Lista de bens tombados pelo CONDEPHAAT no município de São Paulo

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Gabriel:
Ibirapuera
BIBLIOTECA E ARQUIVO HISTÓRICO WANDA SVEVO
Parque Ibirapuera - Portão 3 - Ibirapuera
Processo: 30578/93      Tomb.: Res. SC 16 de 13/10/93      D.O.: 16/10/93
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 315, p. 79, 19/8/1994
O arquivo da Fundação Bienal é constituído de aproximadamente 1.200.000 documentos abrangendo o período de 1947 até os dias atuais, relativos à história de algumas instituições paulistas, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Fundação Bienal de São Paulo, à produção artística internacional do século XX, além dos projetos significativos da Comissão do Quarto Centenário da cidade de São Paulo. Há ainda correspondências originais de celebridades como Miró, Le Corbusier e Marcel Duchamp, catálogos de mostras internacionais, fotos, croquis, publicações as mais diversas e uma hemeroteca.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Laércio Lico Jr.
   
MAUSOLÉU DO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA
Parque do Ibirapuera - Ibirapuera
Processo: 20294/77      Tomb.: Res. 23 de 9/7/81      D.O.: 11/7/81
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 150, p. 27, 22/12/1981
Este monumento, constituído de obelisco e cripta, ganhou o concurso público promovido, em 1934, pela comissão presidida pelo médico e professor Benedito Montenegro, para homenagear o soldado constitucionalista da Revolução de 1932. O júri escolheu o projeto do escultor Galileu Emendabili e do arquiteto Mario Pucci. Problemas diversos fizeram com que sua construção se iniciasse somente na década de 1950.
Na cripta e obelisco com 81 m de altura utilizou-se o mármore travertino importado da Itália, mosaicos venezianos e mármore de Carrara.
Fonte Julita Scarano
Foto Edna H. M. Kamide

MONUMENTO ÀS BANDEIRAS
Praça Armando de Sales Oliveira - Ibirapuera
Processo: 23074/84       Tomb.: Res. 31 de 7/5/85      D.O.: 8/5/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 238, p. 65, 21/1/1987
O Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, construído para homenagear os bandeirantes paulistas, foi idealizado pelo grupo modernista da Semana de Arte Moderna de 22.
As obras iniciaram-se em 1936, com a preparação do local que acolheria o futuro monumento. Em 1937, sua base foi preparada em laje de concreto róseo e, os serviços de cantaria, em granito gris de Itaquera.
Vários fatores colaboraram para o atraso das obras, tais como a redução das verbas durante a Segunda Guerra Mundial e o desinteresse do governo do Estado. Em 1943, o estado transferiu para a prefeitura a responsabilidade da conclusão do monumento, que foi inaugurado em 25/1/53.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Edna H. M. Kamide

PARQUE DO IBIRAPUERA
Avenida Pedro Álvares Cabral - Ibirapuera
Processo: 25767/87       Tomb.: Res. SC 1 de 25/1/92      D.O.: 25/1/92
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 24, p. 307, 21/2/1992
O Parque do Ibirapuera se destaca como área verde expressiva, contando com aproximadamente 1.600.000 m², implantado em área que, até meados da década de 1930, correspondia a uma várzea irrigada pelo córregos do Sapateiro e Caaguaçu. O local foi terraplenado, iniciando-se o plantio de árvores e, em 1927, foi instalado o Viveiro Manequinho Lopes destinado à produção de mudas para arborização urbana.
Na década de 1950, foram projetados e construídos vários edifícios interligados por uma grande marquise projetados por Oscar Niemeyer para os festejos do IV Centenário da cidade de São Paulo: o Palácio da Indústria, atual prédio da Bienal, o Palácio das Nações, onde funcionou a prefeitura, o Palácio dos Estados, que foi ocupado pela Prodam e o Palácio das Exposições, atuais Museu da Aeronáutica e do Folclore.
Atualmente, conta com prédios mais recentes como o Planetário, o Instituto de Astrofísica e o Pavilhão Japonês. Existem ainda áreas destinadas à prática de esportes, equipamentos de lazer, lanchonetes, entre outros.
Fonte Processo de Tombamento
Foto  Edna H. M. Kamide

Ipiranga
COLEÇÃO ARTÍSTICA DO MUSEU PAULISTA
Avenida D. Pedro I - Ipiranga
Processo: 00342/73      Tomb.: ex-officio
Tomb.: Iphan em 15/4/38
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 130, p. 5, s.d.
O Museu Paulista foi inaugurado oficialmente em 7/9/1895. Originou-se com a coleção que pertenceu ao coronel Joaquim Sertório, adquirida, em 1890, pelo conselheiro Francisco de Paula Mairink que a ofereceu ao governo do Estado.
No período de 1917 a 1946, sob a administração do historiador Afonso d'Escragnolle Taunay, foram desenvolvidos estudos de história e genealogia e, durante a gestão de Sérgio Buarque de Holanda e de Mário Neme, pesquisas nas áreas de história e antropologia.
O acervo artístico compõe-se de mais de quinhentas pinturas a óleo, aquarelas e reproduções enfocando diferentes temas, como retratos, paisagens, reconstituições históricas, vistas de São Paulo, cenas religiosas, além de outras obras encomendadas por Taunay.
A ilustração corresponde ao quadro de Pedro Américo intitulado "Independência ou Morte", de 1888.
Fonte Aquivo Condephaat

PARQUE DA INDEPENDÊNCIA
Avenida D. Pedro I - Ipiranga
Processo: 08486/69      Tomb.: Res. de 2/4/75      D.O.: 3/4/75
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 95, p. 12, 4/4/1975
Durante a segunda metade do século XIX, vários projetos foram efetuados para transformar o sítio em monumento comemorativo da Independência do Brasil.
A Câmara de São Paulo, preocupada em resolver este problema, instituiu, em 1875, uma comissão que qualificou, em 1882, Tommaso Gaudenzio Bezzi para ser o autor do projeto do Museu do Ipiranga. O concurso para a execução das obras do edifício foi vencido por Luigi Pucci, e sua construção iniciou-se em 1885.
O Parque da Independência passou, desde então, por várias remodelações até ganhar o aspecto que apresenta atualmente. Em sua área existem, além do edifício do museu, um belo jardim, o Monumento à Independência, a Casa do Grito, um viveiro de plantas, Museu de Zoologia e ampla área arborizada.
Fonte Arquivo condephaat
Foto Tereza C. R. E. Pereira
Itaim
PARQUE DO POVO
Entre a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, Marginal Pinheiros, Avenida Cidade Jardim, Rua Brigadeiro Haroldo Veloso e Rua 3 - Itaim
Processo: 26513/88      Tomb.: Res. SC 24 de 3/6/95      D.O.: 6/6/95
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 3, pp. 205 e 206, s.d.
Em 1937, a área ocupada pelo  clube varzeano Marechal Floriano, localizado na Rua Tenente Negrão, no Itaim, foi desapropriada pela prefeitura, tendo sido escolhido, para as suas novas instalações, um terreno no mesmo bairro, à margem do Rio Pinheiros, dando origem ao Parque do Povo.
O parque,  distribuído em uma área de aproximadamente 150.000 m2 e de propriedade do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas) e da Caixa Econômica Federal, é utilizado, atualmente, por nove clubes de futebol de várzea, para prática de bicicross, circo e teatro. Possui cobertura vegetal composta de algumas espécies exóticas, ornamentais e frutíferas, comuns e freqüentes em arborização de ruas e parques públicos da cidade.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

