942, doado à Igreja de São Geraldo.
Fundido em bronze misturado a 18 kg de ouro, com uma altura de 1,75 m por 1,70 m de diâmetro, o sino pesa 2.250 kg. Foi fundido por Francisco Chagas Sampaio em 1820. No sino estão gravados o nome do autor, as armas do Reino de Portugal e trecho do salmo 150.
Fonte Deusdet de Araújo
Registrado
Gabriel
Administrator
Membro
*****

Karma: 0
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 121


Secretário-Geral

rostey@ig.com.br
Ver Perfil Email
« Responder #8 : 26/Abril/2008, 08:03:28 »

Santa Ifigênia
PRÉDIO DO ANTIGO DOPS
Endereço: Praça General Osório, 66, 88, 120 e 136 – Santa Ifigênia
Processo: 38685/99      Tomb.: Res. SC-28  de 8/7/99      D.O.: 9/7/99
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 327, pp. 82 e 83, 9/3/2000
O edifício, conhecido principalmente por ter abrigado entre 1942 e 1983 o Departamento de Ordem Política e Social – DOPS, foi construído entre 1910 e 1914 para a instalação do Armazém Central e escritórios administrativos da Estrada de Ferro Sorocabana. Sediou também o Decon – Delegacia do Consumidor de 1983 a 1998, quando foi transferido para a Secretaria de Estado da Cultura. Após passar por obras de restauração, o edifício foi inaugurado em 2 de julho de 2002 para abrigar o Memorial da Liberdade.
O prédio, cujo projeto em estilo eclético é atribuído ao arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, caracteriza-se pela racionalidade dos espaços, reunindo em pontos estratégicos a circulação vertical, nas duas torres, em meio a grandes espaços livres. Externamente, a fachada, obedecendo a um eixo central de simetria, em tijolinho aparente e detalhes de massa em relevo, confere ao edifício elegância e sobriedade que juntamente com a Estação da Luz e a antiga Estação Júlio Prestes compõem um cenário dos mais expressivos da arquitetura ferroviária.
Fonte Elisabete Mitiko dos Santos
Foto Tereza C. R. E. Pereira
ESTAÇÃO JULIO PRESTES
Rua Mauá, 51 - Santa Ifigênia
Processo: 36990/97        Tomb.: Res. SC 27   8/7/99         D. O.  9/7/99
   
Santana
HIDROAVIÃO JAHÚ
Av. Santos Dumont, 1979 – Campo de Marte: Setor B-Hangar da Polícia Militar - Santana
Processo: 39.731/00      Tomb.: Res. SC 114 de 12/12/02      D.O.: 1/1/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 341, p. 88, 14/11/2003
O hidroavião Jahú, modelo italiano Savóia Marchetti S-55, único exemplar do gênero no mundo, foi construído em madeira e possui dois motores da marca Isota Fraschini. Com capacidade para quatro lugares, tem 24m de envergadura, 16,2m de comprimento e 5,7m de altura.
Foi adquirido em 1926 por João Ribeiro de Barros, um paulista da cidade de Jaú, que com ele realizou a travessia aérea pelo Atlântico, partindo da Itália e chegando ao Brasil, em Fernando de Noronha, no dia 28 de Abril de 1927, após percorrer um total de 3.200 km e 12 horas no ar. Nesta viagem foram consumidos 2,3 mil quilos de gasolina, 262 quilos de óleo, voando a uma velocidade de 190 km/h e a uma altitude média de 250m, no rumo de 223º magnéticos.
A tripulação, além do piloto João Ribeiro de Barros, era formada pelo co-piloto João Negrão, o mecânico Vasco Cinquini e o navegador Newton Braga.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Arquivo Condephaat e Tereza C. R. E. Pereira

