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Autor Tópico: Casarão da Paulista pode ser demolido  (Lida 2540 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 20/Outubro/2011, 09:17:44 »

Casarão da Paulista pode ser demolido

Por Tiago Dantas

Mais um casarão da Avenida Paulista, região central, será demolido para dar lugar a um empreendimento comercial. A residência Dina Brandi Biachi, uma das seis que restaram no local, vizinha à Casa das Rosas, foi comprada por uma construtora. Nos últimos 30 anos, a via perdeu pelo menos 25 imóveis que serviram de moradia à elite econômica nas primeiras décadas do século XX. Para evitar a demolição, ONGs buscam apoio de órgãos do patrimônio e farão manifestação sábado.

Embora tenha confirmado que é proprietária do terreno, a Even informou que “não comenta projetos não lançados”. A empresa recebeu, em 30 de maio, autorização para “construção de edifício comercial no imóvel situado na Avenida Paulista, 91” (endereço do casarão) do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), segundo ata publicada no Diário Oficial do Estado em 10 de junho.

O documento é necessário pois a obra fica na área de proteção de um bem tombado, a Casa das Rosas. Na tentativa de tentar evitar a demolição, a ONG Associação Preserva São Paulo entrou com um pedido de tombamento do Dina Brandi Bianchi em agosto. O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp) informou que a solicitação “está em análise pelo Departamento do Patrimônio Histórico”, o que não é suficiente para proteger o imóvel.

Além disso, a associação está organizando uma manifestação a favor do tombamento em frente à Casa das Rosas a partir das 11h de sábado. “Estão querendo destruir mais um casarão antigo para construir um prédio. Tudo o que acontece nessa cidade parece atender aos interesses do mercado imobiliário”, afirma Jorge Eduardo Rubies, presidente da ONG.

Bem conservada, a casa de paredes brancas abriga hoje uma agência da Porto Seguro. Funcionários disseram que sabem da venda do imóvel e que terão que sair do local até o fim do ano. “Trabalhar em um lugar bonito como esse dá até gosto. Parece um castelo”, disse uma funcionária, que pediu para não ser identificada.

No fim de novembro, devem ser desocupados três sobrados da Rua Leopoldo de Carvalho, que fica ao lado: um restaurante, uma casa e a sede da Associação Palas Athena – a fundadora da associação, Lia Diskin, organizou a visita do Dalai Lama mês passado.

Um quarto imóvel desta rua foi demolido há cerca de 20 dias para dar ao stand de vendas do empreendimento Alameda Santos Corporate, que deve ser lançado pela Even até o fim do mês. Pelo menos um dos sobrados faz fundos com o terreno do casarão da Paulista, mas um corretor que trabalha na pré-venda do prédio disse não acreditar que haverá uma saída para a avenida.

O Alameda Santos Corporate terá 120 vagas de estacionamento, uma torre de 10 andares e 40 salas comerciais – de 91 m² a 118 m², cujo o m² deve ficar em R$ 20 mil.

Turistas que passavam ontem à tarde pela Paulista se espantaram com a possibilidade de demolição. “A cidade devia preservar casas tão bonitas”, disse o analista de sistemas norte-americano David Horford. “Onde vivo (Chicago), só tem prédios. Não tem vida como aqui.”


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