SEDE DO SÍTIO ITAIM
Rua Iguatemi, 9 - Itaim
Processo: 20640/78      Tomb.: Res. 46 de 13/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 225, p. 62, 19/1/1987
As referências mais precisas do Sítio Itaim remontam a 1846, quando pertenceu a Anna Joaquina Duarte Ferraz. Em 1896, após sucessivos proprietários, foi adquirido pelo general Couto de Magalhães que ampliou o seu patrimônio comprando terras à sua volta. Por volta de 1915, seu sobrinho, Leopoldo Couto de Magalhães, apelidado de "Bibi", iniciou o loteamento da área.
Após sediar o Abrigo de Santa Maria, entre 1918 e 1921, a edificação foi adquirida pelo médico Brasílio Marcondes Machado, em 1922, tornando-se a sede do Sanatório Bela Vista, cujas atividades se encerraram em 1980.
Construção típica de meados do século XVIII, em taipa de pilão, conservava, até à época do seu tombamento, características do seu partido original. Atualmente, encontra-se em ruínas.
Fonte Maria A. G. de Decca e Vilma L. Gagliardi
Jabaquara
SEDE DO SÍTIO DA RESSACA
Rua Nadra Raffoul Mokodsi, 3 - Jabaquara
Processo: 00190/72      Tomb.:Res. de 18/10/72      D.O.: 19/10/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 67, p. 6, 19/10/1972
A sede do Sítio da Ressaca era uma residência rural, próxima ao córrego do mesmo nome, construída provavelmente em 1719, como atesta a data na porta de entrada. As primeiras informações precisas do sítio datam de 1780, quando Tereza Paula requereu a medição da propriedade cuja linha de testada começava no rio Ipiranga.
Foi transformada em chácara, no início deste século, pela família Cantarella que, em 1969, iniciou o loteamento da área. Com a chegada do Metrô, um terço do terreno foi desapropriado para a instalação do pátio de manobras e para dar lugar a um centro cultural.
Casa de um pavimento mais sótão, construída em taipa de pilão, ainda conserva suas características originais. Possui um alpendre reentrante na elevação frontal e telhado de duas águas. Foi restaurada pela Emurb em 1978.
Fonte Luís Saia
Foto Luiz Roberto Kamide

Jardim Anália Franco
SEDE DO SÍTIO DO CAPÃO
Avenida Regente Feijó, 1295 – Jardim Anália Franco
Processo: 20701/78      Tomb.: Res. 18 de 14/8/84      D.O.: 15/8/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 230, p. 63, 20/1/1987
As primeiras informações sobre a área onde se localiza o "Sítio Capão do Tatuapé Acima" são de l698. Supõe-se que estas terras faziam parte da sesmaria de João Ramalho, pois seus primeiros proprietários conhecidos, José Aires de Aguirra e sua mulher Catharina Lemos, eram seus herdeiros.
A partir desta data, o sítio passou por sucessivos donos até ser adquirido, em 1829, pelo padre Diogo Antonio Feijó, que mudou o seu nome para "Sítio Paraízo". Em 1840, Feijó vendeu a propriedade a Francisco Leandart que não conseguiu cumprir o pagamento e se viu obrigado a restituí-lo à herdeira do antigo dono. Em 1911, o Sítio do Capão tornou-se patrimônio da Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, conhecida como "Lar Anália Franco".
Construção do século XVIII, típica da arquitetura rural bandeirista, em taipa de pilão, originalmente térrea, foi acrescida de uma camarinha, em alvenaria de tijolos.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Márcia Tancler

Jardim São Bento
SEDE DO SÍTIO MORRINHOS
Rua Santo Anselmo, 102 - Jardim São Bento
Processo: 00366/73      Tomb.: ex-offício em 26/12/74
Tomb.: Iphan em 7/2/48
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 105, p. 15, 6/5/1975
A construção da sede é atribuída a José de Góis Morais, paulista muito rico e ligado à mineração. Sabe-se que pertenceu aos beneditinos e foi adquirido por Sebastião Ferraz de Camargo Penteado, em 1968.
O edifício, apesar de ter passado por grandes alterações, ainda mantém a planta das casas bandeiristas, de partido mais evoluído, característico do princípio do século XVIII, com sala centrada, alpendre na frente, ladeado por uma capela e quarto de hóspedes. Construída em taipa de pilão com acréscimos em alvenaria de tijolos, traz na verga da porta de entrada, com quadro provido de ornatos entrelaçados, a data de 1702. Possui um oratório, embutido na parede, de boa talha, com portas ornamentadas de motivos geométricos e florais. Ainda conserva um banco, com encosto de talha.
Fonte Iphan
Foto José Renato Melhem

Gabriel:
Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano
BAIRROS DOS JARDINS
Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano
Processo: 23372/85      Tomb.: Res. 2 de 23/1/86      D.O.: 25/1/86
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 18, p. 305, 8/9/1986
O nascimento dos bairros dos Jardins liga-se ao projeto imobiliário realizado, a partir de 1915, pela City of São Paulo Improvements and Freehold Company Limited sediada na Inglaterra, que contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin, para seu desenvolvimento.
Apesar do loteamento do Jardim América ter se voltado para um público de alto poder aquisitivo, oferecia condições favoráveis para a compra de lotes, através de financiamentos. O seu caráter estritamente residencial, conferiu-lhe um padrão diferenciado e garantiu contínua valorização. Foi a primeira experiência de urbanização, no Brasil, das chamadas "cidades jardins", cuja preocupação maior era oferecer uma boa qualidade de vida aos moradores. Atualmente, representa inestimável valor paisagístico em decorrência da sua localização em área intensamente adensada.
O tombamento incidiu sobre o traçado urbano, a vegetação e as linhas demarcatórias dos lotes.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

SOCIEDADE HARMONIA DE TÊNIS
Rua Canadá, 658 - Jardim América
Processo: 21901/81      Tomb.: Res. SC 34 de 11/11/92      D.O.: 13/11/92
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 300, p. 76, 6/4/1993
A Sociedade Harmonia de Tênis, tradicional clube de São Paulo, é contemporâneo da formação do bairro Jardim América. Sua sede foi projetada por Fábio Penteado, Alfredo Paesani e Teru Tamaki, ganhadores do concurso promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil-SP, em 1964. Construído em um lote de 20.000 m², o edifício ocupa uma área de 2.500 m², em que se explorou ao máximo as visuais dos jardins que, do segundo pavimento, constituído de um espaço totalmente livre, exceto pela presença da cozinha circular, são apreciados de praticamente todos os ângulos. A cobertura, em laje nervurada, apresenta domos que permitem a iluminação e ventilação naturais.
Houve grande simplicidade na escolha do material utilizado na construção, predominando o uso do concreto aparente, vidros, piso de madeira e painéis de lona.
Fonte Alfredo Paesani
Foto Tereza C. R. E. Pereira
ACERVO DA CAPELA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 – Jardim América
Processo: 09079/69        Tomb.: Res. 15/5/70        D.O.: 16/5/70
INSTITUTO OSCAR FREIRE   
Rua Teodoro Sampaio, 115 – Jardim Paulista
Processo: 20625/78        Tomb.: Res.66 de 9/12/82       D.O.: 10/12/82
Liberdade
CAPELA DOS AFLITOS
Rua dos Aflitos, 70 - Liberdade
Processo: 20125/76      Tomb.: Res. de 23/10/78      D.O.: 25/10/78
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 128, p. 24, 18/7/1979
A capela, cujo culto é dedicado à Nossa Senhora dos Aflitos, tem sua origem ligada ao Cemitério dos Aflitos, primeiro cemitério público de São Paulo. Construída modestamente, em 1774, em taipa de pilão, possui acréscimos de alvenaria de tijolos e concreto armado que descaracterizaram a sua feição original, ficando parte de sua elevação principal encoberta.
Quando foi inaugurado o Cemitério da Consolação, em 1858, o dos Aflitos deixou de desempenhar as suas funções e, anos mais tarde, o terreno foi loteado em hasta pública a particulares pelas autoridades eclesiásticas que conservaram apenas o beco e a capela. Este fato propiciou a construção desordenada de edifícios no entorno imediato da capela, prejudicando sensivelmente as suas visuais.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva e Valéria de Rogatis
Foto Tereza C. R. E. Pereira