SÍTIO SANTA LUZIA
Rua Sóror Angélica, 364 - Santana
Processo: 21185/80      Tomb.: Res. 43 de 12/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 195, p. 47, 19/7/1982
A casa do Sítio Santa Luzia, provavelmente do século XIX, foi construída em taipa de pilão e dotada de um pavimento, mais sótão, para uso residencial, e pertenceu a Joaquim Eugênio de Lima. Hoje, localiza-se em área totalmente urbanizada.
Sua fachada principal apresenta lateralmente blocos simétricos, com alpendres reentrantes tanto na elevação frontal como na posterior e telhado de duas águas, tal como outros exemplares bandeiristas do período.
As reformas anteriores a 1917 substituíram o revestimento do piso e o forro de alguns compartimentos. Em 1918, foram efetuadas subdivisões internas com paredes em alvenaria de tijolos. O girau foi reconstruído e sofreu acréscimo de dois banheiros. É deste período o desmembramento de algumas áreas do lote.
Fonte Maria C. S. Schichi e Edgard T. D. do Couto
Foto Tereza C. R. E. Pereira

Santo Amaro
MERCADO MUNICIPAL DE SANTO AMARO
Praça Francisco Ferreira Lopes - Santo Amaro
Processo: 16705/70      Tomb.: Res. de 21/9/72      D.O.: 22/9/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 66, p. 6, 4/10/1972
A Vila de Santo Amaro abastecia a capital de madeiras, cereais e outras mercadorias produzidas na região ou recebidas das cidades de Itapecerica e Embu. A função de entreposto comercial propiciou à vila um rápido crescimento, o que fez com que a Câmara Municipal propusesse a construção de um edifício destinado à comercialização de tais produtos.
Em 1896, finalmente, iniciou-se a construção do Mercado de Santo Amaro que foi inaugurado em 23/5/1897 e manteve sua função original até 1958, quando foi utilizado para usos diversos. Após o restauro efetuado pela prefeitura, abriga atividades da Secretaria Municipal de Cultura.
Construído em alvenaria de tijolos, o edifício tem influências mouriscas e é marcado pelo lanternim central e pelos alpendres laterais que não faziam parte do projeto original, tendo sido executados na ampliação de 1903.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Edna H. M. Kamide
São Miguel Paulista
IGREJA DE SÃO MIGUEL
Praça  Padre Aleixo Monteiro Mafra, s/n - São Miguel Paulista
Processo: 00368/73      Tomb.: ex-officio em 11/12/74
Tomb.: Iphan em 21/10/38
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 101, p. 14, 6/5/1975
A Igreja de São Miguel localiza-se em terras da antiga aldeia de El-Rei de São Miguel de Ururaí, administrada pelos jesuítas nos séculos 16 e 17.
A primeira capela, construída por volta de 1580, foi substituída pela atual em 1622, conforme inscrição existente na verga da porta principal. O edifício alpendrado, em nave única, capela-mor e teto de telha vã, com madeiramento aparente, apresenta técnica construtiva em taipa de pilão e cobertura em duas águas. No seu interior, existem peças em jacarandá torneadas.
Em 1691, por determinação do conselheiro Diogo Barbosa Rego, a igreja sofreu reparos. No século XVIII, sob a orientação dos franciscanos, o pé-direito da capela elevou-se de 4 para 6 m, ficando a cobertura da varanda lateral em nível inferior, o que possibilitou o surgimento das janelas do coro.
Entre 1939 e 1940, foi restaurada pelo Iphan, sob a direção de Luís Saia.
Fonte Processo de Tombamento
SEDE DO SÍTIO MIRIM
Rua Dr. Assis Ribeiro, s/n - São Miguel Paulista
Processo: 22053/82      Tomb.: ex-officio em 12/5/82
Tomb.: Iphan em 6/3/73
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 219, p. 62, 19/1/1987
A informação mais antiga existente sobre este imóvel remonta a 1750, quando aí residiu o guarda-mor Francisco de Godoy Preto. Porém, não se sabe ao certo a data da construção da casa do sítio, que se constitui em exemplar único no conjunto das casas bandeiristas, por apresentar diferente disposição de planta e de soluções construtivas. Em relação à planta, não existe o grande salão central para o qual se voltavam cômodos localizados em suas laterais, mas uma área interna dividida em pequenos ambientes. Quanto à varanda, apresenta-se em forma de "L", ao longo de duas fachadas, com uma parede de taipa envolvendo-a em determinados trechos. Construída em taipa de pilão, suas paredes são relativamente delgadas, com 50 cm de espessura e telhados com dupla inclinação. A planta é praticamente retangular, não fosse o cômodo situado fora dele em uma de suas laterais.
Em 1945, apresentava-se alterada e em péssimo estado de conservação e, apesar dos trabalhos de consolidação, em 1967, encontra-se em ruínas.
Fonte Luís Saia

