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Autor Tópico: Revista da Folha - "Não tem ninguém flanando pela cidade"  (Lida 2162 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 03/Julho/2011, 12:22:17 pm »

Revista da Folha - "Não tem ninguém flanando pela cidade"
NANDO OLIVAL, diretor publicitário e de cinema
Publicitário diz que bairros são pouco explorados por pessoas e por filmes

ANDRÉ LOBATO

Diretor do clipe-comercial da música "Eduardo e Mônica", que fez sucesso recentemente na internet, Nando Olival, 47, reclama das dificuldades de filmar na cidade.

"Demora para a gente se locomover. Às vezes, precisamos duplicar a equipe", diz ele, que usou, na propaganda, cenários como o bar Z Carniceria e o Lions Club, ambos no centro.

Na produtora O2 há 20 anos, Nando também é responsável pela propaganda em que Gisele Bündchen aparece como uma dona de casa rejeitada e codirigiu, com Fernando Meirelles, o filme "Domésticas".

Em novembro, ele lança seu primeiro longa solo, "0s 3", sobre o amor e a amizade entre três jovens.

Como é filmar em São Paulo?
É difícil fazer cenas em vários pontos da cidade porque demora para a gente se locomover. Então, às vezes, precisamos quase duplicar a equipe. Nas gravações de "Eduardo e Mônica", enquanto eu rodava, o diretor de arte ia na frente, para preparar a próxima locação.

O amor do casal cabe na cidade?
A música é sobre como duas pessoas muito diferentes podem se encontrar e se apaixonar. São Paulo está mais favorável a essa letra do que qualquer outra cidade. Aqui, muitas tribos se encontram na mesma festa.

SP é da publicidade ou do cinema?
Usamos muito pouco a cidade. Somos muito clichês. Não só no longa-metragem, mas principalmente no filme publicitário. Não falamos dos botecos do Bom Retiro, do Brás. O cinema não se apropriou da cidade. Teve uma época em que pensei em fazer uma lista de locações e enviar para as produtoras. Os angolanos e os coreanos ainda não estão bem retratados.

Qual é o espírito da cidade?
Acho que é essa pinta de estar sempre ocupado. O paulistano tem de transparecer isso. Não tem ninguém flanando pela cidade. Aqui, parece que você está sempre defasado, não viu aquela peça, não tomou aquele drinque... Está sempre seis passos atrás do que a civilização está fazendo. Flanar faz falta "pacas".

Sobre o que é seu novo filme?

Três caras descartados de suas famílias que se encontram aqui. Mudar de cidade tem muito a ver com São Paulo. O filme fala do ritual de passagem do amor, da amizade.

Gostaria de fazer algo mais autoral?

Quero achar a cor da cidade. Qual a paleta daqui? Não é o preto e branco de Nova York, o ensolarado do Rio nem as cores quentes de Salvador. São Paulo tenta ser a Nova York dos executivos. Mas não é. É esse "melê" [confusão].



Publicado na Revista da Folha (03/07/2011)

http://www1.folha.uol.com.br/revista/saopaulo/sp0307201106.htm

« Última modificação: 03/Julho/2011, 02:10:25 pm por Tatiane Cornetti » Registrado
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