RESIDÊNCIAS DA FAMÍLIA RAMOS DE AZEVEDO
Rua Pirapitingui, 111, 141 e 159 - Liberdade
Processo: 22365/82     Tomb.: Res. 20 de 10/4/85      D.O.: 11/4/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 237, pp. 64 e 65, 21/1/1987
O arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) notabilizou-se por suas construções luxuosas que remodelaram sensivelmente a paisagem da cidade de São Paulo.
Em 1891 construiu a sua residência à Rua Pirapitingui, n° 111, no nascente bairro da Liberdade, composta de dois pavimentos, sótão e porão. As casas de nos 141 e 159, localizadas no espaço contíguo à sua moradia, foram construídas para as suas filhas. Este conjunto, remanescente da arquitetura residencial neoclássica, de influência francesa do final do século XIX, apresenta aspectos semelhantes em alguns detalhes como, por exemplo, o uso do mesmo tipo de gradil que separa as casas da rua, fachadas revestidas de alvenaria de tijolos aparentes e jardins frontais. Os dois projetos se diferenciam em relação à volumetria e às coberturas. As geminadas foram cobertas com telhas francesas e a do autor do projeto, com ardósia.
Fonte Sheila Schvarzman e Maria C. Wolff de Carvalho
Foto Tereza C. R. E. Pereira

Luz
ACERVO DO MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
Avenida Tiradentes, 676 - Luz
Processo: 22013/82      Tomb.: ex-offício
Tomb.: Iphan em 11/12/69
Livro do Tombo das Artes: Inscrição nº 129, p. 5, s.d.
Em 1918, D. Duarte Leopoldo e Silva reuniu os objetos sacros da Arquidiocese de São Paulo e os acondicionou no extinto Museu de Arte Sacra da Cúria Metropolitana, onde permaneceram até 1970. Este acervo, com peças  dos séculos 17 e 18, considerado um dos mais completos do país, compõe-se de aproximadamente 1.500 unidades, recolhidas da Arquidiocese de São Paulo, de doações particulares e de aquisições efetuadas pelo Conselho Estadual de Cultura.
O governo do Estado, mediante convênio, restaurou, em 1970, o Recolhimento da Luz adaptando-o para abrigar o acervo do Museu de Arte Sacra.
A ilustração refere-se à imagem de Nossa Senhora das Dores, de madeira policromada, com 83 cm de altura, do século XVIII, de autoria de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, originária de Minas Gerais.
Fonte Arquivo Condephaat
Foto Acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo

CONJUNTO DAS ANTIGAS INSTALAÇÕES DA ESCOLA POLITÉCNICA – USP
Praça Fernando Prestes, 30, esquina com a Av. Tiradentes s/n, e 74, 110, 152 e 258 - Luz
Processo: 39.843/00       Tomb.: Res. SC 186 de 12/12/02        D.O.: 1/1/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 336, pp. 86 e 87, 16/52003
A antiga Escola Politécnica se instalou inicialmente no solar onde residiu o Marquês de Três Rios localizado à Praça Fernando Prestes, ocupando-o entre os anos de 1894 a 1929. Em 1899 foram concluídas as obras da nova sede com três pavimentos, denominada à época Laboratórios Gerais da Escola, depois Edifício Paula Souza. O projeto foi elaborado pelos catedráticos da Escola, Francisco Ferreira Ramos, Urbano de Vasconcelos e Francisco de Paula Ramos de Azevedo, tendo como características principais a adequação ao programa e coerência entre função, tipologia e decoração.
Outros edifícios de igual importância para a história da arquitetura e do ensino da engenharia do Estado foram acrescidos ao conjunto: Rodolfo Santiago (1944-45), Hipólito Pujol e Oscar Machado (1938), Ramos de Azevedo (1920) e o Laboratório de Hidromecânica (1926).
A transferência da Escola Politécnica para a Cidade Universitária se deu no ano de 1960 e, atualmente, os edifícios são ocupados por instituições públicas como, por exemplo, o Arquivo Municipal Washington Luís e a Faculdade de Tecnologia – Fatec.
Fonte Juliana Mendes Prata e Sílvia Wolff
Foto Tereza C. R. E. Pereira
 
ESTAÇÃO DA LUZ
Praça da Luz, s/n - Luz
Processo: 20097/76      Tomb.: Res. 25 de 5/5/82      D.O.: 13/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 185, p. 65, 16/6/1982
Em 1867, foi construída a primeira estação ferroviária da "The São Paulo Railway", no bairro da Luz, em terreno cedido pelo governo da Província de São Paulo. Esta ferrovia, que ligava o porto de Santos a Jundiaí, foi construída para escoar, principalmente, as mercadorias provenientes da economia cafeeira.
Dez anos depois, suas linhas e instalações não mais comportavam o movimento de passageiros e cargas. Em decorrência desse fato, foi desenvolvido um novo projeto para a Estação da Luz, que ocuparia uma área aproximada de 7.500 m², de autoria de engenheiros ingleses e construída em material exclusivamente importado da Inglaterra. Depois de cinco anos de iniciadas as obras, a estação foi inaugurada, em 1901. Construída em alvenaria de tijolos combinada a estruturas metálicas, o edifício se constituía, originalmente, de duas grandes plataformas paralelas que se comunicavam através de três passadiços de ferro.
Após incêndio ocorrido em 1946, introduziu-se mais um pavimento numa das alas do edifício principal.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Victor Hugo Mori

IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO
Avenida Tiradentes, 84 - Luz
Processo: 22078/82      Tomb.: Res. 56 de 13/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 196, p. 47, 20/7/1982
O conjunto formado pelo Seminário Episcopal e Igreja de São Cristóvão foi construído em meados do século XIX, em taipa de pilão, com doações obtidas pelo bispo D. Antônio Joaquim de Mello. Em 1856, apesar da obra não estar totalmente concluída, foi inaugurado o lance da capela e, seis anos depois, o seminário já funcionava no local.
A capela, apesar da simplicidade de sua construção, atendia toda a população do bairro da Luz, que a procurava nos festejos religiosos e para cerimônias de casamento.
Data do início deste século a nova fachada, em estilo neoclássico, que se conserva até hoje. O conjunto se descaracterizou com a demolição de uma ala do seminário que deu lugar a uma rua e com a mudança do uso, que passou a ser comercial. Atualmente encontra-se em obras de restauração.
Fonte Maria L. T. Carneiro e Maria A. G. de Decca
Foto Tereza C. R. e. Pereira

JARDIM DA LUZ
Rua Ribeiro de Lima, 99 - Luz
Processo: 20236/77      Tomb.: Res. 31 de 8/8/81      D.O.: 11/8/81 e 12/9/81
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 7, p. 303, 18/8/1986
O Jardim da Luz, um dos mais antigos logradouros públicos da cidade, foi concebido originalmente para ser um Jardim Botânico. Suas obras, iniciadas em 1799, evoluíram lentamente e foram inauguradas apenas em 1825.
A partir de 1838,  transformado em jardim público, passou por várias remodelações recebendo nova coleção de plantas e grades de ferro. Mudanças significativas ocorreram quando da cessão de terrenos pertencentes ao jardim para a construção da estação ferroviária e do Liceu de Artes e Ofícios, o que ocasionou, além do prejuízo à sua simetria original, redução do arvoredo e mudanças na disposição de suas ruas.
O jardim foi muito freqüentado pelas famílias paulistanas que desfrutavam a bela coleção de plantas, várias estátuas e um lago.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide
MOSTEIRO DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA LUZ
Avenida Tiradentes, 676 - Luz
Processo: 22057/82      Tomb.: ex-officio em 27/8/79 e 12/5/82
Tomb.: Iphan em 16/8/43
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 38, p. 3, 5/4/1971
As primeiras referências à ermida da Luz datam do final do século XVI. A pequena capela, muito procurada por fiéis e viajantes que transitavam pelo caminho ou "estrada real", que cortava os campos do Guaré, conservou-se até 1729, permanecendo abandonada até meados deste século, quando por iniciativa da irmã Helena Maria do Sacramento e do frei Antônio Sant’Ana Galvão foram realizadas obras de ampliação, inauguradas em 1774, recebendo a denominação de Convento de Nossa Senhora da Luz da Divina Providência. Nesta ocasião, algumas paredes de taipa foram reforçadas, o madeiramento substituído e alguns cômodos construídos. No terreno contíguo foi construído o atual edifício do mosteiro cujas obras duraram cerca de 48 anos.
Edificada em taipa de pilão, a igreja possui duas fachadas, a mais antiga, voltada para o centro e, a mais recente, para a Avenida Tiradentes.
Em 1970, a ala esquerda, restaurada, foi ocupada pelo Museu de Arte Sacra de São Paulo, criado por Decreto Estadual em 28/10/1969.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Luiz Roberto Kamide e Victor Hugo Mori

PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Avenida Tiradentes, 141 e 173  e Praça da Luz, 2 - Luz
Processo: 00215/79     Tomb.: Res. 24 de 5/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 224, p. 62, 19/1/1987
O terreno, junto ao Jardim da Luz, foi doado pelo governo do Estado, em 1897, ano em que se iniciou a construção do edifício, inicialmente destinado a abrigar o Liceu de Artes e Ofícios. Em 15/11/1905, foi inaugurado como Ginásio do Estado e Pinacoteca, sob a direção do arquiteto Ramos de Azevedo, autor do projeto do edifício.
Construído em alvenaria de tijolos, em estilo neoclássico, observa-se ainda hoje que as fachadas do edifício e a laje de forro sobre a entrada não foram concluídas, faltando o reboco. Os pisos são revestidos de mármore e de lajotas cerâmicas, as portas em madeira trabalhada e a cobertura em telhas francesas.
Atualmente, ocupada pela Pinacoteca do Estado, o edifício foi restaurado e sofreu fortes intervenções exigidas pelo uso.
Fonte Condephaat/Boletim 1973
Foto Tereza C. R. E. Pereira
 
PORTAL DE PEDRA DO ANTIGO PRESÍDIO TIRADENTES
Avenida Tiradentes esquina com a Praça Coronel Fernando Prestes - Luz
Processo: 23345/85     Tomb.: Res. 59 de 25/10/85      D.O.: 26/10/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 242, p. 65, 21/10/1987
A Casa de Correição, mais tarde Presídio Tiradentes foi criada em 1825, quando São Paulo possuía apenas uma cadeia pública, sediada no Paço Municipal, responsável pela prisão de arruaceiros e escravos fugitivos.
Durante o Estado Novo, recebeu presos políticos, entre eles, Monteiro Lobato, que ocupou a cela no 1. Com a mudança ocorrida no país a partir de 1964, o presídio testemunhou outra etapa de nossa história, quando se tornou lugar de detenção e repressão aos primeiros opositores do regime militar. No final de 1972, o edifício foi demolido, em função das obras do Metrô, permanecendo apenas o arco de entrada, construído na década de 1930.
Fonte Sheila Schvarzman
Foto Denis Heuri

QUARTEL DA LUZ
Avenida Tiradentes, 440 - Luz
Processo: 15268/69     Tomb.: Res. de 15/12/72      D.O.: 16/12/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 68, p. 6, 19/10/1972
A iniciativa para a construção do Quartel da Luz foi do barão de Parnaíba, presidente da Província, sendo, porém, o seu sucessor Pedro Vicente de Azevedo quem deu início às obras, em terrenos adquiridos do Mosteiro de  Nossa Senhora da Luz e do capitão-cirurgião-mor Cândido Ribeiro dos Santos.
Projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1892, o quartel foi construído em alvenaria de tijolos seguindo as linhas gerais do ecletismo, do final do século XIX. Apresenta uma implantação simétrica, com quatro alas voltadas para o pátio interno e uma chaminé contemporânea ao edifício. Externamente, linhas reentrantes, contínuas e paralelas no revestimento reforçam a horizontalidade do edifício, destacando-se, no interior, as portas em pinho de Riga.
Fonte Eneida Malerbi e Valéria Rogatis
Foto Tereza C. R. e. Pereira

VILA ECONOMIZADORA
Ruas: São Caetano, Dr. Luiz Piza, Prof. Leôncio Gurgel, Dr. Cláudio de Souza, Economizadora, Euricles Félix de Matos e Av. do Estado - Luz
Processo: 20213/77     Tomb.: Res. 36 de 27/9/80      D.O.: 30/9/80
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 135, p. 25, 29/5/1981
No início do século XX, novas construções e loteamentos marcaram decisivamente as mudanças no aspecto das cidades. Proliferaram-se os bairros operários, principalmente ao redor das estações ferroviárias, das novas linhas de bondes ou próximas das concentrações fabris.
Empreendimento da Sociedade Mútua Economizadora Paulista, a Vila Economizadora é um exemplar de conjunto residencial operário originalmente constituído de 134 unidades, distribuídas entre residências e armazéns. Foi construída pelo empreiteiro italiano Antonio Bocchini, entre os anos de 1908 e 1915, no alinhamento frontal dos lotes, com entradas laterais, em área dividida por cinco ruas, com nomes dos sócios da companhia financeira de empréstimos.
As casas foram alugadas, a preços baixos, principalmente a imigrantes italianos. Em 1935, João Ugliengo, presidente do Moinho Santista, comprou a vila que continuou alugada a inquilinos.
Fonte Carlos Lemos
Foto Luiz Roberto Kamide e Andréa Gomes

Gabriel:
Morumbi
CASA DE VIDRO
Rua General Américo de Moura, 200 - Morumbi
Processo: 24938/86     Tomb.: Res. 06 de 19/1/87      D.O.: 20/1/87
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 264, p. 69, 23/1/1987
A Casa de Vidro foi projetada, originalmente, para abrigar o centro de recepções do Instituto de Arte Contemporânea, pela arquiteta Achillina Bo Bardi. Não se viabilizando este uso, tornou-se a residência do casal Lina e Pietro Maria Bardi, que chegou ao Brasil, em 1947.
O projeto da sua residência foi orientado pelos conceitos racionalistas da arquitetura moderna internacional. O edifício implantado à meia-encosta é sustentado por meio de pilotis de aço que brotam da área de embasamento, servindo de acesso ao pavimento superior, nível da residência propriamente dita. O projeto permitiu a perfeita integração da residência com a paisagem arborizada que a envolve.
Fonte Arquivo Condephaat

CHÁCARA TANGARÁ
Av. Marginal do Rio Pinheiros - Morumbi
Processo: 27096/89      Tomb.: Res. 10 de 6/4/94      D. O.: 7/4/94
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 28, p. 309, 23/5/1994
Trata-se de área remanescente de antiga fazenda da família Pignatari, com 482 m2, situada na Marginal do Rio Pinheiros.
O Parque Burle Marx, antiga Chácara Tangará, possui mancha expressiva de mata, onde predomina cobertura vegetal de porte arbóreo, sendo uma parte composta de mata secundária em estágio avançado de recuperação, caracterizando-se como um dos últimos testemunhos da Mata Atlântica de planalto na área urbana de São Paulo. Nela encontram-se, além dos jardins do paisagista Burle Marx, construções de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer.
Para fins de tombamento foram consideradas apenas as duas manchas de mata nativa em melhor estado de conservação e os jardins projetados por Burle Marx.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Luiz Roberto Kamide

Pacaembu
ANTIGA UNIDADE  SAMPAIO VIANA DA FEBEM E ÁREA VERDE
Rua Angatuba, 756 - Pacaembu
Processo: 25074/86      Tomb: Res. 62 de 22/6/98     D.O.: 23/6/98
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 325, p. 82, 5/4/1999
O Asilo dos Expostos, como era chamado o conjunto remanescente das edificações que até o ano de 1998 abrigou a Unidade Sampaio Viana da Febem, foi criado em 1895 pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Sua implantação se deu em uma área de 216 mil metros quadrados, parte da antiga chácara Wanderley, localizada na região denominada Pacaembu de Cima, que, na ocasião, constituía-se em lugar ermo, distante da área urbanizada.
A antiga edificação logo apresentou problemas estruturais e foi substituída por outra mais sólida, projetada pelo Escritório Ramos de Azevedo, por volta de 1910. O novo prédio compunha-se de três pavimentos destinados a salas de aula, de mordomo, diretoria, médico, dentista e farmácia, sala de curativos e rouparia. Nos dois pavilhões laterais distribuíam-se os leitos.
O tombamento incidiu sobre os edifícios da administração, serviços (cozinha e refeitório), pavilhão de dormitórios interligados por galeria aérea envidraçada, capela, berçário e área verde.
Fonte Sônia de Deus Rodrigues Bercito
Foto Tereza C. R. E. Pereira
   