Tatuapé
CASA DO SÍTIO TATUAPÉ
Rua Guabiju, 49 - Tatuapé
Processo: 00367/73      Tomb.: ex-officio em 11/12/74
Tomb.: Iphan em 22/10/51
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 100, p. 14, 6/5/1975
A casa do Sítio Tatuapé foi construída entre os anos de 1668 e 1698, pelo administrador Mathias Rodrigues da Silva, em terras que pertenceram ao Padre Matheus Nunes da Siqueira. A descrição deste imóvel apareceu pela primeira vez no inventário de Catharina d'Orta, esposa do administrador.
Após sucessivos donos, a propriedade foi transformada em olaria para a fabricação de telhas, na segunda metade do século XIX. Em 1877, foi adquirida pela família Correa de Albuquerque que a vendeu, em 1945, por espólio de Elias Quartim à tecelagem Textillia, dando início ao loteamento da área.
A casa, em planta retangular e cobertura em duas águas, foi construída em taipa de pilão. Possui três lanços, com alpendre fronteiriço, além de um sótão. Como destaque de apurado acabamento, sobressaem-se as portas externas almofadadas com desenhos geométricos.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Edna H. M. Kamide
Vila Brasílio Machado
CAPELA CRISTO OPERÁRIO
Rua Vergueiro, 7.290 - Vila Brasílio Machado
Processo: 42558/01      Tomb.: Res. SC 42 de 02/09/04      D.O.: 14/09/04
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 346, pp. 92 e 93, 20/1/2005
A Capela Cristo Operário, atualmente propriedade da Sociedade Impulsionadora da Instrução da Ordem dos Dominicanos, foi  construída pelo frei João Batista Pereira dos Santos, no início da década de 1950, quando desenvolveu um trabalho social junto à comunidade operária de Vila Brasílio Machado, no alto do Ipiranga.
A sua proposta, influenciada pelo movimento Economia e Humanismo, consistia em criar uma comunidade de trabalho que aliasse à doutrina moral a prática profissional e a formação cultural. Bem relacionado, Frei João Batista ofereceu cursos ministrados por Alfredo Volpi e Roberto Burle Marx, além de instalar, no local, a fábrica de móveis Unilabor, dissolvida em meados da década de 1960 por motivos ideológicos, econômicos e políticos.
No interior da capela concentram-se obras de renomados artistas como Alfredo Volpi, Yolanda Mohalyi, Geraldo de Barros, Giuliana Segre Giorgi, Moussia Pinto Alves, Elizabeth Nobiling, Giandomenico de Marchis e Roberto Tatin. Os jardins  foram projetados por Burle Marx.
Fonte Processo de Tombamento

Vila Buarque
CASAS DE ALUGUEL
Rua Bento Freitas, 76, 86 e 88 - Vila Buarque
Processo: 25915/88      Tomb.: Res. SC 25 de 15/12/93      D.O.: 16/12/93
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 310, p. 78, 23/2/1994
No final do século XIX, o adensamento da área central da cidade de São Paulo influenciou o surgimento de novos bairros como o dos Campos Elíseos, Higienópolis e Vila Buarque. Neles se instalaram, de modo geral, famílias ricas ou de classe média.
A Vila Buarque surgiu de um loteamento implantado, por volta de 1890, na antiga chácara que pertenceu ao marechal José Arouche de Toledo Rendon. Neste bairro, nas junções das Ruas Bento Freitas e Santa Isabel, foi construído, em 1897, o conjunto de três casas de aluguel, uma de esquina e duas geminadas, de conformação neoclássica, implantadas no alinhamento frontal do lote e com porão habitável. São casas de alvenaria de tijolos, com pisos e forros de madeira. As elevações são tratadas com platibandas profusamente ornamentadas com medalhões e balaustradas, e janelas encimadas por frontões triangulares e curvos, únicas partes ainda íntegras dos imóveis.
Fonte Sonia de Deus Rodrigues e Vera Martins

