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Autor Tópico: Mobilização leva Conpresp a adiar votação do tombamento do Belas Artes  (Lida 3370 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 02/Outubro/2011, 10:50:01 »

Mobilização leva Conpresp a adiar votação do tombamento do Belas Artes
Por Alexandre Sammogini, da equipe de comunicação do MBA

A urbanista Nadia Somekh, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no conselho municipal de preservação do patrimônio cultural em São Paulo (Conpresp), pediu vista do processo de tombamento do Cine Belas Artes.

Por causa do pedido de vista, foi suspensa a votação prevista para a reunião do Conpresp ocorrida na manhã desta terça-feira (13/09). Os representantes do Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA) comemoraram o adiamento, pois não houve tempo hábil para analisar o processo e preparar a defesa.

Sondagem informal apontava que, se fosse votado hoje, o tombamento seria rejeitado, devido a um discutível parecer contrário da Procuradoria Geral do Município (PGM). Já o parecer técnico do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), órgão assessor do Conpresp, é amplamente favorável ao tombamento, justificando a medida especialmente pelo relevante valor cultural e histórico do cinema e pelas milhares de manifestações públicas de afeto dos cidadãos paulistanos pelo Belas Artes no início do ano, quando foi anunciado o fechamento do cinema. 

Somekh atendeu a um apelo do MBA e cinco entidades ligadas à preservação e ao cinema, que pedem prazo até início de novembro para analisarem e debaterem com a sociedade paulistana os pareceres favoráveis e contrários do processo de tombamento. 

A procuradoria analisou o processo por mais de três meses, indisponibilizando-o para consulta pública, o que impediu seu acesso aos defensores do cinema. A primeira cópia integral do processo foi obtida há pouco mais de uma semana apenas. Apesar do pouco tempo para digerir mais de 620 páginas de processo, uma comissão do movimento formada por Áurea Colaço (advogada da Associação Preserva São Paulo), Beto Gonçalves (representante do MBA) e Fábio Ornelas (documentarista) fez apresentação durante a reunião de hoje do Conpresp em defesa do parecer do DPH e questionou a fragilidade dos argumetnos do parecer da PGM.

Colegas de Somekh, como os urbanistas Nabil Bonduki e Raquel Rolnik, voltaram a defender em blogs e na imprensa nos últimos dias o tombamento do Cine Belas Artes por uma solução inovadora que combine a preservação do prédio e do uso tradicional do cinema como patrimônio imaterial da cidade.

Na próxima quinta-feira, dia 15 de setembro, a partir das 19h30, a Câmara Municipal de São Paulo promove o evento “Noite em Homenagem ao Cine Belas Artes”, com uma sessão de curtas paulistas premiados seguida de audiência pública sobre o tombamento do Belas Artes, com participação de especialistas e autoridades. O evento é uma iniciativa conjunta da Presidência e da Comissão de Administração da Câmara, com apoio do MBA, Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD), Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Associação Preserva São Paulo, Conselho Brasileiro de Entidades Culturais (Cebec) e Via Cultural – Instituto de Pesquia e Ação pela Cultura.


Publicado em 14/09/2011
http://sampasul.net/2/sao-paulo/mobilizacao-leva-conpresp-a-adiar-votacao-do-tombamento-do-belas-artes/
« Última modificação: 02/Outubro/2011, 10:58:26 por Tatiane Cornetti » Registrado
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« Responder #1 : 02/Outubro/2011, 10:53:52 »

Decisão do tombamento do Cine Belas Artes é adiada
Processo volta à Secretaria de Desenvolvimento Urbano para analisar questões jurídicas



Em uma reunião às portas fechadas, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) informou que a decisão do tombamento do Cine Belas Artes será adiada para a próxima reunião, no mês de junho. De acordo com o presidente do Conpresp, José Eduardo de Assis Lefèvre, o processo volta à Secretaria de Desenvolvimento Urbano para análise jurídica. O Cine Belas Artes é um tradicional reduto de cultura e artes de São Paulo e foi fechado em março desse ano por discordância entre o proprietário do imóvel e o dono do cinema.

O advogado do proprietário, José Eduardo G. Eulálio disse que o dono do imóvel, Fábio Maluf é contra o tombamento do prédio. Para o advogado, não existe na lei nenhum fundamento jurídico a favor da medida. “O prédio é um caixote e não possui elementos arquitetônicos que justifiquem essa medida”. Ele afirma que seu cliente não é contra o cinema, mas que gostaria de receber um valor compatível com o mercado. “Tenho certeza de que o prédio não será tombado, se observado o cumprimento da lei”, comentou. Ele não quis informar qual seria o valor justo a ser pago pelo imóvel.

Já a restauradora e artista plástica Anna Lúcia Marcondes, autora da proposição de tombamento, afirma que o cinema existe desde 1946 e é parte da história viva da cidade. Ela explica que o arquiteto que fez o prédio pertencia ao mesmo escritório de Lina Bo Bardi, a mesma que construiu o MASP. “É claro que existiram ao longo do tempo alterações na fachada do cinema. É que o nosso corpo muda, mas o espírito continua. É importante manter esse espírito aberto para gerações futuras”, reiterou. “Não são as paredes, é a vivência que as paredes no dão e o que ela nos traz”, complementou.

Marcondes se apóia na lei 14406/07, conhecida como a lei de proteção ao patrimônio imaterial, sancionada em 2007 pelo prefeito Gilberto Kassab, mas que ainda não foi regulamentada. Leis similares em outras cidades do país permitiram a salvaguarda de outros patrimônios imateriais como o estilo de se tocar viola em Minas, o acarajé da Bahia ou o mercado Saara, no Rio de Janeiro.

O estudante Eduardo de Oliveira reclama da falta de mobilização da comunidade web em torno do tema. Moderador de um blog e de uma página a favor do tombamento no Facebook, Oliveira falou que na causa do Belas Artes participam 88 mil pessoas. Somente para a audiência, ele enviou 3 mil convites. “Cerca de 300 pessoas confirmaram presença, mas apenas eu vim”. Quando perguntado se existe muito ativismo de um clique, ele comentou: “existe uma hashtag para você sair do sofá e fazer alguma coisa. Mesmo no churrasco da gente diferenciada, que 60 mil pessoas assinaram, foram apenas mil”.
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