BAIRRO DO PACAEMBU
Pacaembu
Processo: 23972/85      Tomb.: Res. 8 de 14/3/91      D.O.: 16/3/91
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 23, p. 307, 25/04/1991
O bairro do Pacaembu assenta-se sobre o Vale do Ribeirão Pacaembu entre as altas encostas onde se localizam, atualmente, os bairros de Higienópolis e Perdizes. A sua implantação se deu a partir de 1925 quando a Companhia City começou a urbanizar 998.130 m², fazendo o arruamento, traçando os lotes e colocando-os à venda. Em 1941, a City adquiriu mais 400.000 m² da Santa Casa de Misericórdia. A primeira medida foi drenar os terrenos inundáveis e canalizar o ribeirão onde está assentada a larga e arborizada Avenida Pacaembu. Foram executados também trabalhos de terraplenagem com cortes e aterros para amenizar a declividade das encostas do vale. O adensamento no bairro aconteceu por volta de 1930, depois da construção do Estádio do Pacaembu pela prefeitura.
O tombamento abrange o atual traçado urbano, a vegetação arbórea, o padrão de ocupação do lote e o belvedere público localizado na Rua Inocêncio Unhate.
Fonte Sheila Schvarzman

CASAS MODERNISTAS
Rua Bahia, 1126 e Rua Itápolis, 961 - Pacaembu
Processo: 29826/92      Tomb.: ex-offício em 31/1/94
Tomb.: Iphan em 27/6/86
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 313, p. 79, 23/5/1994
Em 1927, Gregori I. Warchavchik projetou a primeira casa modernista, à Rua Santa Cruz, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.
As casas das Ruas Itápolis e Bahia, também projetadas de acordo com a pureza do estilo moderno, marca de sua obra, foram concluídas em 1930.
A residência da Rua Itápolis, de pequenas proporções, em dois pavimentos, foi palco, no ano de sua conclusão, de uma exposição de arte moderna, com obras de artistas de grande projeção na época.
A da Rua Bahia, de grandes dimensões, encontra-se implantada em um lote com grande desnível de terreno, resultando em uma edificação com quatro pisos, sendo um deles subsolo.
Fonte Processo de Tombamento
Fotos  Tereza C. R. E. Pereira (Itápolis) e José Renato Melhem (Bahia)

ESTÁDIO PAULO MACHADO  DE CARVALHO
Entre as Ruas Desembargador Paulo Passalacqua, Capivari e Itápolis e Praça Charles Miller - Pacaembu
Processo: 26288/88      Tomb.: Res. SC-5 de 21/1/98      D.O.: 2/4/98
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 322, p. 81, 26/8/1998
O Estádio do Pacaembu, como também é conhecido, foi inaugurado em 27 de abril de 1940 e construído em terras cedidas pela Companhia City, de acordo com projeto do Escritório Técnico Ramos de Azevedo - Severo e Villares. Influenciado pelo estilo Art-Deco, o estádio sofreu várias intervenções, sendo a mais significativa a introdução de uma grande arquibancada - “Tobogã” - em substituição à concha acústica que fazia parte do projeto original. Outras edificações como o ginásio de esportes, quadra de tênis, piscina olímpica e demais instalações formam juntamente com o estádio um complexo de importância significativa para a história do esporte paulista.
Foram incluídos no tombamento, em razão da importância paisagística, três elementos urbanísticos localizados nas imediações do estádio: a ponte da Av. General Olympio da Silveira sobre a Av. Pacaembu, o muro do Cemitério do Araçá, na lateral da Av. Major Natanael e a Praça Charles Miller.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Tereza C. R. E. PereiraParaíso
CASA DAS ROSAS
Avenida Paulista, 37 - Paraíso
Processo: 22104/82      Tomb.: Res. 57 de 22/10/85      D.O.: 24/10/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 241, p. 65, 21/1/1987
Antiga residência de Ernesto Dias de Castro, genro de Ramos de Azevedo, o edifício de dois pavimentos, porão e sótão, foi construído na década de 1930. Possui, entre as suas dependências, oito quartos, escritório, salas, cozinha, copa, mansarda e lavanderia.
Quanto ao seu estilo, o projeto de Felisberto Ranzini insere-se no padrão eclético das construções do início deste século. O sobrado, avarandado no pavimento térreo e com terraços descobertos, guarnecidos de guarda-corpos com elementos vazados, no superior, possui telhado em ardósia, com águas acentuadamente inclinadas, de inspiração européia.
Restaurada recentemente, a Casa das Rosas, abriga um museu da Secretaria Estadual de Cultura. Nos fundos do lote foi construído um edifício de grandes proporções cujo projeto teve a preocupação de respeitar as visuais do bem tombado.
Fonte Maria Luiza Tucci Carneiro
EE RODRIGUES ALVES
Avenida Paulista, 227 - Paraíso
Processo: 22106/82      Tomb.:  Res. 21 de 10/4/85      D.O.: 11/4/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 236, p. 64, 20/1/1987
O Grupo Escolar da Avenida funcionava precariamente em um casarão, alugado e adaptado para este uso, na esquina da Rua Pamplona com a Avenida Paulista. Esta prática, comum no início da implantação da rede oficial de ensino paulista, implicava em um número de vagas sempre limitado.
Com a nova política de disseminação da instrução elementar, adotada pelo Estado de São Paulo durante a Primeira República, foi aberta a concorrência pública durante o governo de Altino Arantes, visando a compra de terreno para a construção do "Grupo Escolar Rodrigues Alves".
Projetada por Ramos de Azevedo, as obras da escola foram concluídas em 1919. O edifício possui dois pavimentos, em estilo eclético, com elementos neoclássicos. A configuração inicial da implantação do edifício sofreu algumas alterações com a perda de grande parte do jardim fronteiro e a construção de um galpão em sua parte posterior.
Fonte Sônia de Deus Rodrigues e Maria Lúcia P. Machado
Foto Edna H. M. Kamide