EDIFÍCIO DO INSTITUTO DOS ARQUITETOS DO BRASIL
Rua Bento Freitas, 306 – Vila Buarque
Processo: 31622/94      Tomb.: Res. SC 41 de 17/1/02      D.O.: 23/1/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 331, p. 84, 7/2/2002
Em 1946, o IAB-SP organizou um concurso, entre os seus associados, para a elaboração de projeto do edifício-sede da entidade.
O júri, composto pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa e Firmino Saldanha, selecionou os anteprojetos de três equipes: Rino Levi e Roberto Cerqueira César; Jacob Ruchti, Miguel Forte e Galiano Ciampaglia; Abelardo de Souza, Hélio Duarte e Zenon Lotufo. Por sugestão de Niemeyer, os três escritórios reuniram-se para desenvolver o projeto final que resultou num exemplar considerado um dos marcos da arquitetura moderna em São Paulo.
Além da sede do IAB, que ocupa o térreo e o andar duplo superior, o edifício abriga escritórios e, no subsolo, um auditório. Os acessos são totalmente independentes, utilizando-se escada privativa para instituição e, elevadores, para os escritórios.
No decorrer do tempo, o edifício incorporou obras de arte de indubitável valor que foram incluídas no tombamento: murais de Antônio Bandeira e de Ubirajara Ribeiro, móbile denominado The Black Widow de Alexander Calder e a escultura atribuída a Bruno Giorgi.
Fonte Paulo Sérgio Del Negro   
Foto José Renato Melhem
FACULDADE DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DA USP
Rua Maria Antônia, 294 e 310 – Vila Buarque
Processo: 23394/85        Tomb.: Res. SC 53   3/10/88        D. O.  4/10/88
INSTITUTO MACKENZIE
Rua Itambé,  45 – Vila Buarque
Processo: 24020/85        Tomb.: Res. SC 27   15/12/93        D. O.  16/12/93

Vila Fachini
TERREIRO "ACHÉ ILÉ OBÁ"
Rua Azor Silva, 77 - Vila Fachini
Processo: 26110/88      Tomb.: Res. SC 22 de 14/8/90      D.O.: 16/8/90
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 295, p. 74, 19/9/1990
Caio Egydio de Souza Aranha fundou, na década de 1950, o Centro de Congregação Espírita Pai Jerônimo, no Brás. Por questões de saúde interrompeu suas atividades, retomadas na década seguinte, no Jabaquara. Neste novo terreiro, dedicou-se ao ritual caboclo, característico da Umbanda, e ao Candomblé, cuja iniciação aconteceu no terreiro Engenho Velho, Aché de Tia Aninha, renomada Ialorixá da Bahia.
Na década de 1970, com um número muito grande de adeptos, pai Caio resolveu ampliar suas instalações construindo, com fundos arrecadados pela comunidade, uma ampla sede para a sua congregação, inaugurada em 1977. Com sua morte, em 1984, substituiu-o sua filha de santo e sobrinha Sylvia de Oxalá.
O Terreiro de Aché Ilé Obá encontra-se instalado em área de 400 m², com espaços individuais reservados a cada Orixá, ou famílias de Orixás, um barracão comum para cerimônias privadas e festas públicas, além de salas de serviços ligadas ao culto.
Fonte Marly Rodrigues
Foto  Luiz Roberto Kamide
Vila Mariana
CASA MODERNISTA
Rua Santa Cruz, 325- Vila Mariana
Processo: 22831/83      Tomb.: Res. 29 de 20/10/84      D.O.: 23/10/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 272, p. 70, 25/3/1987
Gregori Warchavchik (1896-1972), nasceu em Odessa, na Rússia e, aos dezessete anos, já demonstrava grande interesse pela arquitetura. Em 1917, matriculou-se na Itália, no Instituto Superior de Belas Artes de Roma, concluiu o curso de arquitetura em 1920 e, três anos depois, chegava ao Brasil, a convite de Roberto Simonsen, para trabalhar na Companhia Construtora de Santos.
Em 1925, Warchavchik publicou o manifesto intitulado Futurismo e, dois anos depois, finalizou as obras da Casa Modernista, por ele projetada, primeira edificação em que se empregou os princípios racionalistas no Brasil.
O sobrado, de linhas retas, em forma de cubos e planos, característica da arquitetura moderna, possui cobertura com telhas coloniais, embutidas por platibandas. Os detalhes das esquadrias, tanto em madeira quanto em ferro, foram por ele desenhados e executados em sua própria oficina. O jardim foi projetado por sua mulher, Mina Klabin, que proveu a área de 12.000 m² com plantas típicas brasileiras.
Fonte Processo de Tombamento

