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Autor Tópico: Obras de Portinari em Batatais passam por indefinição  (Lida 2261 vezes)
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Tatiane Cornetti
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« : 08/Janeiro/2012, 09:36:02 am »

Obras de Portinari em Batatais passam por indefinição
Falta de verba e burocracia impedem o restauro das telas do artista plástico na Igreja de Batatais

Enquanto os painéis "Guerra e Paz" foram restaurados no Rio de Janeiro num processo amplo e irrestrito, outras obras do pintor Candido Portinari, avaliadas em US$ 30 milhões, passam por um período de indefinição no interior paulista.

De acordo com a Prefeitura de Batatais, falta de verbas e burocracia são alguns dos motivos que impedem que 23 obras do artista de Brodowski expostas na igreja matriz do Bom Jesus da Cana Verde sejam restauradas.

O acervo inclui o conjunto de 14 quadros da "Via Sacra", tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) do Estado.

A novela ganhou um novo capítulo no fim do ano passado, quando a justiça julgou favorável a ação pública, movida pelo Ministério Público, que determina o prazo de 30 dias para o início das obras de restauração do acervo.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Batatais informou que a administração vai recorrer da decisão da juíza substituta Roberta de Moraes Prado, porque o município, sem recursos para recuperação das telas, ainda está em busca de "parceiros" para o projeto.

"Fica difícil estabelecer um prazo para início das obras", informa o secretário de Turismo de Batatais, Antonio Carlos Correa.

Cupins
A polêmica começou em 2009, quando excrementos de cupins foram detectados, inicialmente, em duas telas do artista plástico batataense Mozar Pelá, por funcionários da limpeza da igreja matriz. Cinco dias depois, caminhando pela igreja, o padre Pedro Bartolomeu percebeu excrementos na moldura da tela "Sagrada Família", de Portinari.

A descoberta foi comunicada a Antonio Carlos Correa, que anunciou a abertura de licitação pública para a contratação de empresa especializada para o restauro das obras. O vencedor da licitação foi o ateliê De Vera Artes, de São Paulo.

Porém, o serviço dependia de análises e aprovações do projeto pelo Condephaat, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Fundação Portinari, uma vez que existem ali obras tombadas. O fato é que o restauro não foi realizado até hoje.

"O projeto já está pronto, mas dependemos do Iphan para dar início a este processo", informa o secretário de Turismo.

Correa diz que, para autorizar a restauração, o Iphan exige que os quadros pintados pelo artista ocupem um espaço com exclusividade. Algo que já foi feito, de acordo com o secretário.

"O Iphan também questionou sobre a empresa que iria remover as obras do local para o restauro. Todas essas informações foram enviadas ano passado e ainda estamos na espera", explica.

Lei Rouanet
O secretário diz que necessita do parecer do instituto para inscrever o projeto de restauro na Lei Rouanet. Outra etapa para que seja feita a captação de recursos, de acordo com Correa, é o tombamento de todo o conjunto das obras de Portinari que estão no local.

O processo foi realizado após aprovação do conselho municipal que cuida do patrimônio histórico. Além do tombamento municipal, o conjunto de 14 telas da "Via Sacra" já era protegido por decisão do Condephaat desde a década de 1980.

Os gastos para as obras podem chegar a R$ 400 mil, dinheiro que será captado via iniciativa privada. Apesar de que, por ser considerada oficialmente uma estância turística, Batatais recebe anualmente uma média de R$ 2 milhões para projetos de turismo.

"Mas esse recurso público tem todo um direcionamento. No ano passado, foi usado para a estação de tratamento de esgoto da cidade e, este ano, vai ser utilizado para a manutenção das praças públicas", argumenta.

A reportagem tentou entrar em contato com o superintendente do Iphan em São Paulo, mas o arquiteto Mauro Bondi não respondeu às perguntas até o fechamento desta edição.

Secretário diz que não há prejuízo
O secretário de Turismo Antonio Carlos Correa lembra que as telas de Portinari não estão sendo prejudicadas por causa da morosidade no processo de restauração.

"Já fizemos a descupinização das obras e temos segurança 24 horas na igreja. Tudo está controlado", garante.

A igreja do Bom Jesus da Cana Verde de Batatais reúne 23 obras sacras de Candido Portinari pintadas entre 1950 e 1951 a pedido de um fazendeiro chamado José Martins de Barros. As telas custaram uma fortuna na época: 850 mil cruzeiros.

De acordo com especialistas, três obras de Portinari valem US$ 15 milhões. "Jesus e os Apóstolos" é a mais cara. Medindo oito por 4,5 metros, está avaliada em US$ 6 milhões. "A Sagrada Família" e "Fuga para o Egito", de 2,5 por 1,5 metro, valem US$ 4,5 milhões. A "Via Sacra", com 14 quadros, "Transfiguração", "O Batismo", "Martírio de São Sebastião" e "Milagres de Nossa Senhora" somam mais US$ 15 milhões.



Publicado no site EPTV.COM (07/01/2012)
http://www.jornalacidade.com.br/editorias/caderno-c/2012/01/07/obras-de-portinari-em-batatais-passam-por-indefinicao.html
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