Parelheiros
CRATERA DE COLÔNIA
Região sul do município de São Paulo, distrito de Parelheiros
Processo: 32938/95      Tomb.: Res. SC 60 de 20/8/03      D.O.: 29/8/03
Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico: Inscrição nº 11, p. 8, 5/7/2004
A Cratera de Colônia, localizada nas proximidades da borda sudeste do Planalto Paulistano, extremo sul do município de São Paulo, foi descoberta acidentalmente em 1961, a partir de fotos aéreas. Com idade estimada de 36 milhões de anos pelos cientistas, possui formato circular, envolto por um anel externo de relevo colinoso que se eleva até 125 m da planície central pantanosa em uma superfície com 3,64 km de diâmetro.
Embora ainda não tenham sido encontradas evidências conclusivas sobre a sua origem, desde os primeiros estudos foi caracterizada como um astroblema (cicatriz produzida na crosta terrestre pela queda de um meteorito gigante ou cometa). É a única com preenchimento sedimentar de turfa no Hemisfério Sul, com aproximadamente 400 m de espessura.
Entre outros valores significativos atribuídos à cratera, além do científico, pode-se citar a presença de cobertura vegetal de floresta úmida (arbórea nativa densa) e o fato de inserir-se em área de proteção de recursos hídricos da região metropolitana de São Paulo.
Fonte Simone Scifone
Penha
IGREJA DE NOSSA SENHHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS
Largo do Rosário, s/n - Penha
Processo: 20776/79     Tomb.: Res. 23 de 4/5/82      D.O.: 7/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 181, p. 42, 15/6/1982
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos da Penha de França foi construída provavelmente no início do século XIX.
De construção simples em taipa de pilão, possui apenas uma nave, capela-mor, galeria lateral e sacristia. Sua pobreza foi atestada em 1838 quando os pertences da capela foram inventariados. Nela existia apenas uma cruz de prata pesando duas libras.
No final do século XIX, foram construídos a torre e o frontão e, data deste período, o seu estilo eclético com tendências ao classicismo. Internamente observam-se modestos retábulos e uma dependência onde são guardados ex-votos. Em 1920, à igreja foi acrescentado um anexo e, nos anos de 1962 e 1969, sofreu pequenas reformas.
Fonte Heloísa Barbosa da Silva
Foto Luiz Roberto Kamide
Perdizes
CONJUNTO DE EDIFÍCIOS DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
Endereço: Rua Monte Alegre, 984 a 1024 - Perdizes
Processo: 31720/94      Tomb.: Res. SC 29 de 11/1/02      D.O.: 23/1/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 332, p. 84, 8/2/2002
O bairro de Perdizes iniciou a sua formação em meados do século XIX e se expandiu após a segunda metade da década de 1920. Devido a sua localização, tranqüilidade e bons ares, atraiu o Convento das Carmelitas e outras instituições e se caracterizou como um bairro residencial de classe média. A quadra, onde atualmente se encontra a PUC-SP, formada pelas atuais ruas Monte Alegre, João Ramalho, Ministro Godoy e Bartira, constituía-se na antiga Chácara Lúcia de propriedade de Germaine Lucie Buchard, Condessa de Gontand Birou. Em 1948, as Carmelitas deixaram o Mosteiro que foi doado para a Universidade Católica.
O conjunto é formado pelo antigo Convento das Carmelitas Descalças e Capela, projetado por Alexandre Albuquerque, no início da  década de 1920, em estilo neocolonial e pelo Teatro da Universidade Católica – Tuca, de 1965. De amplo significado para a história do bairro, do ensino superior em São Paulo e da resistência de setores organizados da sociedade paulista ao regime autoritário, entre as décadas de 1960 e 1980, os edifícios da PUC-SP simbolizam “um momento específico da expansão do ensino religioso no país” e uma “concepção de cultura como arma de resistência política”.
Fonte Marly Rodrigues e Walter Fragoni
Foto Tereza C. R. E. Pereira

EDIFICAÇÕES DE PROPRIEDADE DOS DOMINICANOS
Rua Caiubi, 126 e 164 e Rua Atibaia, s/n - Perdizes
Processo: 24183/85      Tomb.: Res. 20 de 4/5/88      D.O.: 5/5/88
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 278, p. 72, 18/7/1988
O conjunto de bens tombados é composto de uma residência que pertenceu à antiga Chácara Cardoso de Almeida, do Convento de Santo Alberto, da Igreja Matriz de São Domingos e da área verde localizada nos fundos da propriedade.
A casa da antiga chácara foi construída provavelmente no início deste século, em estilo eclético e implantada na parte mais elevada do terreno, com um terraço. O Convento de Santo Alberto, também eclético, com características neoromânicas, do final da década de 1930, possui dois pavimentos, um porão e um sótão e, atualmente, é ocupado pelo Colégio Pentágono.
A Igreja de São Domingos data do final da década de 1950. O projeto original, de Adolf Franz Heep, que se destinava a uma praça, sofreu adaptações para a implantação no novo terreno.
Fonte Maria Luiza Tucci Carneiro
Foto Edna H. M. Kamide

SINO QUE ANUNCIOU A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Largo Padre Péricles - Perdizes
Processo: 00151/72      Tomb.: Res. de 31/5/72      D.O.: 1/6/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 60, p. 4, 21/9/1972
O sino pertence à Igreja de São Geraldo e encontra-se instalado em  sua torre, com acesso difícil. É denominado Bronze Velho desde os tempos em que pertenceu à antiga Catedral da Sé. Em 1913, com a demolição da catedral, foi transferido para o Mosteiro da Luz e, em junho de 1942, doado à Igreja de São Geraldo.
Fundido em bronze misturado a 18 kg de ouro, com uma altura de 1,75 m por 1,70 m de diâmetro, o sino pesa 2.250 kg. Foi fundido por Francisco Chagas Sampaio em 1820. No sino estão gravados o nome do autor, as armas do Reino de Portugal e trecho do salmo 150.
Fonte Deusdet de Araújo

Gabriel:
Santa Ifigênia
PRÉDIO DO ANTIGO DOPS
Endereço: Praça General Osório, 66, 88, 120 e 136 – Santa Ifigênia
Processo: 38685/99      Tomb.: Res. SC-28  de 8/7/99      D.O.: 9/7/99
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 327, pp. 82 e 83, 9/3/2000
O edifício, conhecido principalmente por ter abrigado entre 1942 e 1983 o Departamento de Ordem Política e Social – DOPS, foi construído entre 1910 e 1914 para a instalação do Armazém Central e escritórios administrativos da Estrada de Ferro Sorocabana. Sediou também o Decon – Delegacia do Consumidor de 1983 a 1998, quando foi transferido para a Secretaria de Estado da Cultura. Após passar por obras de restauração, o edifício foi inaugurado em 2 de julho de 2002 para abrigar o Memorial da Liberdade.
O prédio, cujo projeto em estilo eclético é atribuído ao arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, caracteriza-se pela racionalidade dos espaços, reunindo em pontos estratégicos a circulação vertical, nas duas torres, em meio a grandes espaços livres. Externamente, a fachada, obedecendo a um eixo central de simetria, em tijolinho aparente e detalhes de massa em relevo, confere ao edifício elegância e sobriedade que juntamente com a Estação da Luz e a antiga Estação Júlio Prestes compõem um cenário dos mais expressivos da arquitetura ferroviária.
Fonte Elisabete Mitiko dos Santos
Foto Tereza C. R. E. Pereira
ESTAÇÃO JULIO PRESTES
Rua Mauá, 51 - Santa Ifigênia
Processo: 36990/97        Tomb.: Res. SC 27   8/7/99         D. O.  9/7/99
   
Santana
HIDROAVIÃO JAHÚ
Av. Santos Dumont, 1979 – Campo de Marte: Setor B-Hangar da Polícia Militar - Santana
Processo: 39.731/00      Tomb.: Res. SC 114 de 12/12/02      D.O.: 1/1/03
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 341, p. 88, 14/11/2003
O hidroavião Jahú, modelo italiano Savóia Marchetti S-55, único exemplar do gênero no mundo, foi construído em madeira e possui dois motores da marca Isota Fraschini. Com capacidade para quatro lugares, tem 24m de envergadura, 16,2m de comprimento e 5,7m de altura.
Foi adquirido em 1926 por João Ribeiro de Barros, um paulista da cidade de Jaú, que com ele realizou a travessia aérea pelo Atlântico, partindo da Itália e chegando ao Brasil, em Fernando de Noronha, no dia 28 de Abril de 1927, após percorrer um total de 3.200 km e 12 horas no ar. Nesta viagem foram consumidos 2,3 mil quilos de gasolina, 262 quilos de óleo, voando a uma velocidade de 190 km/h e a uma altitude média de 250m, no rumo de 223º magnéticos.
A tripulação, além do piloto João Ribeiro de Barros, era formada pelo co-piloto João Negrão, o mecânico Vasco Cinquini e o navegador Newton Braga.
Fonte Processo de Tombamento
Foto Arquivo Condephaat e Tereza C. R. E. Pereira