INSTITUTO BIOLÓGICO
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana
Processo: 33348/95      Tomb.: Res. SC 113 de 25/2/02      D.O.: 20/3/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 334, p. 85, 22/4/2002
Em art déco, o edifício do Instituto Biológico, erguido na década de 30, caracteriza-se pela monumentalidade, constituindo-se exemplar de relevância no cenário da arquitetura paulistana.
Aos 26 de Dezembro de 1927, o Governo Estadual criou o Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal com o objetivo de ampliar as pesquisas iniciadas em 1924, relacionadas às pragas que atingiam o café. Em 1928, os meios de comunicação divulgavam a grandiosidade do empreendimento da construção da sua sede, cujo projeto, de autoria do arquiteto Mário Whately, introduzia as mais modernas inovações tecnológicas.
O conjunto tombado compõe-se das seguintes edificações: sede (laboratórios e administração), garagem, biotério, bioquímica fitopatológica, insetário, estufas de vidro anexas e laboratórios da área animal, além do jardim frontal, cafezal, arruamento interno e área remanescente.
Fonte Vitor Campos
Foto Tereza C. R. E. Pereira
MATADOURO DE VILA MARIANA
Largo Senador Raul Cardoso, 133 e 207 - Vila Mariana
Processo: 22625/83      Tomb.: Res. 7 de 4/3/85      D.O.: 5/3/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 235, p. 64, 20/1/1987
O velho Matadouro de Humaitá, no Largo da Pólvora, tornara-se pequeno para atender à população paulistana que praticamente duplicara, por volta de 1880. Para suprir esta demanda, a Câmara Municipal abriu dois concursos para a escolha do projeto do novo Matadouro. No último, realizado em 1884, foi escolhido o projeto de Alberto Kuhlmann para ser construído no antigo "Rincão dos Sapateiros". Sua inauguração se deu em 21/6/1887, tendo sido desativado 40 anos depois.
O conjunto, em tijolo aparente, implantado em terreno de 17.000 m², contava com três galpões paralelos destinados à matança e ao esquartejamento de animais e ao  tendal de animais de grande e pequeno portes.
Fonte Márcia Tancler

São Paulo e outros Municípios
PARQUE ESTADUAL DO JARAGUÁ
Osasco e São Paulo
Processo: 20437/78        Tomb.: Res. 5 de 4/2/83         D. O.  5/2/83
ACERVO DA ESTRADA DE FERRO PERUS-PIRAPORA
Cajamar e São Paulo
Processo: 20536/78        Tomb.: Res. 18 de 4/8/83        D. O.  6/8/83
RESERVA ESTADUAL DA CANTAREIRA E HORTO FLORESTAL
Municípios: Caieiras, Guarulhos, Mairiporã e São Paulo
Processo: 21273/80         Tomb.: Res. 5 de 19/1/87       D.O.  20/1/87

http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.764c9920d8b49e5934aae2a5c19714a0/?vgnextoid=c292f0ebc5ef0110VgnVCM1000004c03c80aRCRD&cpsextcurrchannel=1
Registrado
Páginas: [1]   Ir para o Topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.4 | SMF © 2006, Simple Machines LLC XHTML 1.0 Válido! CSS Válido!