PreservaSP
22/Setembro/2017, 11:03:12 *
Bem-vindo, Visitante. Por favor faça o Login ou Registe-se.

Login com nome de usuário, senha e duração da sessão
Notícias:


Abaixo-assinado pela criação do Parque de Pinheiros, o 1o. do bairro! Assine e divulgue!


 
   Home   Ajuda Pesquisa Calendário Login Registre-se  
Páginas: [1]   Ir para o Fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Martinelli resgata seu rosa original dos anos 1930  (Lida 3366 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão vendo este tópico.
Tatiane Cornetti
Administrator
Membro Master
*****

Karma: 0
Offline Offline

Mensagens: 729


Ver Perfil Email
« : 20/Agosto/2012, 01:39:34 »

Martinelli resgata seu rosa original dos anos 1930
Com 130 metros, histórico arranha-céu foi desbotando ao longo das décadas por causa de chuvas, poluição e falta de conservação

EDISON VEIGA, TIAGO QUEIROZ - O Estado de S.Paulo

Na colher do pedreiro, a massa fresca é tão rosa quanto a do fim da década de 1920, quando o Edifício Martinelli estava sendo erguido. "A diferença é que, na época, a coloração vinha de um tipo de cimento europeu. Hoje, utilizamos argamassa pigmentada", explica o conservador e restaurador Antonio Sarasá. Desde 2008, ele comanda o trabalho de recuperação do histórico arranha-céu de 130 metros de altura, um dos símbolos da cidade.

O restauro era necessário. E não só porque, com o passar dos anos, o Martinelli foi desbotando pelo tempo, pelas chuvas, pela poluição. Para um senhor prédio de quase 80 anos - apesar de inaugurado em 1929, ele só foi concluído em 1934 -, perder o brilho não era o maior problema. "Havia infiltração no telhado, janelas deterioradas, pisos soltos e sem cor...", enumera Sarasá.

A administração do prédio entendeu que uma intervenção era necessária. Começou então uma verdadeira obsessão por conter os gastos, para que fosse possível bancar a recuperação. "Começamos a economizar energia e água. Tudo para fazer caixa", explica o supervisor de manutenção do edifício, Nivaldo Peixoto Júnior. Em 2003, a conta mensal de água girava em torno de R$ 41 mil. Hoje, não passa de R$ 32 mil.

A obra começou em 2008, pela parte estrutural. "Só há poucos meses passamos a mexer na fachada. Então o trabalho se tornou visível a quem passa em frente", diz Sarasá. Até agora, R$ 1,5 milhão já foram investidos. E o rosa voltou mais vivo entre os andares 22 e 26. Também foi feito um trabalho de eliminação de pragas. "O prédio estava infestado", conta Sérgio Magno, químico responsável pelo serviço.

O Martinelli teve sua fase áurea até 1945. Na época, o então maior prédio de São Paulo tinha salões de dança, cinema, hotel e restaurante. Entre 1945 e o fim da década de 1970, o luxo deu lugar à decadência. O que era um classudo hotel se transformou em hospedaria de alta rotatividade. O endereço também abrigou bares, boates e um espaço de entretenimento adulto - misto de cabaré e cassino. Com o passar dos anos, o prédio se transformou em cortiço. Em 1975, a Prefeitura desapropriou o Martinelli e começou a restaurá-lo. Reinaugurados em 1979, seus andares foram locados a órgãos públicos e empresas privadas.

Imaginário. Mesmo com altos e baixos, o gigante rosa jamais perdeu seu espaço no imaginário dos paulistanos. Em 1995, o escritor Marcos Rey (1925-1999) lançou O Último Mamífero do Martinelli, em que narra a história fictícia de um sujeito que se esconde nas obras do prédio.



Publicado no Estadão (19/08/2012)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,martinelli-resgata-seu-rosa-original--dos-anos-1930-,918547,0.htm
Registrado
Páginas: [1]   Ir para o Topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.4 | SMF © 2006, Simple Machines LLC XHTML 1.0 Válido! CSS Válido!