SÍTIO SANTA LUZIA
Rua Sóror Angélica, 364 - Santana
Processo: 21185/80      Tomb.: Res. 43 de 12/5/82      D.O.: 21/5/82
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 195, p. 47, 19/7/1982
A casa do Sítio Santa Luzia, provavelmente do século XIX, foi construída em taipa de pilão e dotada de um pavimento, mais sótão, para uso residencial, e pertenceu a Joaquim Eugênio de Lima. Hoje, localiza-se em área totalmente urbanizada.
Sua fachada principal apresenta lateralmente blocos simétricos, com alpendres reentrantes tanto na elevação frontal como na posterior e telhado de duas águas, tal como outros exemplares bandeiristas do período.
As reformas anteriores a 1917 substituíram o revestimento do piso e o forro de alguns compartimentos. Em 1918, foram efetuadas subdivisões internas com paredes em alvenaria de tijolos. O girau foi reconstruído e sofreu acréscimo de dois banheiros. É deste período o desmembramento de algumas áreas do lote.
Fonte Maria C. S. Schichi e Edgard T. D. do Couto
Foto Tereza C. R. E. Pereira

Santo Amaro
MERCADO MUNICIPAL DE SANTO AMARO
Praça Francisco Ferreira Lopes - Santo Amaro
Processo: 16705/70      Tomb.: Res. de 21/9/72      D.O.: 22/9/72
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 66, p. 6, 4/10/1972
A Vila de Santo Amaro abastecia a capital de madeiras, cereais e outras mercadorias produzidas na região ou recebidas das cidades de Itapecerica e Embu. A função de entreposto comercial propiciou à vila um rápido crescimento, o que fez com que a Câmara Municipal propusesse a construção de um edifício destinado à comercialização de tais produtos.
Em 1896, finalmente, iniciou-se a construção do Mercado de Santo Amaro que foi inaugurado em 23/5/1897 e manteve sua função original até 1958, quando foi utilizado para usos diversos. Após o restauro efetuado pela prefeitura, abriga atividades da Secretaria Municipal de Cultura.
Construído em alvenaria de tijolos, o edifício tem influências mouriscas e é marcado pelo lanternim central e pelos alpendres laterais que não faziam parte do projeto original, tendo sido executados na ampliação de 1903.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Edna H. M. Kamide
São Miguel Paulista
IGREJA DE SÃO MIGUEL
Praça  Padre Aleixo Monteiro Mafra, s/n - São Miguel Paulista
Processo: 00368/73      Tomb.: ex-officio em 11/12/74
Tomb.: Iphan em 21/10/38
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 101, p. 14, 6/5/1975
A Igreja de São Miguel localiza-se em terras da antiga aldeia de El-Rei de São Miguel de Ururaí, administrada pelos jesuítas nos séculos 16 e 17.
A primeira capela, construída por volta de 1580, foi substituída pela atual em 1622, conforme inscrição existente na verga da porta principal. O edifício alpendrado, em nave única, capela-mor e teto de telha vã, com madeiramento aparente, apresenta técnica construtiva em taipa de pilão e cobertura em duas águas. No seu interior, existem peças em jacarandá torneadas.
Em 1691, por determinação do conselheiro Diogo Barbosa Rego, a igreja sofreu reparos. No século XVIII, sob a orientação dos franciscanos, o pé-direito da capela elevou-se de 4 para 6 m, ficando a cobertura da varanda lateral em nível inferior, o que possibilitou o surgimento das janelas do coro.
Entre 1939 e 1940, foi restaurada pelo Iphan, sob a direção de Luís Saia.
Fonte Processo de Tombamento
SEDE DO SÍTIO MIRIM
Rua Dr. Assis Ribeiro, s/n - São Miguel Paulista
Processo: 22053/82      Tomb.: ex-officio em 12/5/82
Tomb.: Iphan em 6/3/73
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 219, p. 62, 19/1/1987
A informação mais antiga existente sobre este imóvel remonta a 1750, quando aí residiu o guarda-mor Francisco de Godoy Preto. Porém, não se sabe ao certo a data da construção da casa do sítio, que se constitui em exemplar único no conjunto das casas bandeiristas, por apresentar diferente disposição de planta e de soluções construtivas. Em relação à planta, não existe o grande salão central para o qual se voltavam cômodos localizados em suas laterais, mas uma área interna dividida em pequenos ambientes. Quanto à varanda, apresenta-se em forma de "L", ao longo de duas fachadas, com uma parede de taipa envolvendo-a em determinados trechos. Construída em taipa de pilão, suas paredes são relativamente delgadas, com 50 cm de espessura e telhados com dupla inclinação. A planta é praticamente retangular, não fosse o cômodo situado fora dele em uma de suas laterais.
Em 1945, apresentava-se alterada e em péssimo estado de conservação e, apesar dos trabalhos de consolidação, em 1967, encontra-se em ruínas.
Fonte Luís Saia

Tatuapé
CASA DO SÍTIO TATUAPÉ
Rua Guabiju, 49 - Tatuapé
Processo: 00367/73      Tomb.: ex-officio em 11/12/74
Tomb.: Iphan em 22/10/51
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 100, p. 14, 6/5/1975
A casa do Sítio Tatuapé foi construída entre os anos de 1668 e 1698, pelo administrador Mathias Rodrigues da Silva, em terras que pertenceram ao Padre Matheus Nunes da Siqueira. A descrição deste imóvel apareceu pela primeira vez no inventário de Catharina d'Orta, esposa do administrador.
Após sucessivos donos, a propriedade foi transformada em olaria para a fabricação de telhas, na segunda metade do século XIX. Em 1877, foi adquirida pela família Correa de Albuquerque que a vendeu, em 1945, por espólio de Elias Quartim à tecelagem Textillia, dando início ao loteamento da área.
A casa, em planta retangular e cobertura em duas águas, foi construída em taipa de pilão. Possui três lanços, com alpendre fronteiriço, além de um sótão. Como destaque de apurado acabamento, sobressaem-se as portas externas almofadadas com desenhos geométricos.
Fonte Eneida Malerbi
Foto Edna H. M. Kamide
Vila Brasílio Machado
CAPELA CRISTO OPERÁRIO
Rua Vergueiro, 7.290 - Vila Brasílio Machado
Processo: 42558/01      Tomb.: Res. SC 42 de 02/09/04      D.O.: 14/09/04
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 346, pp. 92 e 93, 20/1/2005
A Capela Cristo Operário, atualmente propriedade da Sociedade Impulsionadora da Instrução da Ordem dos Dominicanos, foi  construída pelo frei João Batista Pereira dos Santos, no início da década de 1950, quando desenvolveu um trabalho social junto à comunidade operária de Vila Brasílio Machado, no alto do Ipiranga.
A sua proposta, influenciada pelo movimento Economia e Humanismo, consistia em criar uma comunidade de trabalho que aliasse à doutrina moral a prática profissional e a formação cultural. Bem relacionado, Frei João Batista ofereceu cursos ministrados por Alfredo Volpi e Roberto Burle Marx, além de instalar, no local, a fábrica de móveis Unilabor, dissolvida em meados da década de 1960 por motivos ideológicos, econômicos e políticos.
No interior da capela concentram-se obras de renomados artistas como Alfredo Volpi, Yolanda Mohalyi, Geraldo de Barros, Giuliana Segre Giorgi, Moussia Pinto Alves, Elizabeth Nobiling, Giandomenico de Marchis e Roberto Tatin. Os jardins  foram projetados por Burle Marx.
Fonte Processo de Tombamento

Vila Buarque
CASAS DE ALUGUEL
Rua Bento Freitas, 76, 86 e 88 - Vila Buarque
Processo: 25915/88      Tomb.: Res. SC 25 de 15/12/93      D.O.: 16/12/93
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 310, p. 78, 23/2/1994
No final do século XIX, o adensamento da área central da cidade de São Paulo influenciou o surgimento de novos bairros como o dos Campos Elíseos, Higienópolis e Vila Buarque. Neles se instalaram, de modo geral, famílias ricas ou de classe média.
A Vila Buarque surgiu de um loteamento implantado, por volta de 1890, na antiga chácara que pertenceu ao marechal José Arouche de Toledo Rendon. Neste bairro, nas junções das Ruas Bento Freitas e Santa Isabel, foi construído, em 1897, o conjunto de três casas de aluguel, uma de esquina e duas geminadas, de conformação neoclássica, implantadas no alinhamento frontal do lote e com porão habitável. São casas de alvenaria de tijolos, com pisos e forros de madeira. As elevações são tratadas com platibandas profusamente ornamentadas com medalhões e balaustradas, e janelas encimadas por frontões triangulares e curvos, únicas partes ainda íntegras dos imóveis.
Fonte Sonia de Deus Rodrigues e Vera Martins

EDIFÍCIO DO INSTITUTO DOS ARQUITETOS DO BRASIL
Rua Bento Freitas, 306 – Vila Buarque
Processo: 31622/94      Tomb.: Res. SC 41 de 17/1/02      D.O.: 23/1/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 331, p. 84, 7/2/2002
Em 1946, o IAB-SP organizou um concurso, entre os seus associados, para a elaboração de projeto do edifício-sede da entidade.
O júri, composto pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa e Firmino Saldanha, selecionou os anteprojetos de três equipes: Rino Levi e Roberto Cerqueira César; Jacob Ruchti, Miguel Forte e Galiano Ciampaglia; Abelardo de Souza, Hélio Duarte e Zenon Lotufo. Por sugestão de Niemeyer, os três escritórios reuniram-se para desenvolver o projeto final que resultou num exemplar considerado um dos marcos da arquitetura moderna em São Paulo.
Além da sede do IAB, que ocupa o térreo e o andar duplo superior, o edifício abriga escritórios e, no subsolo, um auditório. Os acessos são totalmente independentes, utilizando-se escada privativa para instituição e, elevadores, para os escritórios.
No decorrer do tempo, o edifício incorporou obras de arte de indubitável valor que foram incluídas no tombamento: murais de Antônio Bandeira e de Ubirajara Ribeiro, móbile denominado The Black Widow de Alexander Calder e a escultura atribuída a Bruno Giorgi.
Fonte Paulo Sérgio Del Negro   
Foto José Renato Melhem
FACULDADE DE FILOSOFIA , CIÊNCIAS E LETRAS DA USP
Rua Maria Antônia, 294 e 310 – Vila Buarque
Processo: 23394/85        Tomb.: Res. SC 53   3/10/88        D. O.  4/10/88
INSTITUTO MACKENZIE
Rua Itambé,  45 – Vila Buarque
Processo: 24020/85        Tomb.: Res. SC 27   15/12/93        D. O.  16/12/93

Vila Fachini
TERREIRO "ACHÉ ILÉ OBÁ"
Rua Azor Silva, 77 - Vila Fachini
Processo: 26110/88      Tomb.: Res. SC 22 de 14/8/90      D.O.: 16/8/90
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 295, p. 74, 19/9/1990
Caio Egydio de Souza Aranha fundou, na década de 1950, o Centro de Congregação Espírita Pai Jerônimo, no Brás. Por questões de saúde interrompeu suas atividades, retomadas na década seguinte, no Jabaquara. Neste novo terreiro, dedicou-se ao ritual caboclo, característico da Umbanda, e ao Candomblé, cuja iniciação aconteceu no terreiro Engenho Velho, Aché de Tia Aninha, renomada Ialorixá da Bahia.
Na década de 1970, com um número muito grande de adeptos, pai Caio resolveu ampliar suas instalações construindo, com fundos arrecadados pela comunidade, uma ampla sede para a sua congregação, inaugurada em 1977. Com sua morte, em 1984, substituiu-o sua filha de santo e sobrinha Sylvia de Oxalá.
O Terreiro de Aché Ilé Obá encontra-se instalado em área de 400 m², com espaços individuais reservados a cada Orixá, ou famílias de Orixás, um barracão comum para cerimônias privadas e festas públicas, além de salas de serviços ligadas ao culto.
Fonte Marly Rodrigues
Foto  Luiz Roberto Kamide
Vila Mariana
CASA MODERNISTA
Rua Santa Cruz, 325- Vila Mariana
Processo: 22831/83      Tomb.: Res. 29 de 20/10/84      D.O.: 23/10/84
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 272, p. 70, 25/3/1987
Gregori Warchavchik (1896-1972), nasceu em Odessa, na Rússia e, aos dezessete anos, já demonstrava grande interesse pela arquitetura. Em 1917, matriculou-se na Itália, no Instituto Superior de Belas Artes de Roma, concluiu o curso de arquitetura em 1920 e, três anos depois, chegava ao Brasil, a convite de Roberto Simonsen, para trabalhar na Companhia Construtora de Santos.
Em 1925, Warchavchik publicou o manifesto intitulado Futurismo e, dois anos depois, finalizou as obras da Casa Modernista, por ele projetada, primeira edificação em que se empregou os princípios racionalistas no Brasil.
O sobrado, de linhas retas, em forma de cubos e planos, característica da arquitetura moderna, possui cobertura com telhas coloniais, embutidas por platibandas. Os detalhes das esquadrias, tanto em madeira quanto em ferro, foram por ele desenhados e executados em sua própria oficina. O jardim foi projetado por sua mulher, Mina Klabin, que proveu a área de 12.000 m² com plantas típicas brasileiras.
Fonte Processo de Tombamento

INSTITUTO BIOLÓGICO
Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana
Processo: 33348/95      Tomb.: Res. SC 113 de 25/2/02      D.O.: 20/3/02
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 334, p. 85, 22/4/2002
Em art déco, o edifício do Instituto Biológico, erguido na década de 30, caracteriza-se pela monumentalidade, constituindo-se exemplar de relevância no cenário da arquitetura paulistana.
Aos 26 de Dezembro de 1927, o Governo Estadual criou o Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal com o objetivo de ampliar as pesquisas iniciadas em 1924, relacionadas às pragas que atingiam o café. Em 1928, os meios de comunicação divulgavam a grandiosidade do empreendimento da construção da sua sede, cujo projeto, de autoria do arquiteto Mário Whately, introduzia as mais modernas inovações tecnológicas.
O conjunto tombado compõe-se das seguintes edificações: sede (laboratórios e administração), garagem, biotério, bioquímica fitopatológica, insetário, estufas de vidro anexas e laboratórios da área animal, além do jardim frontal, cafezal, arruamento interno e área remanescente.
Fonte Vitor Campos
Foto Tereza C. R. E. Pereira
MATADOURO DE VILA MARIANA
Largo Senador Raul Cardoso, 133 e 207 - Vila Mariana
Processo: 22625/83      Tomb.: Res. 7 de 4/3/85      D.O.: 5/3/85
Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 235, p. 64, 20/1/1987
O velho Matadouro de Humaitá, no Largo da Pólvora, tornara-se pequeno para atender à população paulistana que praticamente duplicara, por volta de 1880. Para suprir esta demanda, a Câmara Municipal abriu dois concursos para a escolha do projeto do novo Matadouro. No último, realizado em 1884, foi escolhido o projeto de Alberto Kuhlmann para ser construído no antigo "Rincão dos Sapateiros". Sua inauguração se deu em 21/6/1887, tendo sido desativado 40 anos depois.
O conjunto, em tijolo aparente, implantado em terreno de 17.000 m², contava com três galpões paralelos destinados à matança e ao esquartejamento de animais e ao  tendal de animais de grande e pequeno portes.
Fonte Márcia Tancler

São Paulo e outros Municípios
PARQUE ESTADUAL DO JARAGUÁ
Osasco e São Paulo
Processo: 20437/78        Tomb.: Res. 5 de 4/2/83         D. O.  5/2/83
ACERVO DA ESTRADA DE FERRO PERUS-PIRAPORA
Cajamar e São Paulo
Processo: 20536/78        Tomb.: Res. 18 de 4/8/83        D. O.  6/8/83
RESERVA ESTADUAL DA CANTAREIRA E HORTO FLORESTAL
Municípios: Caieiras, Guarulhos, Mairiporã e São Paulo
Processo: 21273/80         Tomb.: Res. 5 de 19/1/87       D.O.  20/1/87

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